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quinta-feira, 26 de maio de 2016

Sabia que... (sangrias)

SANGRIAS
As sangrias, vindas já desde a Grécia Clássica, sempre se realizaram no hospital da misericórdia de Penafiel, sendo na centúria de seiscentos chamado o barbeiro-sangrador ao hospital sempre que fosse necessário proceder a esta intervenção. Esta terapia servia para toda a amálgama de doenças e para toda a tipologia de doentes, a idade não contava, do recém-nascido ao velho todos se sangravam.
                   
Existiam três tipos de sangrias: a derivativa, a evacuativa e a atrativa. A primeira, mais usada, era praticada o mais perto possível da lesão, a segunda tinha como finalidade diminuir a quantidade total de humores e combater a acumulação excessiva, a terceira era efetuada numa região distante da lesão, uma vez que se acreditava que desencadeava uma força capaz de mobilizar humores da zona doente para o local onde se realizava a sangria.

terça-feira, 17 de maio de 2016

Sabia que... (O cirurgião)

O CIRURGIÃO
O nome grego original de cirurgia agrupava todos os trabalhos efetuados em medicina, manualmente ou utilizando instrumentos, com vista à realização de operações internas ou externas, ou seja, tudo que envolvesse o mexer no corpo humano e que lidasse com derramamento de sangue. Até ao século XII, os médicos eram, também, cirurgiões, mas após essa data, as profissões separaram-se, ficando o médico com a análise das doenças e o cirurgião com as intervenções cirúrgicas. Desta forma, desde a Idade Média até ao século XIX, os cirurgiões, porque trabalhavam com as mãos, eram considerados em termos de escalão social abaixo dos médicos.                            
A sua profissão não exigia uma aprendizagem muito morosa, o que levava a que os seus serviços fossem menos onerosos e a que os hospitais e a população recorressem a estes profissionais de saúde mais frequentemente do que aos médicos. Como referem alguns autores, o seu domínio exercia-se no curativo de feridas, fraturas e luxações. Executavam, ainda, sangrias, extraiam tumores, colocavam ventosas, abriam abcessos e operavam hérnias. As fronteiras de atividade entre físicos e cirurgiões estavam bem estabelecidas desde o século XVII, pelo regimento do físico-mor do reino. 
O médico detentor do saber teórico, leitor de compêndios, observador de enfermidades externas e sintomas, deveria evitar o contacto com o sangue e os corpos. O cirurgião e o barbeiro-sangrador recorriam ao seu trabalho manual para limpar, cortar, sarar, extrair tumores, feridas e hérnias.
           

Só a partir dos finais do século XVIII e inícios do século XIX, a profissão de cirurgião começou a ser valorizada, aproximando-se da de medicina e os barbeiros-sangradores começaram a ser colocados de lado, em prol dos cirurgiões.
Até ao final do século XVIII, a formação dos cirurgiões era, essencialmente prática, exercendo numa primeira fase, como aprendizes com profissionais mais experientes, ou tendo lições no hospital real de Todos os Santos.
Ao longo do século XIX, o advento da anestesia e da assepsia contribuíram muito para que se acentuasse a importância da cirurgia. Como referiu Lycurgo Santos Filho, a cirurgia transformou-se num dos mais importantes ramos da Medicina, passando de essencialmente mutiladora a restauradora e conservadora. A anestesia e os conceitos de assepsia tornaram a profissão mais limpa e menos violenta e violentadora, evitando os gritos dos pacientes e o uso de força para segurar o enfermo que se operava.

quinta-feira, 12 de maio de 2016

Sabia que... (praça de touros)

Sabia que ...
"Em maio de 1930, estavam adiantados os trabalhos de construção da Praça de Touros, que ia ser inaugurada pelas Festas da Cidade"?
          
"A Praça de Touros ficou nos «terrenos da antiga serração de madeiras, (hoje edifício do agrupamento escolar), fronteiriços à antiga Central Eléctrica (hoje quartel dos Bombeiros de Penafiel).
O projecto foi do desenhador Domingos Vilela. A Praça podia comportar 6.000 pessoas e foi construída de madeira."

Cf. FERREIRA, José F. Coelho - Anais de Penafiel II (1926-1950). Penafiel: Livrofiel, 2015, p. 157,

quarta-feira, 11 de maio de 2016

Sabia que... (boticários de Arrifana de Sousa)

Sabia que ...
Na década de 60, do século XVIII, 4 boticários de Arrifana de Sousa forneceram remédios das suas boticas à Santa Casa da Misericórdia, para acudirem aos doentes do "rol" e aos doentes do hospital?
Estes foram: Manuel Vieira, que habitava e tinha loja na Rua Nova; Domingos Ferreira, Diogo Caetano Pereira de Magalhães, que, nesta altura, residia na Rua de Cimo de Vila, perto da Misericórdia, na 3.ª casa do lado esquerdo desta rua, numa morada de casas sobradadas com loja e quintal, arrendadas pelo valor de 10 mil réis ao ano, e António da Cruz, que residia na Rua das Chãs, artéria que ia do Quelho da Misericórdia a São Mamede, do lado esquerdo, numa morada de casas sobradadas com lojas e quintal.
                 

Por sua vez, Domingos Ferreira vivia na Rua Nova de Nossa Senhora da Ajuda, do lado esquerdo em direção ao Quelho da Santa Casa, também em casa sobradada com loja e quintal.
Assim, até 1750-1770, existiam no perímetro da igreja da Santa Casa 4 boticas:
Na Rua Nova; na Rua Cimo de Vila; na Rua das Chãs e na Rua Nova de Nossa Senhora da Ajuda.
Na localidade existiu, ainda, outro boticário de nome José Cláudio, que residia na Rua de São Mamede, que pensamos não ter chegado a ser fornecedor da Irmandade.
Os boticários, para se instalarem, escolhiam as ruas principais, onde circulavam ou passavam a maior parte das pessoas, pois estas seriam as possíveis compradoras.

Cf. FERNANDES, Paula Sofia Costa - O hospital da Misericórdia de Penafiel (1600-1850). Braga: Universidade do Minho, 2015. Tese de doutoramento policopiada, p. 506-507.

sexta-feira, 18 de março de 2016

Sabia que... Confraria Nossa Senhora da Ajuda

Sabia que...


Em Arrifana de Sousa, nos finais do século XVI, surgiu, já nos limites da localidade, uma confraria sobre a invocação de Nossa Senhora da Ajuda, imposta numa pequena capela. O livro das irmandades e confrarias do concelho, do fundo da Administração do Concelho de Penafiel de 1864, refere não se conhecer a sua instituição, mas aponta o ano de 1653 para os seus primeiros estatutos. Contudo, estes estatutos assinalam que existiam outros, "muy antigos", pelos quais os irmãos se governavam, demonstrando, assim, que esta havia surgido uns anos antes. Os referidos estatutos, por diversas vezes, mencionam os costumes antigos e a tradição da mesma. Coriolano de Freitas Beça afirmou que havia consultado o cartório desta confraria e neste existia um livro de atas de 1601 e outros de contas de 1597.
                        
Cf. FERNANDES, Paula Sofia Costa - "O hospital da Misericórdia de Penafiel (1600-1850). Braga: Universidade do Minho, 2015. Tese de doutoramento policopiada, p. 24.

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Sabia que... Banda de Música dos Bombeiros Voluntários de Penafiel

Sabia que...


A Banda de Música dos Bombeiros Voluntários de Penafiel anunciou em fevereiro de 1892 que ficava independente da Corporação e passava a denominar-se Banda de Nossa Senhora do Carmo. 
          
          Maço de partituras do século XIX para sopros, cordas, percussão

Para se apetrechar melhor comprou o instrumento que pertencia à Associação Artística e que passaria dar concertos na festa da igreja e romarias. O contra-mestre da dita banda era Francisco Queirós morador na rua Serpa Pinto (atual rua Joaquim Cotta).
          
          Da Novena para Nossa Senhora do Carmo reformado no dia 7
                 de julho de 1853 por António Baptista da Suécia.

Desta forma, se explica o número avultado de partituras de música que possui o arquivo da Confraria de Nossa Senhora do Carmo.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Sabia que... Condessa de Pagim

Sabia que...

Vários documentos referentes aos pais de Dona Joana Maria da Câmara e sua irmã, a Condessa de Pangim, encontram-se disponíveis no programa GEAD, no sistema Morgado da Aveleda. Graças a estes podemos saber que...
Dona Joana Isabel Maria da Câmara, filha de D. Manuel Maria Gonçalves Zarco da Câmara e de Dona Maria Teresa José de Jesus de Melo, era irmã da Condessa de Pangim. Esta senhora nasceu em 29 de junho de 1820 e foi baptizada no oratório do palácio de seu avô paterno, Luís António José Maria da Câmara, 6.º Conde da Ribeira Grande e 2.º Marquês de Sabugosa. O batizado foi realizado pelo reverendo padre Francisco José Correia, pregador régio, em 2 de julho desse ano. Dona Joana viria a falecer em 14 de janeiro de 1884, com 63 anos de idade.
                                                                                                                       
Foi nomeada pelo mordomo-mor do rei, Dona do Paço em 13 de abril de 1832 e em 1872 recolheu-se, juntamente com sua irmã D. Francisca no Real Mosteiro da Encarnação, em Lisboa.
          
                  Palácio dos Marqueses e Condes da Ribeira Grande


quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Sabia que... vacinação em Penafiel

Sabia que...

Fez ontem 193 anos que faleceu o médico britânico Edward Jenner, inventor da vacina da varíola. Assim, não podíamos deixar de referir o papel preponderante que o médico António d’Almeida, mais tarde presidente da Câmara Municipal de Penafiel, teve na vacinação contra a varíola nos inícios do século XIX, neste concelho.
Sobre a vacinação contra a varíola, António d’Almeida, médico do partido da Santa Casa da Misericórdia de Penafiel, afirmou, em 1817, no Jornal de Coimbra, que esperava “com paciência e perseverança vencer a inércia, e omissão dos pais e conseguir tirar aqui o pasto ao contágio varioloso”.
António d’Almeida teve um papel preponderante na vacinação contra a varíola nas camadas mais jovens da população e, por diversas vezes, lamentou o facto dos pais, avós e cuidadores não providenciarem o tratamento médico aos seus menores. Só entre fevereiro e agosto de 1813 vacinou mais de 470 indivíduos em Penafiel e concelhos vizinhos. O trabalho impar que realizou levou-o a receber pela Instituição Vacínica da qual era correspondente, em 1814, a Medalha de Prata pelos trabalhos de vacinação levados a cabo.

         
Sobre este médico, veja-se FERNANDES, Paula Sofia Fernandes – O hospital da misericórdia de Penafiel (1600-1850). Braga: Universidade do Minho, 2016. Tese de Doutoramento policopiada.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Sabia que... (imagens da capela do hospital da misericórdia)


Em janeiro de 1835, a Santa Casa mandou trasladar as imagens da capela do hospital para a igreja do convento dos Capuchos, onde decorriam as obras para instalar o novo hospital da Santa Casa.

A transferência das imagens foi feita com pompa, integrando uma procissão solene que desfilou pelas ruas e um Te Deum cantado na igreja do convento, quando as mesmas lá entraram. A partir desta data, a igreja dos Capuchos assumiu as funções da igreja do hospital, sendo a antiga capela, em 1844, arrendada para nela se instalar a sociedade Phylo-Dramática Penafidelense, adaptando-a para teatro, alterando completamente o seu interior, bem como, parte da sua fachada.
         
                         (Convento dos Capuchos, Penafiel)

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Sabia que... A ALIMENTAÇÃO NA IDADE MODERNA

Sabia que...

A ALIMENTAÇÃO NA IDADE MODERNA
A importância dos alimentos na recuperação da saúde
Os alimentos e as dietas administradas nos hospitais tinham um papel preponderante na cura dos corpos. Desta forma, os clínicos, após analisarem os doentes, diagnosticavam os problemas de que padeciam e recomendavam a terapêutica necessária para a cura. A par dos medicamentos receitados, das sangria, purgas e vários tipos de evacuações, destinadas a equilibrar os humores corporais, eram acompanhadas de uma dieta rigorosa recomendada pelos médicos.
                      
Os produtos alimentares eram rotulados de benéficos ou danosos, consoante a sua adequação à força vital dos órgãos.
A importância da dieta era de tal forma levada em conta que António de Almeida, médico do partido da Misericórdia e da Câmara, fez em variadas publicações, um relatório completo dos alimentos que deviam ser administrados em cada fase das patologias.
                    
Documentos: Fundo da Santa Casa da Misericórdia de Penafiel
Série: Movimento de entrada e saída de doentes
Cota: PT/AMPNF/SCMP/H/C/A/002/01/LV.01

Sabia que... Igreja de Paredes

Sabia que...

Igreja de Paredes
         
Em outubro de 1908, existia uma comissão executiva "com o intuito de realizar as obras indispensáveis para poder funcionar a nova igreja parochial desta freguesia de Castelões de Cêpeda e villa de Paredes..."
         
Deixamos aqui uma carta dirigida, pela mesma comissão, a Manuel Guedes da Silva da Fonseca, a solicitar o seu contributo para a realização das referidas obras.
         

Documentos: Fundo Morgado da Aveleda
Fotografias: Fundo da FotoAntony

Sabia que... As tabernas em Penafiel

Sabia que... 

Nos inícios do século XX existiam na Rua Engenheiro Matos, perto do matadouro, duas tabernas: uma dirigida por Teresa Cipriana, a "Pardal", outra por Maria d'Assunção, casada com um militar.
A rivalidade entre ambas era notícia existindo vários atritos, o que levou a que o marido de Maria Assunção, João Egydio Ramos solicita-se em setembro de 1908 a intervenção do administrador do concelho Manuel Guedes da Silva.

Uma carta que vale a pena ler...
               
Documento pertencente ao espólio do Morgado da Aveleda (em tratamento).

Sabia que... Agregação da Arquiconfraria do Santíssimo Imaculado Coração de Maria em Penafiel à Arquiconfraria de Paris, em 21 de setembro de 1852.

Sabia que... 


A "arquiconfraria do Santíssimo e Imaculado Coração de Maria pela conversão dos pecadores" é uma congregação de origem francesa, mais concretamente da Igreja de Nossa Senhora das Vitórias, em Paris.
                      
Na centúria de oitocentos atingiu-se o auge da devoção mariana, nomeadamente a devoção ao Imaculado Coração de Maria. Esta centúria atormentada política e socialmente com as invasões francesas, as revoluções liberais, a expulsão das ordens religiosas e a desamortização dos seus bens, levaram a um anti-clericalismo imergente nas principais cidades, muitas vezes exaltado por liberais mais extremos e pela maçonaria. A devoção à Virgem servia para animar os cristãos e crescia e expandia-se na devoção popular.
                     
Esta devoção incrementou-se em novenas e sermões praticados por missionários aos populares.
Em 1838, confraria de origem francesa foi elevada pelo Papa Gregório XVI à categoria de arquiconfraria com faculdade de agregar outras confrarias.
                    

Em Portugal estabeleceu-se em Lisboa, no Mosteiro da Encarnação e em 1845 no Porto, na igreja dos Congregados. Daí espalhou-se graças aos missionários e leigos, por muitas regiões do País, nomeadamente Penafiel, levando à criação da arquiconfraria nesta localidade.
Em maio de 1852 foram aprovados os estatutos e a 21 de setembro do mesmo ano foi agregada à Arquiconfraria Central de Paris.
                    


Imagens da Igreja do Recolhimento de Nossa Senhora da Conceição-Penafiel.
Documento da Arquiconfraria do Santíssimo Imaculado Coração de Maria:
PT/AICM/A/FL.01

Sabia que... Estabelecimento PLANTAS D'AMARANTE

Sabia que...

O Estabelecimento PLANTAS D'AMARANTE, de Thomaz Pinto de Brito, horticultor, "...foi o único que na Exposição Pomologica do Palacio de Cristal, em 28 de Setembro do corrente anno, obteve o 1.º premio na secção A - MEDALHA DE OURO - mais alta recompensa, concedida aos expositores d'este certamen."
                 
Ano:1907
Fonte: Morgado da Aveleda, subsérie de correspondência recebida de Manuel Guedes da Silva da Fonseca, relacionada com faturas, promoções e divulgação de produtos e/ou serviços,

Sabia que... Moradia do Barão do Calvário, atual Biblioteca Municipal de Penafiel

Sabia que...


Em 1853, Manuel Pereira da Silva, barão do Calvário, manda construir uma grande moradia, à face da rua Formosa, mas que era também uma casa de quinta, da propriedade que se estendia pela encosta do Cavalum.
            
"... De traça erudita, a casa forma um U, com o pátio voltado para a rua. O corpo central, térreo para quem entra pelo pátio, correspondendo ao andar nobre, tinha para as traseiras um outro piso inferior onde estavam instaladas as dependências ligadas à quinta. o aspecto imponente do conjunto advinha-lhe sobretudo dos torreões de dois pisos rematados por balaustradas sobrepujadas de urnas que flanqueavam o portal que encerrava o pátio. Este portal incluía duas falsas janelas e uma alta porta rematada por um frontão triangular sobre o qual acentavam duas esculturas de grandes canídeos em granito. As aberturas estavam providas de gradeamentos de ferro lavrado, tendo o portão um monograma do proprietário... considerada então a melhor da cidade e por isso mesmo requisitada para nela se instalar D. Luís quando, em 1872, pernoitou em Penafiel..."
            

Esta casa foi adquirida pela Câmara Municipal nos anos trinta para aí funcionar o tribunal e várias repartições públicas. Também a Biblioteca e o Museu Municipal aí estiveram instalados.
Mais tarde este edifício sofreu profundas obras de remodelação para albergar a nova Biblioteca Municipal.
            

Texto elaborado com base no livro "Penafiel", da autoria da Professora Teresa Soeiro.
Fotografias: FotoAntony

Sabia que... Matadouro Público

Sabia que...

"As queixas da população contra a localização e insalubridade dos matadouros do Quelho da Atafona vêm já da primeira metade do século e vão-se tornando cada vez mais insistentes. A cidade crescera ao longo da Rua Formosa, para ela programava os tão desejados melhoramentos, nela instalara as melhores residências, não se tornando pois compatível com tanto progresso a existência nas traseiras desta avenida de um foco de maus cheiros e imundície que, tinha-se agora consciência, podia ser muito pernicioso para a saúde pública. Assim pressionada a Câmara manda fazer a planta e orçamento para um novo matadouro, a sediar fora da cidade."
"Teriam os penafidelenses de esperar por ele ainda quase três décadas. As casas do Quelho da Atafona, que compreendiam matadouro, talho e salgadeiras para os couros acabaram por ir à praça em Dezembro de 1882, quando a administração municipal tinha já começado a obra do novo matadouro, situado no monte de Chelo, propriedade do então presidente da Câmara Manuel Pedro Guedes, à margem da Estrada de Guimarães, no limite da cidade."
"É este mesmo presidente que na sessão de 20 de Abril de 1882 oferece à Câmara a planta do matadouro, orçado em 5.000$000, e aprovada na reunião seguinte. O projecto importado para Penafiel esteva de acordo com todas as exigências que na época se pediam a estabelecimentos deste tipo, sendo tido como modelar para povoações desta dimensão, o que levou a que a respectiva planta fosse solicitada por outros concelhos. Nem por isso escapou à critica que, nos anos noventa, vai pôr em causa a aceleração imprimida aos melhoramentos da década anterior, por excessivos para as disponibilidades locais."

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Sabia que... Abades de Castelões de Cepeda



Sabia que...
Uma vez que Paredes, concelho vizinho de Penafiel, se prepara para as festas do Divino Salvador, o Arquivo Municipal de Penafiel resolveu fornecer algumas informações sobre os abades de Castelões de Cêpeda, suas confrarias e festividades.
Desta forma, pretendemos mostrar que a documentação à guarda deste Arquivo, também possui informação importante para a história de alguns concelhos vizinhos.
Em 1762, o abade da freguesia de Castelões de Cêpeda era o Dr. Manuel Silvestre Ferreira. Este como procurador do reverendo Manuel da Costa Velho, abade reservatário da dita freguesia, instituiu na Santa Casa da Misericórdia de Penafiel um legado perpétuo.


Assim, deixou um montante considerável para que, anualmente, a Misericórdia entregasse ao abade da paróquia de Castelões de Cêpeda, 19 mil réis para se gastarem em várias festas. Para tal legou à Santa Casa da Misericórdia de Penafiel 855 mil réis. Destes, uma parte seria colocada pela irmandade a render juros (através do empréstimo do montante a juros) e outra parte seria para o pagamento à Misericórdia pela administração do dito legado.
Nos próximos dias, explicitaremos como deveriam ser gastos os referidos 19 mil réis e as festas que pretendia que se realizassem...

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Sabia que... (bens de José de Azevedo e Sousa)

Sabia que…
José de Azevedo e Sousa, fundador do Morgado de Paço de Sousa, além de ter arrematado no ano de 1772, em praça pública, a Quinta de Paço de Sousa, um bem que anteriormente pertencia aos Padres Jesuítas, entretanto extintos, arrematou outros bens. Vejamos em primeiro a descrição da Quinta de Paço de Sousa. Esta tinha duas casas, uma capela com a imagem de nossa Senhora da Conceição, cozinha, casa do celeiro, casa do caseiro, eira, uma casa de engenho de azeite, moinhos de água, horta, tudo pelo valor de 6 cruzados e 12 776 réis. 
No mapa dos bens arrematados podemos verificar que ele deteve propriedades em praticamente todo o concelho de Penafiel. Aqui vamos destacar somente algumas das propriedades. Em Irivo arrematou o Casal de Avintes; Valpedre - Casal da Fonte; Santiago - uma serie de prazos; Vila Cova - Casal de Passos; Marecos - Casal da Quintã; Urrô - Casal de Figueiredo; Duas Igrejas - Casal da Portela; Lagares - Casal do Outeiro; Galegos - Casal de Bairros; Cabeça Santa - vários prazos; Recezinhos - Casal da Bobieira; Milhundos - Casal de Castanheira; Oldrões - Casal de Real; Capela - Casal de Oliveira; Canelas - Casal de Sobradelo; Rans - Casal da Nogueira e Guilhufe - Casal de Piérres. 
Também no mapa do país denotamos uma série de propriedades arrematadas principalmente no Norte. Em Aveiro, bens arrematados em Esmoriz e Granja; no Porto, Casas na Boavista; em Braga, terrenos em Santo Tirso; em Viseu, terrenos de uma família fidalga, perto do Mosteiro de Arouca, e em Bragança, terrenos perto do Mosteiro de Avelar.


Texto elaborado por Cecília Gomes

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Sabia que... (Diogo Caetano Pereira de Magalhães)

Sabia que...
Diogo Caetano Pereira de Magalhães era filho legítimo de Manuel Lopes de São Paio e de sua mulher Jerónima Maria Pereira. Nasceu a 11 de dezembro de 1740 em Santa Cristina de Figueiró, concelho de Amarante. Foi durante muitos ...anos (28) boticário na Santa Casa da Misericórdia de Penafiel e morou na Rua de Cimo de Vila, atual Rua Alfredo Pereira, em Penafiel. Teve também botica própria na Rua que ia da calçada até à igreja Matriz.
Livro de Inventário da botica
PT/SCMP/H/A/lv01/001/02,lv01,fl.86
Este homem casou no dia 9 de maio de 1762 com Rufina Clara de Azevedo Neves, na Igreja Matriz.
Este boticário iniciou o seu trabalho na botica de Domingos Pereira que se localizava na Rua Nova.
A sua esposa era natural da Rua Direita e era filha de Domingos Neves, natural de Penafiel e de sua mulher, Clara Maria Pereira.
Livro de Inventário da botica
PT/SCMP/H/A/lv01/001/02,lv01,fl.86
Na Santa Casa assumiu também as funções de procurador dos negócios da casa, procurador das demandas e cartorário.
Um dos seus filhos também foi boticário chamava-se João Custódio Pereira de Magalhães.
Antiga casa da botica (lado esquerdo) junto à Igreja da Misericórdia
Em 1809 faleceu, já residindo, nesta altura na Rua de Santo António, atual Rua do Carmo, sendo sepultado na Igreja da Misericórdia.

Elaborado por Sofia Fernandes

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Sabia que... (MEMORIAS PAROQUIAIS de 1758)

Sabia que…
“MEMORIAS PAROQUIAIS de 1758”
Existe um documento que não me canso de ler e consultar, importante quando queremos saber e fazer um estudo sobre a nossa freguesia, mencionado em todas as monografias, e embora escrito em 1758, em muitos casos mantem-se atual.
O “Inquérito do Padre Luís Barbosa”, mais conhecido pelas “Memórias Paroquiais de 1758”, encontram-se arquivadas na Torre do Tombo, em Lisboa, “mas na verdade no caso que interessa a freguesia de S...alvador de Novelas, “Memórias paroquiais, vol. 25, nº (N) 34, p. 257 a 262” encontram-se em qualquer canto na internet.
Este inquérito mandado fazer a todas as paróquias do reino, para se saber os estragos do terramoto ocorrido anos antes em 1 de novembro de 1755, que ocorreu em todo o pais, e ao mesmo tempo, quis se saber mais sobre a “Terra, Serra e o Rio”.
No meio de tantas perguntas e respostas, fica-se com uma ideia da igreja e do rio sousa e da nossa freguesia, por isso se gostas de história e da tua freguesia consulta porque vale a pena.
Elaborado por JPintoMendes