segunda-feira, 25 de novembro de 2019

Ruas novas na segunda metade
 do 
século XIX
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             Na década de setenta da centúria de oitocentos, inicia-se a abertura decisiva de ruas novas que abrem a estreita malha urbana da antiga Arrifana.
Assim, a Câmara estuda a ligação da Rua do Carmo à estrada da Aveleda e projeta uma via que, saindo da Estrada Real n.º36, passa na rua abaixo do quartel e do Campo da Feira, continuando até à Praça Municipal.
O setor da Estrada Real n.º36, na cidade recebe a designação de Engenheiro Matos. A ligação iniciada na Praça Municipal e que rasgou a Rua Direita será a Manuel Pedro Guedes. A rua entre a calçada da Fábrica e estrada de São Roque passou a chamar-se Tomás Ribeiro e a rua abaixo do quartel Fontes Pereira de Melo.
Em 1889, a Rua de Cimo de Vila passa a chamar-se Alfredo Pereira. A ligação entre Pedro Guedes e a Vista Alegre recebe o nome de Soares de Moura.
A antiga Rua Nova passa a denominar-se de Serpa Pinto (hoje Joaquim Cotta).
A abertura da Avenida Soares de Moura faz-se apenas em 1896.
A Avenida Araújo e Silva foi inaugurada em 1895.

                      GRAVETO, Pedro José Garcia do Nascimento – A Matriz até à Misericórdia. Coimbra: Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, 2000. 
Tese de licenciatura policopiada.
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Fábrica de Papel

           Foi em meados do século XIII que teve início o fabrico do papel, usando como matéria-prima o trapo. Dava-se preferência aos trapos de linho.
Como se processava:
1 – Separação dos trapos segundo a cor e a qualidade. Pois estes lotes separados davam origem a diferentes papéis, consoante fosse papel para a escrita, manual ou impressa, ou papel para embrulho.
2 – Limpeza, corte e desfiação, ou seja, retiravam-se todos os materiais indesejáveis como botões, fivelas, entre outros. As peças eram rasgadas em tiras pequenas e estreitas e desfiadas com o auxílio de lâminas.
3 – Lavagem e empastelamento. Destinava-se a libertar sujidades. Os fios eram lavados e batidos com maços para os reduzir a pasta. A água era muito importante para o efeito, daí que a produção de papel ficava sempre junto a cursos de água.
4 – Enformação. Após se ter a pasta e feita a maceração da mesma, lançava-se esta em formas/moldes.
A forma era um caixilho de madeira, com uma rede de filamentos que servia de base.
O excesso de água retirava-se com uma folha de feltro ou flanela.
Soltas as folhas, estas eram empilhadas, alternando-as com feltros.
Passava-se depois à etapa da secagem.
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Imagens do Museu do Papel, em Santa Maria da Feira.



A antiga Rua das Chãs
            Sabia que…..
                A Rua das Chãs e o Largo das Chãs ficavam na zona que hoje denominamos de Praça Municipal.
Em 1762, do lado direito, entre a zona onde foi construída a Câmara Municipal e as capelas apenas habitavam quatro moradores do lado direito. Por sua vez do lado esquerdo, com as casas dispostas em banda existiam quarenta e uma moradias. À exceção de uma, as vinte e cinco primeiras eram sobradadas e com lojas. A seguir predominavam as casas térreas.

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Palimpsesto
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           Trata-se do pergaminho respançado, que foi raspado, ou seja, utilizou-se a técnica de raspagem do texto anterior de modo a possibilitar uma nova utilização.
Tal situação devia-se, muitas vezes, à falta deste material.

         Sabia que…
O pergaminho
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          É um material de suporte gráfico, resultante do tratamento adequado da pele de certos animais, de preferência o carneiro, a cabra e a vitela.
Tratava-se de um material que se podia obter com facilidade e que era perdurável.
A designação com que ficou universalmente conhecido deriva do nome de Pérgamo, onde o Rei Eumenes II, na sequência dos Ptolomeus terem proibido a exportação de papiro para aquela cidade, se viu obrigado a fomentar a obtenção de um material de escrita alternativo.
O seu uso foi reservado, inicialmente, e até ao século VI aos códices, depois desta data o pergaminho começa já a ser empregue em documentos avulsos ou cartas.
Na Idade Média, o principal suporte de escrita tornou-se o pergaminho e a partir do século XI começou, paulatinamente, a ser substituído pelo papel.
Contudo, este material nobre continuou a ser utilizado em documentos cuja a perpetuidade se fazia mais necessária, conferindo-se, assim, ao pergaminho um estatuto privilegiado. A provar isso, temos o facto de se ter continuado a passar neste suporte as Cartas de Curso, Diplomas de Privilégios, Tenças, Padrões, entre outros.



Padre Francisco de Paula Mendes
            Nascido em Penafiel. Oriundo da Casa da Ribela em Vila Cova, Penafiel.
Foi jornalista do "Jornal do Porto", e colega de Ramalho Ortigão.
Veio a falecer de tuberculose.
Cf. MENDES, J.J. - "Camilo e Penafiel". Penafiel: Câmara Municipal de Penafiel, 1998.

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quarta-feira, 20 de novembro de 2019

                Apesar da chuva, que bom que é andar na rua e sentir no ar o cheirinho a castanhas assadas...