sexta-feira, 7 de julho de 2017

Amigos do Arquivo de Penafiel
 Hino de Paço de Sousa
 
                Em abril de 1933 o Grupo dos Bons Amigos do Salvador de Paço de Sousa, divulga uma espécie de hino à localidade.
Segundo Manuel Mendes, apesar do autor da letra não estar identificado, aponta o Padre Agostinho Moreira Ferraz como autor, sendo a música da autoria de José Moreira.

I
Paço de Sousa da História
Tam cheia de evocações!
Oh!... Por ti, por tua glória
Pulsam nossos corações!
Ruja embora a tempestade
Agitando o teu matiz!
Dele recende lealdade,
O`Terra de Egas Monis!

Coro:
Nós temos na alma fremente
Esse ti,bre de nobreza
Que Monís legou à gente
Da Familia Portuguesa!

II
Não temos a tempestade                             
Nem pois a fúria do vento
Que só levam sem maldade
Fôlhas murchas sem sustento.
Não chores ramos caídos
Pela Terra enlameada
Ainda estamos nós erguidos
Não ficas abandonada

Coro:
Não temos na alma fremente
Esse timbre de nobreza
Que Monís levou à gente
Da família Portuguesa!

Paço de Sousa, 30-04-1933
O Grupo dos Bons Amigos
 
Amigos do Arquivo de Penafiel
Cenotáfio de D. Egas Moniz, o Aio - 1146

                 D. Egas Moniz, o aio, é sepultado na igreja de Santa Maria do Corporal, em mausoléu levantado, com legenda.
No seu cenotáfio está esculpido um cavaleiro com uma corda lançada ao pescoço, representado D. Egas na ida à Corte de Leão.
[Vd. Ex cursos II e III]
25 de agosto – Mendo Moniz e sua mulher Cristina Goncalves doam metade de Ordins e toda a aldeia de Lagares, com o padroado da igreja [Mem., 167-168], sendo Abade D. Egas Gomes (1146-1169).
 
                Cf. MENDES, Manuel – Sumário de Datas de Paço de Sousa. Paço de Sousa: Colecções e Edições Gamuz, 1998, p.19.
 
Amigos do Arquivo de Penafiel
O estilo Neoclássico da Igreja da Misericórdia de Penafiel
 
            O cadeirado, em situação inusual na nave da igreja, no lado da Epístola, constitui uma permanência da estética maneirista do século XVII, com elementos de transição para o barroco nacional (a parte superior é posterior, com ornamentação barroca). A Mesa diligencia, em 1688, no sentido de se executar novos assentos na igreja, para si e respetivo provedor. O entalhador Manuel Ferreira de Figueiredo, de Penafiel, executa a obra até 1689, o autor do retábulo-mor da igreja do mosteiro de Caramos (Felgueiras), em 1692, e dos retábulos mor e colaterais da igreja do mosteiro de Vila Boa do Bispo (Marco de Canaveses), no ano de 1700. Estas três obras assinalam um percurso notável, que assegura o domínio dos estilos maneirista (cadeirado) e barroco nacional (retábulos acima registados).
         
            Cf. MENESES, José Carlos. O estilo Neoclássico da Igreja da Misericórdia de Penafiel. Notícias de Penafiel, Penafiel, 29 de julho. 2016. Edição n.º13. p.11.

 
Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Paço de Sousa
 

 12 de maio de 1937

       Começa a organizar-se a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Paço de Sousa, com uma reunião na casa de Diogo Carvalho, no lugar de Assento. Da comissão Organizadora fazem parte também Albano Campos, Joaquim Madureira, Manuel Meireles da Cunha, etc.
 
       Cf. MENDES, Manuel – Sumário de Datas de Paço de Sousa. Paço de Sousa: Colecções e Edições Gamuz, 1998, p.36.

 

quinta-feira, 6 de julho de 2017

A broa e os moinhos em Penafiel

                  Um bom moinho tem que preencher os seguintes requisitos: terá que moer todo o ano e possuir duas ou mais mós, uma para milho e as restantes para trigo, centeio e outros cereais.
A água é conduzida para o moinho através de açudes e levadas, e estas têm que estar bem conservadas, por forma a resistirem a cheias e enxurradas. Um moinho é composto por: sobrado que separa os dois pisos do moinho: Rés – Chão, na parte superior, onde funciona a Moagem; Cabouco ou Inferno, na parte inferior, onde funciona o Movimento. Possui ainda estes elementos essenciais: o Pé – grande pedra redonda onde gira a mó; A Mó – pedra circular que gira e mói o grão; Moega – Peça de moinho onde se deita o grão e por onde sai pela Calha – rego feito em madeira, pedra ou metal para facilitar o curso de qualquer coisa (neste caso, o grão).

           Cf. GOMES, Cecília. A broa e os moinhos em Penafiel. Notícias de Penafiel, Penafiel, 8 de julho. 2016. Edição n.º11. p.7.
           Fotografias: Norberto Valério



 
Amigos do Arquivo de Penafiel 
Bernardo de Sousa
             Fixou-se em Penafiel nos finais do século XIX. Dirigiu uma pequena filarmónica em Paço de Sousa. Considerado um boémio, excelente rabequista, morreu vítima de tisica.
Veio ter a Penafiel juntamente com uma “troupe” de atores ambulantes.
Faleceu no hospital da Santa Casa.
Foi amanuense da Câmara Municipal de Penafiel.
Faleceu por volta de 1869.
  
           Cf. MENDES, Manuel – Esboço histórico da Banda Musical de Paço de Sousa (no seu cinquentenário). Paço de Sousa. Banda Musical e Cultural de Paço de Sousa, 1991, p.29-30.

 
Amigos do Arquivo de Penafiel
           Sabia que…
             Registou-se na ata da reunião, da Junta de Freguesia de Novelas, de 31 de Dezembro de 1985, que, com a colaboração da Câmara Municipal, se construiu a nova escola de Covilhô e fez-se a reparação da escola primária da Ponte, processo desenvolvido pela Junta e custeado pela Câmara.
Cf.: SILVA, Júlio – Junta de Freguesia de Novelas – Inventário do Acervo Documental. Penafiel: Câmara Municipal de Penafiel, 2004, p. 17.
 
           Disponível online em: http://www.cm-penafiel.pt/…/inventarios-e-documentacao-publ…