quarta-feira, 12 de abril de 2017

Confraria do Divino Espírito Santo
        
              Coeva da confraria do Santíssimo Sacramento e ereta, igualmente, na antiga igreja do Espírito Santo, surgiu a confraria do Divino Espírito Santo.
O culto do Espírito Santo teria sido importado de Aragão, por influência da Rainha Dona Isabel e estas confrarias pautavam a sua atuação por regras muito semelhantes, embora mais rudimentares, as que as misericórdias no século XV vão ter para se regerem.
Segundo o livro de “todas as irmandades e confrarias do concelho” existente no arquivo municipal de Penafiel, esta terá sido instituída em 1554. Contudo, já verificamos que nem sempre as datas apontadas neste documento sobre a instituição das confrarias estão corretas.
Não foi possível aceder ao seu cartório.
O arquivo da matriz não possui nenhuma documentação sobre a mesma, todavia, em 1864 esta ainda existia, sendo os últimos estatutos aprovados em 1841.
Na segunda metade do século XVI, a localidade possuía já a sua paróquia implementada no centro da mesma, numa igreja nova, que detinha, pelo menos, duas importantes confrarias: a do Divino Espírito Santo e a do Santíssimo Sacramento.
Nos inícios do século XVII vai verificar-se a criação e refundação de muitas confrarias, na maior parte dos casos, por iniciativa do clero. Os títulos destas vão ser variados, desde confraria das Almas, de São José, do Sagrado Coração de Jesus, do Santíssimo Sacramento e de Nossa Senhora do Rosário. Estas espalharam-se por toda a Europa e Portugal não fugiu à regra. Assim, neste período, vemos surgir em Penafiel a confraria de Nossa Senhora do Rosário e a confraria do Senhor dos Paços ou dos Santos Passos. Esta confraria teria sido instituída em 1631, tendo estatutos aprovados em 1694. A confraria dos Santos Paços implementou-se na capela de João Correia.
 
Cf. FERNANDES, Paula Sofia Costa – O hospital e a botica da Misericórdia de Penafiel (1600-1850). Penafiel: Santa Casa da Misericórdia de Penafiel, 2016, p.34-35.
 

 

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