sexta-feira, 7 de julho de 2017

Amigos do Arquivo de Penafiel
              Sabia que…

           Em ata de reunião, da Junta de Freguesia de Irivo, de 4 novembro 1928, foi dito pelo Sr. Presidente que “tendo-lhes sido feito um pedido pelas Ex.mas professoras desta freguesia de 20 cadernos de papel para as suas escolas, lhe respondera que na ocasião presente não tinha dinheiro para satisfazer tal pedido. Que tendo as mesmas voltado a insistir no referido pedido, consultou o superior das ditas professoras neste sentido, o qual lhe respondeu que realmente as Juntas deviam fornecer os impressos precisos para o recenseamento escolar, mas que em vista de não terem dinheiro nesta ocasião, oficiasse as mesmas professoras delicadamente, dizendo que não tendo a Junta dinheiro na presente data, as auxiliavam com a quantia necessária, com o seu próprio dinheiro”.

         Cf.: ARQUIVO MUNICIPAL DE PENAFIEL - Junta de Freguesia de Irivo – Inventário do Acervo Documental. Penafiel: Câmara Municipal de Penafiel, 2006, p.23.
          Disponível online em: http://www.cm-penafiel.pt/…/inventarios-e-documentacao-publ….
 
Amigos do Arquivo de Penafiel
        Sabia que…
               A centúria de novecentos e as alterações culturais e de mentalidades desta época impuseram grandes mudanças nas Misericórdias. Com uma diminuição significativa dos legados pios, grande parte dos beneméritos apoiam a Misericórdia de Penafiel em vida, sobretudo com donativos para a construção de um novo hospital, centrando-se as alterações agora nas enfermarias de entrevados e de velhos e velhas, embriões dos lares de idosos do séc. XX. Este século também se fez sentir pelos pedidos constantes de redução de missas, para aligeirar legados que sufocavam as Misericórdias e cujo incumprimento era inevitável.

          Cf.: ARQUIVO MUNICIPAL DE PENAFIEL – Santa Casa da Misericórdia de Penafiel – Inventário do Acervo Documental. Penafiel: Câmara Municipal de Penafiel, 2009, p. 24-25.

          Disponível online em: http://www.cm-penafiel.pt/…/inventarios-e-documentacao-publ….
 
Amigos do Arquivo de Penafiel
Casinha dos Vinhos
Ou
Casa do Despacho dos vinhos e almotacéis do Porto
 
             Situava-se junto ao muro da Ribeira, no Porto.
             Em 25 de maio de 1632, Álvaro Pires de Távora comprou ao Senado da Câmara do Porto, 80 mil réis de juro assentes na Casinha dos Vinhos, os quais vinculou ao seu morgado. Estes juros, assentes na Casinha dos Vinhos, foram vendidos com autorização real para ajuda de socorro aos Estados da Índia e Brasil.
Em 15 de março de 1672, a abadessa do Convento de Santa Clara, Dona Brites Baptista comprou 40 mil réis de juros, assentes na Casinha dos Vinhos, à filha de Álvaro Pires de Távora que, entretanto, os tinha desvinculado do morgado por troca com outros, podendo, a partir dessa altura, as religiosas cobrarem o dito juro.
As freiras da Santa Clara aplicaram os 40 mil réis na festa da Nossa Senhora das Neves, em missas de sua confraria e obras pias, bem como na festa do Espírito Santo e Senhora dos Paços, no Santíssimo Sacramento e para azeite de sua capela.
 
          Cf. ARQUIVO MUNICIPAL DE PENAFIEL – Inventário do acervo documental do Morgado da Aveleda. Penafiel: Câmara Municipal de Penafiel, 2011, p.766.
 
          Foto antiga da Ribeira do Porto retirada do site http://www.portoantigo.org/2014/07/porto.html.
 
          Imagem pertencente ao espólio do Morgado da Aveleda, cota PT/SACQA/MA/A/AQ/B/mç.01/cd.01.

 
Amigos do Arquivo de Penafiel
Freguesia do Salvador de Paço de Sousa
1 de novembro de 1596
        Toma posse da capelania da freguesia o D. Abade Domingos Teixeira, que apresenta como Pároco Frei Mauro Ribeiro. Até 1834 a paróquia foi regida por monges beneditinos do mosteiro. Desde essa época, intitula-se oficialmente freguesia do Salvador de Paço de Sousa, por ser o Salvador (Transfiguração do Senhor, no monte Tabor), a invocação do mosteiro e da igreja monástica.
 
         Cf. MENDES, Manuel – Sumário de Datas de Paço de Sousa. Paço de Sousa: Colecções e Edições Gamuz, 1998, p.25-26
 
Amigos do Arquivo de Penafiel
Arquiconfraria do Santíssimo e Imaculado Coração de Maria
 
 
          No dia 5 de Julho de 2005, foi assinado um protocolo para tratamento e digitalização da documentação entre a Câmara Municipal de Penafiel e a Arquiconfraria, protocolo esse que visava o tratamento arquivístico do espólio. Este tratamento incluía a higienização, bem como pequenas intervenções de restauro, classificação, ordenação, descrição e digitalização do fundo documental. De acordo com alguns documentos, a Arquiconfraria teria a sua sede na Igreja do Calvário e o seu arquivo encontrava-se num armário, na sala do despacho, daquela Igreja. Em 1856, a Arquiconfraria foi transferida para a Igreja do Recolhimento de Nossa Senhora da Conceição, bem como toda a sua documentação.
Aquando da incorporação para tratamento, a documentação encontrava-se num armário, na sala de reuniões da Arquiconfraria, para onde regressará devidamente condicionada.
 
           Cf.: ARQUIVO MUNICIPAL DE PENAFIEL – Arquiconfraria do Imaculado Coração de Maria. Penafiel: Câmara Municipal de Penafiel, 2010, p. 9-10.
           Disponível na internet: http://www.cm-penafiel.pt/…/inventarios-e-documentacao-publ…


 
Amigos do Arquivo de Penafiel 
 Recolhimento de Nossa Senhora da Conceição
 
 
          Este fundo encontra-se tratado arquivisticamente, digitalizado e disponível online na página do Arquivo Municipal em http://geadopac.cm-penafiel.pt .
Possui documentação entre 1718-1859.
 
 

O arquivo da Casa das Mouras:
Casa das Mouras
 
 
                A Casa das Mouras, cujo nome adveio de uma tradição oral que a apelidava das “Mouras” por causa da presença das mulheres da família Moura, passaria depois para as mãos de não familiares.
Não sendo diferente de outras famílias nobres que mantiveram os seus arquivos, também na Casa das Mouras foi hábito a preocupação de registar os eventos familiares para memória futura das posteriores gerações.
 
               Cf. CARDOSO, Vilma. O arquivo da Casa das Mouras. Notícias de Penafiel, Penafiel, 10 de junho. 2016. Edição n.º8. p.13.