terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

II SEMINÁRIO
PENAFIEL E OS PENAFIDELENSES NA HISTÓRIA
10 de março de 2018

Inscrição gratuita mas OBRIGATÓRIA.
Email: amigosdoarquivo.penafiel@gmail.com
Telefone: 255 710 700 (ext. 503)
Os Amigos do Arquivo de Penafiel irão levar a efeito o II Seminário: Penafiel e os Penafidelenses na História, que se irá realizar no próximo dia 10 de março, no auditório do Museu Municipal e fará parte da programação das Comemorações dos 248 anos da elevação de Penafiel a cidade.
A inscrição é gratuita mas é obrigatória. Para isso basta utilizar os contactos acima referidos para efetuar essa inscrição. Contamos com a vossa presença.
Foto de Amigos do Arquivo de Penafiel.
           Casa da Companhia
           José de Azevedo e Sousa era um grande tanoeiro, seguindo os passos de seu pai. Os seus negócios passavam pelo comércio e produção de vinho do Porto, que durante séculos e até aos dias de hoje gera riqueza. Além de produtor, também pertencia à Companhia da Agricultura das Vinhas do Alto Douro, onde era acionista habilitado ao exercício de cargos na Junta de Administração, de provedor, vice-provedor ou deputado. Sabemos que as suas adegas se localizavam em Canelas, e que possuía 114 pipas, pelo menos no ano de 1777. Alguns artigos levam-nos a pensar que esteve envolvido na Revolta dos Tanoeiros, sendo identificado como um dos mais ricos tanoeiros do Porto. 
Pertencia à Ordem de Cristo, hábito que conseguiu através de uma carta padrão. A sua entrada na Ordem foi formalmente aceite no ano de 1766, pelo prior Estevão Gamboa, da Ordem de Cristo, em Coimbra.
Era também acionista da Companhia Geral de Pernambuco e Paraíba, o que demonstra que alargou os seus negócios para lá do Atlântico. No seu inventário encontramos uma série de listagens de devedores, demonstrando que ele se dedicava à usura.
Entre os seus parceiros comerciais encontramos nomes que marcaram a História de Portugal, como é o caso de Beleza de Andrade, assim como o nome de muitos 
Quanto à sua vida pessoal, sabemos que se casou duas vezes, com duas Marianas, a primeira com Mariana de Jesus e o segundo matrimónio foi com Mariana de Jesus Rocha. Do primeiro matrimónio, José de Azevedo e Sousa teve dois filhos: José de Azevedo, do qual só temos a data de nascimento e nunca é referido na documentação, o que nos leva a supor que possa ter morrido ainda em criança. Teve, também, Francisco Maria de Azevedo, que foi tesoureiro-mor da Sé do Porto. O segundo casamento foi com Mariana de Jesus Rocha e tiveram 5 filhos: Dona Sebastiana Máxima de Azevedo e Sousa, Dona Maria Clementina de Azevedo e Sousa, Dona Ana Benedita de Azevedo e Sousa, Dona Isabel de Azevedo e Sousa e José Joaquim de Azevedo e Sousa. 
Cf. GOMES, Cecília. Casa da Companhia. Notícias de Penafiel, Penafiel, 17 de junho. 2016. Edição n.º9. p.8.
Foto de Amigos do Arquivo de Penafiel.
                 Sabia que…
        Já se encontra disponível na página do Arquivo Municipal de Penafiel, parte do arquivo pessoal do Padre Manuel Mendes, de Paço de Sousa. Este arquivo é composto por 3 álbuns com fotografias referentes ao Cinquentenário da Associação Humanitária Bombeiros Voluntários de Paço de Sousa, datado de 1988, ao Cinquentenário da Banda Musical de Paço de Sousa, datado de 1991 e à elevação de Paço de Sousa a vila, datado de 1991.
Estes álbuns entraram no Arquivo Municipal de Penafiel, pelas mãos do Sr. Padre Manuel Mendes, que foram cedidos para serem digitalizados e disponibilizados. Após a digitalização, os álbuns foram devolvidos ao Sr. Padre e as digitalizações das fotos foram descritas e disponibilizadas ao público, através do programa do Arquivo Municipal de Penafiel.

Maria de Meireles Freire 
2.ª morgada da Aveleda
           Filha de Maria de Meireles e de Miguel Moreira e 2.ª morgada da Aveleda. Casou com Manuel Guedes da Fonseca e teve quatro filhos.
Gonçalo de Meireles Freire, Margarida Caetana, Mariana Josefa que viveu na companhia de seu tio, o capitão-mor Rodrigo Guedes e Josefa Jacinta que foi religiosos professo no mosteiro de São Bento da Avé Maria da cidade do Porto.
Cf. ARQUIVO MUNICIPAL DE PENAFIEL – Inventário do acervo documental do Morgado da Aveleda. Penafiel: Câmara Municipal de Penafiel, 2011, p.833.
Imagem pertencente ao espólio do Morgado da Aveleda, cota PT/SACQA/MA/C/E/cd.01.
Foto de Amigos do Arquivo de Penafiel.Foto de Amigos do Arquivo de Penafiel.

Maria do Carmo Palha de Faria Lacerda
           Nasceu a 13 de janeiro de 1838. Faleceu a 23 de julho de 1904. Filha de José Pedro de Faria Mascarenhas e Melo de Lacerda e de Dona Maria da Piedade Pereira Palha de Faria (sobrinha do marido).
Dona Maria do Carmo tinha mais dois irmãos: Dona Maria Brígida de Faria Mascarenhas de Melo Palha e João José de Faria Mascarenhas de Melo.
Dona Maria do Carmo casou em primeiras núpcias com Estevão José Pereira Palha de Faria de Lacerda de quem teve uma filha, D. Maria da Piedade Palha Faria Lacerda. O seu primeiro marido era filho de Dona Maria do Carmo de Faria de Lacerda e de José Pereira Palha de Faria Guião (desembargador) e seu tio, irmão de sua mãe. O seu primeiro marido, nascido a 26 de outubro de 1815, casou em primeiras núpcias a 8 de setembro de 1842, com Dona Maria do Patrocínio Osório Cabral Pereira Forjaz e Meneses, de quem teve duas filhas e um filho. Faleceu em Oeiras, em 16 de agosto de 1861, tinha Maria do Carmo 23 anos e ele à data da morte tinha 46 anos de idade.

Cf. ARQUIVO MUNICIPAL DE PENAFIEL – Inventário do acervo documental do Morgado da Aveleda. Penafiel: Câmara Municipal de Penafiel, 2011, p.1140.
Foto de Amigos do Arquivo de Penafiel.
        Frei Manuel de S. Bento 
Natural da freguesia de Fermedo, concelho de Arouca.
Entrou para a ordem beneditina «pela prenda de fazer órgãos», do qual se destacou o órgão do mosteiro de S. Bento da Vitória, na cidade do Porto.
Nos últimos anos da vida recolheu-se ao mosteiro de Paço de Sousa e lá foi sepultado, em 15 de março de 1757.

Cf. MENDES, Manuel – Esboço histórico da Banda Musical de Paço de Sousa (no seu cinquentenário). Paço de Sousa. Banda Musical e Cultural de Paço de Sousa, 1991, p.17-19.
Foto de Amigos do Arquivo de Penafiel.
            Sabia que...
A 18 de março de 1941 foi inaugurado o busto do poeta António Nobre, no Jardim do Calvário, em Penafiel.
Foto de Amigos do Arquivo de Penafiel.