sexta-feira, 18 de março de 2016

Sabia que... Confraria Nossa Senhora da Ajuda

Sabia que...


Em Arrifana de Sousa, nos finais do século XVI, surgiu, já nos limites da localidade, uma confraria sobre a invocação de Nossa Senhora da Ajuda, imposta numa pequena capela. O livro das irmandades e confrarias do concelho, do fundo da Administração do Concelho de Penafiel de 1864, refere não se conhecer a sua instituição, mas aponta o ano de 1653 para os seus primeiros estatutos. Contudo, estes estatutos assinalam que existiam outros, "muy antigos", pelos quais os irmãos se governavam, demonstrando, assim, que esta havia surgido uns anos antes. Os referidos estatutos, por diversas vezes, mencionam os costumes antigos e a tradição da mesma. Coriolano de Freitas Beça afirmou que havia consultado o cartório desta confraria e neste existia um livro de atas de 1601 e outros de contas de 1597.
                        
Cf. FERNANDES, Paula Sofia Costa - "O hospital da Misericórdia de Penafiel (1600-1850). Braga: Universidade do Minho, 2015. Tese de doutoramento policopiada, p. 24.

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Sabia que... Banda de Música dos Bombeiros Voluntários de Penafiel

Sabia que...


A Banda de Música dos Bombeiros Voluntários de Penafiel anunciou em fevereiro de 1892 que ficava independente da Corporação e passava a denominar-se Banda de Nossa Senhora do Carmo. 
          
          Maço de partituras do século XIX para sopros, cordas, percussão

Para se apetrechar melhor comprou o instrumento que pertencia à Associação Artística e que passaria dar concertos na festa da igreja e romarias. O contra-mestre da dita banda era Francisco Queirós morador na rua Serpa Pinto (atual rua Joaquim Cotta).
          
          Da Novena para Nossa Senhora do Carmo reformado no dia 7
                 de julho de 1853 por António Baptista da Suécia.

Desta forma, se explica o número avultado de partituras de música que possui o arquivo da Confraria de Nossa Senhora do Carmo.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

No Arquivo com... (Dra. Teresa Araújo)


No passado sábado, o lançamento do livro de Teresa Araújo...
Para quem não pode estar presente, mas pretende adquirir o livro, o mesmo está disponível, durante os próximos 15 dias na papelaria Reis, em Penafiel, sendo o seu custo, durante este período de 12 euros.
            
            
            

Sabia que... efeméride Casa das Mouras

Sabia que...


A 12 de Fevereiro de 1836, nascia, na freguesia de Rio de Moinhos, naquela que hoje é conhecida por Casa das Mouras, Columbano Pinto Ribeiro de Castro, filho primogénito de Columbano Pinto Ribeiro de Castro Portugal da Silveira e Dona Efigénia Amália de Moura Torres.
                        
Para este, já não passaria a administração do Morgado de Nossa Senhora da Vela, pela morte de seu pai se ter dado muito depois da extinção dos morgadios em Portugal. 
Ficaria com a posse da casa brasonada da família, a Quinta de Leiria, em Alpendurada e Matos, aquando do seu casamento com Ana Adelaide Monteiro Coelho Guedes Nobre Mourão, da Casa do Bovieiro, em Abragão.
             
Brasão dos Pinto Ribeiro de Castro, presente no portão principal da Quinta de Leiria

Foto Antony: Cheias em Entre os Rios

Há 50 anos atrás, a chuva brindou a zona de Entre-os-rios com cheias que ficaram imortalizadas pela objetiva de António Guimarães. No dia 12 de fevereiro de 1966, este fotografo captou 12 imagens que nos mostram a força das águas.
            
            
            
            

Sabia que... casamento de Columbano Pinto Ribeiro de Castro Portugal da Silveira

Sabia que...

A 2 de fevereiro de 1835 dava-se o casamento entre Columbano Pinto Ribeiro de Castro Portugal da Silveira e Dona Efigénia Amália de Moura Torres, na freguesia de Rio de Moinhos, concelho de Penafiel. A partir desta data, passaria o arquivo do Morgado de Nossa Senhora da Vela, administrado por Columbano, para a casa de sua esposa, hoje conhecida como Casa das Mouras.
                        
"Livro de Notas neçesárias e emdespençaves à Caza". Pertencente ao fundo documental das Casas das Mouras, existendo por contrato de tratamento e digitalização, no Arquivo Municipal de Penafiel.

As 40 horas do Entrudo na Misericórdia de Penafiel

A festividade das “40 horas do Entrudo” ou do “Lausperene”, iniciada em Itália, no século XVI, pelo Papa Pio IV , vai-se começar a celebrar em Penafiel, na Misericórdia, no século XVII. Cristo teria permanecido no sepulcro quarenta horas, assim o Senhor (corpo de Cristo) ficaria exposto essas mesmas horas nas igrejas, para que a população meditasse e o adorasse. Também denominada de quarenta horas do Entrudo, pretendia que na temporada que durava o Carnaval, “época de gozo e transgressão das normas” e que precedia o ciclo pascal, a população se refreasse e respeitasse a presença do Senhor.
             
A principal função desta festividade consistia na catequização, moderação de costumes considerados indecorosos e indignos de um fiel cristão. Sendo o entrudo a evocação dos prazeres da carne, o período dos excessos e mesmo muitas vezes de violência, a Santa Casa com a celebração das quarenta horas pretendia reprimir os ímpetos e aquietar os devotos, implementando, assim, medidas de autocontrolo.