segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Foto Antony: «Se Joana»

«Se Joana»...
... dos frangos, dos presuntos, dos salpicões, dos ovos... dependia do negócio.
                           
Imagem do fundo FotoAntony, reportagem n.º 1202 (Feira de São Bartolomeu), data 24/08/1960.

Sabia que... Matadouro Público

Sabia que...

"As queixas da população contra a localização e insalubridade dos matadouros do Quelho da Atafona vêm já da primeira metade do século e vão-se tornando cada vez mais insistentes. A cidade crescera ao longo da Rua Formosa, para ela programava os tão desejados melhoramentos, nela instalara as melhores residências, não se tornando pois compatível com tanto progresso a existência nas traseiras desta avenida de um foco de maus cheiros e imundície que, tinha-se agora consciência, podia ser muito pernicioso para a saúde pública. Assim pressionada a Câmara manda fazer a planta e orçamento para um novo matadouro, a sediar fora da cidade."
"Teriam os penafidelenses de esperar por ele ainda quase três décadas. As casas do Quelho da Atafona, que compreendiam matadouro, talho e salgadeiras para os couros acabaram por ir à praça em Dezembro de 1882, quando a administração municipal tinha já começado a obra do novo matadouro, situado no monte de Chelo, propriedade do então presidente da Câmara Manuel Pedro Guedes, à margem da Estrada de Guimarães, no limite da cidade."
"É este mesmo presidente que na sessão de 20 de Abril de 1882 oferece à Câmara a planta do matadouro, orçado em 5.000$000, e aprovada na reunião seguinte. O projecto importado para Penafiel esteva de acordo com todas as exigências que na época se pediam a estabelecimentos deste tipo, sendo tido como modelar para povoações desta dimensão, o que levou a que a respectiva planta fosse solicitada por outros concelhos. Nem por isso escapou à critica que, nos anos noventa, vai pôr em causa a aceleração imprimida aos melhoramentos da década anterior, por excessivos para as disponibilidades locais."

terça-feira, 18 de agosto de 2015

Arquivo da Casa de Cabanelas

A Câmara Municipal de Penafiel, através do seu Arquivo Municipal, assinou com a Casa de Cabanelas um contrato para tratamento e digitalização do seu espólio documental.
Este fundo, que já se encontra no Arquivo Municipal, é relativamente pequeno, tendo em conta a importância e dimensões da Casa.
É composto, essencialmente, por escrituras, recibos, correspondência (postais), fotografias (negativos), cartas régias (das quais oito são em pergaminho), testamentos, prazos, entre outros. Relativamente às datas dos mesmos, importa salientar que possui alguns documentos dos séculos XVII e XVIII, mas a maioria são dos séculos XIX e XX.
Em breve, o Arquivo iniciará o seu tratamento para posteriormente os poder disponibilizar.

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quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Evento do Largo

EVENTO DO LARGO

No passado dia 11 de julho, os Amigos do Arquivo de Penafiel participaram na primeira feirinha do Evento do Largo de 2015, para divulgar o espólio documental à guarda do Arquivo Municipal de Penafiel, bem como, o património da nossa cidade. A quem nos visitou, o nosso muito obrigado.
Ficam aqui algumas fotografias do evento.

                              

                              
                              

Sabia que...Ordem Terceira do Carmo

Sabia que...


A Ordem Terceira do Carmo de Penafiel foi fundada no século XVIII, sendo os seus primeiros estatutos datados de 18 de outubro de 1782.
Pela petição elaborada, com vista à aprovação dos mesmos, foi referenciado que na Capela de Santo António Velho se venerava a imagem de Nossa Senhora do Monte do Carmo, no dia 16 de julho. Mesmo antes da construção da igreja do Carmo, na antiga capela de Santo António Velho, nesse dia, fazia-se festa com sermão, ficando o Santíssimo exposto todo o dia.
                                

Em novembro de 1913, os estatutos foram reformados, sendo nestes explicitado que os irmãos deveriam conservar e promover o culto a Nossa Senhora do Carmo.
Segundo os estatutos de 1793, todos os sábados deveria ser dita uma missa a Nossa Senhora do Carmo, estando presentes todos os irmãos. Nesta missa, não poderiam faltar dois sacristãos que carregando dois brandões de cera acesos acompanhariam o padre. O ofício religioso seria dito por um carmelita calçado.



Sabia que... Abades de Castelões de Cepeda



Sabia que...
Uma vez que Paredes, concelho vizinho de Penafiel, se prepara para as festas do Divino Salvador, o Arquivo Municipal de Penafiel resolveu fornecer algumas informações sobre os abades de Castelões de Cêpeda, suas confrarias e festividades.
Desta forma, pretendemos mostrar que a documentação à guarda deste Arquivo, também possui informação importante para a história de alguns concelhos vizinhos.
Em 1762, o abade da freguesia de Castelões de Cêpeda era o Dr. Manuel Silvestre Ferreira. Este como procurador do reverendo Manuel da Costa Velho, abade reservatário da dita freguesia, instituiu na Santa Casa da Misericórdia de Penafiel um legado perpétuo.


Assim, deixou um montante considerável para que, anualmente, a Misericórdia entregasse ao abade da paróquia de Castelões de Cêpeda, 19 mil réis para se gastarem em várias festas. Para tal legou à Santa Casa da Misericórdia de Penafiel 855 mil réis. Destes, uma parte seria colocada pela irmandade a render juros (através do empréstimo do montante a juros) e outra parte seria para o pagamento à Misericórdia pela administração do dito legado.
Nos próximos dias, explicitaremos como deveriam ser gastos os referidos 19 mil réis e as festas que pretendia que se realizassem...

Foto Antony: "Nestlé - O Homem da Bicicleta"

"NESTLÉ - O HOMEM DA BICICLETA".
Reportagem do espólio da FotoAntony, realizada em 5 de maio de 1960, na saída do Largo da Ajuda e Rua do Paço, composta por três negativos de 9x6 e um positivo de 10x15.