quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Sabia que... (Espólio Fotográfico)

Sabia que...


...O espólio fotográfico da FotoAntony encontra-se depositado no Arquivo Municipal, após assinatura do contrato de tratamento e depósito, em 17 Setembro de 2004.
Este espólio é composto por cerca de 500 mil negativos e alguns positivos.
Todo o acervo documental está acondicionado em caixas livres de ácido (adquiridas pela Câmara Municipal de Penafiel) e encontra-se nos depósitos do Arquivo Municipal, com controlo ambiental da temperatura e humidade relativa.
Antiga Casa Comercial Foto Antony
O espólio será organizado em duas grandes secções: “Reportagens de Exterior” e “Reportagens de Estúdio”.
As reportagens exteriores englobam várias vistas de Penafiel, bem como, tudo o que diz respeito à cidade e ao concelho (as festas, as feiras, visitas de pessoas ilustres, vindimas, Quinta da Aveleda, casamentos, batizados, atividades desportivas, nomeadamente do Futebol Clube de Penafiel). Todos estes negativos são datados desde a década de 50 até aos nossos dias.
Espólio fotográfico da Casa Comercial Foto Antony
No que se refere à série das reportagens de estúdio, pudemos verificar que são as menos ricas em informação, uma vez que são aquelas que não retratam o dia-a-dia, os costumes, a evolução urbanística da cidade, entre muitos outros aspetos. No entanto, têm um aspeto positivo e interessante, é possível observar o aspeto e evolução dos trajes e vestuário através dos tempos. Esta série é composta por cerca de 200 mil negativos.
Antiga Casa Comercial Foto Antony
Deste espólio fazem parte, também, algumas dezenas de negativos das figuras típicas de Penafiel, estando já algumas destas imagens publicadas no livro “Figuras típicas de Penafiel”. No entanto, existem mais, inéditas, e que estão a ser alvo de tratamento arquivístico e que pretendemos disponibilizar brevemente.
Espólio fotográfico da Casa Comercial Foto Antony
Possui, ainda, algumas dezenas de negativos de vidro. Estes negativos são raros e valiosos, alguns encontram-se partidos e outros em mau estado, necessitando de serem estabilizados urgentemente.
As coleções de fotografia constituem uma riqueza, que tem vindo gradualmente a ser descoberta e reconhecida. Cada vez mais se recorre a fotografias históricas para fundamentar teses sociais, projetos científicos, grandes obras e planos de intervenção urbanística. Os grandes meios de comunicação como a televisão e os jornais, frequentemente se socorrem de imagens históricas e de arquivo. De facto, a fotografia é um excelente meio de ensino e transmissão de ideias. Muitas escolas possuem coleções de fotografia e as experiências de historiar pela imagem regiões ou comunidades têm obtido uma adesão surpreendente por parte do público.

Sabia que...( Palácio da Batalha)

Sabia que...

O Palácio da Batalha, na freguesia de Santo Ildefonso, com o seu quintal e água de bica, foi comprado por José Anastácio da Silva da Fonseca e esposa, D. Joana de Meireles da Silva Guedes, a António de Melo Correia, de maior de idade, morador na Rua Direita de Santa Isabel, da cidade de Lisboa, em 14 de agosto de 1826, pela quantia de 24 contos de reis, pagos com o dinheiro da herança de Braz de Abreu Aranha e Araújo.


Palácio da Batalha, Santo Ildefonso, Porto.
Após a morte deste casal, ficou como proprietário seu filho Manuel Guedes da Silva da Fonseca e sua esposa, D. Maria Leonor da Câmara, Condessa de Pangim, tendo este realizado várias obras na casa.
Com a entrada das tropas liberais no Porto, o governo tomou conta do edifício e instalou lá as tropas. A família saiu para a Aveleda. Anos mais tarde, o palácio foi restituído, mas em muito mau estado, o que levou à realização de inúmeras obras por parte de Manuel Pedro Guedes, filho da Condessa de Pangim.
A 30 de dezembro de 1881, o Palácio foi vendido por Manuel Pedro Guedes ao Conselheiro Guilherme Augusto Barros, Diretor Geral dos Correios e Telegramas do Reino, com os seus dois andares, águas furtadas e quintal, por 47 contos de réis.
No Palácio da Batalha residiram vários membros da família da Aveleda. De 1826 a 1837, José Anastácio e esposa. De 1837 a 1849, D. Joana, já viúva. Em 1849 passou para a posse de Manuel Guedes da Silva da Fonseca e esposa e depois para seu filho Manuel Pedro Guedes da Silva da Fonseca.
O terreno em que assentava esta casa denominava-se, no século XVI, “Campo do Pombal” e pertencia ao Hospital das Entrevadas do Porto.
Em 1547, a Santa Casa da Misericórdia do Porto deu este terreno, em prazo, ao tabelião António Vaz, pelo foro anual de 810 réis. Aí se construíram casas que, em 1648, pertenciam a Francisco da Costa, meirinho da Relação do Porto.
Em 1745 eram propriedade de Manuel Freire de Andrade Pinto, em 1793, de Manuel Bernardo Freire de Andrade e em 1789, de António de Melo Correia.
Este palácio sofreu ao longo da época várias obras e alterações, inclusive a nível de fachada. No período em que os liberais estiveram aí instalados, serviu, também, de hospital de sangue


Elaborado por Sofia Fernandes

Sabia que...(Gonçalo Barbosa de Meireles Freire)


Sabia que....


Gonçalo Barbosa de Meireles Freire, instituidor do Morgado da Aveleda obteve em 29 de novembro de 1666 a mercê do título de desembargador da Relação do Porto. Anos mais tarde, em 22 de dezembro de 1671 foi nomeado Desembargador extravagante da Casa da Suplicação. Cinco anos depois, por carta de D. Maria (em 8 de janeiro de 1676 é nomeado no cargo de conselheiro e deputado ordinário.

Carta de mercê do lugar de Desembargador extravagante da mesma relação, concedida a Gonçalo de Meireles Freire, por El-Rei D. Pedro.

A 20 de setembro de 1686, o Dr. Gonçalo de Meireles Freire recebeu carta de padrão de El-Rei D. Pedro nomeando-o nos lugares de Juiz de Coroa e Fazenda, no de Meirinho da Junta de Assentamento e no de Procurador e Conselheiro do Conselho da Fazenda e Estado e ouvidor Geral das terras da Rainha. Um ano antes da sua morte, em 9 de abril de 1691, obteve o título de conselheiro real com todas as horas, prerrogativas, autoridades e liberdades, sendo nomeado no dia seguinte no cargo de chanceler da Corte e casa da suplicação.

Texto elaborado por Sofia Fernandes 

Cf: http://geadopac.cm-penafiel.pt/ (link para visualizar os documentos do Morgado da Aveleda)

Sabia que... (arquivo)

Sabia que…
O Arquivo da Casa de Mesão Frio deveria ser um grande arquivo, uma vez que a casa tem-se mantido sempre, na posse da mesma família desde a sua criação há já vários séculos, tendo sido enriquecida por várias propriedades vindas a...través de dotes e casamentos, mas na realidade o que chegou até nós é uma ínfima parte, fragmentada, recente e sem grande ligação ou coordenação entre si.
Casa de Mesão Frio - Valpedre
Elaborado por Joana Ribeiro

Ver: http://geadopac.cm-penafiel.pt/ (Casa de Mesão Frio)

Sabia que...(Gonçalo Barbosa de Meireles Freire)

Sabia que...

Gonçalo Barbosa de Meireles Freire era filho de Ana Moreira e de Gonçalo Barbosa Coelho. Este tinha cinco irmãos: Madalena, Catarina, bento, Marcos e Manuel. Sobrinho neto do Abade Amaro Moreira, fundador da Igreja da Santa Casa da Misericórdia de Arrifana de Sousa, foi sepultado no claustro novo de S. Vicente de Fora, em Lisboa. Este homem ocupou o lugar de chanceler-mor do Reino, Desembargador do Paço da cidade de Lisboa e foi fidalgo da Casa Real, bem como, irmão da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.
Testamento de Gonçalo Barbosa de Meireles Freire, com instituição do Morgado da Aveleda

Gonçalo de Meireles Freire instituiu, por seu testamento, o morgado da Aveleda em seu sobrinho neto. António de Meireles, filho de Maria de Meireles e na falta deste ficaria o morgado para esta senhora. Realmente, foi D. Maria de Meireles que sucedeu no Morgado e depois sua filha Mariana de Meireles Freire de Barbosa. Gonçalo redigiu o seu testamento em 5 de outubro de 1692 e viria a falecer em 14 de dezembro de 1692.

Texto elaborado por Sofia Fernandes

Cf: http://geadopac.cm-penafiel.pt/ (link para visualizar os documentos do Morgado da Aveleda)

Foto Antony - Figuras Típicas (Parte III)

Figuras Típicas
do concelho de Penafiel


Memórias de outrora captados por António Guimarães...
Figuras Típicas - “ O Homem da lotaria”

Na imagem podemos ver um senhor a vender a lotaria.

Data: 16/02/1962...

Reportagem n.º 1479

Material: negativo
Figuras Típicas - “A cesteira de Bigornes”

Na imagem podemos observar uma senhora, com uma peça na mão, que não sabemos para que efeito servia, nem de que era feita. A descrição que aparece no envelope da reportagem e no livro de inventário é só “A cesteira de bigornes”.

Data: 26/05/1963...

Reportagem n.º 1727

Material: negativo
O rapaz das Samarras

Figuras Típicas: “A mulher da manteiga”

Segundo o livro de Figuras Típicas de Penafiel, a “Rosinha da Manteiga” era a senhora que fazia as recovagens e arranjava as “criaditas para as donas de casa de Penafiel”.
Nesta imagem podemos ver a Senhora Rosa Correia, que era “… natural de Valpedre, não veio mesmo dos «altos-doiros», tem 69 anos e o seu aspecto é do mais modesto possível… trabalha há 25... anos, e nem está rica, nem coisa que pareça… “*
A par de muitas facetas a “Rosinha da Manteiga, vende uns pacotes dos pequenos e garante tudo quanto traz, a sua genuidade; tanto assim que a manteiga não tem ranço, pode garanti-lo. Vestiu sempre da mesma maneira: lenço atado para a nuca, blusa clara, às riscas, um casaquinho de malha que lhe fica a matar, de mangas mais curtas que aquela saia escura às listas, avental preto debruado de fitilho branco, a reluzir, meias claras, «soquets» às malhas, a fugir para o escuro e sandálias, quer chova ou faça sol, por causa do andamento… Cesto debaixo do braço, sempre na mesma posição, um tudonadinha tombado, a puxar à elegância, a mão esquerda estendida, em descanso, atenta a tudo e a todos e mais ainda aos passos que dá… a Rosinha da Manteiga é a mais persistente e teimosa e mais conservadora das criaturas destas redondezas…” *
*Cf. GUIMARÃES, António – Figuras Típicas de Penafiel: António Guimarães (Antony).Penafiel: Câmara Municipal de Penafiel, Biblioteca Museu.1991.p.47-48.

Data: 06/02/1962

Reportagem nº 1469

Material: negativo


Sabia que...(Ascenção José de Azevedo e Sousa)

Sabia que…

José de Azevedo e Sousa, fundador do Morgado de Paço de Sousa, era um grande tanoeiro, seguindo os passos de seu pai, o que nos dá a entender que seria um negócio já respeitável. Quando o conhecemos como comerciante, ele não era um qualquer, os seus negócios passavam pelo comércio e produção de Vinho do Porto, que durante séculos e até aos dias de hoje gera riqueza. Além de produtor também pertencia à Companhia da Agricultura das Vinhas do Alto Douro, onde era acionista habilitado ao exercício de cargos na Junta de Administração, de provedor, vice-provedor, ou deputado. Sabemos que as suas adegas se localizavam em Canelas, e que possuía 114 pipas pelo menos no ano de 1777 (*). 


Alguns artigos levam-nos a pensar que esteve envolvido na Revolta dos Tanoeiros (antes da fundação da Companhia), dado ainda a ser confirmado, sendo identificado como um dos mais ricos tanoeiros do Porto, dando a volta aos Ingleses, prejudicando o negócio deles nas partidas de vinhos(**) .
Era também acionista da Companhia Geral de Pernambuco e Paraíba, o que demonstra que alargou os seus negócios para lá do Atlântico. Era dono de Armazéns de Vinho de Porto, em Gaia e fora estes negócios, ao adquirir a Quinta de Paço de Sousa, começou a receber uma série de rendas sobre direitos dominicais, lutuosas, laudémios, etc. Outro sinal de riqueza da parte de José de Azevedo e Sousa era este pertencer à Ordem de Cristo, hábito que consegui através de uma carta padrão.



Há no entanto muito mais a dizer sobre este senhor, por isso fiquem atentos às nossas publicações…

Texto elaborado por Cecília Gomes

(*) PEREIRA, Gaspar Martins – A Companhia das Vinhas do Alto Douro em 1784, segundo um relatório de Luís Sousa Coutinho, Douro – Estudos e Documentos. Vol.9, 200, págs. 155-174.

(**) CARDOSO, António Barros- A normalização de vinhos do Douro (da crise comercial de 1754 à instituição da Companhia dos Vinhos. In Revista da Faculdade de Letras, Porto III Série, Vol. I, 2002, págs. 63-95.

(Imagem gentilmente cedida pela Dr.ª Filomena Alpendurada, actual proprietária da Casa e Quinta da Companhia)