terça-feira, 2 de maio de 2017

Documentos existente no Arquivo Municipal de Penafiel disponíveis para consulta,
sobre a mobilidade interna, emigração e estrangeiros:
Passaportes internos
Livros de registo de passaportes (1770-1833)
Emigração 
Registo
Livro de Registo de processos de emigrantes (1949-1950)
Livro de Registo de processos de emigrantes (1970-1980)
Processos
Pastas contendo processos de emigrantes (1949-1957; 19591973)

Correspondência 
Pasta contendo correspondência recebida da Junta de Emigração.
Imigração
Livro de registo de estrangeiros residentes no concelho (1955-1959).

 
 
Emigração nas décadas de 40 a 70 do século XX
             Na década de 40, os emigrantes penafidelenses foram, todos eles, para o Rio de Janeiro. A maior parte eram homens casados, com o intuito de melhorarem a situação familiar, alegando crise na profissão e insuficiência na remuneração.
Nalguns casos, as famílias acompanharam-nos ou no caso deste partir sozinho, acabavam mais tarde por ir ter com ele.
Nos casos em que quando emigravam eram solteiros, raras foram as vezes que regressaram a Portugal.
Na década seguinte, as tendências alteraram-se ligeiramente. Entre 1951 e 1953 houve um aumento da emigração para o Brasil, mas o destino já não é só o Rio de Janeiro, São Paulo, Santos, Esperança vão também receber penafidelenses.
No ano de 1952 também se detetou a partida de penafidelenses para o Perú e para a Venezuela. A partir do ano de 1951 começamos a observar a ida de mulheres que iam ter com os seus maridos.
O meio de transporte escolhido era o barco (meio mais económico). Tendo, apenas, uma família viajado de avião. Embarcavam no porto de Leixões ou em Lisboa, em 3.ª classe.
No que respeita às profissões dos emigrantes eram, essencialmente, empregados comerciais, oficiais mecânicos ou agricultores.
A média de idades centrou-se entre os 28 e os 41 anos.
À medida que se avança na década de 50, o número de solteiros a emigrar aumentou.
No que respeita à naturalidade destes indivíduos são maioritariamente das freguesias mais rurais do concelho de Penafiel (Rio de Moinhos, Lagares, Abragão, Cabeça Santa), não constituindo os naturais da cidade um grande número.
A partir de 1954 e até à década de 70, os fluxos migratórios intensificaram-se em direção à América do Norte e à Europa, principalmente para a França, Alemanha, Bélgica, Holanda, Luxemburgo e Suíça, em detrimento do Brasil.
Em 1960, apesar de ainda ser o Brasil o principal país de acolhimento (destaque para o Rio de Janeiro), a França já ocupava o segundo lugar de destino dos Penafidelenses, seguido do Congo e da Venezuela.
Na década de 70, o destino preferencial já era notoriamente França, sendo o comboio o meio de transporte preferido.
Para emigrarem era necessário autorização, sendo obrigatório ter o cadastro limpo o que deveria ser confirmado pela polícia política.
Tinham que ter, também, a instrução obrigatória (3.ª classe para as mulheres e 4.ª classe para os homens), sem a qual a autorização de saída não era concedida, levando à emigração clandestina.
             Informação retirada do trabalho “Emigração e imigração em Penafiel (1948-1970), elaborado pelo Grupo n.º4 (Arlanda, Ana Paula, Elza, João Nogueira, Micaela e Natália), da Escola Secundária n.º1 de Penafiel, na sequência da parceria estabelecida entre a mesma escola e a Câmara Municipal de Penafiel (Serviço Arquivo Municipal), no ano letivo de 2008/2009.
 
Protocolo entre a Câmara Municipal de Penafiel, serviço de Arquivo, e a Escola Secundária de Penafiel n.º1.
             Em 2008 foi elaborado um protocolo entre a Câmara Municipal de Penafiel e a Escola Secundária n.º 1, para que no ano letivo de 2008-2009, os alunos de 3 turmas do 12.º ano, acompanhados por duas professoras de história, desenvolvessem um projeto de investigação no Arquivo. 
Estes jovens “estudaram, questionaram e obtiveram respostas múltiplas sobre a terra que habitam”. Frequentaram, durante meses a fio, o Arquivo, pesquisaram, investigaram e entenderam que para conhecer o Penafiel de hoje é necessário dominar o Penafiel de ontem. A história tornou-se viva e ativa, extravasou a sala de aula e o Arquivo abriu as suas portas aos alunos de humanidades. 
Esta parceria culminou com a realização de vários trabalhos, dos quais o Arquivo Municipal de Penafiel possui cópia, disponível para consulta e dos quais iremos publicar nos próximos dias algumas notícias.


 
Órgão do Mosteiro de Paço de Sousa

              Segundo o padre José Monteiro de Aguiar foi desmanchado por ocasião das obras de 1885-1887. Altura em que foi reformado o forro do teto da igreja. Foi vendido no Porto, mas alguns tubos dele ficaram na freguesia na posse de alguns fregueses.
 
Cf. MENDES, Manuel – Esboço histórico da Banda Musical de Paço de Sousa (no seu cinquentenário). Paço de Sousa. Banda Musical e Cultural de Paço de Sousa, 1991, p.18.
 
 
Visita Cultural Associação de Amigos do Arquivo de Penafiel a Vila Nova de Famalicão
Museu Ferroviário do Lousado e Arquivo Municipal Alberto Sampaio
20 de Maio de 2017
8:07h - Penafiel (Estação de Novelas)
9:19h – Estação de Lousado
10:00h - Visita guiada ao Museu Ferroviário do Lousado enriquecida pela presença de um ferroviário que vai contar a sua vivência.
12:19h - Estação de Lousado
12:27h – Estação de V. N. Famalicão
Percurso a pé de aproximadamente 10 minutos até ao centro V. N. Famalicão
Almoço livre Centro de V. N. Famalicão
14:30h - Visita guiada ao Arquivo Municipal Alberto Sampaio
Percurso a pé de aproximadamente 10 minutos até à Estação de V. N. Famalicão
17:02h – Estação de V. N. Famalicão
18:23h - Penafiel (Estação de Novelas)
Inscrições e pagamento no Arquivo Municipal de Penafiel até dia 16 de Maio.
Mínimo 12 participantes.
Preço: 
Associados - 10€ 
 Não Associados - 15€
Crianças dos 4 aos 10 anos - 5€
Crianças até 4 anos – gratuito

segunda-feira, 1 de maio de 2017

Amigos do Arquivo de Penafiel
Clubes Desportivos da Cidade
                   O Sport Clube de Penafiel surgiu a 17 de abril de 1923. Dez anos depois, em 1933, surgiu a União Desportiva Penafidelense.
Em 1943 os 2 clubes fundiram-se dando origem ao Club Desportivo de Penafiel. O clube teve uma existência curta (6 anos). Não reuniu o total consenso e apoio da massa associativa proveniente do antigo Sport Club de Penafiel e da União Desportiva Penafidelense.
Em 8 de fevereiro de 1951, após 2 anos de ausência de um clube desportivo que representasse a cidade, surgiu o F.C. Penafiel, que adotou um equipamento com as mesmas cores do antigo Sport Club.
Em 1955 o clube subiu à 2.ª divisão distrital.
Em 1957 subiu à 1.ª divisão distrital e em 1958 à 3.ª divisão nacional, destacando-se os jogadores Silva Pereira ou Manolo.
Durante 15 anos esteve na 2.ª divisão zona norte e em 1980 na 1.ª divisão nacional.
De 1992 a 2004 esteve a disputar a liga de honra.
O recinto do clube foi construído em 1934 com o nome de Estádio de Leiras, por estar situado na zona com esse nome.
Após o 25 de abril de 1974, gerou-se, entre outros, uma divisão quanto ao nome a ser atribuído ao estádio. Acabou por se denominar Estádio Municipal de 25 de Abril.
Entre os anos de 1949 e 1959 existiram um grande número de jogos e torneios de caça em Penafiel. Correspondendo o futebol a 97,90%, das atividades desportivas na cidade e os torneios de caça a 2,10%.
O preço dos jogos variava conforme o sexo dos espetadores, a importância do jogo e o facto de espetador ser ou não sócio. Os espetadores do sexo feminino pagavam entre 2$50 e 7$50 e para os espetadores do sexo masculino sócios a entrada era frequentemente livre, enquanto os não sócios pagavam entre 5$00 e 7$50.

              Cf. Trabalho de grupo dos alunos da Escola Secundária de Penafiel n.º1, intitulado: “Festas e Espectáculos em Penafiel”, na sequência da parceria estabelecida entre a mesma escola e a Câmara Municipal de Penafiel (Serviço Arquivo Municipal), no ano letivo de 2008/2009.
              Fotografia do Estádio Municipal 25 de Abril: Espólio da FotoAntony.
Imagens dos cartazes: Arquivo Municipal de Penafiel, cotas PT/AMPNF/CMPNF/DF/001/01/MÇ07 e PT/AMPNF/CMPNF/DF/001/01/MÇ09.
              Restantes imagens retiradas do livro “História do Futebol Clube de Penafiel”.
 




 
            O Arquivo por caminhos de Penafiel...
             desta vez em Boelhe, com o Senhor João Soares e o Doutor Joaquim Costa, da Rota do Românico
Deixamos aqui algumas fotografias da conferência, inserida no ciclo de conferências "O Arquivo por caminhos de Penafiel", que se realizou no passado dia 22 de abril, na Igreja de S. Gens de Boelhe.