terça-feira, 29 de agosto de 2017

Francisco de Azevedo Coutinho de França e Faro
      Filho de António de Azevedo Coutinho, desembargador do Paço.
Foi conselheiro da Real Fazenda.
Em 1796, El Rei acrescenta-lhe ao título de fidalgo escudeiro da Real Casa com 250 réis, mais moradia de mil réis como moço fidalgo, a mercê de fidalgo cavaleiro da Casa Real, com mais 750 réis de moradia por mês e um alqueire de cevada. Foi senhor da quinta das Laranjeiras e Sete Rios, senhor do Forte da Boa Viagem onde veio a falecer em 1814. Procurador da Casa da Rainha.
 
         Cf. ARQUIVO MUNICIPAL DE PENAFIEL – Inventário do acervo documental do Morgado da Aveleda. Penafiel: Câmara Municipal de Penafiel, 2011, p.1114
 
         Imagem pertencente ao espólio do Morgado da Aveleda, cota PT/S
ACQA/MA /C/S/E/bfl.01.
  As festividades do ciclo do linho
     A espadelagem decorria num ambiente de festa, onde eram convidadas as raparigas das redondezas, que traziam as suas próprias espadelas, espadeladouros ou cortiços de espadelar, para trabalhar em grupo, sempre à noite e fora de casa, em terreiros, à luz da lua ou da candeia. As mulheres juntavam-se sentadas ou de pé, a espadelar e a entoar cantigas em coro, tendo como espetadores os homens que se dispunham à sua volta. Findo os trabalhos, dançava-se ao som da concertina, e a dona de casa servia sardinha com pão e bebia-se vinho à descrição. Esta tarefa monótona era transformada em divertimento, dado que se cantava, dançava e faziam-se “brincadeiras”, pelo facto de ser permitida a interferência masculina. No Concelho de Penafiel era frequente durante a espadelagem o rapaz, para mostrar que estava interessado na rapariga, ou simplesmente para se divertir, cumprimentá-la e ao mesmo tempo roubar-lhe uma maçã, que era colocada com este propósito no interior do cortiço de espadelar. Muitas vezes, as raparigas em vez de colocarem maçãs no cortiço de espadelar colocavam urtigas, para gracejar com os rapazes. 
Nas casas dos lavradores mais abastados, organizavam-se as fiadas para as quais eram convidadas as mulheres das proximidades, para se juntarem a fiar, tratando o linho do dono da casa, já que apenas os mais abastados possuíam linho que justificasse uma fiada. As mulheres juntavam-se à porta de casa, a fiar, em troca de um almoço farto, que terminava com um divertido bailarico.
            Cf. ANILEIRO, Ana. A broa e os moinhos em Penafiel. Notícias de Penafiel, Penafiel, 8 de julho. 2016. Edição n.º11. p.6.
            Ilustres Eclesiásticos Penafidelenses
              Doutor Frei Miguel de S. Bento – Nasceu em Arrifana de Sousa, com o nome de Miguel Rodrigues, e adotou na Ordem Beneditina, o nome de Frei Miguel de S. Bento. Era filho do “Boticário” Baltazar Rodrigues Aranha. Batizado em 1/10/1647. Cursou Teologia e Filosofia. Deu aulas no Colégio de S. Bento (de 1686-1695).
        Cf. FERREIRA, José Fernando Coelho. Ilustres Eclesiásticos Penafidelenses. Notícias de Penafiel, Penafiel, 21 de outubro. 2016. Edição n.º23. p.8.
 Imagem: 
 Cf. ADPRT, Fundo Paróquia de Penafiel, PT/ADPRT/PRQ/PPNF24/001/0001A, Registo de batismos, 1632-1667, fl.125.
Casa do Poço – Paço de Sousa
            O subsistema Casa do Poço de Paço de Sousa, pertencente à Família Leite Pereira de Magalhães Alpendurada encontra-se no Arquivo Municipal de Penafiel, por contrato para tratamento e digitalização. O fundo Família Leite Pereira de Magalhães Alpendurada é de enormes proporções pois conta com vários subsistemas sendo a Casa do Poço um subsistema mais pequeno. Estava dividido em dois grandes núcleos: documentos pessoais (estava dividido por produtor) e documentos patrimoniais (que estavam organizados em maços, por freguesias, onde possuíam propriedades). Está datado entre o séc. XV e XX.
Encontra-se neste momento a ser tratado arquivisticamente e está a ser também digitalizado, e quando estiver pronto será disponibilizado na página do Arquivo Municipal.

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

           Sabia que…
                         Em acta de reunião, da Junta de Paróquia de Rio de Moinhos, de 9 de dezembro de 1900 informou-se que às duas horas da madrugada foi quebrado o sino da torre da Igreja Paroquial por António Pereira, trolha de além-douro e Manuel Toupeiro, solteiro, trolha, ambos do lugar de Agrela desta freguesia que foram à mesma torre tocar violentamente o mesmo sino sem autorização tendo a Junta participado ao Dr. Delegado do Procurador Régio.
               Cf.: FERNANDES, Paula Sofia, et al – Junta de Freguesia de Rio de Moinhos – Inventário do Acervo Documental. Penafiel: Câmara Municipal de Penafiel, 2002, p. 43. Disponível online em: http://www.cm-penafiel.pt/…/inventarios-e-documentacao-publ…
         Sabia que…
                    O Ténis de Mesa é o orgulho da freguesia de Novelas. Modalidade Federada, com aposta em todos os escalões. Entre os escalões mais novos e mais velhos o clube ostenta vários títulos nacionais, para além da presença de atletas nas respectivas selecções. Esta prática é desenvolvida pela Associação Recreativa Novelense que data de 9 de Junho de 1972.
Cf.: SILVA, Júlio – Junta de Freguesia de Novelas – Inventário do Acervo Documental. Penafiel: Câmara Municipal de Penafiel, 2004, p. 16.  Disponível online em: http://www.cm-penafiel.pt/…/inventarios-e-documentacao-publ…

Freguesia de Luzim
              Luzim dista 12 quilómetros da sede do Concelho e tem por padroeiro ou oraculo São João Baptista e foi freguesia de donatários. Ou seja, doou-a o Rei D. João I a Diogo Gonçalves Peixoto, filho de outro que tinha o mesmo nome, Alcaide, de Miranda do Douro e seu Castelo em remuneração da terra da Maia, que lha
tinha doado e lha tirou para voltar a dar a Gil Vaz da Cunha, quando voltou de Castela, cuja doação foi de juro e herdade sem jurisdição, mas com todas as suas rendas e direitos feita em Santarém, a 29 de Setembro da Era de Cesar, de 1440.
Depois, conservou-se nos seus descendentes, que tiveram o título de Alcaide Mor, até que, por morte de Manuel Peixoto da Silva, último donatário e Adail Mor, se uniu aos próprios da Casa Real, que esteve da posse dela alguns anos, até que fez mercê dela e seu reguengo a Gonçalves Peixoto da Silva, descendente por via feminina e linha transversal, dos Donatários antigos, e por seus serviços e de seu irmão António de Almeida se lhe fez mercê para um seu filho de que se lavrou carta em nome do príncipe regente e por ele assinada em Lisboa a 10 de Junho de 1683. Este filho chamou-se João Peixoto de Macedo e Carvalho, que possui o dito Reguengo e o Senhorio de Penafiel de Sousa, até 15 de Maio de 1725, dia em que faleceu, passando os bens ao próprio da fazenda.
Cf. SOARES, João. Freguesia de Luzim. Notícias de Penafiel, Penafiel, 23 de setembro. 2016. Edição n.º19. p.12.