segunda-feira, 6 de janeiro de 2020

A Capela de Jorge Maynard da Silva 
 Avintes
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               Em março de 1711, a Capela em Avintes, de Jorge Maynard da Silva, possuía em crucifixo de Marfim com dois resplendores de prata e peanha e cruz coberta de tartaruga com remates e incrustações a prata.
Uma imagem de São Xavier;
Uma imagem de Santo Inácio;
Uma imagem mais pequena de Nossa Senhora da Conceição;
Uma imagem do Menino Jesus e outra de São João Batista, cada uma dentro do seu vidro;
Dois castiçais grandes de estanho;
Uma estante de pau-preto;
Um vidro fino que servia de pia de água benta com izope de pau-preto;
Uma caçoila de folha-de-flandres;
Um missal encadernado, entre outros objetos de culto e paramentaria.


quinta-feira, 2 de janeiro de 2020

Arquivo Municipal de Penafiel

A defesa da cidade do Rio de Janeiro 
em 
1696
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             Em 1696, estando Sebastião de Castro e Caldas, Fidalgo da Casa Real, Cavaleiro da Ordem de Cristo, como Governador do Rio de Janeiro, deparou-se com a chegada aquela cidade de uma esquadra de 5 naus de guerra francesas, a solicitar mantimentos.
Sebastião Castro e Caldas teve receio porque não sabia como estavam as relações entre as duas nações. Assim sendo, solicitou que todos os moradores tomassem armas e mandou fortificar os postos necessários. Nomeou Jorge Maynard da Silva, homem de negócios residente no Rio de Janeiro, como Cabo do Forte do Torrão Antigo existente na cerca dos Padres Bentos.
Jorge Maynard da Silva, à sua custa e com seus escravos, reedificou o dito Forte. Sebastião de Castro e Caldas mandou montar artilharia no mesmo lugar.
Jorge Maynard da Silva, por sua vez, assistiu no Forte de dia e de noite, vigiando, até as naus francesas saírem do Porto.
Meses depois, 3 das ditas naus regressaram, tendo o Governador do Rio de Janeiro ordenado que Jorge Maynard da Silva continuasse a zelar pelo Forte, vigiando o Porto.
Nessa altura, Monsieur de La Roca, Capitão-de-mar-e-guerra de uma das ditas naus, resolveu tentar desembarcar com 3 lanchas de infantaria para resgatar 2 Tenentes seus, presos na cadeia do Rio de Janeiro.Tocando-se a rebate, Jorge Maynard da Silva foi dos primeiros a impedir o desembarque das tropas francesas e obrigou-os a regressarem às suas naus. O Povo amotinou-se e matou um Tenente e feriu vários franceses, havendo troca de tiros de mosquetaria de parte a parte.
Assim sendo, tentando evitar os problemas o Governador do Rio de Janeiro ordenou que os moradores ocupassem os seus postos de dia e de noite.
A Companhia da Nobreza liderada por Jorge Maynard da Silva, na primeira noite, à sua custa, levantou uma trincheira à prova de canhão e todas as companhias a imitaram. Ao amanhecer, a cidade do Rio de Janeiro estava entrincheirada e guarnecida e, assim ficou, até as 3 naus partirem daquele Porto.
Mais tarde, chegando ao Rio de Janeiro 5 naus de guerra Inglesas, Sebastião Castro e Caldas usou dos mesmos cuidados, contando sempre com o apoio, para defender a cidade, de Jorge Maynard da Silva. O apoio deste foi importantíssimo até por dominar bem a língua Inglesa usando para o efeito de toda a diplomacia.
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quarta-feira, 18 de dezembro de 2019

"A parteira que os viu nascer e não os perdeu de vista pela vida fora..."

António Guimarães
Espólio fotográfico da Casa Comercial FotoAntony, reportagem nº. 1727, de 1963.

Rua Nova do Almeida
                 Tratava-se da rua que ligava a Rua Direita ao Convento de Santo António dos Capuchos, atual Rua Mário de Oliveira.
O corregedor João de Almeida Vieira foi responsável, em 1788, pela abertura desta rua que levou o seu nome.
            Cf. GRAVETO, Pedro José Garcia do Nascimento - "A Matriz até à Misericórdia". Coimbra: Universidade de Coimbra, 2000. (Prova final de licenciatura em Arquitetura, no Departamento de Arquitetura da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra datilografada).


As habitações em Penafiel no século XVIII
   
      O livro de arruamento de 1762 permite verificar que mais de 80% das casas são de sobrado, com cobertura de telha, tendo lojas e quintal. As térreas, telhadas ou colmaças, estavam principalmente na zona baixa da localidade.
Alinhadas em banda ao longo das ruas, as casas viravam para elas uma fachada estreita, normalmente sem portões ou quintais interpostos.
Lotes, estreitos e longos, ocupados junto à rua pelo edifício, ficando o espaço sobrante para o quintal, onde frequentemente se encontrava uma segunda entrada por ruelas ou becos secundários.
No piso térreo estaria a loja e a oficina de ofícios mecânicos. O sobrado, ocupado pela habitação era único e só num caso duplo em 1762.
Eram construções estreitas, vazadas e ventiladas pelos topos que deixavam interiores iluminados indiretamente ou por clarabóias. Entradas em corredor ladeavam a parede até à porta oposta.
           Cf. GRAVETO, Pedro José Garcia do Nascimento - "A Matriz até à Misericórdia". Coimbra: Universidade de Coimbra, 2000. (Prova final de licenciatura em Arquitetura, no Departamento de Arquitetura da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra datilografada).
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As filigranas e as marcas de água
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       Estas serviam para identificar o papel. São os desenhos ou inscrições que aparecem numa folha de papel quando esta é olhada em transparência.
A utilização de certos temas em determinadas épocas, permite identificar a origem dos documentos não datados, bem como a origem do papel utilizado.
A observação da filigrana como elemento de identificação do papel, só pode fazer-se a partir do final do século XIII, pois anteriormente ela não aparece.
A partir de 1307 podemos encontrar nas filigranas os nomes dos papeleiros. Inicialmente, os símbolos usados não designavam, explicitamente, os seus proprietários. Com o aumento da concorrência comercial, começaram a personalizar a marca de água.

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segunda-feira, 25 de novembro de 2019

A preparação do Pergaminho
     A preparação da pele para obtenção de pergaminho é semelhante à da obtenção do couro, com passos de tratamento diferentes. As operações só diferem a partir do momento em que a pele já está descarnada e depilada.
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A pele é formada por duas camadas:
A epiderme – camada muito fina onde se encontram os pelos do animal;
A derme – camada mais espessa com restos de gordura e formada por fibras de colagénio.
Passos mais importantes para a preparação do pergaminho:
• Eliminação do pelo e da gordura
• O Retesamento
• A secagem
• O polimento
Para eliminar o pelo e os restos de gordura, a pele é submetida a um banho de cálcio. Assim, a pele recebe um teor de alcalinidade que lhe dá uma certa resistência.
O tratamento final da preparação da superfície do pergaminho permite-lhe receber um texto escrito e é feito por fricção com gesso, pedra vulcânica ou outro material abrasivo.