segunda-feira, 11 de setembro de 2017



Gonçalo de Meireles Guedes de Carvalho
Fidalgo da Casa de Sua Majestade, foi 3.º Morgado da Aveleda. Gonçalo sucedeu, também, na Quinta de Gradiz, em Aguiar da Beira.
Casou com Francisca Joana da Costa Guedes, natural da Praça de São Domingos, freguesia da Sé, no Porto, filha de Domingos da Costa Guimarães, familiar do Santo Ofício e procurador da cidade do Porto e de Maria de Meireles do Espírito Santo, irmã do Reverendo José Lopes, cónego da Sé do Porto.
Casaram em 1729, na igreja de São Cosme de Gondomar, onde Gonçalo possuía uma quinta.
Foi provedor da Santa Casa da Misericórdia de Penafiel em 1736, 1738 e 1739.
Em novembro de 1738 foi nomeado familiar do Santo Ofício da Inquisição de Coimbra e, em janeiro de 1739, recebeu hábito de Cavaleiro da Ordem de Cristo.
Tiveram cinco filhos: Manuel de Meireles Guedes, João Bernardo de Meireles Guedes, Maria Margarida de Meireles Coutinho, Tomásia Barbosa Marcelina Guedes de Carvalho e António de Meireles Freire.
Cf. ARQUIVO MUNICIPAL DE PENAFIEL – Inventário do acervo documental do Morgado da Aveleda. Penafiel: Câmara Municipal de Penafiel, 2011, p.840-441.
Imagem pertencente ao espólio do Morgado da Aveleda, cota PT/SACQA/MA /C/G/cd.
Foto de Amigos do Arquivo de Penafiel.
        Foto Antony
                Fundo da Casa Comercial Foto Antony encontra-se no Arquivo Municipal por contrato de depósito. É um fundo de grandes dimensões que engloba negativos de vidro, película, bem como alguns positivos. Este encontra-se organizado em reportagens de estúdio e reportagens de exterior. Estas últimas estão divididas por várias temáticas segundo a ordem dada pelo produtor e que o Arquivo manteve, nomeadamente, “Padre Américo”, “VP (vistas da cidade)”, Figuras típicas, entre outras.
Este fundo é composto por negativos que o Sr. António Guimarães foi adquirindo no seu percurso por outras casas comerciais e no contacto que teve com outros fotógrafos e pelas fotografias produzidas pelo Sr. António Guimarães e, as mais recentes, pelo seu filho Sr. Belmiro Guimarães.
As fotos abarcam todo o séc. XX essencialmente.
Este fundo está a ser tratado e digitalizado e brevemente, uma parte, será disponibilizada no programa gead, em http://geadopac.cm-penafiel.pt .
De qualquer forma já têm sido disponibilizados alguns negativos, apesar de ainda não estar totalmente disponível ao público.
Arquivos de Família - Investigação
               O IEM - Instituto de Estudos Medievais, o CHAM - Centro de Humanidades, o IHC - Instituto de História Contemporânea juntaram-se para a organização do ciclo "Arquivos de Família & Investigação em História".
Este ciclo divide-se em três sessões: 
- a primeira dedicada à investigação em História Medieval;
- a segunda à investigação em História Moderna;
- e a terceira à investigação em História Contemporânea.
A segunda sessão, dia 13 de outubro, contará com a participação da Doutora Paula Sofia Fernandes, que irá falar do contributo para a história dos arquivos de família existentes e ou tratados pelo Arquivo Municipal de Penafiel.
      Sabia que…
               No Recolhimento de Nossa Senhora da Conceição, na Semana Santa, as vésperas, matinas e missa tinham sempre música até se reformar o Recolhimento, mas a fundadora Francisca das Chagas não queria admitir a música e fez com que durante muitos anos se cantasse Canto Chão, no seu rigor.

Jornal O GAIATO – 1944

                 5 de março de 1944
                 Fundação do jornal O GAIATO, quinzenário da Obra da Rua, pelo Padre Américo.
Cf. MENDES, Manuel – Sumário de Datas de Paço de Sousa. Paço de Sousa: Colecções e Edições Gamuz, 1998, p.37.
Imagens retiradas do livro “Padre Américo, Vida e Obra”, p.62-63.



Gonçalo Barbosa de Meireles Freire
           Filho de Ana Moreira e de Gonçalo Barbosa Coelho. Tinha cinco irmãos: Madalena, Catarina, Bento, Marcos e Manuel.
Sobrinho-neto do abade Amaro Moreira, fundador da igreja da Santa Casa da Misericórdia de Penafiel.
Gonçalo foi chanceler-mor do reino, desembargador do Paço da cidade de Lisboa, fidalgo da Casa Real e instituidor do morgado da Aveleda.
Foi sepultado no claustro novo de São Vicente de Fora, em Lisboa, e era irmão da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.
O seu pai, Gonçalo Barbosa Coelho, era filho de Gonçalo Tomé Barbosa e de Dona Catarina Coelho. Sua mãe, Ana Moreira, era filha de Domingos Gaspar Moreira, irmão de Amaro Moreira e de Dona Águeda Freire de Meireles.
                Cf. ARQUIVO MUNICIPAL DE PENAFIEL – Inventário do acervo documental do Morgado da Aveleda. Penafiel: Câmara Municipal de Penafiel, 2011, p.817-818.
       Imagens dos documentos do livro da genealogia dos Moreiras, AMPNF, D-22
Freguesia de Luzim
            O foral novo de D. Manuel doado a Penafiel em 1 de Julho de 1519, contempla esta muito antiga freguesia de Luzim.
A sua antiguidade está no facto de se encontrar já fundada no longínquo ano de 943, século X, registada através do doc. P M H, DOC. 53, já associada á Igreja contemporânea, referindo a Villa Losidi cujo povoamento, refletia já uma estratégia que tinha por base a proximidade das linhas de água e o próprio rio Tâmega, assim chamado, por nascer em Espanha, na serra do Larouco e próximo de um lugar chamado Tamague-los.
A Igreja de São Baptista, foi sede e deu origem á paróquia com o mesmo nome, verificando-se que a zona de influencia de cada Igreja, teria necessariamente de cobrir uma vasta área e que a partir do século XI a tendência de edificar um templo onde se fixava um núcleo de povoamento, conduziu a um maior número de Igrejas espalhadas pelos territórios, caracterizados por uma tendência para o povoamento disperso.
As primeiras Igrejas, eram do domínio privado, pertencentes a particulares que, com o decorrer do tempo, as foram doando aos mosteiros e conventos.
No ano de 1059, aparece registado o lugar de Paços, no ano de 1092 surge referenciado o lugar de Sá, significando que a distribuição espacial dos núcleos começava a ser já um pouco diversa relativamente à centúria anterior, nas áreas periféricas do Concelho.
Em 1109, aparece registado o lugar do Outeiro, significando que Luzim se desenvolveu em torno de um templo, traduzindo uma organização paroquial estruturada.
A certidão do livro grande tirada da Torre do Tombo, em 1453, que se encontra no Arquivo Distrital do Porto, na forma de «lembrança» de divisões de algumas terras, Inquirições sobre as Igrejas situadas no seu termo e sua Comarca, de Entre Douro e Minho e outras causas tocantes à cidade, sobre Luzim diz: SANHOANE DE LOSY. GONSALUUS PLAGIR declarou que a Igreja era a metade do Convento de Arouca e a tinha por testamento, devendo fazer serviço ao Senhor da Terra uma vez por ano e o melhor que pudesse. Os casais são de vários que pagam suas rendas, respetivas. O reguengo é extenso com seu variadíssimo foro em que figura eirádiga ao costume da terra e devem ir leva-la onde o Senhor della ordenar até ao termo de Penafiel.
Segundo as Inquirições Afonsinas de 1258, Luzim produzia: pão, porcos, galinhas, ovos, castanhas, fruta e linho.
              
Cf. SOARES, João. Freguesia de Luzim. Notícias de Penafiel, Penafiel, 23 de setembro. 2016. Edição n.º19. p.12.