terça-feira, 11 de julho de 2017

Ilustres Eclesiásticos Penafidelenses
          Cónego Dr. António Moreira da Rocha – natural de S. Miguel de Paredes, licenciado, foi um investigador da história de Penafiel, a quem ainda não se lhe reconheceu esse mérito, com os seus escritos dispersos. Escreveu nos anos sessenta, no “Notícias de Penafiel”, assinando com o pseudónimo de “Monaquino”, e, que há pouco tempo este jornal reproduziu. Foi amigo do Padre José Monteiro de Aguiar e de Padre Américo. Tem o seu nome assinalado numa rua da Freguesia de S. Miguel de Paredes.
 
     Cf. FERREIRA, José Fernando Coelho. Ilustres Eclesiásticos Penafidelenses.
     Notícias de Penafiel, Penafiel, 21 de outubro. 2016. Edição n.º23. p.8.
 
Amigos do Arquivo de Penafiel
Ilustres Eclesiásticos Penafidelenses
         Cónego Joaquim Ferreira Gomes – natural de S. Martinho de Milhundos, da Casa da Quebrada, em 28 de Dezembro de 1873. Estudou no Colégio de Santa Quitéria (Felgueiras). Entrou para o Seminário do Porto, e cursou Teologia, Com 20 anos recebeu o “prima tonsura e ordens menores”. Ordenado presbítero em 1896, por D. Américo. Foi professor no Colégio de S. Gonçalo em Amarante e depois nos Seminários Diocesanos, nos Carvalhos (Gaia) e do Porto. Professor de grandes conhecimentos em Latim e Matemática. Esteve ao lado de D. António Barroso, que fora exilado três anos, e regressou em 1914, à diocese do Porto. Em 1919, a Igreja comprou a Torre da Marca, (na antiga rua do triunfo, hoje D. Manuel ll), para aí edificar o Seminário. E, o Padre Joaquim Ferreira Gomes (denominado Padre Gomes) foi escolhido para seu director.
De trato afável, falas afectuosas e pausadas, numa estrutura mediana, com uma indumentária rigorosa, e de vigor físico e intelectual.
No tempo de D. António Barbosa Leão, o Seminário de Vilar, e, com o director “Padre Gomes”, atingiu a frequência de 130 alunos (1922/23), e ainda andava com ampliações de construção.
Teve uma vida consagrada á formação sacerdotal. Foi nomeado Cónego da Sé do Porto, em 15 de Junho de 1927.
Faleceu em 29 de Março de 1942, estando já há vários anos inactivo. Foi o seu sobrinho Cónego António Ferreira Gomes, o seu continuador como Vice-Reitor do Seminário.
 
      Cf. FERREIRA, José Fernando Coelho. Ilustres Eclesiásticos Penafidelenses.
      Notícias de Penafiel, Penafiel, 21 de outubro. 2016. Edição n.º23. p.8.
 
Ilustres Eclesiásticos Penafidelenses
            Cónego Manuel Moreira Aranha Furtado de Mendonça – natural da paróquia de S. Martinho de Lagares (Penafiel), bacharel em Teologia pela Universidade de Coimbra. Professor no Seminário de Lamego. Vice-Reitor do Seminário de N.ª S.ª do Rosário, dos Carvalhos (1884), e depois no Seminário do Porto (8/1/899). Foi nomeado Cónego da Sé do Porto, em 25 de Novembro de 1905.
Faleceu em Pedorido, no dia 3 de Agosto de 1906.

      Cf. FERREIRA, José Fernando Coelho. Ilustres Eclesiásticos Penafidelenses. Notícias de Penafiel, Penafiel, 21 de outubro. 2016. Edição n.º23. p.8.

      Imagem retirada da página: http://www.diocese-porto.pt.

 
Ilustres Eclesiásticos Penafidelenses
            Cónego António Alves Mendes da Silva Ribeiro – nasceu em Penafiel, a 19 de Outubro de 1838. Ordenado presbítero em 1861. Formou-se em Teologia. Nomeado pároco de Vale de Remígio. Foi o pregador, em 1863, no Te-Deum, em ação graças pelo nascimento de D. Carlos. Em 3 de Fevereiro de 1864, foi nomeado Cónego da Sé do Porto, e professor do Seminário. Em 1901, pregou na Batalha, com a presença de D. Carlos, e o rei nomeou-o arcediago de Oliveira do Douro, tomando posse em 17 de Janeiro de 1902. Foi o último arcediago desta terra, vindo a falecer em 4 de Julho de 1904.
 
        Cf. FERREIRA, José Fernando Coelho. Ilustres Eclesiásticos Penafidelenses.
        Notícias de Penafiel, Penafiel, 21 de outubro. 2016. Edição n.º23. p.8.
Foto de Amigos do Arquivo de Penafiel.

sexta-feira, 7 de julho de 2017

Amigos do Arquivo de Penafiel
              Sabia que…

           Em ata de reunião, da Junta de Freguesia de Irivo, de 4 novembro 1928, foi dito pelo Sr. Presidente que “tendo-lhes sido feito um pedido pelas Ex.mas professoras desta freguesia de 20 cadernos de papel para as suas escolas, lhe respondera que na ocasião presente não tinha dinheiro para satisfazer tal pedido. Que tendo as mesmas voltado a insistir no referido pedido, consultou o superior das ditas professoras neste sentido, o qual lhe respondeu que realmente as Juntas deviam fornecer os impressos precisos para o recenseamento escolar, mas que em vista de não terem dinheiro nesta ocasião, oficiasse as mesmas professoras delicadamente, dizendo que não tendo a Junta dinheiro na presente data, as auxiliavam com a quantia necessária, com o seu próprio dinheiro”.

         Cf.: ARQUIVO MUNICIPAL DE PENAFIEL - Junta de Freguesia de Irivo – Inventário do Acervo Documental. Penafiel: Câmara Municipal de Penafiel, 2006, p.23.
          Disponível online em: http://www.cm-penafiel.pt/…/inventarios-e-documentacao-publ….
 
Amigos do Arquivo de Penafiel
        Sabia que…
               A centúria de novecentos e as alterações culturais e de mentalidades desta época impuseram grandes mudanças nas Misericórdias. Com uma diminuição significativa dos legados pios, grande parte dos beneméritos apoiam a Misericórdia de Penafiel em vida, sobretudo com donativos para a construção de um novo hospital, centrando-se as alterações agora nas enfermarias de entrevados e de velhos e velhas, embriões dos lares de idosos do séc. XX. Este século também se fez sentir pelos pedidos constantes de redução de missas, para aligeirar legados que sufocavam as Misericórdias e cujo incumprimento era inevitável.

          Cf.: ARQUIVO MUNICIPAL DE PENAFIEL – Santa Casa da Misericórdia de Penafiel – Inventário do Acervo Documental. Penafiel: Câmara Municipal de Penafiel, 2009, p. 24-25.

          Disponível online em: http://www.cm-penafiel.pt/…/inventarios-e-documentacao-publ….
 
Amigos do Arquivo de Penafiel
Casinha dos Vinhos
Ou
Casa do Despacho dos vinhos e almotacéis do Porto
 
             Situava-se junto ao muro da Ribeira, no Porto.
             Em 25 de maio de 1632, Álvaro Pires de Távora comprou ao Senado da Câmara do Porto, 80 mil réis de juro assentes na Casinha dos Vinhos, os quais vinculou ao seu morgado. Estes juros, assentes na Casinha dos Vinhos, foram vendidos com autorização real para ajuda de socorro aos Estados da Índia e Brasil.
Em 15 de março de 1672, a abadessa do Convento de Santa Clara, Dona Brites Baptista comprou 40 mil réis de juros, assentes na Casinha dos Vinhos, à filha de Álvaro Pires de Távora que, entretanto, os tinha desvinculado do morgado por troca com outros, podendo, a partir dessa altura, as religiosas cobrarem o dito juro.
As freiras da Santa Clara aplicaram os 40 mil réis na festa da Nossa Senhora das Neves, em missas de sua confraria e obras pias, bem como na festa do Espírito Santo e Senhora dos Paços, no Santíssimo Sacramento e para azeite de sua capela.
 
          Cf. ARQUIVO MUNICIPAL DE PENAFIEL – Inventário do acervo documental do Morgado da Aveleda. Penafiel: Câmara Municipal de Penafiel, 2011, p.766.
 
          Foto antiga da Ribeira do Porto retirada do site http://www.portoantigo.org/2014/07/porto.html.
 
          Imagem pertencente ao espólio do Morgado da Aveleda, cota PT/SACQA/MA/A/AQ/B/mç.01/cd.01.