sábado, 20 de maio de 2017

Cristiano Nicolau Kopke

             Filho de Nicolau Kopke e de D. Doroteia Schwenir. Foi 1.º Barão de Ramalde, título criado por Dona Maria II em 1831 e 1.º Barão de Vilar em 1836, títulos criados a seu favor pela rainha.
Foi comendador da Real Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa. Foi comerciante na Praça do Porto, residia na sua quinta do Vilar, na freguesia de Cedofeita, no Porto.
Esta quinta é o actual Colégio de Nossa Senhora de Lourdes.
Foi membro da Junta do Porto em 1828 e casou com a sua sobrinha Leonor Carolina Van Zeller, de quem teve dois filhos: Dona Doroteia Augusta Kopke e Nicolau Cristiano Kopke, que faleceu solteiro, em S. Paulo no Brasil.
 
        Cf. ARQUIVO MUNICIPAL DE PENAFIEL – Inventário do acervo documental do Morgado da Aveleda. Penafiel: Câmara Municipal de Penafiel, 2011, p.1209-1210.
 
         Imagens: Brasão do Barão de Vilar, retirado do site http://www.baraodevilar.com/pt/.
 
Amigos do Arquivo de Penafiel
Brás de Abreu Guimarães
             Casado com Dona Joana do Nascimento de Araújo Aranha, da qual teve quatro filhos: Joana Felizarda Delfina, Brás de Abreu Aranha e Araújo, João de Abreu Aranha, Bento de Abreu Aranha.
Foi professo da Ordem de Cristo.
Escudeiro do número da cidade do Porto.
Deputado da Junta da Companhia Geral do Alto Douro.
Procurador d’El Rei para administrar e arrecadar as rendas da cidade do Porto em 1768.
Foi deputado da Junta da Companhia Geral do Alto Douro e procurador d’El Rei para administrar e arrecadar as rendas da cidade do Porto em 1768.
Foi, ainda, administrador da Casa de Abrantes em Fontes, que possuía Dom João e que deixou por herança à Sereníssima Casa do Infante, administração esta que continuou nas mãos de seu filho, Brás de Abreu Aranha e Araújo. Foi instituidor no Porto da fábrica de sedas de ouro e prata, veludos e sedas ricas. Desta feita a indústria de sedas no Porto, começou e ganhou força a partir de Brás de Abreu Guimarães.
 
          Cf. ARQUIVO MUNICIPAL DE PENAFIEL – Inventário do acervo documental do Morgado da Aveleda. Penafiel: Câmara Municipal de Penafiel, 2011, p.860

           Imagem retirada do site https://portoisav.wordpress.com/.
 
 
Amigos do Arquivo de Penafiel
Bonifácio da Cruz
        Bonifácio da Cruz, em Junho de 1710, foi nomeado no partido de barbeiro sangrador da Misericórdia de Penafiel, para que sangrasse, colocasse ventosas e cáusticos aos doentes pobres do lugar e freguesia de Penafiel.
Tinha na altura cerca de 38 anos e recebia de ordenado 6 mil réis anuais. No entanto, já em 1700 fazia trabalhos de sangrador para a Santa Casa, que o chamava quando necessitava dos seus serviços, bem como, a outro barbeiro sangrador de nome João de Matos.
Para além destas funções, tirava dentes, cortava cabelo, fazia barbas e tratava feridas superficiais.
Era irmão de menor condição da dita confraria desde 1699. Morava abaixo da igreja matriz, a escassos metros do hospital, e esteve ao serviço da Misericórdia durante 28 anos. Onze anos prestando serviços gratuitos, remunerado por vezes (de 1699 a 1710) e depois 17 anos servindo o partido de barbeiro sangrador da Casa, com ordenado certo.
Era um homem conceituado e pertencia a várias confrarias da terra. Faleceu na noite de 9 de Dezembro de 1727 e foi sepultado na capela do Senhor do hospital.
 
         Cf. FERNANDES, Paula Sofia Costa – O hospital e a botica da Misericórdia de Penafiel (1600-1850). Penafiel: Santa Casa da Misericórdia de Penafiel, 2016, p.309-311.
 
 


 

quinta-feira, 4 de maio de 2017

SEMINÁRIO - PAREDES: CULTURA E HISTÓRIA
Auditório da Escola Secundária de Paredes
6 de Maio de 2017
A descendência de Joana Meireles Guedes
e de
José Anastácio da Silva da Fonseca
            Este casal teve um único filho, Manuel Guedes da Silva da Fonseca de Meireles de Carvalho, que casou com Dona Maria Leonor Teresa da Câmara, Condessa de Pangim, e com quem teve cinco filhos. Manuel Pedro Guedes da Silva da Fonseca Meireles de Carvalho, Joana Guedes da Câmara, Francisca Guedes, Teresa Maria Guedes e Constança Guedes da Câmara.
Tiveram quatro meninas, uma delas, Maria José, faleceu, ainda muito jovem. Outra, Antónia Rita de Bourbon, casou com Luís Pereira de Melo e Nápoles Sottomayor, 10.º Senhor do Morgado da Barbeita, em Monção e fidalgo da Casa Real, do qual teve José Pedro de Melo Nápoles Sottomayor, Maria dos Prazeres de Melo e Nápoles Sottomayor, Maria Isabel de Bourbon de Melo e Nápoles, que foi sempre criada por sua avó, Dona Joana, Luís Pereira de Melo e Nápoles e Joana de Melo e Nápoles.
Por sua vez, a sua filha Dona Maria Isabel de Bourbon da Silva Guedes casou com Francisco Diogo de Sousa Cyrne de Madureira Alcoforada, senhor da Casa do Poço das Patas, no Porto, senhor do Morgado do Freixo, em Guilhabreu, senhor da Honra de Gominhães, da Torre de Alcoforado. Foi provedor da Companhia dos Vinhos do Alto Douro.
Deste casamento nasceram três filhos: Francisco Cyrne de S. Madureira, Maria da Purificação Cyrne de Madureira e José Anastácio Cyrne de Madureira.
Ana José de Bourbon, outra das filhas destes, casou com Domingos Augusto da Silva Freitas de Meireles e Vasconcelos, senhor da Casa da Fábrica, que se situava na actual rua de Avis, lugar onde hoje se encontra o Hotel Infante Sagres.
           Cf. ARQUIVO MUNICIPAL DE PENAFIEL – Inventário do acervo documental do Morgado da Aveleda. Penafiel: Câmara Municipal de Penafiel, 2011, p.887.
           Imagens do Palácio dos Cyrne, no Porto, retiradas do site https://www.tripadvisor.com.br e da Casa da Fábrica, do Porto, do site http://monumentosdesaparecidos.blogspot.pt/.

 
Poço das Patas, no Porto
                     O Poço das Patas situava-se na freguesia de Santo Ildefonso, junto ao rio, e nesta zona localizavam-se três grandes quintas:
- a dos Cirnes;
- a do Prado, propriedade do Bispo, onde hoje se encontra o Prado do Repouso;
- a da Fraga.
Nesta zona corria o ribeiro de Mijavelhas.
Brás de Abreu Guimarães possuía várias casas e quintas na rua do Poço das Patas, junto ao Poço das Patas e rio de Lavandeiras.
Não sabemos como Brás de Abreu Guimarães adquiriu todos estes bens ou se os herdou, sabemos que algumas propriedades tinham com ele.
Sabemos, contudo, que Dona Joana Felizarda Delfina, sobrinha de Brás de Abreu Aranha, filha de Brás de Abreu Guimarães, herdou vários bens de seu tio, entre os quais as casas e quinta cercada de muro, sita ao pé da Fonte das Lavandeiras, no Poço das Patas, no Porto.
Estas propriedades eram foreira à Câmara do Porto, bem como vinte e uma moradas de casas térreas, também no Poço das Patas, foreiras à Câmara Municipal do Porto e várias casas térreas na rua Direita, perto da Fonte das Lavandeiras.
Dona Joana e Manuel de Meireles Guedes de Carvalho, morgado da Aveleda, residiram nesta quinta do Poço das Patas, no Porto, na 2.ª metade do século XVIII.
                 Cf. ARQUIVO MUNICIPAL DE PENAFIEL – Inventário do acervo documental do Morgado da Aveleda. Penafiel: Câmara Municipal de Penafiel, 2011, p.771.
                  Imagens retiradas do site http://portoarc.blogspot.pt/20…/…/fontes-e-chafarizes-i.html.
Documento pertencente ao espólio do Morgado da Aveleda, cota PT/SACQA/MA/A/AQ/C/cd.02.