sábado, 5 de agosto de 2017

                  Sabia que…
            Em acta de reunião, da Junta de Paróquia de Rio de Moinhos, de 21 de dezembro de 1924 informou-se que a Comissão de habitantes da freguesia resolveu construir no Largo da Feira, dois coretos de pedra permanentes onde as bandas de música pudessem tocar e oferecê-los à Junta, mas como o terreno do Largo da Feira pertence à Câmara Municipal desejavam que a Junta obtivesse da mesma a respectiva licença.
    Cf.: FERNANDES, Paula Sofia, et al – Junta de Freguesia de Rio de Moinhos – Inventário do Acervo Documental. Penafiel: Câmara Municipal de Penafiel, 2002, p. 45.


Quem foram os beneméritos da Misericórdia 
de Penafiel entre 1600 e 1900?

     A maior parte era do sexo masculino. Tal deve-se a vários fatores, por um lado, estes eram os administradores dos bens do casal, por outro lado, muitos destes homens eram solteiros, não deixando filhos legítimos, amealharam bens consideráveis, muitas vezes, na América, onde deixaram filhos naturais de suas escravas, vivendo muitas dificuldades, querendo ser lembrados na sua terra de origem por toda a ete...rnidade.
As mulheres, geralmente, confiavam nos seus maridos ou filhos para zelarem pelas suas almas, após a sua morte.
Dos homens que instituíram legados na Misericórdia de Penafiel, 22% deles eram homens da igreja. Os restantes dividiam-se por comerciantes, mercadores, membros do exército, essencialmente, capitães-mor, licenciados, proprietários rurais e mestres de ofícios.
No que respeita à naturalidade destes indivíduos, verificamos que cerca de metade dos mesmos eram de localidades que hoje em dia correspondem ao concelho de Penafiel, essencialmente, da cidade.
No entanto, a Misericórdia de Penafiel possuía um poder de atração de legados que extravasava esta área, estendendo-se por Paredes, Lousada, Marco de Canaveses, Felgueiras e até mesmo do Porto.

     Cf. Fernandes, Sofia – “Aliciar as almas e os corpos através da transmissão de bens para a Misericórdia de Penafiel: legados pios, contratos entre vivos e doações”, in Araújo, Maria Marta Lobo de – A intemporalidade da Misericórdia – As Santas Casas portuguesas: espaços e tempos. Braga: Santa Casa da Misericórdia de Braga, 2016. P. 26-27.

Projeto das latrinas e depósito de estrumes 
do quartel militar n.º 4
     Projeto das latrinas e depósito de estrumes do quartel militar n.º 4, com a medição de obras, orçamentos e desenho das peças. 1906
Documento do fundo documental da quinta da Aveleda.
    Imagem pertencente ao espólio do Morgado da Aveleda, cota PT/SACQA/MA/C/R/proc.01/cd.06.

Dona Maria Filomena de Lacerda 
Castelo Branco

          Filha de João Maria de Figueiredo Lacerda Castelo Branco, 2.º Barão de Beduido e de Dona Maria Francisca de Faria e Lacerda.
Aos 13 anos já se encontrava órfã de pai e mãe, ficando aos cuidados de sua tia paterna, tal como havia deliberado em testamento seu pai.
Casou com apenas 17 anos com Manuel Pedro Guedes, tinha ele 24 anos....
Tinha três irmãos: João José de Figueiredo de Lacerda Castelo Branco, que faleceu muito jovem, deixando-a como sua herdeira, Dona Isabel Maria Lacerda de Castelo Branco e Dona Maria da Piedade Lacerda Castelo Branco.
Casaram a 26 de dezembro de 1861, pelas 2 horas da tarde, na igreja matriz de Lordelo do Ouro, no Porto.
Faleceu com 18 anos, em 8 de novembro de 1862, pelas 5 horas da tarde, na freguesia da Sé do Porto.

        Cf. ARQUIVO MUNICIPAL DE PENAFIEL – Inventário do acervo documental do Morgado da Aveleda. Penafiel: Câmara Municipal de Penafiel, 2011, p.1804.
          Imagem pertencente ao espólio do Morgado da Aveleda, cota PT/SACQA/MA /C/S/cd.02.

O hospital da misericórdia de Penafiel

          O hospital da misericórdia de Penafiel é anterior à própria Santa Casa, tendo esta nascido na sua capela. Tratava-se de uma pequena albergaria anexa à capela. Desta forma, desde os seus primórdios, a irmandade teve a função de acudir aos doentes que ingressassem no seu hospital e aos pobres do rol que adoecessem, enviando alimentos e remédios.
Os doentes da localidade eram assistidos nos seus domicílios, dentro do apoio e recolhimento fa...miliar. Na Europa, na Idade Média e Idade Moderna, a vasta maioria das pessoas nunca deve ter entrado num hospital, por qualquer razão médica. O nascimento e morte tinham lugar em casa, assim como todos os outros cuidados médicos, incluindo a cirurgia. Os tratamentos médicos podiam ser aplicados em casa, beneficiando os enfermos dos cuidados familiares.
Para o hospital seguiam os “doentes passageiros”, ou seja, os doentes pobres de passagem pela localidade, que não tinham familiares que os acolhessem, ou seja, os viandantes que adoeciam ao passarem por Penafiel, os mendigos, ou aqueles que não possuíam qualquer suporte familiar. O hospital era utilizado para tratamento só em casos de extrema necessidade, não possuía condições para albergar mais de uma dezena de enfermos de uma vez, pelo menos, até finais do século XVIII.

         Cf. FERNANDES, Paula Sofia Costa – O hospital e a botica da Misericórdia de Penafiel (1600-1850). 
         Penafiel: Santa Casa da Misericórdia de Penafiel, 2016, p.94-95.

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Dona Margarida Caetana de Meireles Guedes

                   
                 Filha de Manuel Guedes da Fonseca e da 2.ª Morgada da Aveleda, Dona Mariana de Meireles Freire. Casou na Quinta da Ribeira, na freguesia de Isidoro, honra da Vila Caiz, com Gastão Pinheiro da Silva, nobre, sobrinho do Dr. Constantino Moreira Leite.
Do casamento teve dois filhos: José e Maria Clara.
Margarida Caetana e Gastão faleceram, deixando seus filhos menores, que ficaram a residir em Esmoriz com os seus avós paternos. Margarida ...faleceu em maio de 1730 e Gastão havia falecido em janeiro.
Gastão era filho de Maria Barbosa e de José Moreira Leite, capitão da honra de Vila Caiz.


        Cf. ARQUIVO MUNICIPAL DE PENAFIEL – Inventário do acervo documental do Morgado da Aveleda. Penafiel: Câmara Municipal de Penafiel, 2011, p.837.
          Imagem pertencente ao espólio do Morgado da Aveleda, cota PT/SACQA/MA /C/F/cd.01.

segunda-feira, 31 de julho de 2017



Dona Joana Felizarda Delfina de Abreu Aranha e Araújo

   Filha de Brás de Abreu Guimarães e de Dona Joana do Nascimento de Araújo Aranha, descendentes de uma burguesia endinheirada que começou a investir seus cabedais em terra, tentando, depois, nobilitar-se.
Dona Joana tinha mais três irmãos: Bento de Abreu Aranha, João de Abreu Aranha e Araújo e Brás de Abreu Aranha e Araújo.
Sabemos que em 1765 já se encontrava casada com Manuel de Meireles Guedes de Carvalho....

Joana viveu na casa de seus pais, na Rua Chã, no Porto, e depois na Quinta da Lavandeira, junto ao Poço das Patas, na mesma cidade. Para o casamento trouxe um dote avultado e rico, essencialmente em enxoval, móveis e peças de ourivesaria. As casas da Rua do Poço das Patas vieram para a Aveleda por seu dote.
Joana devia ter falecido de complicações derivadas do parto de sua única filha, pois esta nasceu a 16 de fevereiro de 1774 e o inventário feito pelo seu falecimento é de 21 de março de 1774.
       Cf. ARQUIVO MUNICIPAL DE PENAFIEL – Inventário do acervo documental do Morgado da Aveleda. Penafiel: Câmara Municipal de Penafiel, 2011, p.857.

  Imagem do documento pertencente ao espólio do Morgado da Aveleda, cota PT/SACQA/MA/C/K/mç.01.