Jorge Maynard da Silva, à sua custa e com seus escravos, reedificou o dito Forte. Sebastião de Castro e Caldas mandou montar artilharia no mesmo lugar.
Jorge Maynard da Silva, por sua vez, assistiu no Forte de dia e de noite, vigiando, até as naus francesas saírem do Porto.
Meses depois, 3 das ditas naus regressaram, tendo o Governador do Rio de Janeiro ordenado que Jorge Maynard da Silva continuasse a zelar pelo Forte, vigiando o Porto.
Nessa altura, Monsieur de La Roca, Capitão-de-mar-e-guerra de uma das ditas naus, resolveu tentar desembarcar com 3 lanchas de infantaria para resgatar 2 Tenentes seus, presos na cadeia do Rio de Janeiro.Tocando-se a rebate, Jorge Maynard da Silva foi dos primeiros a impedir o desembarque das tropas francesas e obrigou-os a regressarem às suas naus. O Povo amotinou-se e matou um Tenente e feriu vários franceses, havendo troca de tiros de mosquetaria de parte a parte.
Assim sendo, tentando evitar os problemas o Governador do Rio de Janeiro ordenou que os moradores ocupassem os seus postos de dia e de noite.
A Companhia da Nobreza liderada por Jorge Maynard da Silva, na primeira noite, à sua custa, levantou uma trincheira à prova de canhão e todas as companhias a imitaram. Ao amanhecer, a cidade do Rio de Janeiro estava entrincheirada e guarnecida e, assim ficou, até as 3 naus partirem daquele Porto.
Mais tarde, chegando ao Rio de Janeiro 5 naus de guerra Inglesas, Sebastião Castro e Caldas usou dos mesmos cuidados, contando sempre com o apoio, para defender a cidade, de Jorge Maynard da Silva. O apoio deste foi importantíssimo até por dominar bem a língua Inglesa usando para o efeito de toda a diplomacia.