segunda-feira, 1 de maio de 2017

            O Arquivo por caminhos de Penafiel...
             desta vez em Boelhe, com o Senhor João Soares e o Doutor Joaquim Costa, da Rota do Românico
Deixamos aqui algumas fotografias da conferência, inserida no ciclo de conferências "O Arquivo por caminhos de Penafiel", que se realizou no passado dia 22 de abril, na Igreja de S. Gens de Boelhe.
 






 
                E como hoje comemoramos a Liberdade, lembramos aqui um penafidelense que lutou contra o regime de Salazar.
Bispo do Porto – D. António Ferreira Gomes, natural da paróquia de S. Martinho de Milhundos, da Casa da Quebrada, nasceu a 10 de Maio de 1906. Frequentou a escola primária de Milhundos (com o mestre-escola Bernardino Pinto Leal). Em 1916 entrou para a Seminário Diocesano do Porto, e foi ordenado presbítero em 1925. Vai para Roma e completa os estudos eclesiásticos na Universidade Gregoriana. Regressa e, é nomeado Vice-Reitor do Seminário de Vila. Em 1936, foi nomeado Cónego da Sé do Porto.
Em 1948, é Bispo de Rando e Coadjutor do Bispo de Portalegre. E sucede-lhe em 1949, como Bispo de Portalegre.
No dia 13 de Julho de 1952, foi nomeado Bispo do Porto, com entrada solene em 12 de Outubro desse ano. Serviu a Diocese do Porto durante 30 anos. Penafiel acolheu a notícia da sua nomeação para Bispo do Porto, com muita alegria. Foi recebido em Novembro, na Câmara Municipal de Penafiel e teve cerimónia religiosa no Santuário de N.º S.ª da Piedade e Santos Passos (Sameiro).
Escreve a carta a Salazar em 1958, e durante 10 anos, o então regime forçou-o a andar por Espanha, França, Alemanha, e Itália. Mas nunca se esqueceu da sua terra, as suas raízes. Teve um dedicado e amigo fotógrafo Penafidelense, António Guimarães (Antony).
Escreveu na revista “Confluência” (1987), “Penafiel, Apontamentos de Alguma Toponímica Regional”, e assinava com o pseudónimo “Gomes Penafiel”. Foi condecorado com a Medalha de Honra da Cidade e Concelho de Penafiel em 1982.
D. António foi um intelectual, filósofo, pensador e pedagogo, com muitas publicações e uma Carta ao Papa. Foi uma destacada figura da Igreja em Portugal na defesa do humanismo cristão e dos valores da liberdade.
Resignou em 1982. Faleceu a 13 de Março de 1989. Está sepultado num mausoléu, no cemitério da Freguesia de Milhundos. E o seu nome foi dado a uma rua de Penafiel (a que vai da cidade para Milhundos). E aí erigiram-lhe uma estátua em sua memória.
Foi condecorado com as Grã-Cruz da Ordem da Liberdade (19809, e Grã-Cruz da Ordem Militar de Cristo (1983), e outras condecorações.


         Cf. FERREIRA, José Fernando Coelho. Ilustres Eclesiásticos Penafidelenses. Notícias de Penafiel, Penafiel, 21 de outubro. 2016. Edição n.º23. p.8.

https://www.facebook.com/363657013717634/videos/1330540370362622/
António Carlos de Seixas Castelo Branco
 
              Filho de João Pedro de Figueiredo de Melo e Bulhão. Irmão do 1.º Barão de Beduido.
Em 1786, o prior do mosteiro de Santa Cruz de Coimbra, concede-lhe o grau “Grandum Licentiaturas per privatum examen in iuris Canonici Facultate Laudabiliter”.
Em 1845 redige em Lisboa o seu testamento no qual nomeia por herdeiro o seu sobrinho neto, João José de Figueiredo Lacerda Castelo Branco, filho do 2.º Barão de Beduido, na altura com 5 anos de idade.
Morre menos de um ano depois, no dia 19 de janeiro de 1846, às 2 horas da manhã.
Era monsenhor da antiga igreja patriarcal de Lisboa e morava na travessa das Mónicas, nº. 27, em Lisboa.
 
              Cf. ARQUIVO MUNICIPAL DE PENAFIEL – Inventário do acervo documental do Morgado da Aveleda. Penafiel: Câmara Municipal de Penafiel, 2011, p.1111.
Imagens:
             Imagem do documento pertencente ao espólio do Morgado da Aveleda, cota PT/SACQA/MA/C/S/C/fl.01.

   - Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra, retirada do site http://www.rotadabairrada.pt/.
   - Travessa das Mónicas, retirada do site http://aps-ruasdelisboacomhistria.blogspot.pt/.
 


 
                    Sabia que...
              A 23 de Abril, a Associação dos Amigos do Arquivo de Penafiel completa 12 anos de existência.
Agradecemos desde já a todos aqueles que nos têm ajudado a crescer, através da participação nas nossas Jornadas, nos "Arquivo com", da participação nas atividades educativas, na compra das nossas publicações e um nosso obrigado a todos aqueles que partilham as nossas atividades para que possamos continuar a crescer e a ajudar a divulgar a história do nosso concelho, através do Arquivo Municipal.
 
 
Amigos do Arquivo de Penafiel
2.º Barão de Beduido
 
         João Maria de Figueiredo Lacerda Castelo Branco e Dona Maria Francisca de Faria e Lacerda tiveram quatro filhos: Dona Isabel Maria Lacerda Castelo Branco, Dona Maria da Piedade de Lacerda Castelo Branco, João José de Figueiredo de Lacerda Castelo Branco e Dona Maria Filomena de Lacerda Castelo Branco.
Dona Maria da Piedade foi baptizada na freguesia de Povos do Ribatejo e os restantes na freguesia de Santo André da cidade de Lisboa.
Em 1848, sendo os filhos ainda menores, fizeram testamento de mão comum. Nesse testamento é nomeada para tutora e administradora dos bens de seus filhos, a Baronesa de Beduido, caso o marido falecesse primeiro. Se morressem os dois e se algum filho ainda fosse menor, seria tutora e administradora de seus bens, a tia paterna Dona Maria Margarida de Lacerda Castelo Branco. Por morte dos dois, o filho João José herdaria as duas terças, seria nomeado no prazo em Beduido e os restantes ficariam com a legítima paterna e materna.
 
             Cf. ARQUIVO MUNICIPAL DE PENAFIEL – Inventário do acervo documental do Morgado da Aveleda. Penafiel: Câmara Municipal de Penafiel, 2011, p.1096-1097.
Imagem pertencente ao espólio do Morgado da Aveleda, cota PT/SACQA/MA/C/S/A/cd.01.
 
 
Amigos do Arquivo de Penafiel
António Guimarães – Antony
        Tinha por hábito andar sempre com a sua máquina fotográfica. Quando não estava a fotografar, estava a ler ou a escrever, pois, além de fotógrafo, era jornalista. Era, também, um grande adepto de futebol, principalmente do Futebol Clube de Penafiel, do qual não perdia um jogo.
Foi correspondente do jornal “Comércio do Porto”, “Diário de Lisboa”, “República” e, ainda, da B.B.C de Londres. Mas, foi sobretudo no jornal “Comércio do Porto” que, frequentemente publicava reportagens sobre a cidade de Penafiel. Durante a década de 60, publicou, semanalmente, numa coluna do referido jornal, as “Figuras Típicas”.
Após o 25 de Abril de 1974, fez parte da Comissão Administrativa da Câmara Municipal e do Movimento Democrático Português. Estimulou e ajudou a que fosse criado o movimento Grupo de Amigos de Penafiel (GRUAP).
Conviveu com personalidades como o Padre Américo e o D. António Ferreira Gomes.
Por diversas vezes foi interrogado pela PIDE, por ter defendido algumas pessoas ou pelos seus artigos no jornal. Apoiou a campanha eleitoral de Humberto Delgado e manteve-se fiel ao seu amigo, o bispo D. António Ferreira Gomes, identificando-se com as suas ideias.
Em 1983, recebe a Medalha de Ouro do Concelho como Cidadão Honorário de Penafiel.
Faleceu a 5 de Março de 1990, em Penafiel, onde foi sepultado.
 
Cf. PEREIRA, Maria José. António Guimarães. Notícias de Penafiel, Penafiel, 2 de setembro. 2016. Edição n.º16. p.13.
 
 
Amigos do Arquivo de Penafiel
Passeio da Bela Vista
        O largo de São Mamede, na 2.ª metade do século XIX, perdeu a sua capela e transformou-se em “passeio de recreio”, algo muito em voga e ao gosto da centúria de oitocentos.
A Câmara eliminou a escadaria de acesso, corrigindo o traçado da rua.
No início do século XX, a Câmara propôs arrendar parte deste passeio para que privados aí implantassem o cinematógrafo.
A proposta do Jaime Valverde foi aceite, ocupando o cinematógrafo 20x10m, com um alçado Arte Nova.
 
GRAVETO, Pedro José Garcia do Nascimento – A Matriz até à Misericórdia. Coimbra: Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, 2000.
Tese de Licenciatura policopiada, p.56.
Imagem retirada do mesmo livro, p.56.