segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Honra de Meinedo

O arquivo municipal de Penafiel já disponibilizou no seu programa GEAD a descrição e o documento digitalizado que compõem o sistema documental da Honra de Meinedo. Trata-se de um livro de notas do tabelião da Honra de Meinedo, Joaquim José de Sousa, de 29 de maio de 1810 a 14 de Outubro de 1812. Este livro de notas possui registos de obrigação de dinheiro a juros, pagas e quitações, arrendamentos, compras e vendas, aforamentos, dotes para casamento, entre outros, de indivíduos residentes na Honra de Meinedo, no Couto de Bustelo, Concelho de Santa Cruz de Riba Tamêga, freguesia de Croca, concelho de Tuias, freguesia de São Pedro de Caíde, concelho de Lousada, Unhão, cidade de Penafiel, freguesia de Gondalães, entre outros.
Para facilitar a pesquisa, apesar do documento se encontrar digitalizado e on-line, no sumário do livro descrito no programa GEAD, o arquivo municipal colocou o título de todas as escrituras e intervenientes que compõem o dito livro.

         

Concelho de Unhão

O arquivo municipal de Penafiel colocou o fundo documental do Concelho de Unhão, constituído por um livro de notas do tabelião João Coelho da Silva, o novo, on-line, no seu programa Gead. O referido livro de 1768 a 1769, possui várias escrituras de aforamentos, arrendamentos, procurações, dinheiro a juros, compras e vendas, elaborados por vários indivíduos do antigo concelho de Unhão, mas, também, de Felgueiras e Celorico de Basto. 
           
Este documento poderá ser bastante útil para estudos genealógicos, bem como para quem pretender conhecer melhor o concelho de Unhão, a população, a sua atividade económica, bem como várias instituições. Ressalva-se aqui a existência da irmandade de Nossa Senhora da Guia da Pedra Maria que emprestava dinheiro a juro, podendo este livro de notas trazer alguns dados sobre a mesma. Para facilitar a pesquisa o Arquivo Municipal colocou na zona do sumário do documento, todos os títulos de escrituras, bem como os seus intervenientes, permitindo, desta forma, agilizar a pesquisa dos utentes.
           

Sabia que... Condessa de Pagim

Sabia que...

Vários documentos referentes aos pais de Dona Joana Maria da Câmara e sua irmã, a Condessa de Pangim, encontram-se disponíveis no programa GEAD, no sistema Morgado da Aveleda. Graças a estes podemos saber que...
Dona Joana Isabel Maria da Câmara, filha de D. Manuel Maria Gonçalves Zarco da Câmara e de Dona Maria Teresa José de Jesus de Melo, era irmã da Condessa de Pangim. Esta senhora nasceu em 29 de junho de 1820 e foi baptizada no oratório do palácio de seu avô paterno, Luís António José Maria da Câmara, 6.º Conde da Ribeira Grande e 2.º Marquês de Sabugosa. O batizado foi realizado pelo reverendo padre Francisco José Correia, pregador régio, em 2 de julho desse ano. Dona Joana viria a falecer em 14 de janeiro de 1884, com 63 anos de idade.
                                                                                                                       
Foi nomeada pelo mordomo-mor do rei, Dona do Paço em 13 de abril de 1832 e em 1872 recolheu-se, juntamente com sua irmã D. Francisca no Real Mosteiro da Encarnação, em Lisboa.
          
                  Palácio dos Marqueses e Condes da Ribeira Grande


quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

No Arquivo com... apresentação do livro " Moçambique na I Guerra Mundial: Diário de um alferes-médico, Joaquim Alves Correia de Araújo. 1917-1918"

Lembramos os nossos amigos que no próximo sábado, dia 20, pelas 15 horas será apresentada, no Arquivo Municipal de Penafiel, a obra " Moçambique na I Guerra Mundial: Diário de um alferes-médico, Joaquim Alves Correia de Araújo. 1917-1918", da autoria de Teresa Araújo. A autora Dr. Teresa Araújo é diretora do arquivo municipal da Póvoa do Varzim e sobrinha-neta do protagonista da obra. O referido diário conta a história do alferes médico que integrou o famoso contingente de infantaria 31 do Porto, praticamente, dizimado pelo clima, pela doença, nomeadamente, pela malária em Mocímboa da Praia.
A publicação contou com o apoio da Comissão de História Militar e a introdução da obra foi da responsabilidade da Professora Doutora Fernanda Rollo, da Universidade Nova de Lisboa, atual Secretária de Estado da Ciência e Ensino Superior.
No referido diário, Joaquim Alves Correia de Araújo, relatou os 19 meses mais intensos da sua vida e, talvez, os mais duros, desde a manhã do dia 23 de Abril de 1917 em que saiu de Famalicão para integrar o famoso contingente de infantaria 31 do Porto, deslocando-se para Mocímboa da Praia.
O Presidente da Comissão de História Militar, General Alexandre Sousa Pinto, no prefácio da obra, referiu que se existe muita informação, no que diz respeito, à guerra em França, já no que concerne à frente africana, nomeadamente, Moçambique, a informação é escassa, pelo que considera este diário "um achado".
Numa altura em que se comemora o centenário da I Grande Guerra, a associação de amigos do arquivo municipal de Penafiel, não podia deixar de se associar a este aniversário.

         

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Morgado da Aveleda: Amores de outros tempos


E porque este domingo se festeja o dia dos namorados, que tal conhecermos algumas histórias de amores de outros tempos. Se bem que os casamentos fossem consertados pelos pais, evitando que os jovens cedessem a tentações amorosas e casassem abaixo da sua condição social, por vezes, o amor falava mais alto.
                         
No sistema documental do Morgado da Aveleda, já disponível on-line, o documento intitulado "Ilustração às àrvores de Costado de D. Tibisco", PT/CACQA/MA/C/O/cd.09, demonstra alguns casamentos e paixões proibidas, das quais transcrevemos aqui, apenas alguns casos:

"Francisco Luís de Barros e Vasconcelos casou com huma comedianta castilhana, que representava em Lisboa em huma companhia chamada a Pacheca";
"O Conde de São Miguel Francisco Botelho depois de veuvo da primeira mulher teve amores com Ignez de Almeida, filha de Manoel Castanho, Físico mor e apontador dos Mossos Fidalgos, e de sua mulher Ignez de Almeida; e com promessas de casamento teve a D. Nuno Alves Botelho";
"Cristovão de Sousa (...) casou a furto com D. Maria Victoria de Távora, filha de D. António da Silveira";
"António Carneiro que foi criado de pedro de Alcassova, secretario de estado D'El Rei D. Afonso 5.º e lhe levava o saco, e lhe emprenhou a sua filha D.ª Beatriz da Alcassova de que o dito Pedro de Alcassova pedio castigo pela aleivozia e foi degradado por El Rei D. João 2.º (...) e sempre cazou com ella"; 

" Cristovãoda Costa Coutinho, chamado o Mequinéz, casou por amores com D. Juliana de Noronha, filha de Manoel de Sousa Tavares contra a vontade dos parentes da noiva. Esta D. Juliana de Noronha procedeu mal depois de veuva";

"Jeronimo Lobo Saldanha (...) casou contra a vontade de seus pais com D. Maria da Silva";
"Fernão de Mesquita Pimentel, senhor do morgado de S. Mansos casou com uma amiga de quem teve filhos";
"Rui dias Pereira de Lacerda, morgado de Baleizão, teve huma filha erdeira que casou contra vontade dos seus parentes";
"Casou este, Antonio da Saldanha muito mal com huma sua amiga".

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Honra de Barbosa

A partir de hoje, todos os que estiverem interessados podem aceder à documentação do sistema da Honra de Barbosa, que se encontram no Arquivo Municipal, através do nosso programa Gead, onde estão descritos e on-line.
            
Tratam-se de dois livros. Um do Registo Geral da Honra. Este livro balizado entre finais do século XVIII e inícios do século XIX, possui as várias cartas régias remetidas à Honra. Para facilitar a pesquisa o Arquivo Municipal no sumário do documento colocou o título e data de todas as cartas e ofícios registados. O outro livro diz respeito ao lançamento da décima da Honra. Neste o superintendente da Honra de Barbosa, Dr. Alexandre Coelho de Sousa e Sá, juntamente com os informadores procederam ao lançamento da décima para os anos de 1833 e 1834. O sumário também se encontra muito completo permitindo desta forma conhecer quem eram os louvados, e os maiores e menores contribuintes. 

Boas pesquisas...
               

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Documentação online


Na senda do que já havíamos comunicado ontem, os amigos do arquivo, vão continuar a divulgar alguns documentos presentes nos arquivos municipais que podem ser úteis para os amantes de genealogia, que pretendem saber mais sobre os seus antepassados.

Assim, lembramos a importância dos registos de testamentos, geralmente, presentes no Fundo da Administração do Concelho. Estes documentos permitem conhecer, relativamente bem o indivíduo que o elaborou. Neles estão patentes os bens que possuía, o local onde vivia, os motivos que o levaram a redigir o seu testamento, as confrarias e irmandades a que pertencia, o local e a forma como pretendia ser sepultado, os santos de que era fiel devoto, a sua família, os seus criados, os bens que deixava. Engana-se quem pensa que estes testemunhos de última vontade só eram realizados pelos mais ricos e que, portanto, não valerá a pena procurar testamentos de seus antepassados. São inúmeros os testamentos de pessoas que pouco tem de seu, mas que redigem este documento, por vezes, para legar um pequeno tear, ou uma corte de porquinhos, deixando, também, várias dividas. 
Da administração do concelho de Penafiel, o arquivo municipal possui livros de registo de testamentos de 1835-1937. Bem como, livros de registo dos autos de abertura e publicação de testamentos desde 1895 a 1935.
Pertencentes ao fundo da Câmara Municipal, o arquivo municipal possui testamentos desde 1814-1834.

                         
Na próxima semana, o arquivo municipal colocará disponível no programa Gead, 81 livros da série de registos de testamentos, do fundo da administração do concelho, que balizam entre 24 de janeiro de 1835 e 14 de dezembro de 1909, que já possui descritos a nível de livro. Destes, o livro 1, já está digitalizado e, também, ficará as ditos imagens disponíveis on-line. O livro 1 e 2 estão descritos no programa a nível de documento, o que, pensamos, facilitará a pesquisa aos utentes, pois possuem o nome do testador e um sumário do testamento.

                           
Para além dos testamentos de Penafiel, o arquivo municipal, também, possui dois livros de registos de testamentos de Vila Boa de Quires, que, como anunciamos há dias, estão disponíveis on-line.