segunda-feira, 4 de novembro de 2019



Primeiro Barão de Vilar
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      Cristiano Nicolau Kopke nasceu a 15 de outubro de 1763. Era filho de Nicolau Kopke e de D. Doroteia Schweris.
O título de Barão de Vilar foi criado a seu favor por D. Maria II, por decreto de 21 de dezembro de 1836. Detinha, também, o título de primeiro Barão de Ramalde.
Residia na sua Quinta do Vilar, na freguesia de Cedofeita, no Porto.
Casou com a sua sobrinha Leonor Carolina Vanzeller e tiveram dois filhos: Doroteia e Nicolau Cristiano Kopke.



As eleições para a Câmara segundo 
o Decreto de 29 de outubro de 1840
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     As Câmaras Municipais passam a ser eleitas de dois em dois anos. Passam a ter cinco vereadores as Câmaras cujos concelhos tiverem até 3 mil fogos e sete vereadores nas de superior povoação.
O presidente passa a ser o vereador que nas eleições tiver obtido o maior número de votos e o procurador fiscal continua a ser escolhido pela Câmara entre os vereadores.
As vereações tornam-se semanais.
Em 1864, a Junta Governativa Provisória, instalada na cidade, elege uma nova Câmara composta por sete vereadores que, por sua vez, elegem o presidente da Comissão Municipal Interina. Por decreto de 27 de junho de 1846, estas Comissões Municipais Interinas deveriam proceder à revisão do recenseamento dos eleitores elegíveis para os cargos.


Eleições para as Câmaras após a 
Convenção de Évora Monte
         Após esta convenção, começou-se a aplicar o Decreto n.º 23 de 16/05/1832, de Mouzinho da Silveira, tornando-se as Câmaras de base eletiva e sendo elegíveis para vereadores os cidadãos com rendimentos anuais mínimos de 200 mil réis.
Assim, com base no decreto de 09/01/1834 é criada em Penafiel, em junho desse ano, uma Comissão Municipal Interina.
Na reunião de Câmara de 24/09/1834 determinou-se que se devia proceder à eleição de nova Câmara Municipal, o que se veio a realizar a 5 de outubro desse ano. Tomou posse o Dr. António de Almeida, grande médico da cidade.
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Sociedade Mercantil Freitas & Neves
        Era constituída por uma empresa, em que o comércio principal consistia em fazendas de lã e seda e por uma fábrica onde se manufaturavam obras de seda, ouro e prata.
Localizava-se na cidade do Porto.
Iniciou-se em abril de 1810 e terminou com a morte de José Maria das Neves, em fevereiro de 1836. O sócio sobrevivente da Freitas & Neves era Domingos José de Freitas Guimarães.
Uma parte do arquivo desta empresa está hoje na posse da Quinta da Aveleda e foi tratado, digitalizado e colocado on-line pelo Arquivo Municipal de Penafiel no seguinte link:
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sexta-feira, 25 de outubro de 2019

Santa Casa da Misericórdia de Penafiel

               Foram vários, os naturais do antigo concelho de Aguiar de Sousa que entraram para irmãos da Santa Casa da Misericórdia de Penafiel, entre os séculos XVII e XIX.
Sendo esta a mais importante confraria que existia na localidade, atraía os nobres locais, bem como, os abades das paróquias circundantes.
Vejamos alguns exemplos:
- Em 1680, o Abade de Castelões de Cepeda, André Pinto, era um dos irmãos de maior condição da Misericórdia de Penafiel;
- Em 1754, o Dr. Manuel da Costa Velho, também abade de Castelões, entra para irmão de maior condição;
- Em 1810, foi a vez de D. José de Noronha Faro e Lucena, também abade dessa paróquia;
- A pertencer aos confrades de maior condição esteve, também, o Abade de Besteiros, António Teixeira da Mota, tendo ingressado em 1737;
- Em 1754, entrou o abade de Bitarães, Simão de Castro Passos e, ainda nesse ano, foi admitido a confrade o Abade de Mouriz, Jacinto Lopes Barreto.
Para além de vários clérigos, também muitos nobres da região pertenceram a esta confraria régia, como o licenciado António José Moreira da Rocha, da freguesia da Madalena, em 1781; em 1660, já pertencia à mesma o capitão Gonçalo Cardoso de Vasconcelos, de Cête; em 1737, Henrique Lopes Barreto, também de Mouriz; ainda desta freguesia, na mesma data, o sargento-mor Hipólito Barreto de Morais Andrade; em 1821, de Baltar, entrou o capitão António Caetano de Faria Vieira de Meneses; no ano seguinte, do lugar de Paredes, o capitão-ajudante Sérgio de Morais Alão e, em 1829, da Casa do Souto Mião, em Castelões de Cepeda, o capitão António José Vieira de Magalhães.
        A imagem com a vista geral de Paredes foi retirada do blog: https://aoencontrodopassado.blogs.sapo.pt/6168.html
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João Coreia
             Era mercador e morador em Arrifana de Sousa.
Em 6 de fevereiro de 1511, obteve carta de privilégio de cidadão do Porto, em virtude dos serviços prestados a D. Manuel I.
Em sua vida remodelou e adornou a Igreja do Espírito Santo, dotando-a de rendas para a sua fábrica. Aí foi sepultado, bem como, vários dos seus descendentes.
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Quinta do Vilar, no Porto
           A Quinta do Vilar é o atual Colégio de Nossa Senhora de Lourdes.
Aí residiu, nos inícios do século XIX, o primeiro Barão de Vilar Cristiano Nicolau Kopke.
A casa obteve obras de melhoramento com Doroteia Augusto Kopke, filha do primeiro Barão de Vilar.
A pedra de armas foi adicionada à casa pelo filho desta, Cristiano Vanzeller. Possuía capela de invocação de Nossa Senhora da Saúde. A 1 de junho de 1816 a dita capela foi benzida pelo chantre Tomás da Rocha Pinto.
Dez dias depois, obtiveram licença para se poder celebrar missa nesta capela, edificada por Cristiano Nicolau Kopke.
Para a fábrica da capela, o primeiro Barão de Vilar deu-lhe de património a quantia de quatro mil réis anuais.
Dois anos volvidos, em 16 de março de 1818, Cristiano Nicolau Kopke fazia requerimento a solicitar a aprovação de planta e licenças necessárias para edificar uma capela de maior comprimento, para benefício do povo e para se poder realizar as festas e venerações no lugar onde se havia iniciado a pequena capela, e que se situava no início da nova rua que se abria e que ia do lugar de Vilar para a Torrinha.
Em julho de 1821, Sua Santidade concede indulgências plenárias à dita capela.
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