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segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Sabia que... (Quinta de Leiria)


Sabia que…

… a família paterna de Columbano Pinto Ribeiro de Castro Portugal da Silveira, Morgados de Nossa Senhora da Vela e também Fidalgos da Casa Real desde 1741, ostentavam mesmo um brasão à entrada de uma das suas propriedades? A busca pelo brasão dos Pinto Ribeiro de Castro ocupou-nos algum tempo, pois na documentação, ainda que se revelasse a existência deste brasão, descrito na Carta de Brasão de Armas que Manuel Pinto Ribeiro de Castro tirou em 1741, não o achamos nas moradas que esta família ocupou durante a sua existência.
Como se sabe, a família paterna de Columbano, era natural do Porto, tendo seu tetravô, Belchior Ribeiro, sido mercador e morador na Rua da Fonte Taurina, na mesma cidade. A partir de seu filho, Manuel Ribeiro da Silva, a Rua das Flores passa a ser a morada da família Pinto Ribeiro de Castro, até chegar em Columbano Pinto Ribeiro de Castro Portugal da Silveira. Tendo emigrado para o Brasil, Columbano regressou e em 1835 casou com D. Efigénia Amália de Moura Torres, tendo ocupado até à data da sua morte, em 1877, a Casa das Mouras, na freguesia de Rio de Moinhos, concelho de Penafiel.
Quinta de Leiria, sita na Rua de Leiria na freguesia de Alpendorada e Matos - Marco de Canaveses
Nesta casa rural, não se achou nenhum vestígio de um brasão. Procurou-se no prédio que deveriam ter ocupado na Rua das Flores, morada do seu avô Manuel Pinto Ribeiro de Castro, não se tendo sucesso. Foi-se achar então, através da leitura de emprazamentos e arrematações num dos tombos do Morgado de Nossa Senhora da Vela, que Manuel Pinto Ribeiro de Castro fez de sua residência, durante muitos anos, a Quinta de Leiria, situada na freguesia de Alpendorada e Matos, atual concelho de Marco de Canaveses. Descobriu-se ainda, que esta quinta ainda existe atualmente e que se encontra abandonada e em estado de degradação. E no portão de entrada, acha-se… o brasão dos Pinto Ribeiro e Castro!
Brasão de Armas presenta na parte superior do portão de entrada da Quinta de Leiria
Relembrando a descrição deste brasão, era, segundo a documentação, esquartelado, tendo no primeiro quartel as armas dos Guerra, “que são em campo de prata os sinco escudetes do reino com a diferença que os dous da manga hão de estar deitados com as pontas para o do meio em cada hum nove vezantes de prata…”; no segundo quartel estavam presentes as armas dos Pinto, também em campo de prata com “cinco crescentes sanquinos em sautor”; o terceiro quartel era composto pelas armas dos Ribeiro, com escudo liso em campo de ouro e três faixas verdes; e por fim o quarto quartel continha as armas dos Castro, “em campo de prata, seis aruelas azuis em duas palas”.
Carta de Arrematação da Quinta de Leiria em 1729 - PT/AMPNF/CMOU/MV/013/0061

Foi esta quinta adquirida por Manuel Pinto Ribeiro Libório, no ano de 1729, através de uma arrematação no valor de quatro mil cruzados e cento e vinte mil réis. Mas só se tornou brasonada a partir de 1741, com a entrada de seu filho, Manuel Pinto Ribeiro de Castro, na nobreza. Entre este ano e até cerca de 1783, data da morte deste último, a família comprou diversas terras envolventes à Quinta de Leiria, nomeadamente nos lugares de Santa Sabina e da Caxorela, sitos na mesma freguesia de Alpendorada. Em 1772, é feita uma avaliação a esta mesma quinta, no valor de seiscentos e noventa mil réis, com todos os seus bens de raiz, incluindo pomares, olivais, tapados e leirinhas.
Casa nobre da Quinta de Leiria
Tendo o século XVIII sido o período áureo da presença dos Pinto Ribeiro de Castro na Quinta de Leiria, em 1820 os seus bens chegam a ser arrematados por Manuel Pinto Monteiro, ação que ficou sem efeito por este se encontrar falido, movendo-lhe um auto de embargo Francisco Megre Bastier, procurador de Columbano Pinto Ribeiro de Castro Portugal da Silveira, à data menor de idade. Tendo herdado a quinta vinculada ao Morgado de Nossa Senhora da Vela, não temos porém, registo de que esta casa nobre fosse muito utilizada como morada por parte de Columbano, tendo passado a sua vida desde que casou em 1835, até à data da sua morte, a 24 de Novembro de 1877, a residir na Casa das Mouras em Rio de Moinhos, ou nas casas que detinha na cidade do Porto, na Rua das Flores e na Rua do Bomjardim.
Detalhes da entrada da casa nobre da Quinta de Leiria
Em 1867, Columbano Pinto Ribeiro de Castro Portugal da Silveira dá a Quinta de Leiria ao seu filho mais velho, também Columbano, aquando do seu casamento com D. Ana Adelaide Guedes Nobre Mourão, para que este ficasse com a administração do rendimento da quinta, ficando seus pais com o direito de cortar e vender esta. Quando Columbano morre em 1877, cabe em testamento e inventário, toda a Quinta de Leiria a este primogénito, ficando a viúva D. Efigénia Amália Torres de Castro, com o seu usufruto.

Não se sabe mais sobre esta quinta, tendo provavelmente ficado na posse do filho varonil de Columbano até à data da sua morte, em 1891, no Porto. Atualmente, encontra-se em avançado estado de degradação, delimitada por muros e cercas, não deixando porém de ostentar a beleza que a marcava.
Elaborado por Vilma Cardoso
(Fonte: PT/AMPNF/CMOU – Arquivo da Casa das Mouras. Disponível online: http://geadopac.cm-penafiel.pt/ )










quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Sabia que... (Capela de Santo António o Velho)

Sabia que...

A capela de Santo António Velho, que hoje já não existe, esteve ereta no lugar onde se encontra a actual Igreja de Nossa Senhora do Carmo.
Não se sabe a época em que foi criado, sabemos contudo, que no século XVIII se encontrava um pouco danificada e que desta forma, foram feitas várias obras. Em 1747, o Padre Manuel Pinto de Sousa, da Quinta de Chelo fez contrato por escritura com os administradores da Real Casa da Misericórdia de Penafiel para lhe mandarem dizer na capela, ...nos dias Santos e Domingos, pela esmola de 120 réis, várias missas. Assim, a Santa Casa deveria pagar à fábrica da capela, anualmente, 6.400 réis para serem entregues ao Juiz do dito Santo para o gastarem, na capela.
 Auto de Inventário e entrega dos bens e trastes da Capela de Santo António Velho - PT/VOTC/CSAV/01/lv01
Sabemos que em 1782 já não se fazia a eleição de Juiz e Procurador da capela, apesar da Santa Casa continuar a querer nomear o capelão, mas também, há vários anos não existia sacerdote que, pela dita esmola fosse sujeitar-se a satisfazer na capela as missas. Desta forma, a Misericórdia viu-se com o problema de não ter a quem entregar os 6.400 réis para a fábrica, nem quem cuidasse e reparasse a dita capela.

 Eleição de novos Oficiais - PT/VOTC/CSAV/doc01
Em 29 de julho de 1798 foi nomeado António José da Fonseca, da rua da calçada, para administrador da capela e imagens de Santo António, com o objectivo de governar, administrar e zelar pelas esmolas do santo, assim como todos os arrendamentos, alfaias, capela e seu património.
Ao longo do final do século XVIII foram-se realizando, várias obras, nada fazendo prever que esta fosse demolida para se construir uma nova igreja.

Inventário do acervo documental
Em 1774, o juiz, mordomos e procurador de Santo António Velho fazem requerimento para reedificarem a sua capela, levantando-as e acrescentando-a na parede e que tal se faria recorrendo ao dinheiro da Misericórdia, sendo concedida a licença par as obras.
No ano de 1786 foram feitas várias obras, no altar colateral da parte da sacristia, nas escadas e no douramento do nicho de N.ª Sr.ª do Carmo.

Elaborado por Sofia Fernandes

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Sabia que... (António Justino Moreira da Silva)

Sabia que...

ANTÓNIO JUSTINO MOREIRA DA SILVA
Presidente da Câmara Municipal de Penafiel, por 72 dias
Uma das Atas de reunião de Câmara presididas por António Justino Moreira da Silva
... Parece ser um mandato curto da história dos Presidentes da Câmara Municipal de Penafiel, mas não é por exemplo comparado com os 24 dias de António Maria Borroso Pereira.
Figura em 13.º Lugar, isto se não contarmos com os Presidentes da Câmara no "tempo de Arrifana do Sousa" que subiria para o honroso 16.º lugar na tabela.
Presidiu do dia 2 de janeiro de 1883 e foi deposto a 15 de março do mesmo ano.
Mas afinal quem foi este digníssimo autarca cá da nossa terra?
Chamava-se António Justino Moreira da Silva, proprietário e morador na casa de Carrazedo, na freguesia de Novelas.
Foi o primeiro e único Presidente da Câmara Novelense.

Texto elaborado por Joaquim Pinto Mendes

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Sabia que... (José Anastácio da Silva da Fonseca)

Sabia que...

José Anastácio da Silva da Fonseca
... José Anastácio da Silva da Fonseca era filho de Manuel Pedro da Silva da Fonseca, senhor e morgado da casa de Alcobaça e cavaleiro da Casa Real e de sua esposa, D. Antónia Rita de Bourbon, descendente dos condes de Avintes e dos Condes dos ...Arcos. Tinha 6 irmãos: Francisco Manuel da Silva da Fonseca, Silvério da Silva da Fonseca, Pedro da Silva da Fonseca, D. Maria da Piedade de Almeida Bourbon, D. Joana Rita Xavier de Bourbon e D. Ana Rita Xavier de Bourbon.
Nasceu a 2 de março de 1765 e foi baptizado por seu avô, o reverendo Padre Silvério da Silva da Fonseca, no dia 19 março, tendo sido seu padrinho, o reverendo Dr. Gaspar José da Silva da Fonseca, prior da Igreja de Alvarinhas.


 Carta de mercê a José Anastácio da Silva da Fonseca do foro de Fidalgo - PT/SACQA/MA/C/M/BFL01
Em 27 de maio de 1795, por carta patente de D. Maria, foi nomeado Tenente da 7.ª companhia do 2.º regimento de Infantaria do Porto.
Por carta de mercê da Rainha, a 30 de setembro de 1798, José Anastácio recebeu foro de fidalgo com 1600 réis de moradia por mês e um alqueire de cevada por dia, mercê que já pertencia a seu pai. Já em fevereiro desse ano tinha sido elevado ao cargo de Tenente de Granadeiros do Regimento de Infantaria do Porto com 15 mil réis de soldo mensal. Pensamos que teria casado com D. Joana Felizarda de Meireles Guedes de Carvalho, 5.ª morgada da Aveleda, no ano de 1800.
Em 20 de dezembro de 1803, foi nomeado por alvará real, cavaleiro professo da Ordem de Cristo e armado cavaleiro na Sé Catedral do Porto, em 9 de abril de 1804 pelo tio de sua esposa, Frei Brás de Abreu Aranha e Araújo.


 Carta de mercê a José Anastácio da Silva da Fonseca do foro de Fidalgo - PT/SACQA/MA/C/M/FL02
A 16 de janeiro de 1810 foi reformado em Coronel do Regimento de Milícias de Penafiel e a 3 de dezembro de 1823, foi-lhe feita mercê do tratamento de Senhoria com todas as honras e prerrogativas de moço fidalgo com exercício na Casa Real.


Elaborado por Sofia Fernandes


http://geadopac.cm-penafiel.pt/
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Sabia que... (Sociedade Mercantil Freitas e Neves)


Sabia que...
... A Sociedade Mercantil Freitas e Neves era uma empresa cujo comércio principal consistia em fazendas de lã e seda e, por uma fábrica, em que se manufaturavam obras de seda, ouro e prata.
No que se refere à sua localização tudo nos indica que seria no Porto.
 Carta recebida por Domingos José de Freitas Guimarães, enviada por José Carneiro - PT/SACQA/SMFN/bfl01
Esta sociedade iniciou-se a 1 de abril de 1810 e findou com a morte de José Maria das Neves, em 7 de fevereiro de 1836. O sócio sobrevivente da Freitas & Neves era Domingos José de Freitas Guimarães. Quando a empresa faliu Jerónimo Carneiro Geraldes foi nomeado administrador da massa falida.
Por sentença de tribunal, D. Joana de Meireles Guedes da casa e quinta da Aveleda foi considerada credora privilegiada.


 Livro de faturas - PT/SACQA/SMFN/lv04


Elaborado por Sofia Fernandes

http://geadopac.cm-penafiel.pt/ Ver mais

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Sabia que... (protocolo e disponibilização online)

Sabia que...
A Sociedade Agrícola e Comercial Quinta da Aveleda detém todo o espólio documental desde a fundação do morgado da Aveleda, quer a nível da gestão patrimonial e financeiro deste morgadio, quer ao longo de cerca de 4 séculos no...s quais foi aumentando e expandindo, quer ao nível de documentos pessoais dos vários membros da família, que foram tendo relevância e quer ao nível local, regional e mesmo nacional pelos cargos políticos que foram assumindo.
Em 26 de maio de 2008, a Sociedade Agrícola e Comercial Quinta da Aveleda assinou um protocolo com a Câmara Municipal de Penafiel, para tratamento e digitalização do fundo da quinta.
Este protocolo insere-se num conjunto de protocolos quer a Câmara Municipal de Penafiel, através do seu Arquivo Municipal, tem elaborado com juntas de freguesia, famílias e outras instituições, nomeadamente confrarias e irmandades visando proteger e tratar estes espólios.
Este protocolo teve como objetivo a limpeza, desinfestação, pequenas intervenções de restauro, classificação, ordenação e descrição consoante as normas ISAD (G) e ISAAR (CPF).
Finalizado este tratamento, os documentos em suporte papel ou pergaminho retornaram aos primeiros outorgantes, ficando os documentos eletrónicos, resultados da digitalização do fundo, pertença da Câmara Municipal de Penafiel. Devido às grandes dimensões deste fundo, a Câmara candidatou-se, em 2010, a um programa de apoio à recuperação, tratamento e organização de arquivos documentais, da Fundação Calouste Gulbenkian, tendo sido beneficiada com um subsídio para apoio à concretização do projeto de inventariação, tratamento e digitalização.


Elaborado por Sofia Fernandes


http://geadopac.cm-penafiel.pt/ (Ver Morgado da Aveleda)



terça-feira, 16 de setembro de 2014

Sabia que... (protocolo e disponibilização online)

Sabia que…

GeAD OPAC - Fundo da Casa das Mouras
… tendo sido assinado o protocolo de depósito e transferido para o Arquivo Municipal de Penafiel, no ano de 2004, o espólio documental da Casa das Mouras, ao nível de arquivo, só foi alvo de um estudo histórico e arquivístico em... 2013. O estudo da família que o produziu e respetiva organização arquivística, foi elaborado entre Novembro de 2012 e Abril de 2013, inserido num estágio do Mestrado em História e Património – Ramo Arquivos Históricos, da Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Deste trabalho nasceu a dissertação de mestrado da autoria da Dra. Vilma Cardoso, intitulado “O Arquivo da Casa das Mouras – estudo orgânico e sua representação através do modelo sistémico”.
Nos últimos meses, tem sido feito um esforço pelo Arquivo Municipal de Penafiel para que todo este arquivo esteja disponível online através da base GeAD OPAC, sendo finalmente possível consultá-lo através do endereço: http://geadopac.cm-penafiel.pt/#/SearchAdv

Até ao final do ano, contamos que este acervo documental comece a ser digitalizado, contribuindo para um maior acesso à informação deste arquivo por parte dos utilizadores.

Elaborado por Vilma Cardoso

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Sabia que... (Espólio Fotográfico)

Sabia que...


...O espólio fotográfico da FotoAntony encontra-se depositado no Arquivo Municipal, após assinatura do contrato de tratamento e depósito, em 17 Setembro de 2004.
Este espólio é composto por cerca de 500 mil negativos e alguns positivos.
Todo o acervo documental está acondicionado em caixas livres de ácido (adquiridas pela Câmara Municipal de Penafiel) e encontra-se nos depósitos do Arquivo Municipal, com controlo ambiental da temperatura e humidade relativa.
Antiga Casa Comercial Foto Antony
O espólio será organizado em duas grandes secções: “Reportagens de Exterior” e “Reportagens de Estúdio”.
As reportagens exteriores englobam várias vistas de Penafiel, bem como, tudo o que diz respeito à cidade e ao concelho (as festas, as feiras, visitas de pessoas ilustres, vindimas, Quinta da Aveleda, casamentos, batizados, atividades desportivas, nomeadamente do Futebol Clube de Penafiel). Todos estes negativos são datados desde a década de 50 até aos nossos dias.
Espólio fotográfico da Casa Comercial Foto Antony
No que se refere à série das reportagens de estúdio, pudemos verificar que são as menos ricas em informação, uma vez que são aquelas que não retratam o dia-a-dia, os costumes, a evolução urbanística da cidade, entre muitos outros aspetos. No entanto, têm um aspeto positivo e interessante, é possível observar o aspeto e evolução dos trajes e vestuário através dos tempos. Esta série é composta por cerca de 200 mil negativos.
Antiga Casa Comercial Foto Antony
Deste espólio fazem parte, também, algumas dezenas de negativos das figuras típicas de Penafiel, estando já algumas destas imagens publicadas no livro “Figuras típicas de Penafiel”. No entanto, existem mais, inéditas, e que estão a ser alvo de tratamento arquivístico e que pretendemos disponibilizar brevemente.
Espólio fotográfico da Casa Comercial Foto Antony
Possui, ainda, algumas dezenas de negativos de vidro. Estes negativos são raros e valiosos, alguns encontram-se partidos e outros em mau estado, necessitando de serem estabilizados urgentemente.
As coleções de fotografia constituem uma riqueza, que tem vindo gradualmente a ser descoberta e reconhecida. Cada vez mais se recorre a fotografias históricas para fundamentar teses sociais, projetos científicos, grandes obras e planos de intervenção urbanística. Os grandes meios de comunicação como a televisão e os jornais, frequentemente se socorrem de imagens históricas e de arquivo. De facto, a fotografia é um excelente meio de ensino e transmissão de ideias. Muitas escolas possuem coleções de fotografia e as experiências de historiar pela imagem regiões ou comunidades têm obtido uma adesão surpreendente por parte do público.

Sabia que...(Gonçalo Barbosa de Meireles Freire)


Sabia que....


Gonçalo Barbosa de Meireles Freire, instituidor do Morgado da Aveleda obteve em 29 de novembro de 1666 a mercê do título de desembargador da Relação do Porto. Anos mais tarde, em 22 de dezembro de 1671 foi nomeado Desembargador extravagante da Casa da Suplicação. Cinco anos depois, por carta de D. Maria (em 8 de janeiro de 1676 é nomeado no cargo de conselheiro e deputado ordinário.

Carta de mercê do lugar de Desembargador extravagante da mesma relação, concedida a Gonçalo de Meireles Freire, por El-Rei D. Pedro.

A 20 de setembro de 1686, o Dr. Gonçalo de Meireles Freire recebeu carta de padrão de El-Rei D. Pedro nomeando-o nos lugares de Juiz de Coroa e Fazenda, no de Meirinho da Junta de Assentamento e no de Procurador e Conselheiro do Conselho da Fazenda e Estado e ouvidor Geral das terras da Rainha. Um ano antes da sua morte, em 9 de abril de 1691, obteve o título de conselheiro real com todas as horas, prerrogativas, autoridades e liberdades, sendo nomeado no dia seguinte no cargo de chanceler da Corte e casa da suplicação.

Texto elaborado por Sofia Fernandes 

Cf: http://geadopac.cm-penafiel.pt/ (link para visualizar os documentos do Morgado da Aveleda)

Sabia que... (arquivo)

Sabia que…
O Arquivo da Casa de Mesão Frio deveria ser um grande arquivo, uma vez que a casa tem-se mantido sempre, na posse da mesma família desde a sua criação há já vários séculos, tendo sido enriquecida por várias propriedades vindas a...través de dotes e casamentos, mas na realidade o que chegou até nós é uma ínfima parte, fragmentada, recente e sem grande ligação ou coordenação entre si.
Casa de Mesão Frio - Valpedre
Elaborado por Joana Ribeiro

Ver: http://geadopac.cm-penafiel.pt/ (Casa de Mesão Frio)

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Sabia que... (tratamento e protocolo de depósito sobre a documentação)

Sabia que…Até o ano de 2004, o acervo documental da Casa das Mouras permaneceu sempre dentro deste imóvel localizado na freguesia de Rio de Moinhos. A partir de 2001, este acervo constituído por arquivo e biblioteca começa a ser tratado e... estudado pelo Arquivo Municipal de Penafiel. Encontrava-se depositado numa sala do lado direito da entrada principal da casa, com cerca de cinquenta metros lineares e usada pela família como depósito de documentação, ainda que esta não tivesse sido construída para tal nem apresentasse as condições ideais de conservação dos documentos. Com tecto, chão, portas e portadas das janelas em madeira antiga e paredes em estuque, a sala apresentava-se um pouco deteriorada, sendo raro a abertura das duas janelas existentes e proporcionando assim um ambiente fechado onde não se verificava a circulação do ar.
Sala onde até 2004 esteve depositada a documentação (foto atual depois do restauro da Casa das Mouras)
Ainda durante esta altura, realizaram-se testes de temperatura e humidade relativa, obtendo-se os valores médios de 20ºC de temperatura e 82% de humidade relativa. Não existia nenhum equipamento de defesa preventivo, contra sinistros. Em termos de acomodação, o arquivo e biblioteca encontravam-se distribuídos por 28 estantes em madeira, abertas. Alguns documentos estavam próximos ao chão, não levando em atenção o espaço mínimo obrigatório de 16 cm para a protecção dos livros. Nesta altura, estava o arquivo e biblioteca da Casa das Mouras destinado a ser tratado e estudado dentro da casa, no entanto por razões de restauração do edifício, a família proprietária da Casa das Mouras concordou em depositar toda a documentação no Arquivo Municipal de Penafiel. A minuta do protocolo foi aprovada em reunião de Câmara, no dia 5 de Julho de 2004, assinando-se o protocolo no dia 27 de Setembro de 2004, nas instalações do AMPNF.
Depois da entrada da documentação no Arquivo Municipal de Penafiel, esta foi sujeita a uma desinfestação por anóxia, que consiste num controlo da percentagem de oxigénio e da humidade relativa numa “bolha” de alumínio revestida a polietileno. Diminui-se assim, gradualmente, a percentagem de oxigénio pela introdução de um gás inerte de propriedades não tóxicas - o azoto – que afeta todas as fases do ciclo biológico das espécies a controlar, e mantém a documentação inalterada. O processo teve o seu início a 9 de Fevereiro de 2005 e terminou a 20 de Março de 2005, verificando-se depois da abertura da câmara, a inexistência de xilófagos vivos.
Brevemente, continuaremos com mais informações sobre todo este processo de tratamento da documentação do Arquivo da Casa das Mouras…

Texto elaborado por Vilma Cardoso

(Fonte: Cardoso, Vilma Joana Correia Paiva de Freitas – “O Arquivo da Casa das Mouras: estudo orgânico e sua representação através do modelo sistémico”. Dissertação de Mestrado em História e Património – Ramo Arquivos Históricos, apresentada na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, 2013)

Sabia que... (Partituras)

Sabia que…

Contam parte da História da Música de Penafiel vários maços de partituras que se encontram na Igreja da Ordem Terceira do Carmo? Nesses maços (cota PT/VOTC/B/C/004), datados do século XIX e XX, encontramos, por exemplo, a trans...crição de um dueto da ópera “Macbeth” de Giuseppe Verdi; um arranjo da ópera homónima mas para banda filarmónica; música litúrgica, nomeadamente, uma “Missa de Nossa Senhora do Carmo”, datada de 1880, uma “Ladainha de Nossa Senhora”, uma “Novena de Nossa Senhora do Carmo” num arranjo feito por J. M. Cardozo ou, ainda, “Da Novena para Nossa Senhora do Carmo”, reformada, como consta, “no dia 7 de Julho de 1853 por António Baptista da Suécia”. Saliento, como curiosidade, que os instrumentos de percussão aparecem referidos nalguns desses arranjos com a designação de “pancadaria”.
Referência, no inventário de 1819 à existência de "Hum órgão pintado"
Estas partituras estão intimamente ligadas à prática musical que se fazia em tempos recuados no coro-alto da dita igreja, espaço onde ainda hoje se encontra um órgão de ignoto mestre e oficina, restaurado em 1819 – como nos revela uma inscrição no seu interior - e que carece hoje de um aturado restauro. De sublinhar também a intensa relação que as partituras terão tido com o coreto localizado no recinto intramuros que no século XIX recebia agrupamentos musicais incluindo bandas filarmónicas com uma constituição um pouco diferente daquela a que estamos habituados a ver e a ouvir hoje.
Pormenor de arranjo de Macbeth para saxofone
Por fim, estes testemunhos vivos que são as partituras e o órgão contam ainda com algumas notas de despesa oitocentistas e novecentistas onde se podem ler inúmeras referências a festas; aos gastos com músicos que abrilhantavam as festas; a cantores destacados para o ofício da missa; ao “transporte do harmónio do Porto para Penafiel” a 21 de Julho de 1963 por 25 escudos; à “reparação do órgão” a 31 de Julho de 1983 por 4.000; ao “ aluguer de harmónio” por 140; a vários gastos registados num caderno de despesa da Igreja, datado de 1819, com gastos referentes a “cornetas”, “tambores”, “música militar”, “padre cantochão”.
Rosto de partitura para violino "Da Novena de Nossa Senhora do Carmo"
As partituras carecem ser transcritas para notação moderna para que possam vir a ser tocadas e ouvidas porque são notas que denunciam uma intensa história da música por revelar na cidade de Penafiel.

Elaborado por Sónia Duarte







Sabia que... (protocolo de depósito da documentação)

Sabia que...
A Câmara Municipal de Penafiel estabeleceu com a Casa de Mesão Frio, em Valpedre, em julho de 2005, um protocolo de depósito do arquivo da família, para evitar que com as divisões de herança, o arquivo se perdesse. Assim, este... encontra-se guardado no Arquivo Municipal de Penafiel e, apesar de continuar a ser da família, pode deste modo, ser devidamente preservado e tornar possível o estudo da informação, ficando os herdeiros com cópia em suporte digital.
Casa de Mesão Frio - Valpedre
Elaborado por Joana Ribeiro

Pode consultar a documentação online através do programa do Arquivo Municipal.

http://geadopac.cm-penafiel.pt/

Sabia que... (Abade Amaro Moreira)

O Abade Amaro Moreira
Amaro Moreira era filho de Gaspar Moreira Gonçalves e de D. Brites Duarte, da Casa de Sousa, na freguesia de Gandra, atual concelho de Paredes. Presume-se que tenha nascido antes de Novembro de 1570. Seu pai faleceu e...m 2 de fevereiro de 1588 e sua mãe a 2 de outubro de 1590.
Este homem formou-se em cânones pela Universidade de Coimbra, segundo António Sousa, antes de 1591, serviu no desembargo do Paço. Foi ouvidor em Cantanhede, tutor de D. Pedro de Meneses, filho de D. António Menezes. Ordenou-se e foi apresentado na Igreja de Mondim. Vagando depois a igreja de S. Vicente de Ermêlo, no Marão, nela foi apresentado pelo Conde de Cantanhede, seu tutelado e, aí, esteve como pároco, durante vinte e sete anos.
António de Sousa refere que o abade Amaro Moreira foi provedor da Santa Casa da Misericórdia de Penafiel em 1627, citando uma ata de eleição do mesmo, de 2 de julho de 1627, “Livro das eleições e outras coisas”, fl. 24 e 24v.”
Igreja da Misericórdia de Penafiel
Imagem da "FotoAntony"
Convém referir, que não conhecemos atas nem livros de eleições para este período. No ano de 1999, quando o Arquivo da Santa Casa foi transferido para o Arquivo Municipal, estes documentos já não existiam na Santa Casa e, portanto, não foram incorporados. Estranhamente em 16 anos, perderam-se muitos documentos, partindo do facto de António Sousa ter consultado estes documentos em 1982, data da publicação do seu artigo e 1999 data da incorporação do fundo no Arquivo Municipal de Penafiel.
Antes do abade Amaro Moreira ter sido provedor da Misericórdia de Penafiel, em 1 de outubro de 1619, estabeleceu com o provedor e irmãos da mesma um contrato de doação e obrigação. Nesse contrato, a Santa Casa dava a capela do hospital ao abade e este comprometia-se a reconstrui-la, para depois servir de seu panteão, bem como de seus familiares, donos da Quinta de Louredo, concelho de Aguiar de Sousa. Nesta capela seria rezada de uma missa quotidiana, com execução das sextas-feiras, cuja missa seria em “nome de Jesus e as dos sabbados de nossa Senhora”, deixando Amaro Moreira, para o efeito, 20 mil reis de renda anuais.
Igreja da Misericórdia de Penafiel "vista lateral"
Este contrato não foi, contudo, cumprido. Um segundo contrato, tal como o já referido, trasladado no 1º. Tomo do Tombo da Misericórdia da Vila de Arrifana de Sousa, de 30 de agosto de 1750, refere-nos a construção da igreja nas Chãs, em 1625, já estando nessa altura a capela-mor construída nesse local.
Não sendo possível determinar ao certo o que se passou entre 1619 e 1625, torna-se, contudo, exato que Amaro Moreira não chegou a iniciar a reconstrução da igreja do hospital, tendo optado pela construção de uma igreja nova no Largo das Chãs. A igreja do hospital foi, mais tarde dotada por António Vaz Ferreira e sua mulher Ana de Meireles.
Igreja da Misericórdia de Penafiel "foto antiga"
Infelizmente, os originais destes documentos não chegaram até nós, só existindo os traslados dos mesmos nos referidos tombos.
Segundo o dito contrato de 1625, após ter feito a capela-mor da nova igreja da Misericórdia, o abade Amaro Moreira vê-se na obrigação de continuar com a construção do corpo da mesma. Tal investimento no corpo da igreja deveu-se, ao facto, da Santa Casa não ter capacidade económica para uma construção de tal envergadura. Este benemérito vai assumir a seu cargo a construção total da igreja, frontispício e retábulo nos altares.
Amaro Moreira viria a falecer em 1642. Este homem foi sepultado na igreja que ergueu tal como previu e ordenou em seu testamento na sepultura que mandou executar na capela-mor.
Igreja da Misericórdia de Penafiel
Imagem da "FotoAntony"
Este abade teve um papel crucial na vida desta irmandade na 1ª. metade do século XVII e mesmo após a sua morte, pelo menos até meados do século XIX. Os legados para dotar órfãs e vestir pobres, quer em Ermelo, quer em Gandra, quer em Arrifana, ajudaram várias gerações até à centúria de oitocentos fazendo perdurar a memória deste homem. O legado deixado a duas viúvas virtuosas para que rezassem perpetuamente por sua alma, também perdurou até finais do século XIX.

Bibliografia:
Cf. Árvore genealógica dos Moreiras, já disponível on-line em http://geadopac.cm-penafiel.pt/#/SearchAdv (utilizar Microsoft Internet Explore); SOUSA, António Gomes de “Amaro Moreira”, In separata de – O Concelho de Paredes, Boletim Municipal, nº. 5-6. Paredes, 1982-83; FERNANDES, Paula Sofia – Fundação e consolidação da Misericórdia. In, FERNANDES, Paula Sofia; GARCIA, Isabel Margarida Teixeira Dias Bessa; RODRIGUES, José Carlos; TEDIM, José Manuel – Misericórdia de Penafiel: 500 anos. Um baluarte histórico-cultural. Penafiel: Santa Casa da Misericórdia, 2009. p. 15-62.

Sabia que... (Columbano Pinto Ribeiro de Castro Portugal da Silveira)

Sabia que…
A figura mais proeminente da Casa das Mouras não nasceu lá e nem sequer era natural da Vila de Rio de Moinhos, no concelho de Penafiel? Falámos de Columbano Pinto Ribeiro de Castro Portugal da Silveira, que se ligou a esta casa através de laços matrimoniais. Nascido a 26 de novembro de 1804 na freguesia de Santo Ildefonso, cidade do Porto, Columbano era filho do Desembargador Columbano Pinto Ribeiro de Castro (conhecido por ter elaborado o Mapa da Província de Trás-os-Montes), e D. Genoveva Rita Portugal da Silveira. Orfão de pai desde o nascimento (Columbano Pinto Ribeiro de Castro morrera meses antes), e na qualidade de herdeiro universal e único filho, Columbano herdou todos os bens paternos, incluindo o título de Fidalgo Real, alcançado por seu avô Manuel Pinto Ribeiro de Castro em 1741, e a administração do Morgado de Nossa Senhora da Vela, instituído em 1673 por seu tetravô Belchior Ribeiro. Com propriedades e bens que se estendiam por todo o distrito do Porto, indo até ao concelho de Barcelos a norte e ao concelho de Santa Maria da Feira a sul, permitiu este vínculo que os bens comprados por seus antepassados não se perdessem até chegar a Columbano. 
Assinatura de Columbano Pinto Ribeiro de Castro Portugal da Silveira
De sua infância pouco se sabe, tendo partido por volta de 1808-1809 para o Brasil, aquando das invasões francesas, juntamente com sua mãe D. Genoveva, e seu padrasto, o Tenente-Coronel Isidoro de Almada e Castro, com quem esta havia casado em 1806. Sabe-se que teve uma meia-irmã, D. Matilde Leonor de Almada e Castro, cuja única informação que se tem a dá como Açafata da Rainha D. Carlota Joaquina. Ainda no Brasil, Columbano formou-se em Humanidades, tendo ainda sido Tenente de Artilharia do Exército Brasileiro. Regressando a Portugal já nos finais dos anos vinte do século XIX, acaba por se casar a 2 de fevereiro de 1835 com D. Efigénia Amália de Moura Torres, uma jovem filha de proprietários endinheirados, Rodrigo Bravo Cardoso Torres e D. Maria Máxima de Moura Torres, natural da freguesia de Rio de Moinhos.
Caminho Escuro - Comédia teatral escrita por Columbano Pinto Ribeiro de Castro Portugal da Silveira
A partir de daqui, Columbano passa a residir na casa dos antepassados maternos de sua esposa, que ficaria conhecida mais tarde como Casa das Mouras. Com ele trouxe toda a documentação que possuía, incluindo os tombos de propriedades do Morgado de Nossa Senhora da Vela e também variada documentação dos seus antepassados paternos, juntando à pouca documentação produzida pelos familiares de D. Efigénia, mas constituindo assim, grande parte do arquivo que hoje temos conhecimento. Do casamento, nasceram nove filhos, cinco rapazes e quatro raparigas entre 1836 e 1849, tendo o nome mais sonante desta prol em D. Maria Henriqueta Torres de Castro, que já depois de casada tornar-se-ia Condessa de Bovieiro.
Documentos produzidos por Columbano Pinto Ribeiro de Castro Portugal da Silveira
Durante a sua vida, Columbano não se destacou só como proprietário e morgado, tendo ocupado vários cargos políticos ao nível concelhio. Foi vereador e vogal da Câmara Municipal de Penafiel nas décadas de 1840 e 1850 e entre 1868 e 1873 ocupou o cargo de Administrador do Concelho de Penafiel. Foi ainda Presidente da Junta de Freguesia da Paróquia de Rio de Moinhos, no ano de 1874. À carreira política, Columbano juntou também o gosto pela literatura e o estudo da genealogia. Preocupou-se não só em deixar apontamentos genealógicos sobre sua família, como em reunir a documentação antiga, existindo exemplares da História Genealógica da Casa Real Portuguesa na parte de biblioteca da Casa das Mouras. Nunca tendo publicado uma obra literária, legou-nos no entanto, dois livros de peças teatrais da sua autoria, encontrando-se ainda alguns poemas escritos nos versos de vários documentos pessoais. É ainda o maior produtor de informação da Casa das Mouras, possuindo mais de sete dezenas de documentos dentro deste fundo.
Capela onde jaz Columbano Pinto Ribeiro de Castro Portugal da Silveira, anexa à Igreja Paroquial de Rio de Moinhos
Columbano Pinto Ribeiro de Castro Portugal da Silveira morreria a 24 de novembro de 1877, numa das suas residências na cidade do Porto, sendo sepultado na capela que mandara erigir numa das laterais da igreja paroquial de Rio de Moinhos e, onde ainda hoje está e se pode ver as iniciais de Columbano.


Elaborado por Vilma Cardoso

(Fonte: Arquivo da Casa das Mouras, PT/AMPNF/CMOU. Arquivo Municipal de Penafiel)

Sabia que...(Membros Executivos da Junta século XX)

Sabia que...
A lei de 7 de agosto de 1913, nos seus artigos 141 e 142, estipulou que todas as juntas de freguesia se deviam compor de 5 membros e que as suas funções seriam deliberativas e executivas. A partir de 1916, as paróquias civis p...assam a ter a denominação oficial de freguesias, designando-se por junta de freguesia. O código administrativo de 1936, determinou que as juntas de freguesia se deveriam compor de 3 vogais, eleitos trienalmente, pelos chefes de família. Na 1.ª reunião, após a eleição, era eleito o presidente, o tesoureiro e o secretário. A partir de 1940, a junta de freguesia passou a ser eleita quadrienalmente.
Em 1902, em Rio de Moinhos, o presidente continuou a ser o pároco da freguesia, o Reverendo Agostinho de Jesus Ferreira, sendo o tesoureiro José Mendes Moreira. Em 1905 continuou o padre à frente da paróquia civil, bem como no ano de 1908. Em 1910 toma posse a comissão administrativa paroquial nomeada pelo Governador Civil do Porto, sendo seu presidente, Manuel Ferreira da Fonseca e vice-presidente, António da Rocha e Sousa. Em 1912, continua Manuel Ferreira da Fonseca como Presidente mantendo também o mesmo vice-presidente. 

Em 1914, foi eleita a nova junta, ficando como presidente Francisco de Sousa Moreira e vice-presidente Augusto Peixoto Geraldes de Albuquerque, em 1918 continuam os mesmos indivíduos.
Em 1919, realizam-se novas eleições, continuando Francisco de Sousa Moreira à frente dos destinos da mesma e, desta vez, para vice-presidente ficou José Maria Soares Vieira de Andrade. Em 1923, continuaram os mesmos. Em 1926, continua Francisco de Sousa Moreira, mudando o vice-presidente, que passou a ser José Vieira das Neves.
No ano de 1931, Francisco de Sousa Moreira continuou à frente dos desígnios da junta, ficando como vice-presidente António Ferreira Lourenço. Em 1932, foi constituída a comissão administrativa interina da junta de freguesia, tendo o presidente, Belarmino Leite Oliveira Carvalho e Araújo, sido nomeado por decreto n.º 11904, mas o vice-presidente manteve-se.
Em 1937, as eleições mudaram o executivo da junta de freguesia, sendo agora eleito como presidente, José Pereira da Rocha (proprietário da Casa das Mouras), como secretário Manuel da Rocha Soares Júnior e como tesoureiro Manuel Mendes Moreira. Estes mantêm-se nas eleições de 1941. Em 1945, a junta mudou, ficando como presidente, Franquelim Pedro dos Anjos, secretário António Pinto e o tesoureiro Francisco de Sousa Moreira. Em 1950, José Pereira da Rocha regressa à presidência da junta, sendo secretário, António da Rocha e Sousa e tesoureiro, António Ferreira dos Santos. Em 1959, continua o mesmo presidente e secretário, mudando apenas o tesoureiro que, de 1959 a 1962, passou a ser Manuel Fernando Pereira da Silva. Em 1962, este ausentou-se para a freguesia de Galegos, ficando no seu lugar Álvaro Peixoto de Albuquerque.
As eleições de 1963, mantiveram estes 3 homens à frente da junta. Sendo de salientar o tempo que José Pereira da Rocha esteve como presidente da junta de freguesia.

Continua….

Sabia que... (ofício: tecedeira)

Sabia que...
Com o Regimento dos Ofícios das Tecedeiras de 1742 (AMPNF/A/4, Livro de registo dos acórdãos e mais coisas pertencentes à Câmara, 1742) ficamos a conhecer melhor este oficio no século XVII. A profissão de tecedeira era eminen...temente feminina ou contrário do que acontecia noutras grandes cidades do país na mesma época. As tecedeiras faziam obras em linho e estopa lisos e também texturas mais elaboradas, correspondendo ao que atualmente é conhecido entre as tecedeiras por empeirado, com texturas de olhos delgados. As formas de pagamento variavam de acordo com o grau de especialização da tarefa – tal acontece por exemplo, ao referido pano com textura de olhos delgados com preço superior face, por exemplo, ao de textura simples, tipo tafetá. A operação de urdir a teia tem um pagamento próprio – dada a especialização da tarefa e que consta também de merenda pelo facto desta tarefa ser executada na casa do cliente. Relativamente aos outros preços, o valor do tecido em linho é superior ao da estopa, reduzindo-se este sempre que a fibra é mais grosseira.

Este documento encontra-se no Arquivo Municipal de Penafiel.

Se pretender saber mais sobre o Ciclo do Linho no Concelho de Penafiel pode consultar em:
http://repositorio-aberto.up.pt/handle/10216/56113

Sabia que... (Membros Executivos da Junta século XIX)

Sabia que...
O tratamento arquivístico do fundo da Junta de Freguesia de Rio de Moinhos permitiu-nos conhecer os membros do executivo da mesma, desde 1837.
A ata da eleição de 1837 permitiu-nos saber quem iria formar o executivo da mesma, ...contudo, não demonstrou como foram distribuídos os cargos.
De 1837 a 1879 não possuímos mais qualquer tipo de referência à constituição da Junta, com exceção do ano de 1874, em que sabemos que Columbano Pinto Ribeiro de Castro Portugal da Silveira (proprietário da Casa das Mouras em Rio de Moinhos), também, fazia parte dos destinos da mesma.
Em 1879, o presidente era José Pinto Soares Rodrigues Ferreira e o tesoureiro Bento Ferreira de Jesus.
Em 1884, o secretário era Gonçalo de Moura e Castro e o tesoureiro Adriano Nogueira Soares.
Para os anos que medeiam, entre 1884-1887, só possuímos os nomes dos vogais efetivos e substitutos.
Em 1888, o presidente era Manuel Ferreira da Fonseca e o secretário Manuel Bento Fernandes.
Em 1893, o presidente era António Soares do Souto, o vice-presidente João Ferreira de Corcumelos, o secretário António Pereira de Vista Alegre e o tesoureiro Manuel da Costa Alves.
Em 1896, o presidente era o pároco reverendo Agostinho de Jesus Ferreira e o tesoureiro António Mendes Moreira.
Em 1899, o presidente manteve-se e o tesoureiro foi José Mendes Moreira.
As juntas de Paróquia Civis foram criadas pelo Governo Provisório em 1830. Sendo eleitas pelos chefes de família ou cabeças de casal e os mandatos eram bienais.
O Pároco foi mantido como Presidente da Junta até ao Código administrativo de 1870, de Dias Ferreira, que acabou com a Presidência por parte dos párocos. Mas o diploma foi revogado 5 meses depois da sua publicação. Os párocos só saíram da presidência das Juntas em 1878. Regressaram, contudo, em 2 de Março de 1895, continuando até à implantação da Republica.

Sabia que... (Carta de Brasão de Armas)

Sabia que…


Como todos os fidalgos reais que recebiam Carta de Brasão de Armas, Columbano Pinto Ribeiro de Castro Portugal da Silveira também teve um? No entanto, nunca mandou erigir um na Casa das Mouras na freguesia de Rio de Moinhos, que ocupou depois de casar com D. Efigénia Amália Moura Torres de Castro, em 1835. Não se sabe se alguma vez, seus antepassados, nomeadamente seu avô e seu pai, tiveram um brasão exposto na casa que ocupavam na Rua das Flores no Porto, no entanto, aquando da entrada na nobreza de Manuel Pinto Ribeiro de Castro, seu avô paterno, no ano de 1741, veio explícito de como seria o seu brasão.


Certidão pedida por Manuel Pinto Ribeiro de Castro sobre a sua Carta de Brasão de Armas
Numa cópia existente no Arquivo da Casa das Mouras, datada de 1777, Manuel Pinto Ribeiro de Castro pediu para que lhe passassem por certidão vários pontos da Carta de Brasão de Armas, incluindo a alegação de descendência nobre. Provava este, que sua 6ª avó paterna, Inês dos Guimarães casada com Marcos Ribeiro Homem, descendia diretamente por linha masculina, de D. Fernando da Guerra, Arcebispo de Braga e assim sendo do rei D. Pedro I e D. Inês de Castro.


Certidão pedida por Manuel Pinto Ribeiro de Castro sobre a sua Carta de Brasão de Armas
Seria o seu brasão esquartelado contendo no primeiro quartel as Armas dos Guerras “que são em campo de prata os sinco escudetes do reino com a diferença que os dous da manga hão de estar deitados com as pontas para o do meio em cada hum nove vezantes de prata em três palas com hua orla de cordão vermelho com nos de ouro e hade estar em crus com espaço que estiver em crus hade passar por sima dos vezantes dos escudos mas hade passar por baixo do do meio”. No segundo quartel estariam as Armas dos Pintos também em campo de prata com “cinco crescentes sanquinos em sautor”, no terceiro quartel as Armas dos Ribeiros com escudo liso em campo de ouro e três faixas verdes, vindo este sobrenome de seu 6º avô Marcos Ribeiro Homem, filho de Tristão Ribeiro. Por fim, no último quartel estariam as Armas dos Castros “em campo de prata, seis aruelas azuis em duas palas, elmo de prata aberto guarnecido de ouro, paquife de metaes e cores das armas timbre e dos Pintos e é hum leopardo de prata armado de purpura com diferença hua brica vermelha com hum trifoldo de ouro.”


Casa das Mouras, Rio de Moinhos
Elaborado por Vilma Cardoso


Fonte: AMPNF – Arquivo da Casa das Mouras - [Certidão pedida por Manuel Pinto Ribeiro de Castro dos primeiro, segundo, terceiro e quarto parágrafos da sua Carta de Brasão de Armas], PT/AMPNF/CMOU/MPRC/cd.12


Pode consultar a documentação online através do programa do Arquivo Municipal.

http://geadopac.cm-penafiel.pt/

Sabia que... (Igreja de São Gens de Boelhe)

Sabia que...


O local onde se encontra a Igreja Românica de S. Gens de Boelhe foi o espaço mais disputado na margem direita do rio Tâmega na reconquista e que provávelmente foi aí que Martim Peres, cavaleiro e fidalgo se notabilizou pela sua bravura de combatente, levando D. Sancho I. atribuir-lhe terras no Souto, Boelhe, Outeiro, Bairros e Tapada, tornando cavaleiro honrado, em cujas terras os cobradores do estado estavam proibidos de entrar?


Igreja Românica de S. Gens de Boelhe
Sabia que a Igreja Românica de São Gens de Boelhe pertenceu na Idade Média a Martim Peres e Família e que a quinta do Souto / quinta de Boelhe andou muitos anos emprazada (arrendada por prazos de três vidas) e funcionou muitos anos na base do princípio de morgadio?
Sabia que Boelhe teve fidalgos, cavaleiros, nobres, senhores e escravos; cuja riqueza histórica está ainda por contar?
Igreja Românica de S. Gens de Boelhe
O Bonellense João Soares