sexta-feira, 16 de junho de 2017

Amigos do Arquivo de Penafiel
O legado imposto na Misericórdia de Penafiel do padre Carlos Soares da Silva, da Quinta de Urrô
 
       Em 1754, o padre Carlos Soares da Silva, natural da Quinta de Urrô, mas emigrado na América, legou 1 conto e 40º mil réis à Misericórdia de Penafiel, para serem colocados a render juros e desse rendimento se conceder, anualmente, 23 mil réis para os pobres da paróquia de Urrô, mais 4 mil réis para património da capela que se estabeleceria na sua Quinta de Urrô e 43 mil réis anuais para administração do dito legado.
Dezasseis anos volvidos, o dito padre, em junho de 1770, fez uma rectificação ao contrato, declarando que os rendimentos do montante legado passariam a ser aplicados em missas, nos domingos e dias santos pelas almas do purgatório e para reparos e ornamentação da capela instituída na sua quinta, sendo agora excluídas as esmolas aos pobres, pois, como o próprio referiu “seria esta a vontade de Deus”.
As almas ganharam aos pobres.
 
             Cf. Cf. Fernandes, Sofia – “Aliciar as almas e os corpos através da transmissão de bens para a Misericórdia de Penafiel: legados pios, contratos entre vivos e doações”, in Araújo, maria Marta Lobo de – A intemporalidade da Misericórdia – As Santas Casas portuguesas: espaços e tempos. Braga: Santa Casa da Misericórdia de Braga, 2016. p.19-20.

            Imagem pertencente ao espólio da Santa Casa da Misericórdia de Penafiel, cota PT/AMPNF/SCMPNF/C/D/001,Lv.01, fl.201.

 

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