segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Foto Antony: Cheias em Entre os Rios

Há 50 anos atrás, a chuva brindou a zona de Entre-os-rios com cheias que ficaram imortalizadas pela objetiva de António Guimarães. No dia 12 de fevereiro de 1966, este fotografo captou 12 imagens que nos mostram a força das águas.
            
            
            
            

Sabia que... casamento de Columbano Pinto Ribeiro de Castro Portugal da Silveira

Sabia que...

A 2 de fevereiro de 1835 dava-se o casamento entre Columbano Pinto Ribeiro de Castro Portugal da Silveira e Dona Efigénia Amália de Moura Torres, na freguesia de Rio de Moinhos, concelho de Penafiel. A partir desta data, passaria o arquivo do Morgado de Nossa Senhora da Vela, administrado por Columbano, para a casa de sua esposa, hoje conhecida como Casa das Mouras.
                        
"Livro de Notas neçesárias e emdespençaves à Caza". Pertencente ao fundo documental das Casas das Mouras, existendo por contrato de tratamento e digitalização, no Arquivo Municipal de Penafiel.

As 40 horas do Entrudo na Misericórdia de Penafiel

A festividade das “40 horas do Entrudo” ou do “Lausperene”, iniciada em Itália, no século XVI, pelo Papa Pio IV , vai-se começar a celebrar em Penafiel, na Misericórdia, no século XVII. Cristo teria permanecido no sepulcro quarenta horas, assim o Senhor (corpo de Cristo) ficaria exposto essas mesmas horas nas igrejas, para que a população meditasse e o adorasse. Também denominada de quarenta horas do Entrudo, pretendia que na temporada que durava o Carnaval, “época de gozo e transgressão das normas” e que precedia o ciclo pascal, a população se refreasse e respeitasse a presença do Senhor.
             
A principal função desta festividade consistia na catequização, moderação de costumes considerados indecorosos e indignos de um fiel cristão. Sendo o entrudo a evocação dos prazeres da carne, o período dos excessos e mesmo muitas vezes de violência, a Santa Casa com a celebração das quarenta horas pretendia reprimir os ímpetos e aquietar os devotos, implementando, assim, medidas de autocontrolo.

Honra de Meinedo

O arquivo municipal de Penafiel já disponibilizou no seu programa GEAD a descrição e o documento digitalizado que compõem o sistema documental da Honra de Meinedo. Trata-se de um livro de notas do tabelião da Honra de Meinedo, Joaquim José de Sousa, de 29 de maio de 1810 a 14 de Outubro de 1812. Este livro de notas possui registos de obrigação de dinheiro a juros, pagas e quitações, arrendamentos, compras e vendas, aforamentos, dotes para casamento, entre outros, de indivíduos residentes na Honra de Meinedo, no Couto de Bustelo, Concelho de Santa Cruz de Riba Tamêga, freguesia de Croca, concelho de Tuias, freguesia de São Pedro de Caíde, concelho de Lousada, Unhão, cidade de Penafiel, freguesia de Gondalães, entre outros.
Para facilitar a pesquisa, apesar do documento se encontrar digitalizado e on-line, no sumário do livro descrito no programa GEAD, o arquivo municipal colocou o título de todas as escrituras e intervenientes que compõem o dito livro.

         

Concelho de Unhão

O arquivo municipal de Penafiel colocou o fundo documental do Concelho de Unhão, constituído por um livro de notas do tabelião João Coelho da Silva, o novo, on-line, no seu programa Gead. O referido livro de 1768 a 1769, possui várias escrituras de aforamentos, arrendamentos, procurações, dinheiro a juros, compras e vendas, elaborados por vários indivíduos do antigo concelho de Unhão, mas, também, de Felgueiras e Celorico de Basto. 
           
Este documento poderá ser bastante útil para estudos genealógicos, bem como para quem pretender conhecer melhor o concelho de Unhão, a população, a sua atividade económica, bem como várias instituições. Ressalva-se aqui a existência da irmandade de Nossa Senhora da Guia da Pedra Maria que emprestava dinheiro a juro, podendo este livro de notas trazer alguns dados sobre a mesma. Para facilitar a pesquisa o Arquivo Municipal colocou na zona do sumário do documento, todos os títulos de escrituras, bem como os seus intervenientes, permitindo, desta forma, agilizar a pesquisa dos utentes.
           

Sabia que... Condessa de Pagim

Sabia que...

Vários documentos referentes aos pais de Dona Joana Maria da Câmara e sua irmã, a Condessa de Pangim, encontram-se disponíveis no programa GEAD, no sistema Morgado da Aveleda. Graças a estes podemos saber que...
Dona Joana Isabel Maria da Câmara, filha de D. Manuel Maria Gonçalves Zarco da Câmara e de Dona Maria Teresa José de Jesus de Melo, era irmã da Condessa de Pangim. Esta senhora nasceu em 29 de junho de 1820 e foi baptizada no oratório do palácio de seu avô paterno, Luís António José Maria da Câmara, 6.º Conde da Ribeira Grande e 2.º Marquês de Sabugosa. O batizado foi realizado pelo reverendo padre Francisco José Correia, pregador régio, em 2 de julho desse ano. Dona Joana viria a falecer em 14 de janeiro de 1884, com 63 anos de idade.
                                                                                                                       
Foi nomeada pelo mordomo-mor do rei, Dona do Paço em 13 de abril de 1832 e em 1872 recolheu-se, juntamente com sua irmã D. Francisca no Real Mosteiro da Encarnação, em Lisboa.
          
                  Palácio dos Marqueses e Condes da Ribeira Grande


quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

No Arquivo com... apresentação do livro " Moçambique na I Guerra Mundial: Diário de um alferes-médico, Joaquim Alves Correia de Araújo. 1917-1918"

Lembramos os nossos amigos que no próximo sábado, dia 20, pelas 15 horas será apresentada, no Arquivo Municipal de Penafiel, a obra " Moçambique na I Guerra Mundial: Diário de um alferes-médico, Joaquim Alves Correia de Araújo. 1917-1918", da autoria de Teresa Araújo. A autora Dr. Teresa Araújo é diretora do arquivo municipal da Póvoa do Varzim e sobrinha-neta do protagonista da obra. O referido diário conta a história do alferes médico que integrou o famoso contingente de infantaria 31 do Porto, praticamente, dizimado pelo clima, pela doença, nomeadamente, pela malária em Mocímboa da Praia.
A publicação contou com o apoio da Comissão de História Militar e a introdução da obra foi da responsabilidade da Professora Doutora Fernanda Rollo, da Universidade Nova de Lisboa, atual Secretária de Estado da Ciência e Ensino Superior.
No referido diário, Joaquim Alves Correia de Araújo, relatou os 19 meses mais intensos da sua vida e, talvez, os mais duros, desde a manhã do dia 23 de Abril de 1917 em que saiu de Famalicão para integrar o famoso contingente de infantaria 31 do Porto, deslocando-se para Mocímboa da Praia.
O Presidente da Comissão de História Militar, General Alexandre Sousa Pinto, no prefácio da obra, referiu que se existe muita informação, no que diz respeito, à guerra em França, já no que concerne à frente africana, nomeadamente, Moçambique, a informação é escassa, pelo que considera este diário "um achado".
Numa altura em que se comemora o centenário da I Grande Guerra, a associação de amigos do arquivo municipal de Penafiel, não podia deixar de se associar a este aniversário.