sexta-feira, 31 de março de 2017


            Martim Peres, cavaleiro e fidalgo, ocupa um lugar de destaque na história de Boelhe, no período da reconquista que, montando o seu cavalo e empunhando a espada, lutou com todas as suas forças e bravura, para a libertação das terras que fazem parte da freguesia de Boelhe, libertando-as do domínio muçulmano.
D. Sancho I, como reconhecimento dos feitos de Martim Peres na peleja da reconquista, doou-lhe muitas terras no lugar de Boelhe, Souto, Estremadouro, Bairros, Tapada e Améla, isentando-as de foros, onde os cobradores do estado, lá tinham entrada, tornando-o cavaleiro honrado, razão pela qual, ter existido uma honra em Boelhe.
 
Cf. SOARES, João. Boelhe.
Notícias de Penafiel, Penafiel, 5 de agosto. 2016. Edição n.º14. p.11.
 

 
As festividades do ciclo do linho

           Algumas das etapas do extenso e penoso ciclo do linho decorriam em ambiente de festa, principalmente as que estão imbricadas no ciclo agrícola, tais como: a arrinca, a ripagem, o enlagamento (que muitas vezes ocorriam no mesmo dia), a espadelada e a fiada. Quem colaborava nestes trabalhos ficava com a garantia que quando estes ocorressem em sua casa, o lavrador e família, que hoje os acolhia, também iriam participar. Os lavradores vizinhos que acorriam a ajudar, para além da mão-de-obra, contribuíam muitas vezes com as suas próprias alfaias agrícolas.
 
Cf. ANILEIRO, Ana. A broa e os moinhos em Penafiel.
Notícias de Penafiel, Penafiel, 8 de julho. 2016. Edição n.º11. p.6.
 
 
Quartel Militar e o Paiol

             A entrega do quartel ao Ministério da Guerra acontece em 1880. Nos anos de 1908-1909, o quartel altera a relação com a avenida e a sua envolvente. Um pedido de alargamento da área do quartel leva à expropriação de algumas casas, dando lugar à ampliação do jardim. Nessa altura, o muro do quartel passa a ir até ao muro da escola e às traseiras do Grémio Penafidelense.
Segue-se a obra do paiol, colocado durante anos em locais sem segurança junto ao Recolhimento.
A Câmara propôs que o novo paiol fosse feito no extremo SW do campo da feira.


Cf. GRAVETO, Pedro José Garcia do Nascimento – A Matriz até à Misericórdia. Coimbra: Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, 2000. Tese de Licenciatura policopiada, p. 54-55.



 
O estilo Neoclássico da Igreja da Misericórdia de Penafiel
Os retábulos colaterais e laterais
 
           As invocações deduzidas num inventário de 1821 concordam com as presentes: Senhor Preso à Coluna (Evangelho) e Ecce Homo (Epístola) que, afinal, têm origem mais remota: no ano de 1685, a Mesa manda aumentar os altares colaterais, abrindo-se meios-arcos nas paredes (os atuais). Mas encontrou-se outra solução: novos retábulos (presumivelmente maneiristas), recebendo aquelas imagens. Não serão mesmas, porque, em 1812, a Mesa paga ao escultor das imagens do Senhor Ecce Homo e Senhor Crucificado. No mesmo ano, o pintor Tavares, de Penafiel, recebe da Mesa, por conta das pinturas da igreja e, em 1813, pela pintura dos quatro santos dos altares.
Decorria o ano de 1852 quando Joaquim Macário da Cunha, pintor penafidelense, encarnou uma imagem do Senhor para os retábulos colaterais.
No que tange à talha, privilegiou-se um mestre entalhador de Mesão Frio, António José Ferreira, que é contratado para fazer quatro altares colaterais (leia-se retábulos colaterais e dois laterais) para a igreja da Misericórdia, em 1798, “lisos e graves”, como recomendava a Mesa.
O douramento e a pintura dos retábulos, púlpitos e guada-vento da igreja concretiza-se em 1806, que é entregue ao pintor penafidelense José Tavares Pimentel. A Mesa declarava que todas aquelas peças já estavam feitas há muitos anos; no ano de 1808, procede-se ao acrescento da pintura e do douramento dos altares e, em 1813, reitera-se a pintura e o douramento dos mesmos.
 
Cf. MENESES, José Carlos. O estilo Neoclássico da Igreja da Misericórdia de Penafiel. Notícias de Penafiel, Penafiel, 29 de julho. 2016. Edição n.º13. p.11.
 


 
Arquiconfraria do Santíssimo e Imaculado Coração de Maria
 
       A Arquiconfraria do Santíssimo e Imaculado Coração de Maria foi, numa 1.ª fase, ereta na Igreja do Calvário, junto à Ordem Terceira de São Francisco, sendo a sua mesa governativa composta também por homens da dita Ordem, coexistindo pacificamente durante uns anos. Contudo, com a chegada do ano de 1854, os problemas começavam a agravar-se e, em 1855, decidiram mudar-se para a Igreja do Recolhimento. A 21 de Abril estabeleceram contrato com as recolhidas e, um ano depois, por decreto de 1 de Abril de 1856, Sua Majestade concedeu autorização para a transferência. A 23 de Abril de 1856, o alvará régio confirma novos estatutos.
Em 1856, avizinhava-se uma nova fase para a Arquiconfraria, agora já devidamente instalada no recolhimento, junto às irmãs ainda vivas.


Cf.: ARQUIVO MUNICIPAL DE PENAFIEL – Arquiconfraria do Imaculado Coração de Maria. Penafiel: Câmara Municipal de Penafiel, 2010, p. 9-10. Disponível na internet:
http://www.cm-penafiel.pt/…/inventarios-e-documentacao-publ…

 
 

segunda-feira, 27 de março de 2017

Casas da Escola
 
      Na 2.ª metade do século XIX, a cidade passou a ter casas para escolas.
O primeiro edifício feito para ensino surgiu com o legado do Conde Ferreira. O Governo Civil, em 1866, entregou à Câmara a planta do modelo que havia sido adotado para as escolas a edificar.
Esta escola implantou-se em parte da cerca do extinto recolhimento e ficou acabada em 1869.
Apareceram, depois, o Colégio de Nossa Senhora da Conceição, para ensino feminino, na Rua Alfredo Pereira e o Colégio do Carmo, que primeiramente se instalou na Rua do Carmo.
Na década de oitenta, o colégio instalou-se no Palácio Pereira do Lago, na Rua do Paço.
 
        Cf. GRAVETO, Pedro José Garcia do Nascimento – A Matriz até à Misericórdia. Coimbra: Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, 2000. Tese de Licenciatura policopiada, p. 56
 

domingo, 26 de março de 2017

ações
Grupo Musical os Bons Amigos do Salvador de Paço de Sousa
 
            Em 1930 alguns rapazes da freguesia resolveram restaurar uma antiga “Orquestra” da localidade, assim marcaram uma reunião na qual iriam escolher o regente do grupo e distribuir os instrumentos.
O regente escolhido foi José Ferreira Lourenço. O grupo denominar-se-ia Grupo Musical de São José de Paço de Sousa.
Nos dois anos seguintes, certos conflitos entre o grupo levaram ao afastamento de alguns membros e à fundação, em 1932, do Grupo Musical Os Bons Amigos do Salvador de Paço de Sousa.
Este último composto em janeiro de 1932 por: Belmiro Moreira Ferraz; Adriano Loureiro; António Moreira Silva; António Coelho Ferraz Taborda; Altino Dias Ferraz; Armando Ferraz Dias; Messias Moreira Ferraz.
O grupo musical de S. José de Paço de Sousa continuou a existir, sendo composto em maio de 1932 pelo presidente: José Ferreira Lourenço, o secretário: José Rebelo da Silva, o tesoureiro: António Nogueira da Silva e por dois vogais: Adriano Rebelo Brandão e Joaquim Pais Neto.
 
Cf. MENDES, Manuel – Esboço histórico da Banda Musical de Paço de Sousa (no seu cinquentenário). Paço de Sousa. Banda Musical e Cultural de Paço de Sousa, 1991,p.47-51.
Imagens retiradas do mesmo livro p.49-50.