segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Maria de Meireles
1.ª Morgada da Aveleda
             Natural da freguesia de Parada, obteve carta de sentença matrimonial de dispensa para casar com Miguel Moreira, seu parente em 4.º grau de consanguinidade em 2 de março de 1665.
        Cf. ARQUIVO MUNICIPAL DE PENAFIEL – Inventário do acervo documental do Morgado da Aveleda. Penafiel: Câmara Municipal de Penafiel, 2011, p.830.
Imagem do mesmo inventário, p. 831.
         Sabia que…
                  Em ata de reunião, da Junta de Freguesia de Irivo, de 17 de março 1929, foi declarada aberta a sessão tendo sido apresentado uma resposta da Exma. Câmara em que dizia ter atendido ao pedido desta Junta acerca da mudança da feira que nesta freguesia se realiza em Coreixas de 23 para 24 assim como atendido à criação de uma nova feira nos dias seis de cada mês.
Cf: ARQUIVO MUNICIPAL DE PENAFIEL - Junta de Freguesia de Irivo – Inventário do Acervo Documental. Penafiel: Câmara Municipal de Penafiel, 2006, p. 28. Disponível online em: .

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

António Guedes Alcoforado
                   António Guedes Alcoforado era irmão de D.ª Filipa Carvalho e de Isabel Cardosa e primo de D.ª Isabel do Sobral. Em 9 de julho de 1600, redigiu testamento, no qual pediu para ser sepultado na Sé de Lamego, na sepultura de seus pais. No dito testamento determinou como se deveria proceder no seu enterro e quais os legados pios que pretendia. Por sua testamenteira e universal herdeira deixou sua irmã Filipa de Carvalho. Pelo seu testamento é notório pela listagem que elencou de devedores, que emprestava dinheiro a juro. Quando realizou o testamento encontrava-se já acamado. Em outubro de 1600 sabemos que já havia perecido. 
Solicitou que fosse acompanhado à sepultura pelas capelães e cabido da Sé de Lamego, que lhe fizessem 1 ofício de 9 lições por 20 clérigos, pediu ainda que lhe tomem por sua alma, uma bula de cruzada e outra de composição, de 2 mil réis, pediu, ainda, que por sua alma se vestissem 12 pobres. Pediu para ser amortalhado em hábito de São Francisco e para isso deixou aos frades da cidade de Lamego 2 mil réis. Deixou às suas primas Catarina Guedes e a Maria Guedes, 6 mil réis para cada uma. A sua testamenteira teria que dar aos pobres mais necessitados 3 mil réis, aos frades de S. Francisco de Cássia para fazerem um púlpito, mil réis. A sua sobrinha Mécia Cardosa, deixava a terra que possuía nas terras da feira, uma vinha dizima a Deus e 200 cruzados, 8 alqueires de centeio, pela medida velha, que lhe pagava o casal dos Quintãs de Várzea, 2 alqueires de trigo e 1 galinha, mas com a condição que se entendesse com seu marido e não tivessem questões com as suas irmãs. À misericórdia de Lamego deixou 2 mil réis.
Maria Guedes era casada com Baltazar de Freitas e moravam no concelho de Penaguião. 
Isabel Cardosa morava na sua quinta dos Bairros no concelho de Caria (depois freguesia do concelho de Belmonte).

               (Informação retirada dos documentos do sub sistema da Casa do Poço, pertencente ao espólio documental da Família Leite Pereira de Magalhães Alpendurada)


                  Sabia que…
                 No Recolhimento de Nossa Senhora da Conceição formavam conselho com a Regente a: Vice-regente, escrivã, porteira maior e mestra das noviças. Estas reuniam-se de 15 em 15 dias, salvo se houvesse maior urgência.
A Regente era eleita por três anos e podia ser reeleita. Esta tinha que ter 8 anos de professa e ter mais de 40 anos.
As eleições eram feitas por voto secreto e deveria estar presente um delegado do prelado.
A regente deveria:
- Governar a casa
- Fazer cumprir os estatutos
A vice-regente substituía a regente.
A escrivã tomava conta do cartório e do selo da comunidade e deveria ajustar as contas com a regente.
Foto de Amigos do Arquivo de Penafiel.
Ilustres Eclesiásticos Penafidelenses
              Padre Américo Monteiro de Aguiar – natural de Salvador de Galegos, nasceu na casa do Bairro, era o mais novo de oito irmãos. Estudou na escola régia de Galegos, no Colégio de N.ª S.ª do Carmo (Penafiel), e no de Santa Quitéria (Felgueiras). Em 1906, Vai para África (Moçambique, Chinde). Aí encontrou o Padre Rafael, que mais tarde erara sempre. É este prelado franciscano, que o apoia na sua ideia de ser padre. 
De férias em Portugal, foi visitar o seu amigo companheiro de escola em Galegos, então Pároco de Penafiel, o Dr. Avelino Soares. E pediu-lhe a opinião, sobre a ideia, de ir para franciscano. Era uma “martelada”. Conhecedor da sua maneira de folgazão, disse:a sagrado Bispo Titular de Augusta e Prelado de Moçambique, e ficaram amigos p “tu sabes lá o que é ser padre…agora frade!…“. Com viagem marcada de regresso a Moçambique, não embarca, e segue em Outubro de 1923, para o convento franciscano de Santo António de Vilariño da Ramalhosa, em Tui, Espanha. Aqui a disciplina é apertada, e desiste. Com a ajuda de seu irmão José, vai entrar, para o Seminário de Coimbra, com a bênção do Bispo Conde D. Manuel Luís Coelho da Silva. Em 28 de Julho de 1929, era ordenado padre, pelo mesmo bispo de Coimbra.
Com a sopa dos pobres inaugurada em 1932, é padre Américo que fica a dirigi-la, com grande sucesso. Vem depois as Colónias de Férias, a “Obra da Rua”, com as Casas do Gaiato de Miranda do Corvo, em 1940, Paço de Sousa, 1942, Lar do Porto, Lar da Casa do Gaiato de Coimbra, S. João da Madeira, Casa do Gaiato do Tojal (Lisboa), Lar de Lisboa, Casa do Gaiato de Setúbal, Madeira e Açores. Património dos Pobres, o Calvário. As Casas do Gaiato em África, Moçambique e Angola. 
A “Obra da Rua” tem editado muitos livros seus, dos artigos que ele escrevia, no jornal “O Gaiato”, que espelham, a sua obra, o seu pensamento, e a sua vida de sacerdote.
Foi uma vida de entrega aos outros, uma correria, no cuidar dos pobres. Mas em Julho, o “Morris DD-22-19” teve um acidente em S. Martinho do Campo (Valongo). Levado para o Hospital de Santo António, veio a falecer em 16 de Julho de 1956. Há 30 anos.
Deixou um testamento aos seus continuadores da “Obra da Rua”. 
A Conferência Episcopal Portuguesa, pelo Natal de 1980, emitiu uma Nota Pastoral, sobre o Centenário do Nascimento de Padre Américo: - “O Padre Américo, pelo que fez, e pela obra que realizou e que perdurou, em favor dos mais desprotegidos na nossa sociedade, foi um homem que deixou mais rico Portugal. E foi um padre que, encarnando com generosidade e realismo o espírito do Evangelho, se tornou sinal de amor infinito e eficaz de Deus. A história da Igreja entre nós neste século não se poderá fazer sem lhe reconhecer lugar de primeiro plano.”

          Cf. FERREIRA, José Fernando Coelho. Ilustres Eclesiásticos Penafidelenses. Notícias de Penafiel, Penafiel, 21 de outubro. 2016. Edição n.º23. p.8
https://www.facebook.com/363657013717634/videos/1570919666324690/

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Amigos do Arquivo de Penafiel
Alguns "tesourinhos" existentes no Arquivo Municipal de Penafiel
E enquanto pensa no desafio que lançamos há pouco, deixamos aqui um desses tesourinhos...
Vale mesmo a pena abrir e ler

Foto de Amigos do Arquivo de Penafiel.
 
Alguns "tesourinhos" existentes no Arquivo Municipal de Penafiel
              Hoje temos uma "crónica criminal"...
[Apontamento sobre o assassinato de José Moreira Caetano, em 20 de dezembro de 1846, por António José Leal.
Datado da segunda metade do séc. XIX.
(parece um discurso de um advogado perante o Tribunal)]
Merece uma leitura atenta
Foto de Amigos do Arquivo de Penafiel.Foto de Amigos do Arquivo de Penafiel.Foto de Amigos do Arquivo de Penafiel.
 
           Sabia Que…..?
Foto de Amigos do Arquivo de Penafiel.
               No antigo Regime era hábito, se as pessoas conseguissem amealhar algum pecúlio, deixar ficar montantes significativos a igrejas, conventos, confrarias e misericórdias para a realização de missas “enquanto o mundo fosse mundo”. Estas permitiam a perpetuação da memória do instituidor por toda a eternidade, e tornavam-se na garantia da salvação da sua alma do fogo torturante do purgatório. A realização intermitente de sufrágios tornou-se um hábito que todos os homens, que tivessem alguns bens, pretendiam assegurar para descanso das suas consciências. A partir de meados do século XIX, a necessidade de sufrágios eternos foi desaparecendo. As missas tornaram-se mais importantes nos dias imediatos ao falecimento e a população começou a entender que existia um prazo para salvar as almas, além de que a quantidade de missas que havia ficado por rezar, na maior parte dos altares portugueses, desde meados do século XVIII, bem como o uso indiscriminado de breves de redução e de comutação de legados usados pelas confrarias e irmandades, demonstraram a inviabilidade dos sufrágios perpétuos.
              Cf. Fernandes, Paula Sofia Costa – “Aliviar as almas e os corpos através da transmissão de bens para a Misericórdia de Penafiel: Legados pios, contratos entre vivos e doações”. In Araújo, Maria Marta Lobo de (coord.) – A Intemporalidade da Misericórdia. As Santas Casas Portuguesas: espaços e tempos. Braga: Santa Casa da Misericórdia de Braga, 2016, p. 33-34.
 
 
                     Sabia que…?
           Em sessão da Câmara de 9 de agosto de 1810, leu-se uma carta régia onde se ordenava o festejo do casamento da Princesa D. Maria Teresa com o Infante D. Pedro Carlos, devendo a Câmara Municipal ficar responsável por organizar a iluminação da cidade com luminárias. Todos os cidadãos deveriam fazer o mesmo e quem não o fizesse incorria numa multa de 6 mil réis.
       Cf. BARBOSA, José Luís dos Santos – A Câmara de Penafiel (1810-1813). Coimbra: Universidade de Coimbra, 2016. Dissertação dactilografada de Seminário em História da Época Moderna.
Foto de Amigos do Arquivo de Penafiel.Foto de Amigos do Arquivo de Penafiel.

 
Aqui fica uma curiosidade sobre a Feira de São Martinho...
               Traslado da resposta que deu o Senado da Câmara desta vila sobre os registos que fizeram os homens de negócios da cidade do Porto a Sua Majestade sobre a duração da Feira de São Martinho.
              Cf. PT/AMPNF/CMPNF/A-002/LV.01, Livro do registo geral. fl.215-216.
Foto de Amigos do Arquivo de Penafiel.Foto de Amigos do Arquivo de Penafiel.Foto de Amigos do Arquivo de Penafiel.
São Martinho em Penafiel
        Sabia que….
Foto de Amigos do Arquivo de Penafiel.
            Analisando-se a pasta que contém documentos relativos à feira de São Martinho, para o período que medeia entre 1958-68, verificou-se que com exceção do ano de 1958/59, para o qual não se encontrou, nesta, pedidos de licenças, era usual durante o mês de Setembro, mas fundamentalmente, no mês de outubro se pedir licença à Câmara para marcar lugares para os feirantes, durante a feira de São Martinho. Os anos de 1965 e 1966 obtiveram o maior número de pedidos, essencialmente, para requisição de pavilhões para jogos diversos, para barracas de farturas e para pistas de automóveis eléctricos, uma vez que a feira, assumia cada vez mais um carácter lúdico.
             Cf. TEIXEIRA, Ana Cláudia da Rocha; SILVA, Andreia Rafaela Bessa; ROCHA, Iolanda Raquel Reis Cardoso; SOUSA, Manuel do Carmo Ribeiro – “Mercados, Abastecimentos e Feiras de São Martinho: 1915-1971”.
             Trabalho dactilografado realizado para a disciplina de Área de Projeto, 12.º ano, da Escola Secundária de Penafiel, no ano lectivo de 2008-09.
Foto de Amigos do Arquivo de Penafiel.Foto de Amigos do Arquivo de Penafiel.
          Sabia que...
          No Arquivo Municipal existe um documento que nos permite saber que vendedores participaram na feira de São Martinho, no ano de 1960, nomeadamente ourives, vendedores de capotes, de bordados?
Cf. AMPNF-1234

Foto de Amigos do Arquivo de Penafiel.
 

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Visita Cultural a Aveiro/Santa Maria da Feira
Dia 25 de novembro
                  Não perca esta oportunidade de se juntar a nós para visitar a Oficina do Doce em Aveiro, onde terão oportunidade de aprender a fazer os célebres ovos moles e no final saborear esta iguaria, bem como, o Museu de Santa Joana, também em Aveiro, onde poderá conhecer este fabuloso Museu, antigo convento dominicano feminino, onde viveu Santa Joana Princesa, e que reflete a vivência da comunidade das freiras ao longo de cerca de 4 séculos, com diferentes estilos arquitetónicos. Este convento remonta à segunda metade do século XV.
Após o almoço, visitaremos o Museu do Papel em Santa Maria da Feira, inaugurado em 2001, e que constitui o primeiro espaço museológico dedicado à história do papel em Portugal.
Inscrições até 10 de novembro.
Preços: Associados - 32 euros
Não associados - 40 euros
Crianças até 12 anos - 25 euros
Estes preços englobam: viagem, entradas nos Museus e almoço.
Ficamos à sua espera.
Foto de Amigos do Arquivo de Penafiel.

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Foto de Amigos do Arquivo de Penafiel.Quem instituiu legados na Santa Casa da Misericórdia de Penafiel para dotar órfãs para casarem?
Foram todos homens. Verificava-se uma preocupação masculina na ressalva da honra e virtudes das mulheres.
Estes instituidores foram, maioritariamente laicos, uma vez que somente três eram eclesiásticos (no século XVII, o abade Amaro Moreira e o Padre Baltazar da Rocha e, nos inícios do século XVIII, o abade Domingos Rodrigues de Azevedo).
A maior parte deles eram de Penafiel ou dos concelhos vizinhos, demonstrando a preocupação em preservar a virtude das suas conterrâneas, das filhas e descendentes de seus vizinhos, ou de suas parentas.
O ponto comum e mais vincado entre todos, era o facto de grande parte deles terem feito fortuna na América, tendo alguns falecido no Brasil.
Cf. FERNANDES, Paula Sofia Costa – O hospital e a botica da Misericórdia de Penafiel (1600-1850). Penafiel: Santa Casa da Misericórdia de Penafiel, 2016, p.93-94.