terça-feira, 16 de outubro de 2018

 
SERIGUEIRO ou SIRGUEIRO
                   Era aquele que fazia obras de seda, de passamanaria. O título é abrangente não só a quem fabricava, mas também a quem comercializava os fios, tecidos ou obras de seda. Vem da palavra em latim sericariu, ou seja vendedor de sedas.
Em Penafiel, em 1831-1832, na Rua acima da Igreja Matriz, do lado esquerdo quem sobe, havia uma família de negociantes de serigueiros. Tratavam-se de José Rodrigues Ferreira, casado, com 50 anos, filho de Manuel Rodrigues, natural de Ovar, de seu filho, com 18 anos, que já trabalhava com seu pai, de nome Simão Rodrigues Ferreira, solteiro e de João Rodrigues Ferreira, solteiro com 58 anos, provavelmente irmão de José.
            Cf. Livro de registo dos fogos e moradores no distrito da 1.ª companhia da Capitania-mor de Ordenanças. (AMPNF-1747



 


D. Manuel Luís Coelho da Silva
Bispo de Coimbra
             Manuel Luís Coelho da Silva, nasceu em 26 de março de 1859, em São Miguel de Bustelo, concelho de Penafiel, no seio de uma família numerosa de lavradores. Estudou no colégio de Lousada, depois seguiu para o Seminário do Porto, onde fez triénio de Teologia entre 1876-1879.
O Cardeal D. Américo Ferreira dos Santos enviou-o para Coimbra, onde se matriculou na Faculdade de Direito, concluindo a formatura em 1885.
             Cf. D. Manuel Luís Coelho da Silva - Bispo de Coimbra. Comemorações do centenário da ordenação episcopal 1915-2015. Penafiel: Paróquia de São Miguel de Bustelo, 2018. p.7.
 
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                                       Colégio de Lousada em Vinça
                         Freguesia de Casais
         Foi neste colégio que o Bispo de Coimbra, D. Manuel Luís Coelho da Silva, natural de Bustelo, fez os seus estudos preparatórios.
Este colégio funcionou na Quinta da Vinça durante os anos de 1870 a 1873, sendo o nome do Colégio de Nossa Senhora da Ajuda. 
O edifício onde funcionou o colégio foi cedido por António Pinto de Sousa Freire, Senhor da Casa do Carregal.
             Cf. D. Manuel Luís Coelho da Silva - Bispo de Coimbra. Comemorações do centenário da ordenação episcopal 1915-2015. Penafiel: Paróquia de São Miguel de Bustelo, 2018. p.6.
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segunda-feira, 15 de outubro de 2018

             Sabia que….
                   Em 1831-1832, na casa de Zeferino José Pereira do Lago, na altura com 76 anos e casado, proprietário, viviam, viviam dois dos seus filhos: António Pereira do lago, ainda solteiro, com 46 anos e morgado, exercendo as funções de Tenente Coronel de Voluntários, e Sebastião Pereira do Lago, também solteiro. Com 45 anos e proprietário.
Tinham nesta casa na rua do Paço, do lado esquerdo, quem sobe, vários criados ao seu serviço, como consta do Livro de “Registo dos fogos e moradores no distrito da 1.ª Companhia da Capitania Mor das Ordenanças de Penafiel:
Escudeiro – Francisco José dos Santos, solteiro, natural de Penafiel, com 16 anos;
Criados de Farda – João Bernardo de 34 anos, solteiro, natural da Vila da Feira e Lucas José, 26 anos, solteiro, natural de Penafiel;
Criados de Lavoura – Joaquim Gomes de 34 anos, solteiro, natural de Marecos, e António Moreira, de 32 anos, também solteiro, natural de Penafiel.
Criado de água – Teodoro da Silva, com 16 anos, solteiro. Era exposto.
Neste livro só recenseia os homens, por isso imaginem o número de criadas…
                      Cf. Livro de registo dos fogos e moradores no distrito da 1.ª companhia da Capitania-mor de Ordenanças. (AMPNF-1747)
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Vamos continuar a conhecer algumas profissões antigas existentes em Penafiel.
                 Enxamblador ou Ensamblador ou Marceneiro  -  Aquele que ensambla, ou seja, que faz embutir em madeira, faz entalhes na madeira.
Em Penafiel em 1831-1832 havia vários enxambladores. Assim, por exemplo, temos na Rua acima da Igreja Matriz, um de nome Romão de Jesus Magalhães, tinha na altura 26 anos e era casado. Também na Rua abaixo da Igreja Matriz podíamos encontrar dois membros da mesma família a exercer este ofício: João António Nogueira, na altura com 50 anos, casado e seu filho José Nogueira, de 18 anos, solteiro.
                  Cf. Livro de registo dos fogos e moradores no distrito da 1.ª companhia da Capitania-mor de Ordenanças. (AMPNF-1747)  
 
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terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

II SEMINÁRIO
PENAFIEL E OS PENAFIDELENSES NA HISTÓRIA
10 de março de 2018

Inscrição gratuita mas OBRIGATÓRIA.
Email: amigosdoarquivo.penafiel@gmail.com
Telefone: 255 710 700 (ext. 503)
Os Amigos do Arquivo de Penafiel irão levar a efeito o II Seminário: Penafiel e os Penafidelenses na História, que se irá realizar no próximo dia 10 de março, no auditório do Museu Municipal e fará parte da programação das Comemorações dos 248 anos da elevação de Penafiel a cidade.
A inscrição é gratuita mas é obrigatória. Para isso basta utilizar os contactos acima referidos para efetuar essa inscrição. Contamos com a vossa presença.
Foto de Amigos do Arquivo de Penafiel.
           Casa da Companhia
           José de Azevedo e Sousa era um grande tanoeiro, seguindo os passos de seu pai. Os seus negócios passavam pelo comércio e produção de vinho do Porto, que durante séculos e até aos dias de hoje gera riqueza. Além de produtor, também pertencia à Companhia da Agricultura das Vinhas do Alto Douro, onde era acionista habilitado ao exercício de cargos na Junta de Administração, de provedor, vice-provedor ou deputado. Sabemos que as suas adegas se localizavam em Canelas, e que possuía 114 pipas, pelo menos no ano de 1777. Alguns artigos levam-nos a pensar que esteve envolvido na Revolta dos Tanoeiros, sendo identificado como um dos mais ricos tanoeiros do Porto. 
Pertencia à Ordem de Cristo, hábito que conseguiu através de uma carta padrão. A sua entrada na Ordem foi formalmente aceite no ano de 1766, pelo prior Estevão Gamboa, da Ordem de Cristo, em Coimbra.
Era também acionista da Companhia Geral de Pernambuco e Paraíba, o que demonstra que alargou os seus negócios para lá do Atlântico. No seu inventário encontramos uma série de listagens de devedores, demonstrando que ele se dedicava à usura.
Entre os seus parceiros comerciais encontramos nomes que marcaram a História de Portugal, como é o caso de Beleza de Andrade, assim como o nome de muitos 
Quanto à sua vida pessoal, sabemos que se casou duas vezes, com duas Marianas, a primeira com Mariana de Jesus e o segundo matrimónio foi com Mariana de Jesus Rocha. Do primeiro matrimónio, José de Azevedo e Sousa teve dois filhos: José de Azevedo, do qual só temos a data de nascimento e nunca é referido na documentação, o que nos leva a supor que possa ter morrido ainda em criança. Teve, também, Francisco Maria de Azevedo, que foi tesoureiro-mor da Sé do Porto. O segundo casamento foi com Mariana de Jesus Rocha e tiveram 5 filhos: Dona Sebastiana Máxima de Azevedo e Sousa, Dona Maria Clementina de Azevedo e Sousa, Dona Ana Benedita de Azevedo e Sousa, Dona Isabel de Azevedo e Sousa e José Joaquim de Azevedo e Sousa. 
Cf. GOMES, Cecília. Casa da Companhia. Notícias de Penafiel, Penafiel, 17 de junho. 2016. Edição n.º9. p.8.
Foto de Amigos do Arquivo de Penafiel.