sexta-feira, 30 de novembro de 2018

Casa do Bovieiro
 Abragão
Vimos por este meio informar, que a partir de hoje, já se encontra disponível para consulta on-line, mais uma livro de genealogia da Casa do Bovieiro, em Abragão: "Defeitos das Árvores de Custados do Teatro Genealógico de Dom Tivisco, ou Manuel de Carvalho e Ataíde", no nosso programa GEAD OPAC Penafiel, no seguinte link:   http://geadopac.cm-penafiel.pt/geadopac/
                                                                    Boas pesquisas…

 
Continuando com as profissões antigas…
O Arrieiro
             Arrieiro era, assim, o condutor de bestas de aluguer ou o alquilador, ou seja, negociante de animais de carga.
Também se podia designar de almocreve, ou seja, quem conduzia bestas de carga.
Em Penafiel, na rua da Cruz, do lado esquerdo, vivia o arrieiro Custódio Guta, em 1831, tinha 41 anos e era casado
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José Monteiro Guedes de Vasconcelos Mourão
A imagem pode conter: árvore, casa, planta, céu, relva e ar livre               Filho de José Monteiro de Vasconcelos Mourão e de D.ª Clara Joana Guedes de Carvalho.
Nasceu em 3 de fevereiro de 1757, tendo sido batizado a 16 de fevereiro desse ano. O batizado foi realizado por Gonçalo Luís Teixeira, abade de Vila Caiz. Os seus padrinhos foram José Guedes de Carvalho, de Vila Caiz, e de D.ª Maria Teresa Pires Mourão, religiosa no Convento de Arouca, sua tia pelo lado paterno, por procuração que a freira fez em Maria de Sousa Vasconcelos, que vivia na Quinta do Vimieiro (hoje conhecida por Quinta do Bovieiro). As testemunhas do batismo foram Manuel de Brito Ribeiro e seu filho Carlos Manuel de Brito.
A 22 de julho de 1784 matriculou-se em Coimbra, na Faculdade de Matemática, como aluno ordinário. Foi Alcaide Mor de Celorico de Basto, Donatário de Porto Carreiro, Fidalgo da Casa Real, Comendador da Ordem de Cristo, Cavaleiro da Ordem de Avis e Torre e Espada, Senhor da Casa do Vimieiro, em Abragão e Senhor da Casa de Verdeiros, em São Paio da Portela. Foi, ainda, Coronel de Cavalaria e Inspetor dos Corpos de Voluntários Realistas, das províncias do Norte.
Por ordem da Junta do Supremo Governo de 20 de junho de 1808, instituída na cidade do Porto, tomou à sua conta o Governo Militar de toda a comarca de Penafiel, Sobretâmega e Amarante, em nome de Sua Alteza Real.
Casou com Antónia Quintina Correia e foram pais de Rodrigo Monteiro Correia de Vasconcelos Guedes Mourão, bacharel em leis, Alcaide Mor de Basto, Fidalgo Cavaleiro da Casa Real e Juiz de Fora de Vila Real. José Monteiro e Antónia Quintina fizeram escritura de dote em 9 de dezembro de 1792.
D.ª Antónia Quintina Correia era filha legitimada por El Rei, do Dr. António Correia Nunes, Cavaleiro da Ordem da Cristo e morador na sua Quinta do Verdeiro, em São Paio da Portela.
D.ª Clara Joana Guedes de Carvalho
                   Filha de Gastão Pinheiro da Silva, Senhor da Casa do Ribeiro, em Santo Isidoro e de sua mulher e prima D.ª Margarida Caetana Guedes de Carvalho e Meireles, irmã de Gonçalo de Meireles Guedes, morgado da Aveleda.
Nasceu em 29 de agosto de 1729 e foi batizada em 14 de setembro desse ano, na freguesia de Santo Isidoro, antiga Honra de Caíz, concelho de Santa Cruz de Ribatâmega.
O padrinho foi Rodrigo Guedes de Carvalho, morador na sua Quinta daCosta e a madrinha Ana Maria, sua tia paterna.
Casou em 19 de abril de 1752 com José Monteiro de Vasconcelos Mourão em Santo Isidoro.
Faleceu em 25 de agosto de 1803 com testamento, no qual solicitou 400 missas. Foi sepultada na igreja de Abragão no próprio dia da sua morte.


 
 
Os lampiões…
                 E como mudou a hora, há pouco tempo, recordámos o quanto assustador deveria ser regressar a casa depois de um dia de trabalho, sem iluminação elétrica nas ruas. Quantos dos nossos avós fizeram longas caminhadas, por caminhos tortuosos, de lampião na mão?
            Fotografias gentilmente cedidas pela D.ª Glória Lourenço.
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segunda-feira, 29 de outubro de 2018

Arquivo Municipal de Penafiel
             Sabia que….
                          Em 1831-1832, na casa de Zeferino José Pereira do Lago, na altura com 76 anos e casado, proprietário, viviam, viviam dois dos seus filhos: António Pereira do lago, ainda solteiro, com 46 anos e morgado, exercendo as funções de Tenente Coronel de Voluntários, e Sebastião Pereira do Lago, também solteiro. Com 45 anos e proprietário.
Tinham nesta casa na rua do Paço, do lado esquerdo, quem sobe, vários criados ao seu serviço, como consta do Livro de “Registo dos fogos e moradores no distrito da 1.ª Companhia da Capitania Mor das Ordenanças de Penafiel:
Escudeiro – Francisco José dos Santos, solteiro, natural de Penafiel, com 16 anos;
Criados de Farda – João Bernardo de 34 anos, solteiro, natural da Vila da Feira e Lucas José, 26 anos, solteiro, natural de Penafiel;
Criados de Lavoura – Joaquim Gomes de 34 anos, solteiro, natural de Marecos, e António Moreira, de 32 anos, também solteiro, natural de Penafiel.
Criado de água – Teodoro da Silva, com 16 anos, solteiro. Era exposto.
Neste livro só recenseia os homens, por isso imaginem o número de criadas…
                           Cf. Livro de registo dos fogos e moradores no distrito da 1.ª companhia da Capitania-mor de Ordenanças. (AMPNF-1747)
 
Escola Industrial de Penafiel
              A escola industrial de Penafiel abriu as suas portas pela primeira vez no dia 9 de outubro de 1961. Esta escola começou a funcionar na casa onde esteve o internato Margarida Alves de Magalhães que ficava situada onde hoje se encontra a escola secundária n.º 1.
        Fotografias da "Casa Comercial Foto Antony", Reportagem n.º 1529 de 1962.
 

 

terça-feira, 16 de outubro de 2018

 FUNILEIRO
                      Era aquele que fabricava funis, mas não só, alargava-se este título aqueles que trabalhavam com a folha-de-Flandres, também denominados de bate-folhe e latoeiro. Moldavam peças a partir de chapas metálicas, como por exemplo funis e outros componentes de alambiques.
Em Penafiel, nos inícios do século XIX, não haviam muitos funileiros se comparado com outras profissões existentes. Mas salientamos na Rua acima da Igreja Matriz, do lado esquerdo, quem sobe o Manuel Ferreira, que em 1831 tinha 21 anos, era casado, voluntário nas Ordenanças e vivia na mesma habitação que o escrivão do registo, José António Pereira, mesmo ao lado da casa do Dr. Joaquim António de Araújo.
                      Cf. Livro de registo dos fogos e moradores no distrito da 1.ª companhia da Capitania-mor de Ordenanças. (AMPNF-1747)

 
 
SERIGUEIRO ou SIRGUEIRO
                   Era aquele que fazia obras de seda, de passamanaria. O título é abrangente não só a quem fabricava, mas também a quem comercializava os fios, tecidos ou obras de seda. Vem da palavra em latim sericariu, ou seja vendedor de sedas.
Em Penafiel, em 1831-1832, na Rua acima da Igreja Matriz, do lado esquerdo quem sobe, havia uma família de negociantes de serigueiros. Tratavam-se de José Rodrigues Ferreira, casado, com 50 anos, filho de Manuel Rodrigues, natural de Ovar, de seu filho, com 18 anos, que já trabalhava com seu pai, de nome Simão Rodrigues Ferreira, solteiro e de João Rodrigues Ferreira, solteiro com 58 anos, provavelmente irmão de José.
            Cf. Livro de registo dos fogos e moradores no distrito da 1.ª companhia da Capitania-mor de Ordenanças. (AMPNF-1747



 


D. Manuel Luís Coelho da Silva
Bispo de Coimbra
             Manuel Luís Coelho da Silva, nasceu em 26 de março de 1859, em São Miguel de Bustelo, concelho de Penafiel, no seio de uma família numerosa de lavradores. Estudou no colégio de Lousada, depois seguiu para o Seminário do Porto, onde fez triénio de Teologia entre 1876-1879.
O Cardeal D. Américo Ferreira dos Santos enviou-o para Coimbra, onde se matriculou na Faculdade de Direito, concluindo a formatura em 1885.
             Cf. D. Manuel Luís Coelho da Silva - Bispo de Coimbra. Comemorações do centenário da ordenação episcopal 1915-2015. Penafiel: Paróquia de São Miguel de Bustelo, 2018. p.7.
 
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