segunda-feira, 13 de março de 2017

No dia da mulher... Deixamos o exemplo de uma mulher que esteve muito à frente da sua época
Maria Isabel Wittenhall
Nasceu a 6 de novembro de 1749.
Era filho de Townsend Wettenhall e de Anna Canner.
Casou com Pedro Van Zeller em 4 de maio de 1767.
Tiveram 3 filhos: Arnaldo João Van Zeller, Luís Teodoro Van Zeller e Francisco José Van Zeller (pai de Roberto Van Zeller, avô de Cristiano Van Zeller) este nascido a 10 de março de 1774.
Dona Maria Isabel nasceu na sua quinta de Avintes e foi baptizada na freguesia de Santa Marinha, em Vila Nova de Gaia.
Maria Isabel faleceu a 5 de novembro de 1819, no dia anterior a fazer 70 anos de idade, em Avintes, sendo sepultada no jazigo de família, no convento de São Domingos, no Porto.
Em 1808, recebeu da Academia Real das Ciências a medalha de ouro e a concessão do grau de sócia correspondente, pois foi pioneira da introdução da vacina variólica no Norte de Portugal.
Isabel Wittenhall principiou a vacinar em 1805 na sua quinta, em Avintes, e também na sua casa do Porto. Foi iniciada na técnica de vacinação pelo cirurgião José da Cunha. De acordo com os registos da academia, entre 1805 e 1819, Isabel Van Zeller fez 13 408 vacinações.

Cf. ARQUIVO MUNICIPAL DE PENAFIEL – Inventário do acervo documental do Morgado da Aveleda. Penafiel: Câmara Municipal de Penafiel, 2011, p.1204-1205.
Cf. Silva, José Alberto Teixeira Rebelo da – A academia Real das Ciências de Lisboa (1770-1834): ciências e hibridismo numa periferia europeia. Lisboa: Universidade de Lisboa, Faculdade de Ciências, 2015. Tese de doutoramento e História e Filosofia das ciências policopiada. P. 286-287.

Imagem retirada do site http://geneall.net/ e imagem do documento pertencente ao espólio do Morgado da Aveleda, cota PT/SACQA/MA/C/W/A/fl. 01.
 
 
 
 
 
 
 

quinta-feira, 9 de março de 2017

 
Casa da Câmara

Depois de Arrifana ascender à categoria de vila, é adjudicada, em 1747, ao mestre pedreiro Domingos Barbosa, a obra de construção da Casa da Câmara, justiça e cadeias.
O lugar escolhido é o Largo das Chãs, lado noroeste, na zona alta da vila, confirmando a tendência de crescimento do burgo nesse sentido e onde já havia sido construída a igreja da Santa Casa.
O edifício, pequeno, nã...o excedia 90 m2 de superfície, apesar de ter mais de um piso. Para modelo da fachada, pretendia-se seguir a fachada original da capela do hospital da Misericórdia.
A construção levou décadas, até que, ainda incompleto, foi substituído pela actual Casa da Câmara. A obra foi suspensa em 1757. Tinha a dita “caza sessenta palmos de comprido comparados e de largo trinta”, ou seja, 13,2x6,6m. Pretendia-se um edifício maior, novo, no local do anterior, para tal foi necessário comprar duas casas vizinhas.
A fachada principal ficou virada para o Largo das Chãs e as traseiras para a Praça do peixe.
Coriolano de Freitas Beça descreveu o interior antes das alterações efetuadas no final do século XIX e depois no Estado Novo:
“No andar do rez do chão é a cadeia, formando tres alojamentos, dous para homens e um para mulheres. Em cada alojamento para homens abrem-se tres janellas para a praça (…)”.
Subindo as escadas, o lance da direita levava ao tribunal judicial, o da esquerda às repartições e ao salão da Câmara. Entre estes dois espaços havia uma sala de espera.
O edifício acumulava, desta forma, diversos serviços e, em 1852, a Câmara vê-se sem sala para reuniões.
A partir de 1892 procedeu-se a uma grande alteração dos paços do Concelho com a demolição das paredes que separavam os salões do andar nobre.

Cf. GRAVETO, Pedro José Garcia do Nascimento – A Matriz até à Misericórdia. Coimbra: Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, 2000. Tese de Licenciatura policopiada, p.53-54.

 Imagem: FotoAntony





 

sexta-feira, 3 de março de 2017

                                Amigos do Arquivo de Penafiel
        Exmo(a) Senhor(a)

            Os Amigos do Arquivo de Penafiel têm a honra de convidar V.ª Ex.ª para a conferência que se irá realizar no próximo dia 11 de Março, no Arquivo Municipal de Penafiel, pelas 15 horas, apresentada pelo Doutor Adrião Pereira da Cunha com o tema: "Humberto Delgado no Portugal de Salazar, Breves apontamentos sobre a tese de doutoramento".
Gostaríamos muito de poder contar com a vossa presença....
Amigos do Arquivo de Penafiel






Olá amigas(os)




Para se ter uma ideia da importância do BLOG dos Amigos do Arquivo de Penafiel, irei expor alguns dados:

Algumas estatísticas do mês de fevereiro de 2017;

Total de visitas - 5430
Média diária - 232

Os Estados Unidos da América com 5430 lideram a lista de visitas;
Portugal com 608 segue em segundo lugar; 
Rússia - 187
Filipinas - 96
França - 61
Brasil - 39
Suíça - 32
Alemanha - 16, são os principais responsáveis por estes números.

Será possível fazer crescer o numero de visitas em Portugal e nos países de língua Portuguesa?

Fica o desfio

Até breve.

domingo, 26 de fevereiro de 2017

Sabia que…

A Casa de Barbosa data do início da nacionalidade.
 
Segundo a cópia do livro “Tractado genealogico das Familias Ilustres do Reyno de Portugal. Tomo Sexto. De Manoel de Meyrelles de Souza. Presentemente de Joze Monteiro Guedes de Vasconcelos Mourão”, pertencente ao fundo documental da Casa do Bovieiro, as famílias de Barbosas e Sousas vêm ambas do mesmo tronco.
O Solar de Barbosas, a Honra e Quinta de Barbosa a Velha, situava-se na freguesia de São Miguel de Barbosa...
, que mais tarde passou a denominar-se de São Miguel de Rans, sita no concelho de Penafiel. Tomou este apelido devido ao facto de D. Sancho Nunes de Barbosa, Senhor desta Honra e Quinta aí residir. Após a sua morte, sucedeu-lhe seu filho, D. Nuno Sanches de Barbosa, casado com Dona Teresa Afonso, filha bastarda de D. Afonso Henriques. Tiveram D. Pedro Nunes de Barbosa e Dona Sancha Nunes. Quem herdou a dita Quinta e Honra de Barbosa a Velha foi Dona Sancha Nunes, casada com D. Abril Pires de Lumiares, que tiveram uma filha de nome Dona Urraca Abril, também Senhora da Quinta e Honra de Barbosa e do concelho de Penafiel de Sousa. Esta Senhora casou com João Martins Chora e tiveram D. Pedro Jannes, o Gago. Este Senhor foi dono do Solar de Barbosa o Velho e da Honra de Barbosa e casou com Dona Urraca Afonso, filha bastarda do rei D. Afonso III e tiveram uma única filha, Dona Aldonsa, a qual após a morte de seu pai, juntamente com sua mãe, governou esta Quinta e Honra de Barbosa, durante o reinado de D. Dinis. D. Dinis, em 1308, mandou fazer a inquirição das honras, onde refere esta e as duas Senhoras que a governavam.
Dona Aldonsa não teve filhos, acabando esta geração dos Barbosa, nesta Casa.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017


As habitações de Penafiel no século XVIII

 

O livro de arruamentos de 1792 permite concluir que mais de 80% das casas são de sobrado, com cobertura de telha, possuindo lojas e quintal.
As térreas, telhadas ou colmaças, estavam principalmente na parte baixa da vila.
Alinhadas em banda ao longo das ruas, as casas viravam para elas uma fachada estreita, normalmente sem portões ou quintais interpostos. Lotes estreitos e longos eram ocupados junto à rua pelo edifício, ficando o espaço sobrante para o quintal, onde frequentemente se encontrava uma segunda entrada por ruelas ou becos secundários.
No piso térreo estaria, em muitos casos, a loja e a oficina.
O sobrado, ocupado pela habitação era único e só num caso duplo em 1762.
Construções estreitas, vazadas e ventiladas pelos topos, deixavam divisões interiores iluminadas indirectamente ou por clarabóias. Entradas em corrida ladeavam a parede até à porta oposta. As habitações graníticas de Penafiel carecem de ordenamento de fachadas, nomeadamente de cérceas.
Pontualmente, edificaram-se algumas casas e palácios com alçados mais trabalhados, como o palacete setecentista, sito na Rua do Paço, com dois pisos e com suas pilastras e cunhais a quebrarem a horizontalidade do conjunto.
Por sua vez, a casa Soares Barbosa, fronteira à matriz, restaurou a fachada nos finais de setecentos, altura em que na cidade se faziam várias obras. O alçado tripartido termina num frontão muito pesado, com decoração de sabor tardo barroco.
A casa dos Garcês resultou da soma de pequenas casas que foram todas unidas por um grande frontão. Retirado o reboco, ficaram expostas as várias construções.
Na rua do Paço situava-se o único e autêntico palácio da cidade que pertenceu à família Pereira do Lago. Constituído por um piso térreo e andar nobre, alçado simétrico e de sabor neoclássico, formado por um corpo central rematado por frontão triangular, com três portas de sacada única. A porta, para carros, acedia a um grande vestíbulo, onde a escada levava ao andar superior.
A casa e terreno adquirido para o Bispo de Penafiel compunham a quinta que foi vedada em 1773. Foi então muito reformada ao nível da fachada, cuja traça mostrava um sabor culto, com linhas horizontais.
Na segunda metade do século XIX foi comprado por um particular que a adaptou para sua residência.

Cf. GRAVETO, Pedro José Garcia do Nascimento – A Matriz até à Misericórdia. Coimbra: Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, 2000. Tese de Licenciatura policopiada, p. 68-70.
Do Facebook "Associação dos Amigos do Arquivo de Penafiel"

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Olá amigas(os)

Irei a partir de hoje tentar que este blog, seja um polo de informação sobre a atividade do Arquivo Municipal de Penafiel e da Associação de Amigos do Arquivo Municipal de Penafiel.

Até já