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quarta-feira, 5 de novembro de 2014
Livro de testamentos 1
Disponibilizamos a lista com os testamentos presentes no livro 1 do fundo da Administração do Concelho de Penafiel.
sexta-feira, 17 de outubro de 2014
Juízes de Fora e Presidentes da Câmara de Penafiel - Informações
Segue-se no link abaixo, uma lista com os Juízes de Fora, com os Presidentes da Câmara Municipal de Arrifana de Sousa entre 1741 e 1770, e com os Presidentes da Câmara Municipal de Penafiel entre 1770 e 2013.
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terça-feira, 23 de setembro de 2014
Sabia que... (António Justino Moreira da Silva)
Sabia que...
ANTÓNIO JUSTINO MOREIRA DA SILVA
Presidente da Câmara Municipal de Penafiel, por 72 dias
ANTÓNIO JUSTINO MOREIRA DA SILVA
Presidente da Câmara Municipal de Penafiel, por 72 dias
![]() |
| Uma das Atas de reunião de Câmara presididas por António Justino Moreira da Silva |
... Parece ser um mandato curto da história dos Presidentes da Câmara Municipal de Penafiel, mas não é por exemplo comparado com os 24 dias de António Maria Borroso Pereira.
Figura em 13.º Lugar, isto se não contarmos com os Presidentes da Câmara no "tempo de Arrifana do Sousa" que subiria para o honroso 16.º lugar na tabela.
Presidiu do dia 2 de janeiro de 1883 e foi deposto a 15 de março do mesmo ano.
Mas afinal quem foi este digníssimo autarca cá da nossa terra?
Chamava-se António Justino Moreira da Silva, proprietário e morador na casa de Carrazedo, na freguesia de Novelas.
Foi o primeiro e único Presidente da Câmara Novelense.
Texto elaborado por Joaquim Pinto Mendes
Figura em 13.º Lugar, isto se não contarmos com os Presidentes da Câmara no "tempo de Arrifana do Sousa" que subiria para o honroso 16.º lugar na tabela.
Presidiu do dia 2 de janeiro de 1883 e foi deposto a 15 de março do mesmo ano.
Mas afinal quem foi este digníssimo autarca cá da nossa terra?
Chamava-se António Justino Moreira da Silva, proprietário e morador na casa de Carrazedo, na freguesia de Novelas.
Foi o primeiro e único Presidente da Câmara Novelense.
Texto elaborado por Joaquim Pinto Mendes
quarta-feira, 10 de setembro de 2014
Merchandising - Ímanes
Ímanes elaborados pela Associação de Amigos do Arquivo de Penafielcolaboração com a empresa Portugal with History. Ajude-nos a divulgar a Associação adquirindo um ímanes, por apenas 3€, com desconto de 10% para os associados dos Amigos do Arquivo.
Estes itens podem ser adquiridos na Portaria do Arquivo Municipal de Penafiel, ou enviados à cobrança.
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Merchandising - Pin's
Pin's elaborados pela Associação de Amigos do Arquivo de Penafiel colaboração com a empresa Portugal with History. Ajude-nos a divulgar a Associação adquirindo um pin, por apenas 1,50€, com desconto de 10% para os associados dos Amigos do Arquivo.
Estes itens podem ser adquiridos na Portaria do Arquivo Municipal de Penafiel, ou enviados à cobrança.
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Sabia que... (ofício: tecedeira)
Sabia que...
Com o Regimento dos Ofícios das Tecedeiras de 1742 (AMPNF/A/4, Livro de registo dos acórdãos e mais coisas pertencentes à Câmara, 1742) ficamos a conhecer melhor este oficio no século XVII. A profissão de tecedeira era eminen...temente feminina ou contrário do que acontecia noutras grandes cidades do país na mesma época. As tecedeiras faziam obras em linho e estopa lisos e também texturas mais elaboradas, correspondendo ao que atualmente é conhecido entre as tecedeiras por empeirado, com texturas de olhos delgados. As formas de pagamento variavam de acordo com o grau de especialização da tarefa – tal acontece por exemplo, ao referido pano com textura de olhos delgados com preço superior face, por exemplo, ao de textura simples, tipo tafetá. A operação de urdir a teia tem um pagamento próprio – dada a especialização da tarefa e que consta também de merenda pelo facto desta tarefa ser executada na casa do cliente. Relativamente aos outros preços, o valor do tecido em linho é superior ao da estopa, reduzindo-se este sempre que a fibra é mais grosseira.
Este documento encontra-se no Arquivo Municipal de Penafiel.
Se pretender saber mais sobre o Ciclo do Linho no Concelho de Penafiel pode consultar em:
http://repositorio-aberto.up.pt/handle/10216/56113
Com o Regimento dos Ofícios das Tecedeiras de 1742 (AMPNF/A/4, Livro de registo dos acórdãos e mais coisas pertencentes à Câmara, 1742) ficamos a conhecer melhor este oficio no século XVII. A profissão de tecedeira era eminen...temente feminina ou contrário do que acontecia noutras grandes cidades do país na mesma época. As tecedeiras faziam obras em linho e estopa lisos e também texturas mais elaboradas, correspondendo ao que atualmente é conhecido entre as tecedeiras por empeirado, com texturas de olhos delgados. As formas de pagamento variavam de acordo com o grau de especialização da tarefa – tal acontece por exemplo, ao referido pano com textura de olhos delgados com preço superior face, por exemplo, ao de textura simples, tipo tafetá. A operação de urdir a teia tem um pagamento próprio – dada a especialização da tarefa e que consta também de merenda pelo facto desta tarefa ser executada na casa do cliente. Relativamente aos outros preços, o valor do tecido em linho é superior ao da estopa, reduzindo-se este sempre que a fibra é mais grosseira.
Este documento encontra-se no Arquivo Municipal de Penafiel.
Se pretender saber mais sobre o Ciclo do Linho no Concelho de Penafiel pode consultar em:
http://repositorio-aberto.up.pt/handle/10216/56113
terça-feira, 9 de setembro de 2014
Sabia que... (comércio e ofícios)
Sabia que.....
Penafiel, cidade desde 1770, sempre foi uma cidade de comércio e ofícios, mas ao contrário de outras cidades do nosso País em que as ruas ainda mantêm o nome dos ofícios em tempo aí existentes (Rua dos Caldeireiros, Rua do Ouro, …), em Penafiel isso não aconteceu.
A partir do Livro de Recenseamento a que mandou proceder o decreto de 8 de Outubro de 1836 para a eleição de deputados nas freguesias de Penafiel e S. Santiago, do ano de 1838, podemos ter uma noção da quantidade de ofícios existentes e das ruas em que se situavam. De todas as ruas referenciadas no recenseamento, Cimo de Vila, actual Rua Alfredo Pereira, detinha o maior número de profissões ligadas a vários ofícios.
A esta movimentada rua seguia-se a Rua Direita acima da Igreja, com 12 profissões ligadas a vários ofícios. Aí encontra-se, mais uma vez, os sapateiros (3), os tamanqueiros (2), os alfaiates (2), os latueiros (2). Nesta zona podemos encontrar, também, um vendeiro, um violeiro e um estalageiro.
Na mesma Rua Direita mas abaixo da Igreja temos 9 profissionais nestes ramos, com os sapateiros a liderar (3), seguidos dos tamanqueiros (2) e os candieireiros (2), e ainda um armador e um espingardeiro.
Mais abaixo, na rua chamada Calçada do Carmo, agora atual Rua do Carmo, temos também 9 ofícios, dominando aqui os candieireiros (3) e os alfaiates (2), acompanhados por um doceiro, um ferreiro, um sapateiro e um barbeiro.
A Rua do Chafariz, também bastante movimentada, continha 8 mestres, 2 candieireiros, 2 tamanqueiros, 2 alfaiates, um ferreiro
e um boticário. No Largo das Chans, temos um barbeiro, 1 estalageiro, 1 sapateiro, 1 relojoeiro, 1 ourives, 1 botiqueiro e 1 alfaiate.
Na Piedade de Baixo (zona do Bom Retiro), Rua Nova (Joaquim Cotta), Ajuda, Piedade de Cima, Aveleda, Arrabalde, também se encontram vários profissionais destas áreas.
Em toda a cidade havia 28 alfaiates, seguidos de 22 tamanqueiros e 21 sapateiros.
Em 1838 eram estas as profissões dominantes e não nos podemos esquecer que estamos a falar de recenseados e portanto com rendimentos acima de 100 mil reis, o que significa, implicitamente, um grande volume de vendas. Assim, deveriam vender para fora do concelho. Temos ainda 10 barbeiros, 6 vendeiros, 5 ferreiros, 4 boticários, 3 estalageiros e 3 marchantes.
De referir a existência de um violeiro, o Sr. António José do Rosário, na Rua Direita, acima da Igreja. Havia, também 1 tintoreiro, 1 ourives, 1 relojoeiro e 1 tacheiro.
Num primeiro momento de afirmação do Estado Liberal, em que os critérios censitários eram Lei e que coarctavam um dos princípios básicos do liberalismo (igualdade de todos perante a lei), verifica-se que em Penafiel existia um grupo considerável de homens dos ofícios habilitados para o exercício do poder municipal. Mas, provavelmente, a comunidade de ofícios era substancialmente maior, contanto com outros homens e mulheres de ofícios que alimentavam uma economia micro que fazia com que Penafiel, para além de centro de passagem era um centro de dinamização económica de uma vasta região.
Para mais informação poderá consultar: Tombo de Memórias, Jan. a Dez. 2008, n.º 12, p. 25-26 (publicação do Arquivo Municipal de Penafiel) e "Livro de registo das listas dos cidadãos deste concelho de Penafiel que podem votar nas eleições para deputados e senadores", 1838 (cota: AMPNF - 1622).
Penafiel, cidade desde 1770, sempre foi uma cidade de comércio e ofícios, mas ao contrário de outras cidades do nosso País em que as ruas ainda mantêm o nome dos ofícios em tempo aí existentes (Rua dos Caldeireiros, Rua do Ouro, …), em Penafiel isso não aconteceu.
A partir do Livro de Recenseamento a que mandou proceder o decreto de 8 de Outubro de 1836 para a eleição de deputados nas freguesias de Penafiel e S. Santiago, do ano de 1838, podemos ter uma noção da quantidade de ofícios existentes e das ruas em que se situavam. De todas as ruas referenciadas no recenseamento, Cimo de Vila, actual Rua Alfredo Pereira, detinha o maior número de profissões ligadas a vários ofícios.
A esta movimentada rua seguia-se a Rua Direita acima da Igreja, com 12 profissões ligadas a vários ofícios. Aí encontra-se, mais uma vez, os sapateiros (3), os tamanqueiros (2), os alfaiates (2), os latueiros (2). Nesta zona podemos encontrar, também, um vendeiro, um violeiro e um estalageiro.
Na mesma Rua Direita mas abaixo da Igreja temos 9 profissionais nestes ramos, com os sapateiros a liderar (3), seguidos dos tamanqueiros (2) e os candieireiros (2), e ainda um armador e um espingardeiro.
Mais abaixo, na rua chamada Calçada do Carmo, agora atual Rua do Carmo, temos também 9 ofícios, dominando aqui os candieireiros (3) e os alfaiates (2), acompanhados por um doceiro, um ferreiro, um sapateiro e um barbeiro.
A Rua do Chafariz, também bastante movimentada, continha 8 mestres, 2 candieireiros, 2 tamanqueiros, 2 alfaiates, um ferreiro
e um boticário. No Largo das Chans, temos um barbeiro, 1 estalageiro, 1 sapateiro, 1 relojoeiro, 1 ourives, 1 botiqueiro e 1 alfaiate.
Na Piedade de Baixo (zona do Bom Retiro), Rua Nova (Joaquim Cotta), Ajuda, Piedade de Cima, Aveleda, Arrabalde, também se encontram vários profissionais destas áreas.
Em toda a cidade havia 28 alfaiates, seguidos de 22 tamanqueiros e 21 sapateiros.
Em 1838 eram estas as profissões dominantes e não nos podemos esquecer que estamos a falar de recenseados e portanto com rendimentos acima de 100 mil reis, o que significa, implicitamente, um grande volume de vendas. Assim, deveriam vender para fora do concelho. Temos ainda 10 barbeiros, 6 vendeiros, 5 ferreiros, 4 boticários, 3 estalageiros e 3 marchantes.
De referir a existência de um violeiro, o Sr. António José do Rosário, na Rua Direita, acima da Igreja. Havia, também 1 tintoreiro, 1 ourives, 1 relojoeiro e 1 tacheiro.
Num primeiro momento de afirmação do Estado Liberal, em que os critérios censitários eram Lei e que coarctavam um dos princípios básicos do liberalismo (igualdade de todos perante a lei), verifica-se que em Penafiel existia um grupo considerável de homens dos ofícios habilitados para o exercício do poder municipal. Mas, provavelmente, a comunidade de ofícios era substancialmente maior, contanto com outros homens e mulheres de ofícios que alimentavam uma economia micro que fazia com que Penafiel, para além de centro de passagem era um centro de dinamização económica de uma vasta região.
Para mais informação poderá consultar: Tombo de Memórias, Jan. a Dez. 2008, n.º 12, p. 25-26 (publicação do Arquivo Municipal de Penafiel) e "Livro de registo das listas dos cidadãos deste concelho de Penafiel que podem votar nas eleições para deputados e senadores", 1838 (cota: AMPNF - 1622).
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