quinta-feira, 9 de março de 2017

 
Casa da Câmara

Depois de Arrifana ascender à categoria de vila, é adjudicada, em 1747, ao mestre pedreiro Domingos Barbosa, a obra de construção da Casa da Câmara, justiça e cadeias.
O lugar escolhido é o Largo das Chãs, lado noroeste, na zona alta da vila, confirmando a tendência de crescimento do burgo nesse sentido e onde já havia sido construída a igreja da Santa Casa.
O edifício, pequeno, nã...o excedia 90 m2 de superfície, apesar de ter mais de um piso. Para modelo da fachada, pretendia-se seguir a fachada original da capela do hospital da Misericórdia.
A construção levou décadas, até que, ainda incompleto, foi substituído pela actual Casa da Câmara. A obra foi suspensa em 1757. Tinha a dita “caza sessenta palmos de comprido comparados e de largo trinta”, ou seja, 13,2x6,6m. Pretendia-se um edifício maior, novo, no local do anterior, para tal foi necessário comprar duas casas vizinhas.
A fachada principal ficou virada para o Largo das Chãs e as traseiras para a Praça do peixe.
Coriolano de Freitas Beça descreveu o interior antes das alterações efetuadas no final do século XIX e depois no Estado Novo:
“No andar do rez do chão é a cadeia, formando tres alojamentos, dous para homens e um para mulheres. Em cada alojamento para homens abrem-se tres janellas para a praça (…)”.
Subindo as escadas, o lance da direita levava ao tribunal judicial, o da esquerda às repartições e ao salão da Câmara. Entre estes dois espaços havia uma sala de espera.
O edifício acumulava, desta forma, diversos serviços e, em 1852, a Câmara vê-se sem sala para reuniões.
A partir de 1892 procedeu-se a uma grande alteração dos paços do Concelho com a demolição das paredes que separavam os salões do andar nobre.

Cf. GRAVETO, Pedro José Garcia do Nascimento – A Matriz até à Misericórdia. Coimbra: Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, 2000. Tese de Licenciatura policopiada, p.53-54.

 Imagem: FotoAntony





 

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