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quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Iniciativas: Concurso de Fotografia I

Concurso de Fotografia
Música na Imagem: representações musicais no concelho de Penafiel

Teve lugar entre os dias 1 e 9 de Maio de 2014, o primeiro concurso de fotografia organizado pelos Amigos do Arquivo, com o tema: Música na Imagem, representações musicais no concelho de Penafiel.

Concurso de Fotografia Música na Imagem

A foto vencedora que recolheu o maior número de gostos no Facebook dos Amigos do Arquivo, é da autoria de Luciana Cunha. Pode ainda ver as restantes fotos a concurso na página do nosso facebook: Música na Imagem - concurso de fotografia



No Arquivo com...(Helena Bernardo)


No Arquivo com...

Helena Bernardo, licenciada em História, variante Arqueologia (1997-2002), pós-graduada em Museologia (2002-2003) possui um mestrado em Arqueologia (2009-2012) pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto - Do lugar de Arrifana de Sousa à cidade de Penafiel. Urbanismo e arquitetura (séculos XVI a XVIII) -, com orientação da Professora Doutora Teresa Soeiro. Entre 2005 e 2007, enquanto arqueóloga do Gabinete Técnico Local da Câmara Municipal de Penafiel, realiza o estudo do Centro Histórico da Cidade com vista à elaboração do respetivo Plano de Pormenor. Pertence ao grupo de investigadores do CITCEM - Centro de Investigação Transdisciplinar Cultura, Espaço e Memória e desde 2009 que exerce funções de Técnica Superior – Conservadora no Museu Municipal de Penafiel/ Câmara Municipal de Penafiel.
Na sequência de No Arquivo com…, honrou-nos com a conferência A paisagem urbana da vila de Arrifana de Sousa em meados do século XVIII, que se passa a resumir.
O estatuto de vila atribuído ao lugar de Arrifana de Sousa em 1741, com jurisdição separada da cidade do Porto, de que dependia desde 1384, permitiu à administração local orientar o processo de relançamento do imposto da décima em 1762, motivado pela denominada guerra fantástica que se traduziu na invasão da fronteira portuguesa pelo exército franco-espanhol, taxa que foi aplicada em todo o país. Para a aplicação deste imposto, cujos dividendos serviriam para financiar o exército, foi necessário proceder ao levantamento de todas as propriedades, as quais, no espaço arruado da vila, correspondem a habitações e quintais. As informações foram vertidas no Livro do Arruamento de 1762, hoje depositado no Arquivo Municipal de Penafiel. Arruamentos, edifícios, habitantes e respectivas profissões são alguns dos aspectos da paisagem urbana que podemos entrever através da análise desta fonte. Assim, o burgo de Arrifana de Sousa tinha nessa data 472 casas, 77% das quais com rés-do-chão e primeiro andar e apenas cinco possuíam dois andares, na sua maioria telhadas, embora existissem algumas com cobertura de colmo. Viviam neste espaço 47 ferreiros e 39 padres, mas também 19 sapateiros, 18 vendeiros, 14 jornaleiros, 14 alfaiates e toda a sorte de profissões, num total de 54 distintas, em que se destacam os ofícios mecânicos. Entre as classes nobilitadas encontrámos referências às famílias Soares Barbosa, Garcez, Pereira do Lago e Machado Coelho. Os moradores do burgo possuíam também propriedades na zona rural da vila (Puços, Cavalum, Chelo, Beco, Casal Garcia, Aperrela, Alamela, entre outros) cujas culturas, nomeadamente do centeio, trigo, vinho e azeite, completavam a sua economia doméstica, dados que foram vertidos no Livro do lançamento da décima de 1763.



O debate foi muito animado porque muitos dos presentes conheciam, ou queriam perceber, as memórias do centro histórico. Um contributo excelente para a história do centro histórico de Penafiel, no momento em que decorrem obras de requalificação, o que sobrevalorizou a intervenção da Dr.ª Helena Bernardo.

Sabia que...(Finanças da Cidade)

Sabia que...

As reformas levadas a cabo pelo regime liberal a partir de Évora Monte (1834) tiveram consequências ao nível das finanças locais e, concomitantemente, ressonância numa escala micro, o palco local - Penafiel. Contudo, não se pode divorciar esta questão do próprio alargamento da base geográfica de tributação. Efectivamente, o Liberalismo impôs uma máquina administrativa mais pesada aos municípios e as alterações introduzidas no mapa concelhio afectaram os recursos da Câmara de Penafiel pelas receitas mas igualmente pelas despesas, num equilíbrio bem difícil de conseguir.
Os quantitativos, tanto do lado das receitas como das despesas, sofreram aumentos consideráveis a partir de 1836 e os montantes arrecadados e despendidos pelo órgão de gestão concelhio permitiram fazer face a um conjunto de novos encargos, surgidos na sequência de uma maior diversificação de atribuições às câmaras municipais pela política liberal.


 Edifício da Câmara Municipal, na Praça Municipal (antigo Largo das Chãs. (Foto s/d).

Se com o Liberalismo o poder municipal adquire novas responsabilidades e novas obrigações, também com o Liberalismo as câmaras municipais vêem muitas das suas decisões serem fiscalizadas pelo conselho municipal (1840), originando uma perda de independência no plano político-económico, perda essa aceite pacificamente pelo facto dos impostos resolverem a questão de sustentabilidade local.
A Câmara de Penafiel, nos anos 1835-1851, apresentou, efectivamente, níveis de crescimento das receitas, embora as contas de receitas e despesas tenham sofrido oscilações, caracterizando-se o movimento contabilístico pela apresentação de saldos relativamente equilibrados, que, no entanto, encobriam uma dívida acentuada que não pode ser menosprezada face à dimensão financeira local. É curiosa a forma “engenhosa” como se resolveram os orçamentos, com o socorro a dívidas activas e passivas, um jogo que aponta para estratégias de sobrevivência in extremis. 


Foto antiga do edifício da Câmara Municipal, e vista da Avenida Sacadura Cabral. (s/d)


"As finanças do concelho de Penafiel no período de afirmação do Estado Liberal (1835-1851)"

Elaborado por : António Pinto do Fundo*

* Este texto escrito sem obedecer aos critérios do acordo ortográfico decorre da dissertação de mestrado esteve na base da comunicação apresentada no 29.º Encontro da APHES. Veja-se FUNDO, António José Pinto do - Elites e Finanças: O concelho de Penafiel na reforma liberal (1834-1851). Penafiel: Museu Municipal de Penafiel, Estudos e Documentos, n.º 3, 2010.



Foto Antony - D. António Ferreira Gomes

Bispo do Porto em Fátima.
Reportagem n.º 2699
24/junho/1969
D. António Ferreira Gomes nas fotografias do arquivo fotográfico da Foto Antony, depositado no Arquivo Municipal de Penafiel.
Bispo do Porto em Fátima.
Reportagem n.º 2699
24/junho/1969
D. António Ferreira Gomes nasceu em 10 de maio de 1906, na Casa da Quebrada, freguesia de Milhundos, concelho de... Penafiel. Seus pais eram Manuel Ferreira e Albina Rosa de Jesus. Cresceu numa família numerosa de nove filhos. Frequentou os seminários diocesanos do Porto, de 1916 a 1925, seguindo depois para Roma, onde fez os cursos de Teologia e Filosofia, de 1925 a 1928, na Pontifícia Universidade Gregoriana. D. António Ferreira Gomes foi ordenado presbítero, em 22 de setembro de 1928.
Inauguração das casas do Bairro de S. Vicente de Paulo, com a presença de Dom António Ferreira Gomes.
Segundo o registo do autor: “Um bairro construído à custa do povo, sem qualquer comparticipação oficial… palavras do S. Abade às 11horas”
Reportagem n.º 867
04/junho/1958
Um mês depois, foi nomeado prefeito e professor do Seminário do Vilar. Em 1936, foi designado vice-reitor do seminário e passou a fazer parte do cabido da Sé do Porto. Mais tarde, assume a reitoria do seminário. Em 15 de Janeiro de 1948 foi nomeado Bispo titular de Rando e coadjutor de Portalegre e Castelo Branco. A 6 de julho de 1949, com a morte do bispo titular, D. António Ferreira Gomes sucede-lhe como bispo de Portalegre e Castelo Branco. Quatro anos volvidos, em 12 de outubro de 1952, regressou ao Porto como Bispo desta cidade. D. António veio a falecer na madrugada de 13 de Abril de 1989. 
O Bispo do Porto a assinar o “Livro de Honra da Foto-Antony”.
Reportagem n.º 2710
09/julho/1969
Bibliografia utilizada: ANDRADE, Pacheco de - O Bispo controverso: D. António Ferreira Gomes percurso de um homem livre. Lisboa: Multinova, 2002.

Penafiel: evolução urbana

Penafiel: evolução urbana 

Queremos mostrar, com estas imagens, que os Arquivos possuem fontes importantes para a história da arquitetura e do urbanismo, desde fotos antigas, mapas ou plantas da cidade, bem como outros documentos.
Pretendemos, então, demonstrar o que foi e o que é hoje a cidade de Penafiel e mostrar através das fotografias, a evolução urbana da cidade. As cidades vão-se alterando, pois têm de se adaptar quer ao crescimento demográfico quer à evolução das necessidades da população e do aumento dos serviços prestados à comunidade.
Vamos tentar elaborar, brevemente, um álbum com fotos da evolução urbana da cidade vizinha, Paredes.

Trabalho elaborado por Maria José Pereira e Nélia Pereira

Foto 1 - Av. Egas Moniz e Av. Sacadura Cabral. Foto do espólio Casa Comercial Foto Antony, depositada no Arquivo Municipal de Penafiel. Foto sem data.

Foto 2 – Av. Egas Moniz e Av. Sacadura Cabral. Foto de Maria José Pereira. Data: Julho de 2014.
 — em Penafiel.




Foto 1 - Praça do Município; do lado esquerdo o antigo “Barracão” do Cine Club de Penafiel (1913), depois Cine S. Martinho (1951). Foto do espólio Casa Comercial Foto Antony, depositada no Arquivo Municipal de Penafiel. Foto sem data.

Foto 2 - Av. Sacadura Cabral. Do lado esquerdo, o antigo Cine Teatro S. Martinho. Foto do espólio Casa Comercial Foto Antony, depositada no Arquivo Municipal de Penafiel. Foto sem data.

Foto 3 - Av. Sacadura Cabral, do lado esquerdo, onde ficava o antigo Cine Teatro S. Martinho, atualmente fica um edifício comercial. Foto de Maria José Pereira. Data: Julho de 2014.



Foto 1 - Av. Zeferino de Oliveira, Parque e Igreja da N.ª Sr.ª da Piedade e dos Santos Passos. Foto do espólio Casa Comercial Foto Antony, depositada no Arquivo Municipal de Penafiel. Foto sem data.

Foto 2 - Av. Zeferino de Oliveira, Parque e Igreja da N.ª Sr.ª da Piedade e dos Santos Passos e atual Praça da Escritaria. Foto de Maria José Pereira. Data: Julho de 2014.
 — em Penafiel.




Foto 1 - Vista do cruzamento da Rua “O Penafidelense” com a Av. Pedro Guedes. Foto do fundo da Câmara Municipal de Penafiel, depositado no Arquivo Municipal. Data: 1994.

Foto 2 - Vista do cruzamento da Rua “O Penafidelense” com a Av. Pedro Guedes. Foto de Maria José Pereira. Data: Julho de 2014.





Foto 1 - Jardim do Santuário e panorâmica da cidade. Foto do espólio Casa Comercial Foto Antony, depositada no Arquivo Municipal de Penafiel. Data: 1967. 

Foto 2 - Jardim do Santuário e panorâmica da cidade. Foto de Maria José Pereira. Data: Julho de 2014.



Foto 1 - Largo da Igreja da Misericórdia, hoje Largo Padre Américo. Foto do espólio Casa Comercial Foto Antony, depositada no Arquivo Municipal de Penafiel. Data: 1952.

Foto 2 - Largo Padre Américo. Foto de Maria José Pereira. Data: Julho de 2014.




Foto 1 - Foto sobre o lago e Bar do Lago, existentes no Jardim do Calvário. Foto do fundo da Câmara Municipal de Penafiel, depositado no Arquivo Municipal. Data: 1994.

Foto 2 - Foto sobre o lago e Bar do Lago, existentes no Jardim do Calvário na atualidade. Foto de Maria José Pereira. Data: Julho de 2014.



Foto 1 - Largo da Misericórdia, hoje Largo Padre Américo. Foto do fundo da Câmara Municipal de Penafiel, depositado no Arquivo Municipal. Data: 1994.

Foto 2 - Largo Padre Américo. Foto de Maria José Pereira. Data: Julho de 2014.



Foto 1 - Vista da Av. Sacadura Cabral sobre a Praça do Município e Igreja da Misericórdia. Foto do fundo da Câmara Municipal de Penafiel, depositado no Arquivo Municipal. Data: 2000.

Foto 2 - Vista da Av. Sacadura Cabral sobre a Praça do Município e Igreja da Misericórdia na atualidade. Foto de Maria José Pereira. Data: Julho de 2014.




Foto 1 - Estrada que segue para Bustelo e para Vila Real. No centro, as antigas instalações da “Eléctrica”. Foto do espólio Casa Comercial Foto Antony, depositada no Arquivo Municipal de Penafiel. Foto sem data.

Foto 2 - Vista sobre as atuais Rua “O Penafidelense” e Av. Soares de Moura. Ao centro onde se situavam as antigas instalações da “Eléctrica”, atualmente encontra-se o edifício dos Bombeiros Voluntários de Penafiel. Foto de Maria José Pereira. Data: Julho de 2014.




Foto 1 - Vista parcial da Rua Direita. Foto do fundo da Câmara Municipal de Penafiel, depositado no Arquivo Municipal. Data: 2000.

Foto 2 - Vista parcial da Rua Direita na atualidade. Foto de Maria José Pereira. Data: Julho de 2014.




Foto 1 - Av. Soares de Moura. Do lado direito, o edifício que pertenceu ao Colégio da N.ª Sr.ª do Carmo, hoje Edifício do Arquivo Municipal. No cimo, o Santuário de Nª Sª da Piedade e Santos Passos, ainda em construção. Foto do espólio Casa Comercial Foto Antony, depositada no Arquivo Municipal de Penafiel. Data: 1895

Foto 2 - Av. Soares de Moura. Do lado esquerdo, o edifício que pertenceu ao Colégio da Nª Sª do Carmo, hoje Edifício do Arquivo Municipal e antigos terrenos pertencentes ao Colégio do Carmo. Foto do fundo da Câmara Municipal de Penafiel, depositado no Arquivo Municipal. Data: 2001

Foto 3 - Av. Soares de Moura. Antigos terrenos pertencentes ao Colégio do Carmo, onde hoje se encontra edificado o edifício do Museu Municipal de Penafiel. Ao fundo, atual edifício do Arquivo Municipal de Penafiel. Foto de Maria José Pereira. Data: Julho de 2014.
 — em Penafiel.


 Foto 1 - Vista panorâmica da cidade de Penafiel. Foto do espólio Casa Comercial Foto Antony, depositada no Arquivo Municipal de Penafiel. Data: 1960.

Foto 2 - Vista panorâmica da cidade de Penafiel. Foto do fundo da Câmara Municipal de Penafiel, depositado no Arquivo Municipal. Data: 1992.

Foto 3 - Vista panorâmica da cidade de Penafiel. Foto de Maria José Pereira. Data: Julho de 2014.
 — em Penafiel


Sabia que... (Espólio Fotográfico)

Sabia que...


...O espólio fotográfico da FotoAntony encontra-se depositado no Arquivo Municipal, após assinatura do contrato de tratamento e depósito, em 17 Setembro de 2004.
Este espólio é composto por cerca de 500 mil negativos e alguns positivos.
Todo o acervo documental está acondicionado em caixas livres de ácido (adquiridas pela Câmara Municipal de Penafiel) e encontra-se nos depósitos do Arquivo Municipal, com controlo ambiental da temperatura e humidade relativa.
Antiga Casa Comercial Foto Antony
O espólio será organizado em duas grandes secções: “Reportagens de Exterior” e “Reportagens de Estúdio”.
As reportagens exteriores englobam várias vistas de Penafiel, bem como, tudo o que diz respeito à cidade e ao concelho (as festas, as feiras, visitas de pessoas ilustres, vindimas, Quinta da Aveleda, casamentos, batizados, atividades desportivas, nomeadamente do Futebol Clube de Penafiel). Todos estes negativos são datados desde a década de 50 até aos nossos dias.
Espólio fotográfico da Casa Comercial Foto Antony
No que se refere à série das reportagens de estúdio, pudemos verificar que são as menos ricas em informação, uma vez que são aquelas que não retratam o dia-a-dia, os costumes, a evolução urbanística da cidade, entre muitos outros aspetos. No entanto, têm um aspeto positivo e interessante, é possível observar o aspeto e evolução dos trajes e vestuário através dos tempos. Esta série é composta por cerca de 200 mil negativos.
Antiga Casa Comercial Foto Antony
Deste espólio fazem parte, também, algumas dezenas de negativos das figuras típicas de Penafiel, estando já algumas destas imagens publicadas no livro “Figuras típicas de Penafiel”. No entanto, existem mais, inéditas, e que estão a ser alvo de tratamento arquivístico e que pretendemos disponibilizar brevemente.
Espólio fotográfico da Casa Comercial Foto Antony
Possui, ainda, algumas dezenas de negativos de vidro. Estes negativos são raros e valiosos, alguns encontram-se partidos e outros em mau estado, necessitando de serem estabilizados urgentemente.
As coleções de fotografia constituem uma riqueza, que tem vindo gradualmente a ser descoberta e reconhecida. Cada vez mais se recorre a fotografias históricas para fundamentar teses sociais, projetos científicos, grandes obras e planos de intervenção urbanística. Os grandes meios de comunicação como a televisão e os jornais, frequentemente se socorrem de imagens históricas e de arquivo. De facto, a fotografia é um excelente meio de ensino e transmissão de ideias. Muitas escolas possuem coleções de fotografia e as experiências de historiar pela imagem regiões ou comunidades têm obtido uma adesão surpreendente por parte do público.

Sabia que... (arquivo)

Sabia que…
O Arquivo da Casa de Mesão Frio deveria ser um grande arquivo, uma vez que a casa tem-se mantido sempre, na posse da mesma família desde a sua criação há já vários séculos, tendo sido enriquecida por várias propriedades vindas a...través de dotes e casamentos, mas na realidade o que chegou até nós é uma ínfima parte, fragmentada, recente e sem grande ligação ou coordenação entre si.
Casa de Mesão Frio - Valpedre
Elaborado por Joana Ribeiro

Ver: http://geadopac.cm-penafiel.pt/ (Casa de Mesão Frio)

Foto Antony - Figuras Típicas (Parte III)

Figuras Típicas
do concelho de Penafiel


Memórias de outrora captados por António Guimarães...
Figuras Típicas - “ O Homem da lotaria”

Na imagem podemos ver um senhor a vender a lotaria.

Data: 16/02/1962...

Reportagem n.º 1479

Material: negativo
Figuras Típicas - “A cesteira de Bigornes”

Na imagem podemos observar uma senhora, com uma peça na mão, que não sabemos para que efeito servia, nem de que era feita. A descrição que aparece no envelope da reportagem e no livro de inventário é só “A cesteira de bigornes”.

Data: 26/05/1963...

Reportagem n.º 1727

Material: negativo
O rapaz das Samarras

Figuras Típicas: “A mulher da manteiga”

Segundo o livro de Figuras Típicas de Penafiel, a “Rosinha da Manteiga” era a senhora que fazia as recovagens e arranjava as “criaditas para as donas de casa de Penafiel”.
Nesta imagem podemos ver a Senhora Rosa Correia, que era “… natural de Valpedre, não veio mesmo dos «altos-doiros», tem 69 anos e o seu aspecto é do mais modesto possível… trabalha há 25... anos, e nem está rica, nem coisa que pareça… “*
A par de muitas facetas a “Rosinha da Manteiga, vende uns pacotes dos pequenos e garante tudo quanto traz, a sua genuidade; tanto assim que a manteiga não tem ranço, pode garanti-lo. Vestiu sempre da mesma maneira: lenço atado para a nuca, blusa clara, às riscas, um casaquinho de malha que lhe fica a matar, de mangas mais curtas que aquela saia escura às listas, avental preto debruado de fitilho branco, a reluzir, meias claras, «soquets» às malhas, a fugir para o escuro e sandálias, quer chova ou faça sol, por causa do andamento… Cesto debaixo do braço, sempre na mesma posição, um tudonadinha tombado, a puxar à elegância, a mão esquerda estendida, em descanso, atenta a tudo e a todos e mais ainda aos passos que dá… a Rosinha da Manteiga é a mais persistente e teimosa e mais conservadora das criaturas destas redondezas…” *
*Cf. GUIMARÃES, António – Figuras Típicas de Penafiel: António Guimarães (Antony).Penafiel: Câmara Municipal de Penafiel, Biblioteca Museu.1991.p.47-48.

Data: 06/02/1962

Reportagem nº 1469

Material: negativo


Foto Antony - Figuras Típicas (Parte II)

Figuras Típicas
do concelho de Penafiel


Memórias de outrora captados por António Guimarães...
Figuras Típicas - “O rapaz dos plásticos”

Na imagem observa-se um menino, com um guarda-chuva e com várias embalagens plásticas presas ao corpo, possivelmente, para venda. Segundo o autor, este menino era de Vila Boa de Quires.

Data: 06/06/1963 ...

Reportagem n.º 1733

Material: negativo
Figuras Típicas - “O Artur das peneiras”

A imagem retrata o senhor “Artur das peneiras”, “… que arrasta atrás de si, pela vida fora, um burrito de olhos mortiços, embora de orelhas afiladas, para o que der e vier…”. Este vendedor, segundo o livro de figuras Típicas de Penafiel, ao passar pelas ruas provocava várias considerações, não era do concelho de Penafiel, mas passava pelo mesmo muitas veze...s. Era bem conhecido das gentes desta cidade e fazia “bastante negócio”. De nome Artur de Castro, era “do lugar de Casadela , freguesia de S. Gens, ali de Fafe… Tem 48 anos e, desde que nasceu faz peneiras, garante-as e vende-as. São de todas as qualidades e tamanhos… uma peneira das pequenas anda à volta dos seis escudos…
O sr. Artur das Peneiras calcorreia o Norte frequentemente e, pelo Sul, estende-se até S. João da Madeira. Mas, em seu entender, o negócio não rende o suficiente para se bastar. Portanto, quando desanima, deixa as peneiras e dedica-se ao trabalho: o «jornal»; depois, vêm-lhe as saudades e volta a dedicar-se ao ofício que, embora não seja pesado, é de volume, pois as peneiras, sendo de tamanhos iguais, custam a acamar em cima da burra. As que ele traz às costas servem de mostruário e embora o lote seja grande ninguém pode afirmar, ao contrário de muitos que por ai existem, que ele «anda cheio de peneiras» …”*
Na imagem é possível ver o Sr. Artur, carregado com várias peneiras, a puxar o seu burro que transporta outras tantas.
*Cf. GUIMARÃES, António – Figuras Típicas de Penafiel: António Guimarães (Antony).Penafiel: Câmara Municipal de Penafiel, Biblioteca Museu.1991.p.115-116.

Data: 06/04/1963

Reportagem n.º 1703

Material: negativo

Figuras Típicas – “O casal das pinhas”

A imagem apresenta um cavalo a puxar uma carroça, com um casal, sentados em cima dos vários sacos de pinhas que, possivelmente, transportavam para venda.

Data: 14/06/1963...

Reportagem n.º 1747

Material: positivo

Figuras Típicas - “O Manel das facas”

Na imagem podemos ver o senhor “Manel das facas” que, segundo o livro das Figuras Típicas de Penafiel, quando ele se aproximava ouvia-se “… o estribilho «Faquinhas baratas…» e quando lhe perguntamos por qualquer espécie de faca ou outro cortante, logo apura os ouvidos e diz: «Ora diga, diga…» …
De pele encarquilhada pelo rodar do tempo, pelas quezílias que u...m homem sofre com esse rodar…o sr. Manuel Fernando, por apelido o «Manel Faqueiro», com 73 anos já feitos, que nasceu nas Caldas das Taipas, não quer outro ofício. Nunca se cortou, nem cortou ninguém. Vende-as assim e quem quiser que as amole…
Há mais de 50 anos que reside em São Vicente, onde tem uma casinha. Foi a providência que lha deu…
De saco às costas com objectos cortantes ou não – que importa! Quem quiser que as amole… - o homem das facas é prudente: Não as usa de dois gumes, nem muito afiadas. …
O «Manel Faqueiro» tem a sua filosofia, mas sabe vender…” *
*Cf. GUIMARÃES, António – Figuras Típicas de Penafiel: António Guimarães (Antony). Penafiel: Câmara Municipal de Penafiel, Biblioteca Museu.1991.p.195-196.

Data: 21/06/1963

Reportagem n.º 1750

Material: negativo


Foto Antony - Figuras Típicas (Parte I)

Figuras Típicas
do concelho de Penafiel


Memórias de outrora captados por António Guimarães...

Figuras Típicas - “O Azeiteiro”

A imagem retrata um senhor a ajeitar o seu burro que carrega bilhas de azeite.

Data: 22/05/1963...

Reportagem n.º 1725

Material: negativo
Figuras Típicas - “O galinheiro”

“O rapaz das galinhas, que percorre diariamente os mais escusos caminhos do sul do concelho, vem à cidade uma vez por outra; esforça-se por se desfazer dos frangotes, principalmente dos que não tem penas no pescoço; quanto a estes, mostra aos fregueses a carne amarelinha e garante a autenticidade da criação, mas não pode mostrar o certificado de origem…
A preferên...cia pelas galinhas faz com que a cotação seja superior, tanto mais que um ditado afirma: «Galinha não nasce, que não esgravate…»”*
É possível ver-se um menino com um burro a carregar uma gaiola, cheia de galinhas, para vender na cidade e no concelho.

*Cf. GUIMARÃES, António – Figuras Típicas de Penafiel: António Guimarães (Antony).Penafiel: Câmara Municipal de Penafiel, Biblioteca Museu.1991.p.89-90.

Data: 22/05/1963

Reportagem n.º 1725

Material: negativo
Figuras Típicas - “A mulher das lampreias”

A imagem retrata a: “sr.ª Ana Augusta Pereira, também conhecida pela sr.ª Ana Branco, e ainda mais pela Ana Branquinha, é morena, excessivamente morena, esguia, mexida, simpática e muito «faladeira». Vê-se, à excepção do «palratório», que nasceu, cresceu e desenvolveu-se entre as lampreias, adquirindo-lhe até os hábitos… Estas palavras são suas, embora ...ditas de forma diferente, o que modificamos para não ferirmos susceptibilidades… O seu nome Branquinha, vem-lhe do marido, que usava chamar-se Branco, como era conhecido por Paiva, por Castelo e por todas as terras em redor.”*
A D. Ana Pereira, conhecida em Penafiel como a “mulher das lampreias”, aparece na imagem com um raspador para limpar as mesmas e aos seus pés, um recipiente com as lampreias.

*Cf. GUIMARÃES, António – Figuras Típicas de Penafiel: António Guimarães (Antony). Penafiel: Câmara Municipal de Penafiel, Biblioteca Museu.1991.p.53-54.

Data: 17/03/1962

Reportagem n.º1486

Material: negativo

Figuras Típicas - “Maçãs e pêssegos”.

Na imagem vê-se uma senhora sentada, com dois cestos de vime. Num tem maçãs e pêssegos e no outro pimentos. Estes produtos agrícolas seriam para venda.

Data: 24/08/62 ...

Reportagem n.º 1554

Material: positivo


quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Sabia que... (tratamento e protocolo de depósito sobre a documentação)

Sabia que…Até o ano de 2004, o acervo documental da Casa das Mouras permaneceu sempre dentro deste imóvel localizado na freguesia de Rio de Moinhos. A partir de 2001, este acervo constituído por arquivo e biblioteca começa a ser tratado e... estudado pelo Arquivo Municipal de Penafiel. Encontrava-se depositado numa sala do lado direito da entrada principal da casa, com cerca de cinquenta metros lineares e usada pela família como depósito de documentação, ainda que esta não tivesse sido construída para tal nem apresentasse as condições ideais de conservação dos documentos. Com tecto, chão, portas e portadas das janelas em madeira antiga e paredes em estuque, a sala apresentava-se um pouco deteriorada, sendo raro a abertura das duas janelas existentes e proporcionando assim um ambiente fechado onde não se verificava a circulação do ar.
Sala onde até 2004 esteve depositada a documentação (foto atual depois do restauro da Casa das Mouras)
Ainda durante esta altura, realizaram-se testes de temperatura e humidade relativa, obtendo-se os valores médios de 20ºC de temperatura e 82% de humidade relativa. Não existia nenhum equipamento de defesa preventivo, contra sinistros. Em termos de acomodação, o arquivo e biblioteca encontravam-se distribuídos por 28 estantes em madeira, abertas. Alguns documentos estavam próximos ao chão, não levando em atenção o espaço mínimo obrigatório de 16 cm para a protecção dos livros. Nesta altura, estava o arquivo e biblioteca da Casa das Mouras destinado a ser tratado e estudado dentro da casa, no entanto por razões de restauração do edifício, a família proprietária da Casa das Mouras concordou em depositar toda a documentação no Arquivo Municipal de Penafiel. A minuta do protocolo foi aprovada em reunião de Câmara, no dia 5 de Julho de 2004, assinando-se o protocolo no dia 27 de Setembro de 2004, nas instalações do AMPNF.
Depois da entrada da documentação no Arquivo Municipal de Penafiel, esta foi sujeita a uma desinfestação por anóxia, que consiste num controlo da percentagem de oxigénio e da humidade relativa numa “bolha” de alumínio revestida a polietileno. Diminui-se assim, gradualmente, a percentagem de oxigénio pela introdução de um gás inerte de propriedades não tóxicas - o azoto – que afeta todas as fases do ciclo biológico das espécies a controlar, e mantém a documentação inalterada. O processo teve o seu início a 9 de Fevereiro de 2005 e terminou a 20 de Março de 2005, verificando-se depois da abertura da câmara, a inexistência de xilófagos vivos.
Brevemente, continuaremos com mais informações sobre todo este processo de tratamento da documentação do Arquivo da Casa das Mouras…

Texto elaborado por Vilma Cardoso

(Fonte: Cardoso, Vilma Joana Correia Paiva de Freitas – “O Arquivo da Casa das Mouras: estudo orgânico e sua representação através do modelo sistémico”. Dissertação de Mestrado em História e Património – Ramo Arquivos Históricos, apresentada na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, 2013)

Sabia que... (Partituras)

Sabia que…

Contam parte da História da Música de Penafiel vários maços de partituras que se encontram na Igreja da Ordem Terceira do Carmo? Nesses maços (cota PT/VOTC/B/C/004), datados do século XIX e XX, encontramos, por exemplo, a trans...crição de um dueto da ópera “Macbeth” de Giuseppe Verdi; um arranjo da ópera homónima mas para banda filarmónica; música litúrgica, nomeadamente, uma “Missa de Nossa Senhora do Carmo”, datada de 1880, uma “Ladainha de Nossa Senhora”, uma “Novena de Nossa Senhora do Carmo” num arranjo feito por J. M. Cardozo ou, ainda, “Da Novena para Nossa Senhora do Carmo”, reformada, como consta, “no dia 7 de Julho de 1853 por António Baptista da Suécia”. Saliento, como curiosidade, que os instrumentos de percussão aparecem referidos nalguns desses arranjos com a designação de “pancadaria”.
Referência, no inventário de 1819 à existência de "Hum órgão pintado"
Estas partituras estão intimamente ligadas à prática musical que se fazia em tempos recuados no coro-alto da dita igreja, espaço onde ainda hoje se encontra um órgão de ignoto mestre e oficina, restaurado em 1819 – como nos revela uma inscrição no seu interior - e que carece hoje de um aturado restauro. De sublinhar também a intensa relação que as partituras terão tido com o coreto localizado no recinto intramuros que no século XIX recebia agrupamentos musicais incluindo bandas filarmónicas com uma constituição um pouco diferente daquela a que estamos habituados a ver e a ouvir hoje.
Pormenor de arranjo de Macbeth para saxofone
Por fim, estes testemunhos vivos que são as partituras e o órgão contam ainda com algumas notas de despesa oitocentistas e novecentistas onde se podem ler inúmeras referências a festas; aos gastos com músicos que abrilhantavam as festas; a cantores destacados para o ofício da missa; ao “transporte do harmónio do Porto para Penafiel” a 21 de Julho de 1963 por 25 escudos; à “reparação do órgão” a 31 de Julho de 1983 por 4.000; ao “ aluguer de harmónio” por 140; a vários gastos registados num caderno de despesa da Igreja, datado de 1819, com gastos referentes a “cornetas”, “tambores”, “música militar”, “padre cantochão”.
Rosto de partitura para violino "Da Novena de Nossa Senhora do Carmo"
As partituras carecem ser transcritas para notação moderna para que possam vir a ser tocadas e ouvidas porque são notas que denunciam uma intensa história da música por revelar na cidade de Penafiel.

Elaborado por Sónia Duarte







Sabia que... (protocolo de depósito da documentação)

Sabia que...
A Câmara Municipal de Penafiel estabeleceu com a Casa de Mesão Frio, em Valpedre, em julho de 2005, um protocolo de depósito do arquivo da família, para evitar que com as divisões de herança, o arquivo se perdesse. Assim, este... encontra-se guardado no Arquivo Municipal de Penafiel e, apesar de continuar a ser da família, pode deste modo, ser devidamente preservado e tornar possível o estudo da informação, ficando os herdeiros com cópia em suporte digital.
Casa de Mesão Frio - Valpedre
Elaborado por Joana Ribeiro

Pode consultar a documentação online através do programa do Arquivo Municipal.

http://geadopac.cm-penafiel.pt/

Sabia que... (Abade Amaro Moreira)

O Abade Amaro Moreira
Amaro Moreira era filho de Gaspar Moreira Gonçalves e de D. Brites Duarte, da Casa de Sousa, na freguesia de Gandra, atual concelho de Paredes. Presume-se que tenha nascido antes de Novembro de 1570. Seu pai faleceu e...m 2 de fevereiro de 1588 e sua mãe a 2 de outubro de 1590.
Este homem formou-se em cânones pela Universidade de Coimbra, segundo António Sousa, antes de 1591, serviu no desembargo do Paço. Foi ouvidor em Cantanhede, tutor de D. Pedro de Meneses, filho de D. António Menezes. Ordenou-se e foi apresentado na Igreja de Mondim. Vagando depois a igreja de S. Vicente de Ermêlo, no Marão, nela foi apresentado pelo Conde de Cantanhede, seu tutelado e, aí, esteve como pároco, durante vinte e sete anos.
António de Sousa refere que o abade Amaro Moreira foi provedor da Santa Casa da Misericórdia de Penafiel em 1627, citando uma ata de eleição do mesmo, de 2 de julho de 1627, “Livro das eleições e outras coisas”, fl. 24 e 24v.”
Igreja da Misericórdia de Penafiel
Imagem da "FotoAntony"
Convém referir, que não conhecemos atas nem livros de eleições para este período. No ano de 1999, quando o Arquivo da Santa Casa foi transferido para o Arquivo Municipal, estes documentos já não existiam na Santa Casa e, portanto, não foram incorporados. Estranhamente em 16 anos, perderam-se muitos documentos, partindo do facto de António Sousa ter consultado estes documentos em 1982, data da publicação do seu artigo e 1999 data da incorporação do fundo no Arquivo Municipal de Penafiel.
Antes do abade Amaro Moreira ter sido provedor da Misericórdia de Penafiel, em 1 de outubro de 1619, estabeleceu com o provedor e irmãos da mesma um contrato de doação e obrigação. Nesse contrato, a Santa Casa dava a capela do hospital ao abade e este comprometia-se a reconstrui-la, para depois servir de seu panteão, bem como de seus familiares, donos da Quinta de Louredo, concelho de Aguiar de Sousa. Nesta capela seria rezada de uma missa quotidiana, com execução das sextas-feiras, cuja missa seria em “nome de Jesus e as dos sabbados de nossa Senhora”, deixando Amaro Moreira, para o efeito, 20 mil reis de renda anuais.
Igreja da Misericórdia de Penafiel "vista lateral"
Este contrato não foi, contudo, cumprido. Um segundo contrato, tal como o já referido, trasladado no 1º. Tomo do Tombo da Misericórdia da Vila de Arrifana de Sousa, de 30 de agosto de 1750, refere-nos a construção da igreja nas Chãs, em 1625, já estando nessa altura a capela-mor construída nesse local.
Não sendo possível determinar ao certo o que se passou entre 1619 e 1625, torna-se, contudo, exato que Amaro Moreira não chegou a iniciar a reconstrução da igreja do hospital, tendo optado pela construção de uma igreja nova no Largo das Chãs. A igreja do hospital foi, mais tarde dotada por António Vaz Ferreira e sua mulher Ana de Meireles.
Igreja da Misericórdia de Penafiel "foto antiga"
Infelizmente, os originais destes documentos não chegaram até nós, só existindo os traslados dos mesmos nos referidos tombos.
Segundo o dito contrato de 1625, após ter feito a capela-mor da nova igreja da Misericórdia, o abade Amaro Moreira vê-se na obrigação de continuar com a construção do corpo da mesma. Tal investimento no corpo da igreja deveu-se, ao facto, da Santa Casa não ter capacidade económica para uma construção de tal envergadura. Este benemérito vai assumir a seu cargo a construção total da igreja, frontispício e retábulo nos altares.
Amaro Moreira viria a falecer em 1642. Este homem foi sepultado na igreja que ergueu tal como previu e ordenou em seu testamento na sepultura que mandou executar na capela-mor.
Igreja da Misericórdia de Penafiel
Imagem da "FotoAntony"
Este abade teve um papel crucial na vida desta irmandade na 1ª. metade do século XVII e mesmo após a sua morte, pelo menos até meados do século XIX. Os legados para dotar órfãs e vestir pobres, quer em Ermelo, quer em Gandra, quer em Arrifana, ajudaram várias gerações até à centúria de oitocentos fazendo perdurar a memória deste homem. O legado deixado a duas viúvas virtuosas para que rezassem perpetuamente por sua alma, também perdurou até finais do século XIX.

Bibliografia:
Cf. Árvore genealógica dos Moreiras, já disponível on-line em http://geadopac.cm-penafiel.pt/#/SearchAdv (utilizar Microsoft Internet Explore); SOUSA, António Gomes de “Amaro Moreira”, In separata de – O Concelho de Paredes, Boletim Municipal, nº. 5-6. Paredes, 1982-83; FERNANDES, Paula Sofia – Fundação e consolidação da Misericórdia. In, FERNANDES, Paula Sofia; GARCIA, Isabel Margarida Teixeira Dias Bessa; RODRIGUES, José Carlos; TEDIM, José Manuel – Misericórdia de Penafiel: 500 anos. Um baluarte histórico-cultural. Penafiel: Santa Casa da Misericórdia, 2009. p. 15-62.