quinta-feira, 16 de março de 2017

Amigos do Arquivo de Penafiel

 1.º Barão de Beduido

O título de Barão de Beduido foi criado por decreto de D. João VI, em 6 de fevereiro de 1818 e
em 28 desse mês, Nicolau Xavier de Figueiredo Bulhões Castelo Branco recebeu o dito título.
A 11 de abril de 1812 redigiu o seu testamento, tendo falecido em julho desse ano.
Teve 6 filhos do seu casamento com Dona Maria de Penha de França Pereira Lacerda, filha de João António de Lemos Pereira de Lacerda Delgado
.

Cf. ARQUIVO MUNICIPAL DE PENAFIEL – Inventário do acervo documental do Morgado da Aveleda. Penafiel: Câmara Municipal de Penafiel, 2011, p.1106.
Imagem retirada do mesmo inventário, cota PT/SACQA/MA/C/S/B/bfl.08.



segunda-feira, 13 de março de 2017

Amigos do Arquivo de Penafiel

Arquivo da Sociedade Mercantil

Freitas & Neves

                Era constituída por uma empresa em que o comércio principal consistia em fazendas de lã e seda e por uma fábrica em que se manufacturavam peças de seda, ouro e prata, no Porto.
Esta sociedade iniciou-se em 1 de abril de 1810 e findou com a morte de José Maria das Neves, em 7 de fevereiro de 1836. O sócio sobrevivente da empresa era Domingos José de Freitas Guimarães, da freguesia de Santo Ildefonso, no Porto.
Quando a empresa faliu, Jerónimo Carneiro Geraldes, foi nomeado administrador da massa falida.
Uma parte do arquivo da Sociedade Mercantil Freitas & Neves foi colocada à guarda do tribunal, em meados do século XIX. Mais tarde, passou para a posse dos proprietários da Quinta da Aveleda, sendo guardada com o restante arquivo da família.
A documentação encontra-se digitalizada e acessível on-line, no programa GEAD, e está balizada cronologicamente entre 1766-1836, sendo composta por 25 livros, 1 caderno, 1 bifólio e 1 fólio.
Desta forma, possui registo de despesa com portes de navio de 1766-1770, com a soma de quanto custavam os fretes, mercadorias e alugueres de armazéns. Este documento, anterior à data da fundação da sociedade, pertencia a Brás de Abreu Aranha, que esteve relacionado com a dita sociedade.
Possui um livro de faturas de 1802 a 1814, possuindo faturas de compras, grande parte delas feitas em Londres, Lisboa, Porto e Rio de Janeiro, por ordem da Sociedade Freitas & Neves e enviadas para Portugal, demonstrando que a firma já funcionaria antes da sua constituição legar em 1810. Compões este subsistema um livro copiado de bilhetes de alfândega, com os dados dos navios e o que transportavam, bem como, com o valor do que foi pago na alfândega. Um “borrão de correntes e lembranças” de 1810-1835, que se refere à aquisição de algodão, açúcar, couros e tecidos. Um livro de 1810-1835, com registo das compras e arrematações em praça pública, que especifica os bens adquiridos, nomeadamente, couros, fardos com peças de tecidos, sacos com algodão empluma, entre outros.
O registo mensal das dívidas de “diversos” a “Domingos José de Freitas Gomes”, a “Fazendas Gerais”, a “Caixa” e vice-versa.
Um livro de caixa de 1817 a 1834, com várias entidades a declarar que receberam dos senhores Freitas e Neves várias quantias relativas a fazendas e aluguer.
Um diário de caixa de 1826 a 1834, que possui o pagamento aos oficiais da fábrica, alugueres da mesma, entradas de dinheiro do Banco Inglês, pagamentos de direitos de alfândega.
Quatro livros referentes a “saídas de mercadorias”, de 1809-1835, relativo a tecidos, açúcares entre outros produtos.
Três livros de borradores com o registo das compras efetuadas, a pessoa a quem comprou, o quê e o valor. Registos de vendas.
Dois livros de “Memorial diário” entre 1810 e 1825, com o registo diário do que se pagou e do que se recebeu, o nome e o valor, bem com o registo de pagamento de férias aos oficiais da fábrica.
Entre outros documentos.
Este sistema é valioso para quem pretende estudar a atividade comercial em Portugal e particularmente na cidade do Porto, na centúria de oitocentos.
Cf. ARQUIVO MUNICIPAL DE PENAFIEL – Inventário do acervo documental do Morgado da Aveleda. Penafiel: Câmara Municipal de Penafiel, 2011, p.1249-1261
Imagens do Sistema Mercantil Freitas e Neves, cotas:
PT/SACQA/SMFN/001/LV01/fl.05.
PT/SACQA/SMFN/LV03/fl.05
 


Casa das repartições

A administração do concelho esteve sediada no edifício da Câmara durante uns tempos. Em 1871, a procura de novos espaços levou à mudança deste serviço e das repartições públicas para uma casa vizinha arrendada.
Contudo, este edifício teve de ser expropriado e, em parte, demolido, para possibilitar a abertura da Avenida Araújo e Silva. Depois, foi refeito para nele se instalar as repartições e o correio, uma vez que a administração do concelho já tinha conseguido o seu próprio espaço junto à Praça do Mercado, na casa dos corregedores.

Cf. GRAVETO, Pedro José Garcia do Nascimento – A Matriz até à Misericórdia. Coimbra: Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, 2000. Tese de Licenciatura policopiada, p.54.

Imagens: Edifício das repartições e desenhos do autor retirados do mesmo livro.
No dia da mulher... Deixamos o exemplo de uma mulher que esteve muito à frente da sua época
Maria Isabel Wittenhall
Nasceu a 6 de novembro de 1749.
Era filho de Townsend Wettenhall e de Anna Canner.
Casou com Pedro Van Zeller em 4 de maio de 1767.
Tiveram 3 filhos: Arnaldo João Van Zeller, Luís Teodoro Van Zeller e Francisco José Van Zeller (pai de Roberto Van Zeller, avô de Cristiano Van Zeller) este nascido a 10 de março de 1774.
Dona Maria Isabel nasceu na sua quinta de Avintes e foi baptizada na freguesia de Santa Marinha, em Vila Nova de Gaia.
Maria Isabel faleceu a 5 de novembro de 1819, no dia anterior a fazer 70 anos de idade, em Avintes, sendo sepultada no jazigo de família, no convento de São Domingos, no Porto.
Em 1808, recebeu da Academia Real das Ciências a medalha de ouro e a concessão do grau de sócia correspondente, pois foi pioneira da introdução da vacina variólica no Norte de Portugal.
Isabel Wittenhall principiou a vacinar em 1805 na sua quinta, em Avintes, e também na sua casa do Porto. Foi iniciada na técnica de vacinação pelo cirurgião José da Cunha. De acordo com os registos da academia, entre 1805 e 1819, Isabel Van Zeller fez 13 408 vacinações.

Cf. ARQUIVO MUNICIPAL DE PENAFIEL – Inventário do acervo documental do Morgado da Aveleda. Penafiel: Câmara Municipal de Penafiel, 2011, p.1204-1205.
Cf. Silva, José Alberto Teixeira Rebelo da – A academia Real das Ciências de Lisboa (1770-1834): ciências e hibridismo numa periferia europeia. Lisboa: Universidade de Lisboa, Faculdade de Ciências, 2015. Tese de doutoramento e História e Filosofia das ciências policopiada. P. 286-287.

Imagem retirada do site http://geneall.net/ e imagem do documento pertencente ao espólio do Morgado da Aveleda, cota PT/SACQA/MA/C/W/A/fl. 01.
 
 
 
 
 
 
 

quinta-feira, 9 de março de 2017

 
Casa da Câmara

Depois de Arrifana ascender à categoria de vila, é adjudicada, em 1747, ao mestre pedreiro Domingos Barbosa, a obra de construção da Casa da Câmara, justiça e cadeias.
O lugar escolhido é o Largo das Chãs, lado noroeste, na zona alta da vila, confirmando a tendência de crescimento do burgo nesse sentido e onde já havia sido construída a igreja da Santa Casa.
O edifício, pequeno, nã...o excedia 90 m2 de superfície, apesar de ter mais de um piso. Para modelo da fachada, pretendia-se seguir a fachada original da capela do hospital da Misericórdia.
A construção levou décadas, até que, ainda incompleto, foi substituído pela actual Casa da Câmara. A obra foi suspensa em 1757. Tinha a dita “caza sessenta palmos de comprido comparados e de largo trinta”, ou seja, 13,2x6,6m. Pretendia-se um edifício maior, novo, no local do anterior, para tal foi necessário comprar duas casas vizinhas.
A fachada principal ficou virada para o Largo das Chãs e as traseiras para a Praça do peixe.
Coriolano de Freitas Beça descreveu o interior antes das alterações efetuadas no final do século XIX e depois no Estado Novo:
“No andar do rez do chão é a cadeia, formando tres alojamentos, dous para homens e um para mulheres. Em cada alojamento para homens abrem-se tres janellas para a praça (…)”.
Subindo as escadas, o lance da direita levava ao tribunal judicial, o da esquerda às repartições e ao salão da Câmara. Entre estes dois espaços havia uma sala de espera.
O edifício acumulava, desta forma, diversos serviços e, em 1852, a Câmara vê-se sem sala para reuniões.
A partir de 1892 procedeu-se a uma grande alteração dos paços do Concelho com a demolição das paredes que separavam os salões do andar nobre.

Cf. GRAVETO, Pedro José Garcia do Nascimento – A Matriz até à Misericórdia. Coimbra: Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, 2000. Tese de Licenciatura policopiada, p.53-54.

 Imagem: FotoAntony





 

sexta-feira, 3 de março de 2017

                                Amigos do Arquivo de Penafiel
        Exmo(a) Senhor(a)

            Os Amigos do Arquivo de Penafiel têm a honra de convidar V.ª Ex.ª para a conferência que se irá realizar no próximo dia 11 de Março, no Arquivo Municipal de Penafiel, pelas 15 horas, apresentada pelo Doutor Adrião Pereira da Cunha com o tema: "Humberto Delgado no Portugal de Salazar, Breves apontamentos sobre a tese de doutoramento".
Gostaríamos muito de poder contar com a vossa presença....
Amigos do Arquivo de Penafiel






Olá amigas(os)




Para se ter uma ideia da importância do BLOG dos Amigos do Arquivo de Penafiel, irei expor alguns dados:

Algumas estatísticas do mês de fevereiro de 2017;

Total de visitas - 5430
Média diária - 232

Os Estados Unidos da América com 5430 lideram a lista de visitas;
Portugal com 608 segue em segundo lugar; 
Rússia - 187
Filipinas - 96
França - 61
Brasil - 39
Suíça - 32
Alemanha - 16, são os principais responsáveis por estes números.

Será possível fazer crescer o numero de visitas em Portugal e nos países de língua Portuguesa?

Fica o desfio

Até breve.