sábado, 15 de abril de 2017

Amigos do Arquivo de Penafiel
Casa da Companhia
               Com a extinção dos jesuítas no Reinado de D. José I, pela mão do Marquês de Pombal, esta propriedade mudou de mãos, neste caso foi comprada por José de Azevedo e Sousa, um grande mercador de vinho e, acima de tudo, um exemplo da ascensão da burguesia no século XVIII. Quando conseguiu ascender economicamente, José de Azevedo e Sousa comprou, em praça pública, em 1772, a Quinta de Paço de Sousa. Esta tinha duas casas, cozinha, celeiro, engenhos de azeite, moinhos de água e horta e uma capela lindíssima, com um trabalho único de talha dourada e retábulos, em honra de Nossa Senhora da Conceição.
José de Azevedo e Sousa, ao comprar esta casa, deu um grande passo para a nobilitação da sua família.
José de Azevedo e Sousa não demorou a instituir o vínculo do Morgado de Paço de Sousa, e assim o fez, em 1779, na sua filha Dona Sebastiana, casada com um nobre de Vila Nova de Gaia, Pedro Leite Pereira de Mello. E desta forma, a Casa da Companhia passou a ser habitada por uma família nobre, algo que podemos verificar no seu portão principal, onde se encontra o escudo de armas desta família.
 
         Cf. GOMES, Cecília. Casa da Companhia. Notícias de Penafiel, Penafiel, 17 de junho. 2016. Edição n.º9. p.8.
 

 
Amigos do Arquivo de Penafiel
Freguesia de Luzim
           
              De acordo com António de Sousa e Ferreira Coelho, “Luzim é freguesia e serra. Que Luzim é o genitivo de Lucidi, de Lucidius, nome romanizado em Lucidio, o qual, por sua vez, é o étimo de Lusio”.
Este nome surge documentado em Diplomatae et Chatae “nas formas Lusidi, com as variantes, Losii, e Lusidii”. Assim, existem todas as condições para considerar o nome desta freguesia, como originária de nome pessoal da época asturiana, não apenas por se encontrar documentada a sua existência, mas também por reunir outros elementos nucleares, nomeadamente a terminação em “i”, antigo genitivo da segunda declinação. Nomes e pessoas formadas deste modo. É certo encontrar-se já nas inscrições do período romano, que abundam sobretudo nas assinaturas diplomáticas. Se esta maneira foi de emprego comum no domínio romano, o uso do genitivo entre os asturolenses, prender-se-á a um costume remoto: de qualquer maneira, foi ele que produziu na maioria as designações locais que chegaram á atualidade. Estes personagens neogodes denominam não só prédios, mas também montes, extensos territórios e monumentos pré-históricos.
 
Cf. SOARES, João. Freguesia de Luzim. Notícias de Penafiel, Penafiel, 23 de setembro. 2016. Edição n.º19. p.12.
 

 
Capela da Senhora da Piedade
        Na zona das Chãs, no local onde havia existido a capela de S. Sebastião, surgiu, no século XVII, a capela da Senhora da Piedade.
A antiga imagem de Nossa Senhora da Piedade, que havia sido trazida por João Correia, em 1509, aí permaneceu, dando nome à capela. Ali se instituiu a irmandade, denominada “Irmandade Escravos da Cadeia de Nossa Senhora da Piedade”, em 1660, segundo Coriolano de Freitas Beça. Contudo, o livro das “irmandades e confrarias do concelho”, existente no arquivo municipal, coloca a sua instituição em 1676.
A festividade da Senhora da Piedade realizava-se em setembro. O ímpeto anticlerical e progressista, da segunda metade do século XIX, veio a ditar a demolição desta pequena capela, para aí se construir a praça do mercado, inaugurada em 1885.
 
      Cf. FERNANDES, Paula Sofia Costa – O hospital e a botica da Misericórdia de Penafiel (1600-1850). Penafiel: Santa Casa da Misericórdia de Penafiel, 2016, p.37.
 
 
Amigos do Arquivo de Penafiel
As 5 pontes de Castelões de Cepeda em 1758
 
           Segundo as memórias paroquiais de 1758 Castelões de Cepeda contava em 1758 com 5 pontes, a saber:
- “Tem o rio Sousa nesta freguezia a ponte de Cepeda, no mesmo lugar de Cepeda, de quem tomou o nome, como dá também a esta freguezia de Casteloens de Cepeda para diferença de outras freguesias que há de Castelloens na mesma comarca; he de pedra de cantaria e divide esta freguezia da de villa de Arrifana de Sousa e de Guelhufe”
- “tem outra de pao no lugar das Pias”
- “Tem mais esta freguezia no Rio que por ella passa chamado de Seixadella … 3 pontes, huma de cantaria na estrada publica que vai para a villa de Arrifana e outra chamada a ponte de Pao no caminho que vay para Guimarais que he de Padeiras he pedra e outra no lugar do Moinho junto donde se mete no Rio Sousa que também he de Padieyras com seu corta mar no meyo”.

Cf. PT/TT/MPRQ/9/206 – “ Memórias paroquiais de 1758, vol. 9, n.º 206, p. 1325-1334;
Fotografia retirada do Bloque ao Encontro do Passado.
 
 

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Confraria do Divino Espírito Santo
        
              Coeva da confraria do Santíssimo Sacramento e ereta, igualmente, na antiga igreja do Espírito Santo, surgiu a confraria do Divino Espírito Santo.
O culto do Espírito Santo teria sido importado de Aragão, por influência da Rainha Dona Isabel e estas confrarias pautavam a sua atuação por regras muito semelhantes, embora mais rudimentares, as que as misericórdias no século XV vão ter para se regerem.
Segundo o livro de “todas as irmandades e confrarias do concelho” existente no arquivo municipal de Penafiel, esta terá sido instituída em 1554. Contudo, já verificamos que nem sempre as datas apontadas neste documento sobre a instituição das confrarias estão corretas.
Não foi possível aceder ao seu cartório.
O arquivo da matriz não possui nenhuma documentação sobre a mesma, todavia, em 1864 esta ainda existia, sendo os últimos estatutos aprovados em 1841.
Na segunda metade do século XVI, a localidade possuía já a sua paróquia implementada no centro da mesma, numa igreja nova, que detinha, pelo menos, duas importantes confrarias: a do Divino Espírito Santo e a do Santíssimo Sacramento.
Nos inícios do século XVII vai verificar-se a criação e refundação de muitas confrarias, na maior parte dos casos, por iniciativa do clero. Os títulos destas vão ser variados, desde confraria das Almas, de São José, do Sagrado Coração de Jesus, do Santíssimo Sacramento e de Nossa Senhora do Rosário. Estas espalharam-se por toda a Europa e Portugal não fugiu à regra. Assim, neste período, vemos surgir em Penafiel a confraria de Nossa Senhora do Rosário e a confraria do Senhor dos Paços ou dos Santos Passos. Esta confraria teria sido instituída em 1631, tendo estatutos aprovados em 1694. A confraria dos Santos Paços implementou-se na capela de João Correia.
 
Cf. FERNANDES, Paula Sofia Costa – O hospital e a botica da Misericórdia de Penafiel (1600-1850). Penafiel: Santa Casa da Misericórdia de Penafiel, 2016, p.34-35.
 

 
          Sabia que…
 
A Santa Casa da Misericórdia de Penafiel fundada em 1509, segundo o seu compromisso de 1653 e impresso em 1697, que refere que a mesma foi criada nesse ano, por compromisso autêntico, guardado no cartório da casa e que não chegou até nós, sendo os documentos mais antigos da Santa Casa, existentes hoje, do início do séc. XVII. A mesma teria sido criada na Rua Direita, defronte da Igreja Matriz, no hospital em que se recolhiam e curavam os enfermos.
 
Cf.: ARQUIVO MUNICIPAL DE PENAFIEL – Santa Casa da Misericórdia de Penafiel – Inventário do Acervo Documental. Penafiel: Câmara Municipal de Penafiel, 2009, p. 23. Disponível online em: http://www.cm-penafiel.pt/…/inventarios-e-documentacao-publ…
 
 
 
Fundo da Casa de Mesão Frio
Valpedre
             
            Este fundo encontra-se tratado arquivisticamente e disponível online na página do Arquivo Municipal em http://geadopac.cm-penafiel.pt .
Este fundo está descrito, digitalizado e os documentos disponíveis online no Gead em http://geadopac.cm-penafiel.pt .
Possui documentação entre 1724-1944.