quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Sabia que...(Bento de Abreu Aranha)

Sabia que…

Bento de Abreu Aranha, filho de Brás de Abreu Guimarães e de D.ª Joana do Nascimento de Araújo Aranha, natural da cidade do Porto. Irmão de Brás Abreu de Araújo Aranha, de Joana Felizarda Delfina de Abreu de Araújo Aranha e de João de Abreu Aranha e Araújo. Cursou na Universidade de Coimbra, em Direito Canónico e Civil e fez-se bacharel em 1756, tendo anteriormente obtido ordens menores.




Elaborado por Sofia Fernandes

Ver: http://geadopac.cm-penafiel.pt/ (Morgado da Aveleda)

Sabia que...(Brás de Abreu Guimarães)

Sabia que..
Brás de Abreu Guimarães, pai de D. Joana Felizarda Delfina de Abreu Aranha foi casado com D. Joana do Nascimento de Araújo Aranha.
Brás de Abreu Guimarães, foi escudeiro do número da cidade do Porto. Em 16 de Junho de 1764, obteve alvará para ser armado cavaleiro professo da Ordem de Cristo. Foi deputado da Junta da Companhia Geral do Alto Douro, bem como procurador de El-Rei para o administrar e arrecadar as rendas da cidade do Porto, em 1768. Este homem foi ainda administrador da Casa de Abrantes e Fontes que possuía D. João e que deixou por herança à Sereníssima Casa do Infante. Esta administração continuou nas mãos de seu filho, Brás de Abreu Aranha e Araújo. Foi também comerciante, tendo emprestado muito dinheiro a juros.

Alvará da Ordem de Cristo dado a Brás de Abreu Guimarães.



Elaborado por Sofia Fernandes

Ver: http://geadopac.cm-penafiel.pt/ (Morgado da Aveleda
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Sabia que...(Finanças da Cidade)

Sabia que...

As reformas levadas a cabo pelo regime liberal a partir de Évora Monte (1834) tiveram consequências ao nível das finanças locais e, concomitantemente, ressonância numa escala micro, o palco local - Penafiel. Contudo, não se pode divorciar esta questão do próprio alargamento da base geográfica de tributação. Efectivamente, o Liberalismo impôs uma máquina administrativa mais pesada aos municípios e as alterações introduzidas no mapa concelhio afectaram os recursos da Câmara de Penafiel pelas receitas mas igualmente pelas despesas, num equilíbrio bem difícil de conseguir.
Os quantitativos, tanto do lado das receitas como das despesas, sofreram aumentos consideráveis a partir de 1836 e os montantes arrecadados e despendidos pelo órgão de gestão concelhio permitiram fazer face a um conjunto de novos encargos, surgidos na sequência de uma maior diversificação de atribuições às câmaras municipais pela política liberal.


 Edifício da Câmara Municipal, na Praça Municipal (antigo Largo das Chãs. (Foto s/d).

Se com o Liberalismo o poder municipal adquire novas responsabilidades e novas obrigações, também com o Liberalismo as câmaras municipais vêem muitas das suas decisões serem fiscalizadas pelo conselho municipal (1840), originando uma perda de independência no plano político-económico, perda essa aceite pacificamente pelo facto dos impostos resolverem a questão de sustentabilidade local.
A Câmara de Penafiel, nos anos 1835-1851, apresentou, efectivamente, níveis de crescimento das receitas, embora as contas de receitas e despesas tenham sofrido oscilações, caracterizando-se o movimento contabilístico pela apresentação de saldos relativamente equilibrados, que, no entanto, encobriam uma dívida acentuada que não pode ser menosprezada face à dimensão financeira local. É curiosa a forma “engenhosa” como se resolveram os orçamentos, com o socorro a dívidas activas e passivas, um jogo que aponta para estratégias de sobrevivência in extremis. 


Foto antiga do edifício da Câmara Municipal, e vista da Avenida Sacadura Cabral. (s/d)


"As finanças do concelho de Penafiel no período de afirmação do Estado Liberal (1835-1851)"

Elaborado por : António Pinto do Fundo*

* Este texto escrito sem obedecer aos critérios do acordo ortográfico decorre da dissertação de mestrado esteve na base da comunicação apresentada no 29.º Encontro da APHES. Veja-se FUNDO, António José Pinto do - Elites e Finanças: O concelho de Penafiel na reforma liberal (1834-1851). Penafiel: Museu Municipal de Penafiel, Estudos e Documentos, n.º 3, 2010.



Sabia que...(Luís Seixas)

Sabia que…

Henrique Seixas teve dois filhos: Simão de Seixas e Luís de Seixas.
Luís de Seixas viveu na 1.ª metade do séc. XVI. Era sobrinho do Bispo de Coimbra e daí natural. Descendia da linhagem masculina e direita dos Seixas que eram fidalgos de coto de armas. Luís de Seixas era filho legítimo de Henrique de Seixas, irmão do Bispo de Coimbra, e de Lucrécia de Sampaio e neto paterno de Fernão de Seixas. Obteve carta de armas em 1539.

Elaborado por Sofia Fernandes

Ver: http://geadopac.cm-penafiel.pt/ (Morgado da Aveleda)



Sabia que...(Condessa de Pangim)

Sabia que…

D.ª Maria Leonor Teresa da Câmara teve mais cinco irmãos, Luís José da Câmara e José da Câmara que faleceram ainda meninos e Teresa Maria da Câmara, Joana da Câmara e Francisca Maria da Câmara, não tendo nenhuma das três deixado herdeiros.
Quando atingiu os 14 anos, o Rei concedeu-lhe autorização para casar com Manuel Guedes e em 25 de Setembro de 1830 foi elaborado o instrumento de dote e arras feito entre Manuel Guedes da Silva da Fonseca, com 28 anos de idade, senhor da Quinta da Aveleda, e D.ª Leonor.


Dote de D.ª Maria Leonor Teresa da Câmara


Após o seu casamento, esta senhora foi viver para o Porto residindo no Palácio da Batalha e fazendo, frequentemente, banhos em Leça da Palmeira.
Deste casamento nasceram 3 filhas e 1 filho, Joana, Constança, Maria Teresa e Manuel Pedro Guedes.

Elaborado por Sofia Fernandes

Ver: http://geadopac.cm-penafiel.pt/ (Morgado da Aveleda)

Sabia que...(Condessa de Pangim)

Sabia que…

Maria Leonor Teresa da Câmara, ainda criança de tenra idade, foi com suas irmãs e mãe para a Índia, onde seu pai tinha o cargo de governador. Após o falecimento de D. Manuel Gonçalves Zarco da Câmara regressou com a sua mãe e irmãs a Portugal, onde solicitaram ajuda ao Rei, devido às circunstâncias penosas em que ficaram, apesar de descendentes da alta nobreza palaciana e depois de todos os feitos de D. Manuel Zarco da Câmara ao serviço da coroa.



Desta forma, em 2 de Outubro de 1830, D.ª Leonor, com apenas 15 anos é elevada, por carta de comenda de El-Rei D. Miguel, ao título de Condessa da Vila de Pangim, em virtude dos serviços prestados por seu pai ao Reino. Em 13 de Janeiro de 1831, D. Miguel faz mercê à Condessa de 102.864 réis de assentamento.

Elaborado por Sofia Fernandes

Ver: http://geadopac.cm-penafiel.pt/ (Morgado da Aveleda)

Sabia que (D. Manuel Maria Gonçalves Zarco da Câmara)

Sabia que… 

D. Manuel Maria Gonçalves Zarco da Câmara nasceu a 10 de maio de 1789. Casou a 7 de fevereiro de 1813 com a D.ª Maria Teresa José de Jesus de Mello e faleceu em 16 de novembro de 1825 com apenas 36 anos de idade. Foi governador da Índia entre 1822 e 1825.
Escreveu um diário onde relatou a sua partida na nau Vasco da Gama, rumo ao Brasil, no ano de 1820 para se encontrar com o seu irmão, o Conde da Ribeira Grande. Este diário escrito pelo seu próprio punho, relata a sua vida, desde a sua partida para o Brasil, a sua nomeação como governador e capitão geral do Estado da Índia, a sua viagem para Goa e os problemas com que se deparou ao chegar ao destino.



Este diário, para além de ser um documento fabuloso que nos descreve a vivência da época, as dúvidas e anseios deste homem é também uma importante fonte histórica.
Este documento pertence ao arquivo do Morgado da Aveleda e já se encontra online.

Elaborado por Sofia Fernandes

Ver: http://geadopac.cm-penafiel.pt/ (Morgado da Aveleda)