sábado, 1 de julho de 2017

Amigos do Arquivo de Penafiel
Casa de Sousa
          A família dos antigos morgados da Aveleda é originária da antiga Casa de Sousa, no lugar de Moreira, freguesia de S. Miguel de Gandra, que se situava no antigo concelho de Aguiar de Sousa.
A dita casa pertencia a descendentes de Afonso Furtado, 1.º capitão-mor de mar em tempo d’El Rei D. João I.
Nobreza senhorial detentora de quintas, foros e casais por todo o Vale de Sousa e de onde saíram várias linhagens de inúmeras casas nobres da região para além da Aveleda, nomeadamente, a Casa da Ponte de Cepeda, na freguesia de S. Salvador de Castelões de Cepeda; a Casa de Redemoinhos, na freguesia de São João de Covas, entre outras.

        Cf. ARQUIVO MUNICIPAL DE PENAFIEL – Inventário do acervo documental do Morgado da Aveleda. Penafiel: Câmara Municipal de Penafiel, 2011, p.808.

sexta-feira, 30 de junho de 2017

Capela de Santa Luzia
               A actual capela de Santa Luzia haveria sido a antiga igreja paroquial de S. Martinho de Moazares. Segundo Coriolano de Freitas Beça existia nos livros da confraria do santíssimo Sacramento arquivada uma cópia de um documento de doação do padroado da igreja de S. Martinho de Moazeres, feito por D. Fernando Peres de Barbosa ao mosteiro de Paço de Sousa, datado de 1534. Maria José Santos demonstra-nos, também, que surge em documentos do século XI, a referência a uma igreja de S. Martinho, no lugar de Santa Luzia.
A capela de Santa Luzia teria servido de sede da freguesia até meados do século XVI.

                    Cf. Beça, Coriolano de Freitas – “Penafiel ontem e hoje: recordações e impressões.” Colleção de artigos publicados n’O Penafidelense compilada e acrescentada com notas. Penafiel: Tipografia de O Penafidelense, 1896, p. 129; Santos, Maria José Ferreira dos – A Terra de Penafiel na Idade Média. Estratégias de ocupação do território (875-1308). “Cadernos do Museu”. Penafiel: Museu Municipal, n.º 10, 2005, p. 45, 91.


Amigos do Arquivo de Penafiel 
Casa de Mesão Frio 
Valpedre
        A Casa de Mesão frio é composta por diferentes corpos e alas, o que demonstra sucessivas construções e reconstruções ao longo dos séculos. Segundo José Buiza Badás, a 1.ª obra remonta ao séc. XVI, na ala sul que já sofreu em desmoronamento e posterior reconstrução. Na parte lateral norte temos a capela datada de 1780 e outras dependências como o lagar, estábulos e a antiga cozinha. Já a fonte surge com a data de 2 de Março de 1882, também do final do séc. XIX, surge o engenho do linho.
A capela da casa de evocação de São José, é barroca, tendo a construção da mesma sido iniciada em 1780 e sido concluída no ano seguinte. Manuel Coelho, solteiro, da Casa de Mesão Frio, que aí morava com seu irmão António Coelho, viúvo de Tadeia de Sousa Ferreira, constituiu o património da capela por escritura de 6 de Março de 1780. Manoel Coelho de Sousa, pároco de S. Tomé de Canas foi ordenado em 3 de Maio de 1773, foi presbítero no Porto em 13 de Outubro de 1776.
Nos vários documentos e bibliografia consultada verificamos que uns colocam a capela e Casa de Mesão Frio como pertença da Freguesia de Valpedre outros como pertença da antiga freguesia de S. Pedro da Boavista, contudo no arquivo de família, encontramos uma provisão de D. António Barbosa Leão, Bispo do Porto, datado de 30 de Março de 1923, que refere: “tendo-se suscitado dúvidas se pertenciam à jurisdição do Pároco de Galegos ou de Valpedre a casa m que reside Manuel da Silva, caseiro do Sr. Agostinho Barbosa, da Casa de Mesão Frio, da freguesia de Galegos e a capela à mesma casa pertencente mandamos proceder às necessárias averiguações para resolvermos o caso…declaramos que a casa e capela pertencem à jurisdição do Pároco de Galegos. Como, forem próximo de capela há bastantes casas habitadas por paroquianos de Valpedre, ao Pároco desta freguesia fica o direito de poder celebrar missa na capela e dela levar o senhor aos enfermos do lugar.”
O arquivo da Casa é composto por vários documentos de propriedades dispersas que não tendo ligação entre si, pelo menos visível vieram ter à família através de dotes e casamentos impossíveis de comprovar por documentos, uma vez que o Arquivo que chegou até nós está terrivelmente fragmentado.
A Casa e a sua ocupação é de facto muito antiga, remontando ao séc. XVI, o que comprovamos pela genealogia. Verificamos que os documentos mais antigos não são da Casa de Mesão Frio, pois estes provêm de casas que, possivelmente, estarão ligadas através de casamentos com pessoas da Casa.
          Retirado do programa GEAD, link:
          http//geadopac.cm-penafiel.pt




sábado, 24 de junho de 2017

Amigos do Arquivo de Penafiel
O Arquivo da Casa das Mouras:
Columbano Pinto Ribeiro de Castro Portugal da Silveira
     
            Columbano Pinto Ribeiro de Castro Portugal da Silveira, nasceu a 26 de novembro de 1804 na freguesia de Santo Ildefonso, cidade do Porto.
Columbano era filho do Desembargador Columbano Pinto Ribeiro de Castro (conhecido por ter elaborado o Mapa da Província de Trás-os-Montes), e D. Genoveva Rita Portugal da Silveira. Orfão de pai desde o nascimento e na qualidade de herdeiro universal e único filho, Columbano herdou todos os bens paternos, incluindo o título de Fidalgo Real, alcançado por seu avô Manuel Pinto Ribeiro de Castro em 1741, e a administração do Morgado de Nossa Senhora da Vela, instituído em 1673 por seu tetravô Belchior Ribeiro.
 
             Cf. CARDOSO, Vilma. O arquivo da Casa das Mouras. Notícias de Penafiel, Penafiel, 10 de junho. 2016. Edição n.º8. p.13.
 
Árvore Genealógica dos Silva Fonseca d’Alcobaça e dos Meireles Guedes da Aveleda

      - Este documento pertence ao fundo documental da Quinta da Aveleda. Documento, provavelmente, do início do século XIX.
Não possui data nem se encontra assinado.

         Imagem pertencente ao espólio do Morgado da Aveleda, cota PT/SACQA/MA/C /M/A/fl.01.

 
Amigos do Arquivo de Penafiel
Entrada de doentes no hospital da Santa Casa
entre
1781-1801
          A média corresponde a uma entrada de cerca de 12 enfermos por ano, mas, na realidade, anos houve onde só entraram entre dois a quatro enfermos. Tal deve-se ao facto de os doentes serem, preferencialmente, tratados no seu domicílio.
No que respeita às flutuações de entradas ao longo dos meses destes anos, verificou-se que, raramente davam entrada no hospital doentes no mês de janeiro, fevereiro e dezembro. Ou seja, nesta localidade, os meses de mais frio não implicavam mais hospitalizações. Era entre os meses de julho e outubro que se concentrava o maior número de entradas no hospital, o que correspondia aos meses de estio e ao período que antecedia as colheitas.
O mês de agosto era, sem sombra de dúvida, aquele que levava mais indivíduos a darem entrada no hospital, numa prevalência igual para os dois sexos.
Esta situação enquadra-se no observado por vários investigadores para outros hospitais nacionais, neste período, e os motivos residem no calor, águas estagnadas, falta de higiene, dificuldades de preservação dos alimentos que levavam ao grassar das febres, e variadas epidemias. A isto somava-se o período de pré-colheitas, essencialmente, entre maio e agosto, em que a falta de alimentos, a alta de preços, originava subnutrição, fome e debilidades.
 
          Cf. FERNANDES, Paula Sofia Costa – O hospital e a botica da Misericórdia de Penafiel (1600-1850). Penafiel: Santa Casa da Misericórdia de Penafiel, 2016, p 108-109.
 

segunda-feira, 19 de junho de 2017

        Sabia que…..
Terramoto de 1 de novembro de 1755

            O célebre terramoto de 1 de novembro de 1755 apesar de ter sido sentido de forma discreta na região do vale do Sousa, também, fez alguns estragos, apesar de ténues. Segundo as memórias paroquiais de 1758 de Arrifana de Sousa e de Castelões de Cepeda, este provocou estragos na casa do despacho da misericórdia de Penafiel que levou a que a parede da parte norte da mesma casa racha-se abrindo-se em duas partes. No caso de Castelões de Cepeda, os estragos fizeram-se sentir na igreja matriz da mesma, arruinando-se parte da parede de um dos lados da capela-mor. Contudo, estes estragos foram logo resolvidos e em 1758 aquando do inquérito os dois edifícios já estavam devidamente concertados. 

             Cf. PT/TT/MPRQ/9/206 – “ Memórias paroquiais de 1758, vol. 9, n.º 206, p. 1325-1334; Penafiel, Boletim Municipal de Cultura, separata, 3.ª série, n.º 4/5, 1987/88.