segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Sabia que... O que comiam os pobres em Penafiel, no século XVIII e inícios do século XIX?

Sabia que...

O que comiam os pobres em Penafiel, no século XVIII e inícios do século XIX?

Segundo o médico António de Almeida, estes eram os principais consumidores de pão e bacalhau e quando estes produtos escasseavam e não se apresentavam nas melhores condições era natural que se notassem problemas de saúde e carências alimentares. Este físico teria considerado mesmo estes alimentos como possíveis causadores da febre que assolou esta localidade na última década do século XVIII.
            
Só a partir da segunda metade da centúria de oitocentos é que o bacalhau se começou a difundir entre as camadas sociais mais abastadas, sendo até aí, no geral, de má qualidade, considerado alimento dos pobres de difícil digestão e gerador de “humores melancólicos”.
Fotografia: Espólio FotoAntony

Sabiam que...Sítio da Associação Portuguesa de Arquivos Históricos Privados

Já está online o Sítio da Associação Portuguesa de Arquivos Históricos Privados (APAHP) http://arquivoshistoricosprivados.pt/, um espaço que desejamos de encontro entre os proprietários e detentores de Arquivos privados.
Promoveremos a divulgação e partilha de atividades, conceitos e informações, com o objetivo de criar uma Rede de Arquivos Privados e apoiar os proprietários na conservação, preservação e divulgação dos seus Fundos Arquivísticos.


Sabia que... A alimentação das elites até ao século XVIII

Sabia que...

A alimentação das elites até ao século XVIII
Os médicos e dietistas da Idade Moderna em imensos tratados advertiam para a importância de boas práticas alimentares, assinalando a importância do valor nutritivo de certos alimentos. A maneira de cozinhar, condimentar e de comer certos produtos era, deveras, difundida de forma a preservar a saúde dos indivíduos. Na pirâmide nutricional, o pão, o vinho e a carne tinham um papel preponderante.
A alimentação dos mais ricos, excessivamente rica em carnes, levava a que estes sofressem de excesso de proteínas e de pouca fibra, o que conduzia à incidência de doenças como a “gota”, neste grupo social. 
No entanto, em Penafiel, segundo o médico António de Almeida, a “gota” não constituiu um problema. Como o próprio mencionou, “a gota neste paíz é pouco vulgar e dentro da cidade de Penafiel, não há nenhum doente de gota, propriamente dito”. Contudo, existiram outros tipos de doenças que assolavam indivíduos que cometiam excessos alimentares. O referido clinico dava o exemplo do padre José da Costa Grelho, de 55 anos, de “temperamento sanguíneo, alimentado grosseiramente e entregue a excessos de comidas de serrabulhos a que é convidado, sujeito a emorroidas”.
                               

Assim, a nobreza, o clero superior e a alta burguesia, eram afetados por diversos tipos de doenças relacionados com excessivo consumo de alimentos muito cozinhados, gordurosos e energéticos, mas desequilibrados em nutrientes essenciais. Destacava-se a gota, como já mencionamos, a arteriosclerose, a litíase, as doenças digestivas, a diabetes e as doenças renais. 
                                
Veja-se a correspondência de D.ª Constança da Silva Guedes para o sobrinho Manuel Guedes da Silva da Fonseca, já nos finais do século XIX, em que a referida senhora alerta para os excessos e realça a virtude dos caldos.

Documentos: Fundo do Morgado da Aveleda

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Fazia hoje anos... Rodrigo Xavier Pereira de Freitas Beça


Rodrigo Xavier Pereira de Freitas Beça nasceu em 14 de janeiro de 1805, na freguesia da Sé do Porto. Era filho de José de Beça Correia e de D. Ana Margarida Pereira de Freitas.

Casou em 11 de janeiro de 1826, perto de fazer 21 anos com D. Albina Rosa Moreira Lobo, filha do capitão Manuel Caetano Moreira Lobo e de D. Eufrásia Maria do Sacramento, proprietário da Casa do Castro, na freguesia de Besteiros, no concelho de Paredes.
          
                      (Largo da Igreja Matriz na Rua Direita, Penafiel) 
Após o casamento, ingressou na escola cirúrgica do Porto e terminou o seu curso em 1831. Três anos depois de se ter formado foi admitido no partido de cirurgião da Santa Casa da Misericórdia de Penafiel. Foi sócio correspondente da sociedade de ciências médicas de Lisboa, da sociedade agrícola do distrito do Porto e da associação dos arquitetos civis portugueses.
Escritor de várias obras em prosa e em verso, publicou vários textos sob o nome de padre Serapião d’Algures, nomeadamente na Gazela de Portugal. Fundou a Gazeta de Penafiel, em 1870. Fundou o teatro Penafidelense e participou como ator amador juntamente com a sua vasta prole.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

FotoAntony: Feira de Freamunde

Nesta altura do ano, muitas pessoas da zona do Vale do Sousa dirigiam-se a Freamunde para comprar o seu capão para o Natal, tal como Antony registou numa das suas reportagens em 13 de dezembro de 1961.
                            

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

No Arquivo com... (Maria José Pereira)


Realizou-se no passado dia 12 de dezembro de 2015, no Arquivo Municipal de Penafiel, mais uma conferência No Arquivo com, desta vez apresentada por Maria José Pereira, intitulada "Gentes de cá..: o estudo da Casa Comercial FotoAntony".

         
         

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Há precisamente 64 anos...


Há precisamente 64 anos, abriu ao público o Cine-Teatro S. Martinho com a exibição deste filme. Em 1948, a população já podia ver sessões de cinema no Cine-Club de Penafiel e em 1949, no Cine-Floresta, na esplanada do mercado, por isso, também, designado Cine-esplanada.