segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Gonçalo Barbosa de Meireles Freire
           Filho de Ana Moreira e de Gonçalo Barbosa Coelho. Tinha cinco irmãos: Madalena, Catarina, Bento, Marcos e Manuel.
Sobrinho-neto do abade Amaro Moreira, fundador da igreja da Santa Casa da Misericórdia de Penafiel.
Gonçalo foi chanceler-mor do reino, desembargador do Paço da cidade de Lisboa, fidalgo da Casa Real e instituidor do morgado da Aveleda.
Foi sepultado no claustro novo de São Vicente de Fora, em Lisboa, e era irmão da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.
O seu pai, Gonçalo Barbosa Coelho, era filho de Gonçalo Tomé Barbosa e de Dona Catarina Coelho. Sua mãe, Ana Moreira, era filha de Domingos Gaspar Moreira, irmão de Amaro Moreira e de Dona Águeda Freire de Meireles.
                Cf. ARQUIVO MUNICIPAL DE PENAFIEL – Inventário do acervo documental do Morgado da Aveleda. Penafiel: Câmara Municipal de Penafiel, 2011, p.817-818.
       Imagens dos documentos do livro da genealogia dos Moreiras, AMPNF, D-22
Freguesia de Luzim
            O foral novo de D. Manuel doado a Penafiel em 1 de Julho de 1519, contempla esta muito antiga freguesia de Luzim.
A sua antiguidade está no facto de se encontrar já fundada no longínquo ano de 943, século X, registada através do doc. P M H, DOC. 53, já associada á Igreja contemporânea, referindo a Villa Losidi cujo povoamento, refletia já uma estratégia que tinha por base a proximidade das linhas de água e o próprio rio Tâmega, assim chamado, por nascer em Espanha, na serra do Larouco e próximo de um lugar chamado Tamague-los.
A Igreja de São Baptista, foi sede e deu origem á paróquia com o mesmo nome, verificando-se que a zona de influencia de cada Igreja, teria necessariamente de cobrir uma vasta área e que a partir do século XI a tendência de edificar um templo onde se fixava um núcleo de povoamento, conduziu a um maior número de Igrejas espalhadas pelos territórios, caracterizados por uma tendência para o povoamento disperso.
As primeiras Igrejas, eram do domínio privado, pertencentes a particulares que, com o decorrer do tempo, as foram doando aos mosteiros e conventos.
No ano de 1059, aparece registado o lugar de Paços, no ano de 1092 surge referenciado o lugar de Sá, significando que a distribuição espacial dos núcleos começava a ser já um pouco diversa relativamente à centúria anterior, nas áreas periféricas do Concelho.
Em 1109, aparece registado o lugar do Outeiro, significando que Luzim se desenvolveu em torno de um templo, traduzindo uma organização paroquial estruturada.
A certidão do livro grande tirada da Torre do Tombo, em 1453, que se encontra no Arquivo Distrital do Porto, na forma de «lembrança» de divisões de algumas terras, Inquirições sobre as Igrejas situadas no seu termo e sua Comarca, de Entre Douro e Minho e outras causas tocantes à cidade, sobre Luzim diz: SANHOANE DE LOSY. GONSALUUS PLAGIR declarou que a Igreja era a metade do Convento de Arouca e a tinha por testamento, devendo fazer serviço ao Senhor da Terra uma vez por ano e o melhor que pudesse. Os casais são de vários que pagam suas rendas, respetivas. O reguengo é extenso com seu variadíssimo foro em que figura eirádiga ao costume da terra e devem ir leva-la onde o Senhor della ordenar até ao termo de Penafiel.
Segundo as Inquirições Afonsinas de 1258, Luzim produzia: pão, porcos, galinhas, ovos, castanhas, fruta e linho.
              
Cf. SOARES, João. Freguesia de Luzim. Notícias de Penafiel, Penafiel, 23 de setembro. 2016. Edição n.º19. p.12.

terça-feira, 29 de agosto de 2017

Ilustres Eclesiásticos Penafidelenses
         Frei António da Soledade – natural de S. André de Marecos (“O Marecos”) o seu retrato encontra-se no Salão de Quadros dos Reis e Benfeitores e de Santos da Ordem dos Beneditinos. Foi um eclesiástico de gosto artístico. Geral da Ordem, em 1756, e Prior de Tibães.
        Cf. FERREIRA, José Fernando Coelho. Ilustres Eclesiásticos Penafidelenses. Notícias de Penafiel, Penafiel, 21 de outubro. 2016. Edição n.º23. p.8.

 
Germano Vieira de Meireles
            No Porto iniciou a sua carreira jornalística como redactor do “Eurico” onde também colaborou Camilo e Antero. Teve a seu cargo a redação da secção política do “Progresso Liberal”. Foi redactor de “O primeiro de Janeiro”.
Conviveu muito com Antero de Quental, encontrando-se assiduamente com este no café “Águias d’Ouro”, na Praça da Batalha, no Porto.
Nasceu em 22 de fevereiro de 1842, em Penafiel. Formou-se em Direito, em Coimbra. Morreu em 3 de dezembro de 1877, nesta cidade. Fundador do Jornal “O século XIX”.
           Cf. Silva, Germano – A Tónica Penafidelense no Porto do século XIX. Penafiel: Câmara Municipal de Penafiel, 1996, p.14-16.
            Imagem retirada do livro Penafiel na “Doação Germano Silva”, p.53.
    Sabia que…
          O Recolhimento de Nossa Senhora da Conceição de Arrifana de Souza teve como seu fundador o Sr. Gonçalo Ferreira da Costa residente no Solar da freguesia de Santa Eulália, do lugar de Paços, comarca do Porto.
Gonçalo Ferreira da Costa foi para o Brasil onde casou com Dona Clara de Barro. Ao voltar para Portugal foram viver para a Quinta das Lages. 
Dona Clara faleceu sem filhos deixando parte de seus bens para se fundar um recolhimento com a invocação de Nossa Senhora. Gonçalo Ferreira começou logo a pôr em execução a vontade da esposa.
Gonçalo Ferreira concluiu o primeiro dormitório com sua igreja, ficando tudo preparado para entrarem as primeiras donzelas, dando um legado de missa quotidiana.
Contudo, a 15 de Agosto, falece Gonçalo Ferreira ficando a obra parada durante muitos anos sem esta ser povoada: “...não há certeza do ano em que deu principio a obra, nem do seu falecimento.”
Cinquentenário da Banda de Música de Paço de Sousa
1991
              Este álbum possui várias fotografias da celebração do Cinquentenário da Banda de Música de Paço de Sousa, no ano de 1991.
Entre os vários momentos, decorridos durante o ano, referimos aqui alguns, tais como: o 1.º festival de Bandas do Concelho de Penafiel, datado de 9 de junho de 1991, apresentação do livro “Esboço histórico da Banda Musical de Paço de Sousa”, do Eng. Manuel Mendes, celebração do cinquentenário da Banda de Música, com recepção aos convidados, missa solene, almoço/convívio e espectáculo de variedades, todos estes datados de 10 de agosto de 1991.
Estas fotos fazem parte de um álbum de fotografias denominado Cinquentenário da Banda de Música de Paço de Sousa - 1991, pertença do Padre Manuel Mendes, de Paço de Sousa, que foi cedido ao Arquivo Municipal, para ser digitalizado e disponibilizado, ao qual aproveitamos para agradecer.
Este tipo de atitudes permite que não se perca a memória das nossas localidades. Seria bom que mais pessoas tivessem este tipo de cuidado de disponibilizar, uma vez que não perdem os documentos pois estes ficam sempre com os respectivos donos, apenas disponibilizamos as digitalizações.
Francisco de Azevedo Coutinho de França e Faro
      Filho de António de Azevedo Coutinho, desembargador do Paço.
Foi conselheiro da Real Fazenda.
Em 1796, El Rei acrescenta-lhe ao título de fidalgo escudeiro da Real Casa com 250 réis, mais moradia de mil réis como moço fidalgo, a mercê de fidalgo cavaleiro da Casa Real, com mais 750 réis de moradia por mês e um alqueire de cevada. Foi senhor da quinta das Laranjeiras e Sete Rios, senhor do Forte da Boa Viagem onde veio a falecer em 1814. Procurador da Casa da Rainha.
 
         Cf. ARQUIVO MUNICIPAL DE PENAFIEL – Inventário do acervo documental do Morgado da Aveleda. Penafiel: Câmara Municipal de Penafiel, 2011, p.1114
 
         Imagem pertencente ao espólio do Morgado da Aveleda, cota PT/S
ACQA/MA /C/S/E/bfl.01.