segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Sabia que... Bispado de Penafiel

Sabia que...


Em janeiro de 1772, o provisor e vigário geral, Félix Martins de Araújo, tomou posse do bispado em nome do bispo de Penafiel, na igreja da Misericórdia?
A 3 de março de 1770, o rei D. José I concedeu à vila de Arrifana de Sousa alvará régio pelo qual a elevou à categoria de cidade. O monarca querendo desmembrar o bispado do Porto, escolheu esta localidade, centro de uma das quatro comarcas eclesiásticas que o compunham, para nova sede episcopal.
                               
                                         (Frei Inácio de São Caetano)
A Sé catedral passaria a ser a igreja da Misericórdia e a denominar-se Sé Catedral de Nossa Senhora e São José, devendo o bispo da mesma, Frei Inácio de São Caetano, tomar posse dela com cadeiral.
Apesar de Frei Inácio de São Caetano nunca ter vindo à localidade, o provisor e vigário geral, Félix Martins de Araújo, tomou posse do bispado em nome do bispo de Penafiel.
                             
                                      (Igreja da Misericórdia de Penafiel)

Sabia que... A presença dos frades Capuchos no hospital da Misericórdia

Sabia que...


A presença dos frades Capuchos no Hospital da Misericórdia
              
Os frades Capuchos, em 14 de dezembro de 1664, após terem saído da Quinta das Lages e tendo já iniciado a construção do seu mosteiro nos arrabaldes de Arrifana de Sousa, viram-se na necessidade de solicitarem à Santa Casa licença para se instalarem no hospital, uma vez que, Francisco Álvares da Rocha já lhes tinha cedido as suas casas contíguas a este edifício, mas estas não eram suficientes para albergarem os frades. Os irmãos da Mesa e da Junta, considerando as razões evocadas pelos clérigos e "alegando o serviço que podem fazer a Nosso Senhor no bem das almas deste povo", cederam-lhes as casas do hospital e do servente, para fazerem o seu hospício, até que o mosteiro estivesse pronto para os acomodar.

Câmara Municipal de Penafiel: Cartazes do passado...

                             
Há cerca de sessenta anos atrás, os penafidelenses puderam assistir por estes dias a três filmes em exibição em Penafiel:
- A garça e a serpente;
- O monte do diabo;
- Luta de espiões.
                             
Estes cartazes fazem parte de uma série da documentação da Câmara Municipal de Penafiel, que se encontra a ser tratada, neste momento, pelo Arquivo Municipal e que em breve estarão disponíveis on-line no seu programa GEAD.

Morgado da Aveleda: Cartazes que nos fazem relembrar o passado...


                      

Este cartaz encontra-se na documentação do Morgado da Aveleda, incorporada mais recentemente, no Arquivo Municipal de Penafiel, para tratamento.

Não possui data, mas pelo tipo de cartaz pensamos que será dos princípios do século XX, relativo a uma marca de vinho.
É um cartaz muito típico da "Belle Époque", existem muitos outros sobre os mais variados temas, que, sempre que nos forem surgindo, iremos divulgar.
O estudo desta série torna-se importante para entendermos o "marketing" e o apelo ao consumo dessa altura, com imagens lindíssimas e muito sugestivas....

Sabia que... O que comiam os pobres em Penafiel, no século XVIII e inícios do século XIX?

Sabia que...

O que comiam os pobres em Penafiel, no século XVIII e inícios do século XIX?

Segundo o médico António de Almeida, estes eram os principais consumidores de pão e bacalhau e quando estes produtos escasseavam e não se apresentavam nas melhores condições era natural que se notassem problemas de saúde e carências alimentares. Este físico teria considerado mesmo estes alimentos como possíveis causadores da febre que assolou esta localidade na última década do século XVIII.
            
Só a partir da segunda metade da centúria de oitocentos é que o bacalhau se começou a difundir entre as camadas sociais mais abastadas, sendo até aí, no geral, de má qualidade, considerado alimento dos pobres de difícil digestão e gerador de “humores melancólicos”.
Fotografia: Espólio FotoAntony

Sabiam que...Sítio da Associação Portuguesa de Arquivos Históricos Privados

Já está online o Sítio da Associação Portuguesa de Arquivos Históricos Privados (APAHP) http://arquivoshistoricosprivados.pt/, um espaço que desejamos de encontro entre os proprietários e detentores de Arquivos privados.
Promoveremos a divulgação e partilha de atividades, conceitos e informações, com o objetivo de criar uma Rede de Arquivos Privados e apoiar os proprietários na conservação, preservação e divulgação dos seus Fundos Arquivísticos.


Sabia que... A alimentação das elites até ao século XVIII

Sabia que...

A alimentação das elites até ao século XVIII
Os médicos e dietistas da Idade Moderna em imensos tratados advertiam para a importância de boas práticas alimentares, assinalando a importância do valor nutritivo de certos alimentos. A maneira de cozinhar, condimentar e de comer certos produtos era, deveras, difundida de forma a preservar a saúde dos indivíduos. Na pirâmide nutricional, o pão, o vinho e a carne tinham um papel preponderante.
A alimentação dos mais ricos, excessivamente rica em carnes, levava a que estes sofressem de excesso de proteínas e de pouca fibra, o que conduzia à incidência de doenças como a “gota”, neste grupo social. 
No entanto, em Penafiel, segundo o médico António de Almeida, a “gota” não constituiu um problema. Como o próprio mencionou, “a gota neste paíz é pouco vulgar e dentro da cidade de Penafiel, não há nenhum doente de gota, propriamente dito”. Contudo, existiram outros tipos de doenças que assolavam indivíduos que cometiam excessos alimentares. O referido clinico dava o exemplo do padre José da Costa Grelho, de 55 anos, de “temperamento sanguíneo, alimentado grosseiramente e entregue a excessos de comidas de serrabulhos a que é convidado, sujeito a emorroidas”.
                               

Assim, a nobreza, o clero superior e a alta burguesia, eram afetados por diversos tipos de doenças relacionados com excessivo consumo de alimentos muito cozinhados, gordurosos e energéticos, mas desequilibrados em nutrientes essenciais. Destacava-se a gota, como já mencionamos, a arteriosclerose, a litíase, as doenças digestivas, a diabetes e as doenças renais. 
                                
Veja-se a correspondência de D.ª Constança da Silva Guedes para o sobrinho Manuel Guedes da Silva da Fonseca, já nos finais do século XIX, em que a referida senhora alerta para os excessos e realça a virtude dos caldos.

Documentos: Fundo do Morgado da Aveleda