quarta-feira, 18 de dezembro de 2019

As filigranas e as marcas de água
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       Estas serviam para identificar o papel. São os desenhos ou inscrições que aparecem numa folha de papel quando esta é olhada em transparência.
A utilização de certos temas em determinadas épocas, permite identificar a origem dos documentos não datados, bem como a origem do papel utilizado.
A observação da filigrana como elemento de identificação do papel, só pode fazer-se a partir do final do século XIII, pois anteriormente ela não aparece.
A partir de 1307 podemos encontrar nas filigranas os nomes dos papeleiros. Inicialmente, os símbolos usados não designavam, explicitamente, os seus proprietários. Com o aumento da concorrência comercial, começaram a personalizar a marca de água.

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segunda-feira, 25 de novembro de 2019

A preparação do Pergaminho
     A preparação da pele para obtenção de pergaminho é semelhante à da obtenção do couro, com passos de tratamento diferentes. As operações só diferem a partir do momento em que a pele já está descarnada e depilada.
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A pele é formada por duas camadas:
A epiderme – camada muito fina onde se encontram os pelos do animal;
A derme – camada mais espessa com restos de gordura e formada por fibras de colagénio.
Passos mais importantes para a preparação do pergaminho:
• Eliminação do pelo e da gordura
• O Retesamento
• A secagem
• O polimento
Para eliminar o pelo e os restos de gordura, a pele é submetida a um banho de cálcio. Assim, a pele recebe um teor de alcalinidade que lhe dá uma certa resistência.
O tratamento final da preparação da superfície do pergaminho permite-lhe receber um texto escrito e é feito por fricção com gesso, pedra vulcânica ou outro material abrasivo.


Ruas novas na segunda metade
 do 
século XIX
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             Na década de setenta da centúria de oitocentos, inicia-se a abertura decisiva de ruas novas que abrem a estreita malha urbana da antiga Arrifana.
Assim, a Câmara estuda a ligação da Rua do Carmo à estrada da Aveleda e projeta uma via que, saindo da Estrada Real n.º36, passa na rua abaixo do quartel e do Campo da Feira, continuando até à Praça Municipal.
O setor da Estrada Real n.º36, na cidade recebe a designação de Engenheiro Matos. A ligação iniciada na Praça Municipal e que rasgou a Rua Direita será a Manuel Pedro Guedes. A rua entre a calçada da Fábrica e estrada de São Roque passou a chamar-se Tomás Ribeiro e a rua abaixo do quartel Fontes Pereira de Melo.
Em 1889, a Rua de Cimo de Vila passa a chamar-se Alfredo Pereira. A ligação entre Pedro Guedes e a Vista Alegre recebe o nome de Soares de Moura.
A antiga Rua Nova passa a denominar-se de Serpa Pinto (hoje Joaquim Cotta).
A abertura da Avenida Soares de Moura faz-se apenas em 1896.
A Avenida Araújo e Silva foi inaugurada em 1895.

                      GRAVETO, Pedro José Garcia do Nascimento – A Matriz até à Misericórdia. Coimbra: Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, 2000. 
Tese de licenciatura policopiada.
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Fábrica de Papel

           Foi em meados do século XIII que teve início o fabrico do papel, usando como matéria-prima o trapo. Dava-se preferência aos trapos de linho.
Como se processava:
1 – Separação dos trapos segundo a cor e a qualidade. Pois estes lotes separados davam origem a diferentes papéis, consoante fosse papel para a escrita, manual ou impressa, ou papel para embrulho.
2 – Limpeza, corte e desfiação, ou seja, retiravam-se todos os materiais indesejáveis como botões, fivelas, entre outros. As peças eram rasgadas em tiras pequenas e estreitas e desfiadas com o auxílio de lâminas.
3 – Lavagem e empastelamento. Destinava-se a libertar sujidades. Os fios eram lavados e batidos com maços para os reduzir a pasta. A água era muito importante para o efeito, daí que a produção de papel ficava sempre junto a cursos de água.
4 – Enformação. Após se ter a pasta e feita a maceração da mesma, lançava-se esta em formas/moldes.
A forma era um caixilho de madeira, com uma rede de filamentos que servia de base.
O excesso de água retirava-se com uma folha de feltro ou flanela.
Soltas as folhas, estas eram empilhadas, alternando-as com feltros.
Passava-se depois à etapa da secagem.
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Imagens do Museu do Papel, em Santa Maria da Feira.



A antiga Rua das Chãs
            Sabia que…..
                A Rua das Chãs e o Largo das Chãs ficavam na zona que hoje denominamos de Praça Municipal.
Em 1762, do lado direito, entre a zona onde foi construída a Câmara Municipal e as capelas apenas habitavam quatro moradores do lado direito. Por sua vez do lado esquerdo, com as casas dispostas em banda existiam quarenta e uma moradias. À exceção de uma, as vinte e cinco primeiras eram sobradadas e com lojas. A seguir predominavam as casas térreas.

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Palimpsesto
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           Trata-se do pergaminho respançado, que foi raspado, ou seja, utilizou-se a técnica de raspagem do texto anterior de modo a possibilitar uma nova utilização.
Tal situação devia-se, muitas vezes, à falta deste material.

         Sabia que…
O pergaminho
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          É um material de suporte gráfico, resultante do tratamento adequado da pele de certos animais, de preferência o carneiro, a cabra e a vitela.
Tratava-se de um material que se podia obter com facilidade e que era perdurável.
A designação com que ficou universalmente conhecido deriva do nome de Pérgamo, onde o Rei Eumenes II, na sequência dos Ptolomeus terem proibido a exportação de papiro para aquela cidade, se viu obrigado a fomentar a obtenção de um material de escrita alternativo.
O seu uso foi reservado, inicialmente, e até ao século VI aos códices, depois desta data o pergaminho começa já a ser empregue em documentos avulsos ou cartas.
Na Idade Média, o principal suporte de escrita tornou-se o pergaminho e a partir do século XI começou, paulatinamente, a ser substituído pelo papel.
Contudo, este material nobre continuou a ser utilizado em documentos cuja a perpetuidade se fazia mais necessária, conferindo-se, assim, ao pergaminho um estatuto privilegiado. A provar isso, temos o facto de se ter continuado a passar neste suporte as Cartas de Curso, Diplomas de Privilégios, Tenças, Padrões, entre outros.