domingo, 21 de maio de 2017

 Sabia que ....

a 13 de maio de 1757, três pastorinhas, na Serra da Aboboreira, viram a Virgem Maria...
Nas Memórias paroquiais de Folhada, em 1758 , o abade José Franco Bravo, na questão sobre “tudo o mais que houver digno de memória, de que não faça menção o presente interrogatório”, relatou, detalhadamente, o avistamento da Virgem feito por três pastorinhas. As três jovens, menores de 12 anos, andavam a apascentar ovelhas no lugar do Outeiro do Preiro e já no fim do dia, pouco antes do pôr-do-sol, ouviram uma voz que as chamava pelos seus nomes próprios (duas eram Marias e uma Teresa). Tratava-se de uma mulher encostada a fragas altas, que sendo de média estatura, resplandecia luz. Chegadas à dita senhora, esta animou-as “com afagos” e falou com as meninas. Pegou na mão da menina mais virtuosa, tirou o rosário que outra menina trazia ao pescoço e atirou-o aos céus e repreendeu a mais velhinha das três, pelo vício que tinha de falar do demónio. A dita senhora pediu, ainda, às três crianças que chegadas à sua localidade contassem o que viram e pedissem a todos para jejuarem pão e água nas primeiras sextas-feiras e sábados e que fizessem uma romaria em louvor de Nossa Senhora, à volta daqueles penedos. Após contarem o que viram, ao local acorreu povo da localidade e de várias léguas ao redor, considerando um milagre o aparecimento da Virgem às pastorinhas. O abade da paróquia averiguou a situação e deu a conhecer a situação ao provisor do Bispado, tendo-se considerado as crianças uma fonte fidedigna, mesmo porque a população local relatava que por várias vezes haviam visto uma luz resplandecente, durante a noite, no local da dita aparição, até ao dia 13 de maio desse dito ano, não voltando, depois, a ser vista essa claridade. O abade referiu, ainda, que após o avistamento, realizaram-se vários milagres e que o povo acorria ao local, onde o pároco mandou colocar uma estampa de Nossa Senhora da Lapa e uma cruz de pau.

      Cf. TT, Torre do Tombo, PT/TT/MPRQ/15/98, Memórias Paroquiais de Folhada, 1758, vol. 15, n.º 98, p. 606-607.







 
 

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