segunda-feira, 27 de abril de 2020

          Sabia que...
                       No dia 28 de outubro de 1814, a Excelentíssima Senhora Dona Bernarda Benedita de Lacerda dá entrada como recolhida no Mosteiro de Arouca?

             Sabia que....
                             Em 27 de junho de 1815, o Procurador da Administração da Casa do Paraíso e sua anexa Casa do Fofo, sita na freguesia de São Martinho de Recesinhos, do Couto de Vila Boa de Quires, apresentou queixa contra António Vieira e sua mulher, Manuel Machado e sua mulher e Custódio Pinto e sua mulher, todos dos Lugar de Covinhas da mesma freguesia, por estes "...sem direito nem licença usurpão a dita agoa", da presa que é pertença da Casa do Fofo.
"...e assim fiquem a saber quem nela mais bulir nos dias que são próprios da Quinta..., sob pena de terem de pagar duzentos cruzados para o acusador e despesas da Relação e sessenta dias de cadeia e cinco anos de degredo para a Angola por cada huma vez que qualquer dos suplicados o fizerem e perturbarem a dita Casa no uzo da refferida agoa."



A febre amarela em outubro de 1819 e a suspensão das feiras.
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     Em 4 de outubro de 1819 a Junta de saúde noticiou a existência de febre amarela em Cadiz e Sevilha. O corregedor de comarca ordenou ao médico de Penafiel António de Almeida que comunicasse à referida Junta qual era o estado de saúde em Penafiel e se já haviam registado casos desta doença.
Não sabemos, contudo, qual foi a resposta dada pelo mesmo.
No entanto, a 4 de novembro desse ano, a feira de São Martinho foi cancelada. O povo da localidade ficou revoltado com esta medida e culpou o médico do cancelamento da feira, não acatando bem as ordens municipais. A população acusava o dito médico de ter avisado a Junta de Saúde da existência desta feira e que a ela acorriam muitas "gentes de Espanha".
Desta forma, os comerciantes e os penafidelenses desobedeceram às ordens impostas e no dia 10 realizou-se a feira como de costume e após a intervenção da polícia, no dia 11 o povo juntou-se no lugar do Beco com as bestas e aí realizou a feira do gado. No dia 12, mais uma vez, intervieram as justiças e os comerciantes e o povo deslocaram-se "para lá da ponte de Santiago, já no concelho de Lousada e aí, no dia 13 e 15 fizeram a feira das bestas".
         Cf. BPP, Maço 1980.
A imagem pode conter: texto que diz "Pessoa infectada pelo virus Haemagogus Aedes aegypti Virus da febre amarela Primatas"

Quinta de Santo Inácio de Fiães, em São Pedro de Avintes 
Vila Nova de Gaia

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 Segundo o prazo e apegação, feito em 1788, pelo Marquês de Lavradio a Pedro Van Zeller, a Quinta era nessa altura composta por:
- Terras do Monte;
- Uma pedreira antiga;
- Terras das Boucas ou Quintela;
- Pinhal do Padrão;
- Montados;
- Portarias;
- Casas dos Caseiros de fora;
- Terras Baldias;
- Mina de água ao nascente da Quinta e mais outras minas de água;
- Quinhão da Pesqueira;
- Uma casa nova sobradada e telhada com sua varanda sobre o Rio Douro e fica "mista a huã lingoeta de pedra que he a serventia só desta Quinta e Prazo";

O referido documento descreve, ainda, a casa e capela da seguinte forma:
"Pateo quadrado com seu Portico e na frente deste formosa casa sobradada com dez janelas para o sul e poente com uma escadaria de pedra de 2 lances e a sul deste Pateo hum formozo Tanque com 3 bicas de agoa, ao Norte do mesmo huã corrente de casas solhadas e telhadas para commodo de famílias, e ao Poente do mesmo suas cavallariças, e casas de lacayos, ao sul das sobreditas casas tem huã boã capella com sua porta principal para o mesmo Sul. Tem ao Norte do mesmo pateo huã corrente pela parte de trás das casas de familias, que fazem face ao mesmo pateo, huã corrente de casas terreas, e telhadas com seu famoso Quinteiro, cortes de gados, casas de avigoarias, e Eira onde se arrumão os caseiros da lavoura da dita Quinta. Tem mais dentro desta medição hum bom jardim com seu Repucho d'água e ao nascente desta huã orta ajardinada com várias arvores fructiferas. Tem mais dentro desta medição varias terras lavradias, Pomares de espinho, e de fructos, devezas de arcos, matos e pinhaes..."
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           Estimados utentes e amigos, apesar de estarmos encerrados ao público, estamos a trabalhar para conseguirmos colocar o máximo de documentos online. Desta forma, brevemente teremos a série das décimas disponíveis, bem como o fundo da Casa do Fôfo, os documentos relativos à Quinta de Santo Inácio em Avintes pertencentes ao Morgado da Aveleda e vários documentos do Fundo Comercial Foto Antony.
Aproveitem este período de recolhimento para conhecerem um pouco da história do nosso concelho, para se dedicarem à história da vossa família, fazendo a vossa árvore genealógica, entre outras possíveis pesquisas.
Boas Pesquisas
Gripe espanhola ou pneumónica (Parte III)
               O apoio de civis ao Estado durante a gripe espanhola ou pneumónica:
Durante a segunda vaga desta doença, já referida em postagens anteriores, o Estado entendeu que não conseguia resolver todos os problemas e carências. Desta forma, Ricardo Jorge apelou à formação de Comissões de Socorros locais que ajudassem as autoridades sanitárias.
Salienta-se, assim, a ação da Cruz Vermelha em todo o País. Esta montou ou ajudou a montar vários hospitais provisórios, nomeadamente em Amarante, Vila Meã e Candemil, participou em missões sanitárias, instalou postos de socorros, providenciou médicos, enfermeiros, maqueiros e cedeu automóveis.
Em Lisboa, os escuteiros deram também apoio hospitalar. Nas cozinhas económicas, distribuíram-se aos convalescentes e aos mais necessitados esmolas e senhas.
Muitos médicos, por todo o país, se juntaram, quer prestando apoio médico, quer mesmo económico. Por exemplo, em Carcavelos, Alberto Amado, com o apoio de famílias ilustres, formou uma brigada sanitária para tratar os doentes de Cascais, tendo visitado uma média de 100 doentes por dia. O mesmo fez Pires de Lima na zona de Famalicão, aí, de 1 a 25 de outubro, terá tratado cerca de 505 doentes.
No Minho, criaram-se várias casas de isolamento a cargo das Misericórdias, com o apoio da Direção Geral de Saúde e de vários filantropos locais, como por exemplo, em Caminha.
Em vários concelhos foram adiados exames e atrasado o regresso às aulas como medidas preventivas. Em muitas igrejas cessou o culto religioso e, um pouco por todo o lado, eram queimados ramos de pinho, alecrim e eucalipto com o intuito de “purificar a atmosfera”, as ruas e casas eram lavadas. Suspenderam-se as ligações entre Portugal e Espanha.

Por todo o território português verificou-se, na altura, que o pessoal clínico era manifestamente insuficiente para acudir a todas as necessidades. À falta de profissionais de saúde, somou-se a falta de medicamentos e a escassez de vários produtos, como por exemplo, açúcar para os chás que se consideravam fundamentais na terapêutica da época e a falta de mostarda, utilizada na composição das mezinhas e substâncias medicamentosas com o que acudiam a estes doentes.
Várias escolas foram convertidas em hospitais, essencialmente em Lisboa, como por exemplo, o Liceu Camões e, em Alhandra, a respetiva escola.
Em outubro de 1918, a Direção Geral de Saúde impôs um conjunto de medidas profiláticas. No entanto, foram insuficientes.
Estas medidas foram as seguintes:
- Obrigatoriedade dos médicos comunicarem à Direção Geral de Saúde todos os casos diagnosticados;
- Criação de hospitais improvisados (um deles foi o Convento das Trinas, em Lisboa;
- Abastecimento das farmácias com remédios indispensáveis para o tratamento da doença;
- Controlo das migrações;
- Divisão dos concelhos em áreas médico-farmacêuticas;
- Mobilização dos médicos, incluindo os reformados;
- Sensibilização das populações para a formação das “Comissões de socorro”.

Contudo, a falta de médicos foi notória e gravíssima, muitas farmácias fecharam por falta de funcionários, tendo-se verificado várias mortes entre estes profissionais.
Tal como referiu Alexandra Esteves, “Por todo o país, romperam-se quotidianos, suspenderam-se mesteres, fecharam-se padarias, mercearias e outros serviços que garantiam o abastecimento das populações. A morte banalizou-se, os corpos amontoavam-se nas morgues, os enterros sucediam-se, o toque a finados parecia não ter fim. Até este também parou, pelo menos em algumas localidades, por decisão das autoridades, pois não se conseguia cumprir aquilo que Moisés Espírito Santo definiu sendo uma das funções do sino: a de fechar o tempo que cabe a cada um.”
Sobretudo em Lisboa, com o avolumar do número de mortos, tornou-se imperioso enterrar muitos em valas comuns, no cemitério dos Prazeres para as vítimas falecidas no Hospital das Trinas, no cemitério de Benfica para os mortos no Hospital do Rego.

             Cf: Esteves, Alexandra – “O impacto da Pneumónica em alguns concelhos do Minho”; Sobral, José Manuel; Lima, Maria Luísa – “A epidemia da pneumónica em Portugal…; Garnel, Maria Rita Lino – “Morte e Memória da Pneumónica…”.

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Pandemia:
 A pneumónica ou gripe espanhola II (continuação)
      Tal como já referimos, o seu impacto foi maior entre jovens adultos e não nas vítimas habituais das gripes que eram essencialmente, os mais idosos e as crianças, os doentes e os subnutridos.
Por que motivo se designava de “influenza”?
Esta designação provém do italiano e liga-se ao facto destas gripes epidémicas, desde o século XVI, serem atribuídas segundo as teorias dessa época, a fenómenos naturais como a passagem de cometas ou meteoros, fenómenos sísmicos, erupções de vulcões, ventos e mudanças súbitas de temperatura, ou seja, à “influência” dos céus, portanto, “influenza corli”.
“Espanhola” pelo simples facto de as primeiras notícias do seu aparecimento estarem relacionadas com o país vizinho.
Por sua vez, a designação de gripe tem origem no termo francês “agripper” ou “gripper” que significa agarrar e que foi a designação adotada para designar um surto em 1743, passando, desta forma, para o vocabulário corrente em português.
Em Portugal, esta epidemia ficou vulgarmente conhecida por “pneumónica”, devido ao facto desta atacar fortemente os pulmões.
Desde quando se tem conhecimento das gripes?
A doença foi identificada já por Hipócrates.
No século XIX, conhecem-se variadíssimos surtos epidérmicos, alguns com escala mundial, sendo um deles a gripe “russa” que teria começado no Uzbequistão em 1889 e que terá causado 1 milhão de vítimas mortais.
A medicina da época mostrava-se impotente para combater a epidemia e o pânico gerado pela mesma também não ajudou.
Um dos cientistas mais eminentes na altura era Richard Pfeiffer, que pensava ter descoberto o bacilo causador da gripe. No entanto, tal como outros argumentavam, ele estava incorreto.
O agente era um vírus, tal como defendiam muitos cientistas, entre eles o português Ricardo Jorge, tendo sido este vírus só isolado em 1933, recorrendo-se a microscópios muito mais potentes do que os disponíveis do tempo da pandemia.
Assim, o vírus penetrava pelo nariz, afetando a garganta, as vias respiratórias e os pulmões, podendo desencadear pneumonias.
Em Portugal, a pneumónica fez-se sentir logo em finais de maio 1918, no Alentejo, com o regresso dos trabalhadores rurais portugueses da Estremadura Espanhola. A partir daí difundiu-se por todo o país. As peregrinações existentes, bem como as ligações comerciais entre Madrid, Lisboa e Porto também a favoreceram e facilitaram, assim, a disseminação da doença. Este primeiro surto, não muito mortífero, não foi muito levado a sério na população em geral, embora tivesse inquietado os médicos. 
Em férias, nos finais de Agosto em 1918, iniciou-se a segunda vaga, sendo detetados vários casos muito graves em Vila Nova de Gaia e no Porto e alastrando rapidamente a todo norte do país, essencialmente, levada pelos soldados a quem foi dada autorização para regressar às suas localidades. A irradicação no Porto fez-se, essencialmente, em ambas as margens do Douro até à fronteira com Espanha, havendo, contudo, focos na zona central do nosso país e atingindo o Algarve em inícios de outubro de 1918.
Esta segunda vaga foi a mais mortífera de todas. A terceira vaga, por sua vez, desenrolou-se em abril e maio de 1919 e não teve o impacto mortífero da anterior.
No que respeita aos óbitos, Lisboa, Porto e Viseu foram os três distritos com maior número de óbitos, mas também temos de ter em conta o facto de serem distritos muito populosos.
Houve, no entanto, sete distritos em que a mortalidade de 1918 duplicou comparativamente a 1917,devido à pneumónica, ou seja, Coimbra, Vila Real, Leiria, Santarém, Faro, Viseu e Bragança.
Quanto ao género, ao contrário do que se verificou a nível mundial, em Portugal a pneumónica fez mais vítimas entre as mulheres.
Quanto à faixa etária, a mortalidade, devido a essa pandemia, atinge um pico entre os 25 a 35 anos.
A pneumónica atingiu todas as classes sociais e mesmo figuras públicas de relevo, como por exemplo: o rei de Espanha, o presidente dos E.U.A, os primeiros-ministros da Alemanha, França e Grã-Bretanha, o presidente eleito do Brasil, entre outros.
Em Portugal houve vítimas na alta burguesia e nas camadas mais elevadas da classe média, como por exemplo: o conde de Almeida Araújo, um neto do Visconde de Alvalade, os compositores António Fragoso e Pedro Blanco, os pintores Amadeu de Sousa Cardoso e Santa- Rita.
Vários médicos ficaram que na história estiveram ligados ao combate desta epidemia, como o médico higienista professor Almeida Garrett que superintendeu ao combate à mesma no norte de Portugal, sobretudo no Porto. O professor de medicina Joaquim Alberto Pires de Lima, que se encontrava na altura da segunda vaga na zona do Vale do Ave, onde acudiu a centenas de doentes, e o celebre Ricardo Jorge, grande autoridade em matéria de epidemias em Portugal e que dirigiu o combate em Portugal.

          Cf: Sobral, José Manuel; Lima, Maria Luísa – A epidemia da pneumónica e Portugal…; Esteves, Alexandra – O Impacto da pneumónica em alguns concelhos… In CEM n.º 5/Cultura, Espaço & Memória.

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domingo, 12 de abril de 2020

Pandemias: 
Gripe espanhola ou pneumónica
           Numa altura em que tanto se fala em pandemias, e em que muitos recordam a gripe pneumónica, divulgando-se informações e factos sobre a mesma nas redes sociais que não correspondem às mais recentes investigações históricas sobre essa pandemia, vimos aqui falar-vos um pouco da pneumónica ou gripe espanhola.
A gripe pneumónica surgiu em três vagas sucessivas, entre junho de 1918 e março 1919. Teve uma curta duração, comparada com outras pandemias, uma vez que os seus efeitos se fizeram sentir em Portugal, durante dois anos aproximadamente. Caracterizou-se pela elevada morbilidade e mortalidade, essencialmente nos estratos jovens da população. Até à atualidade, pensa-se que terá sido a maior pandemia no mundo, após a peste negra e talvez a que mais mortos provocou na história da humanidade.
A pneumónica, muito pouco falada nas últimas décadas e quase silenciada, talvez devido ao facto de ter coincidido com a primeira grande guerra, superou largamente a mortandade produzida por esta, tendo ceifado entre 20 a 40 milhões de vidas em todo o mundo e afetado cerca de 500 milhões de pessoas, ou seja, um em cada três habitante do planeta.
O desenvolvimento tardio da história da medicina e da saúde, algo que se tem vindo a aprofundar, sobretudo já neste século XXI, permitiu que estas pandemias tenham ficado esquecidas e enterradas no passado. O interesse pela gripe espanhola foi incrementado após várias epidemias de gripe que se foram sentindo nas últimas décadas, nomeadamente, a gripe das aves, em 2005, e a gripe suína ou gripe A, em 2009. Estas levaram a que os investigadores se debruçassem sobre outras pandemias resultantes da mutação do vírus causador da gripe.
Qual foi a origem geográfica da pneumónica?
A origem é incerta e existem várias hipóteses: 
1 – Segundo alguns autores, ter-se-ia desenvolvido na Ásia, local onde se detetaram os primeiros casos entre as tropas francesas, em abril de 1918;
2 – Esta versão aponta para os Estados Unidos, concretamente para o estado do Kansas, tendo sido trazida para a Europa pelo Corpo Expedicionário Americano, espalhando por toda a Europa. 
3 – Alguns autores ainda defendem uma origem europeia.
A elevada mortandade deveu-se, essencialmente, à demora no diagnóstico do mal. Sendo a tuberculose uma das principais caudas de morte, na época, no mundo ocidental, levava a confusões no diagnóstico e consecutivamente no tratamento. No caso português não nos podemos esquecer que estávamos a recuperar de um surto de tifo exantemático. Em Portugal, nas primeiras décadas do século XX, várias doenças infectocontagiosas faziam-se sentir, nomeadamente, a febre tifóide, a varíola, entre outras. Assim, quando a “gripe espanhola” chegou a Portugal, em 1918, vivia-se um contexto de crise económica, social, política e ideológica. No nosso país, apesar de ainda não existirem números mais concretos e serem urgentes mais estudos locais sobre a mesma, estima-se que tenha provocado 130 mil mortes, o que demonstra uma taxa de mortalidade superior à dos outros países europeus. A rede de assistência médica da altura era muito frágil e esta pandemia abalou-a ainda mais, estimando-se que dizimou 2% da nossa população.

         Cf: Lima, Maria Luísa; Sobral, José Manuel – A epidemia da pneumónica em Portugal no seu tempo histórico. In ler História/73, 2018, p. 45-66;
             Esteves, Alexandra – O impacto da pneumónica em alguns concelhos do Alto Minho. In CEM n.º 5/Cultura, Espaço & Memória, p.165-181.
           Garnel, Maria Rita Lino – Morte e Memória da Pneumónica de 1918. In Sobral, José Manuel (org.) – A pandemia esquecida. Olhares Comparados sobre a pneumónica 1918-1919, ICS, 2009, p. 221-235.

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               Sabia que...
            No dia 2 de fevereiro de 1816, segundo o médico António de Almeida, perto da uma hora da noite, verificou-se "hum grande tremor de terra vertical, que duraria dois minutos com grande abalo e estrondo, mas não fez prejuízo algum ...Pelas seis horas seguintes da manhã houve repetição mas leve."

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Nossa Senhora da Lapa
 na Igreja da Santa Casa da Misericórdia
         
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         António de Almeida, médico e Presidente da Câmara Municipal de Penafiel, nos inícios do século XIX, nas suas memórias particulares da localidade, dava conta que "em 8 de setembro de 1821 houve durante a noite fogo da Senhora da Lapa, tal como era costume antigo, mas que havia sido interrompido há mais de 12 anos".
No ano seguinte, a 7 de setembro de 1822, "houve fogo e iluminação à mesma Senhora"

Falta de chuva em Penafiel em abril de 1817
        O tempo seco nesta região nos primeiros meses do ano de 1817 levou a população a solicitar a intervenção divina.
Assim, a partir do dia 15 de abril a Ordem de Nossa Sr.ª do Carmo iniciou preces rogativas a Deus na sua Igreja solicitando chuva.
No dia 17 a Igreja da Misericórdia juntou-se às preces rogativas e levam para o seu templo as imagens do Sr. dos Passos, do Sr. do Hospital e da Sr.ª das Dores para que se iniciasse as preces nesta igreja com o apoio destas imagens.
Estas preces por chuva continuaram assim, também na Igreja da Misericórdia durante todo o mês de abril, por conta dos devotos.
António de Almeida no seu diário comentou que a partir do dia 24 desse mês começou a "chover mansamente".
No dia 26 as ditas imagens que haviam sido levadas para a Misericórdia regressaram à capela do Hospital pela noite.
          Cf. BPP, Ms. 1980.
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