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segunda-feira, 23 de maio de 2016

Procissão do Corpo de Deus

Uma das procissões mais importantes, levada a cabo pela confraria do Santíssimo Sacramento, era a procissão do Corpo de Deus. Esta era a festa grande da cidade e do concelho, com uma existência secular. Não se sabe ao certo quando foi iniciada. António de Almeida teria colocado duas hipóteses, ou aquando da instituição da confraria do Santíssimo Sacramento, na capela do Espírito Santo, em 1540, ou na altura da mudança de paróquia de São Martinho de Moazares para a nova igreja matriz, em 1659. Por sua vez, Simão Ferreira, data-a da união das três paróquias, com a instalação do Lausperene na nova igreja. Em 1676, em capítulo de correição, já se referia que a mesma se deveria fazer segundo o costume antigo.


A procissão saía da igreja matriz, no adro da mesma encontrava-se à sua espera a Serpe com o seu juiz. Atrás, seguiam uns pretos vestidos de chocalheiros de serapilheira que tinham como função arrumar o povo para a mesma passar. Composta por vários bailes, que representavam os vários ofícios da cidade, a dança dos moleiros, dos pauzinhos, da retorta, dos ferreiros, dos turcos, do ermitão, entre outras.Para além destes, o estado de São Jorge com os seus cavalos, o carro dos Anjos com a figura de Penafiel, as cruzes das freguesias vizinhas, todas as confrarias e ordens da cidade, seguidas do clero, câmara e, por fim, o pálio com o Santíssimo Sacramento e a tropa que havia na cidade. A festa contava, ainda, com tourada.
            
Esta procissão demorava largos meses a preparar e competia ao senado da câmara nomear os vários representantes dos ofícios, bem como, verificar se as danças estavam conformes. A sua realização estava bem regulamentada e, como refere Teresa Soeiro, mereceu vários capítulos das correições seiscentistas.
                          
Nela estavam representadas todas as categorias sociais da localidade, os diversos ofícios, sendo que a nobreza e os mercadores acompanhavam com as suas tochas. Momento alto da vida de Penafiel representava um papel importante, quer pela visibilidade que assumia, quer pela confraternização que proporcionava. As nomeações do senado para os portadores das varas do pálio, das navetas e das lanternas eram sempre muito aguardadas. Quanto mais prestigiante era o lugar, mais prestigiado era quem o ocupava.
O mais antigo documento sobre a mesma, ainda existente, encontra-se no arquivo municipal de Penafiel e é o tombo das festas de Corpo de Deus, de 1657.

quinta-feira, 12 de maio de 2016

Sabia que... (praça de touros)

Sabia que ...
"Em maio de 1930, estavam adiantados os trabalhos de construção da Praça de Touros, que ia ser inaugurada pelas Festas da Cidade"?
          
"A Praça de Touros ficou nos «terrenos da antiga serração de madeiras, (hoje edifício do agrupamento escolar), fronteiriços à antiga Central Eléctrica (hoje quartel dos Bombeiros de Penafiel).
O projecto foi do desenhador Domingos Vilela. A Praça podia comportar 6.000 pessoas e foi construída de madeira."

Cf. FERREIRA, José F. Coelho - Anais de Penafiel II (1926-1950). Penafiel: Livrofiel, 2015, p. 157,

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Honra de Meinedo

O arquivo municipal de Penafiel já disponibilizou no seu programa GEAD a descrição e o documento digitalizado que compõem o sistema documental da Honra de Meinedo. Trata-se de um livro de notas do tabelião da Honra de Meinedo, Joaquim José de Sousa, de 29 de maio de 1810 a 14 de Outubro de 1812. Este livro de notas possui registos de obrigação de dinheiro a juros, pagas e quitações, arrendamentos, compras e vendas, aforamentos, dotes para casamento, entre outros, de indivíduos residentes na Honra de Meinedo, no Couto de Bustelo, Concelho de Santa Cruz de Riba Tamêga, freguesia de Croca, concelho de Tuias, freguesia de São Pedro de Caíde, concelho de Lousada, Unhão, cidade de Penafiel, freguesia de Gondalães, entre outros.
Para facilitar a pesquisa, apesar do documento se encontrar digitalizado e on-line, no sumário do livro descrito no programa GEAD, o arquivo municipal colocou o título de todas as escrituras e intervenientes que compõem o dito livro.

         

Concelho de Unhão

O arquivo municipal de Penafiel colocou o fundo documental do Concelho de Unhão, constituído por um livro de notas do tabelião João Coelho da Silva, o novo, on-line, no seu programa Gead. O referido livro de 1768 a 1769, possui várias escrituras de aforamentos, arrendamentos, procurações, dinheiro a juros, compras e vendas, elaborados por vários indivíduos do antigo concelho de Unhão, mas, também, de Felgueiras e Celorico de Basto. 
           
Este documento poderá ser bastante útil para estudos genealógicos, bem como para quem pretender conhecer melhor o concelho de Unhão, a população, a sua atividade económica, bem como várias instituições. Ressalva-se aqui a existência da irmandade de Nossa Senhora da Guia da Pedra Maria que emprestava dinheiro a juro, podendo este livro de notas trazer alguns dados sobre a mesma. Para facilitar a pesquisa o Arquivo Municipal colocou na zona do sumário do documento, todos os títulos de escrituras, bem como os seus intervenientes, permitindo, desta forma, agilizar a pesquisa dos utentes.
           

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Documentação online


Na senda do que já havíamos comunicado ontem, os amigos do arquivo, vão continuar a divulgar alguns documentos presentes nos arquivos municipais que podem ser úteis para os amantes de genealogia, que pretendem saber mais sobre os seus antepassados.

Assim, lembramos a importância dos registos de testamentos, geralmente, presentes no Fundo da Administração do Concelho. Estes documentos permitem conhecer, relativamente bem o indivíduo que o elaborou. Neles estão patentes os bens que possuía, o local onde vivia, os motivos que o levaram a redigir o seu testamento, as confrarias e irmandades a que pertencia, o local e a forma como pretendia ser sepultado, os santos de que era fiel devoto, a sua família, os seus criados, os bens que deixava. Engana-se quem pensa que estes testemunhos de última vontade só eram realizados pelos mais ricos e que, portanto, não valerá a pena procurar testamentos de seus antepassados. São inúmeros os testamentos de pessoas que pouco tem de seu, mas que redigem este documento, por vezes, para legar um pequeno tear, ou uma corte de porquinhos, deixando, também, várias dividas. 
Da administração do concelho de Penafiel, o arquivo municipal possui livros de registo de testamentos de 1835-1937. Bem como, livros de registo dos autos de abertura e publicação de testamentos desde 1895 a 1935.
Pertencentes ao fundo da Câmara Municipal, o arquivo municipal possui testamentos desde 1814-1834.

                         
Na próxima semana, o arquivo municipal colocará disponível no programa Gead, 81 livros da série de registos de testamentos, do fundo da administração do concelho, que balizam entre 24 de janeiro de 1835 e 14 de dezembro de 1909, que já possui descritos a nível de livro. Destes, o livro 1, já está digitalizado e, também, ficará as ditos imagens disponíveis on-line. O livro 1 e 2 estão descritos no programa a nível de documento, o que, pensamos, facilitará a pesquisa aos utentes, pois possuem o nome do testador e um sumário do testamento.

                           
Para além dos testamentos de Penafiel, o arquivo municipal, também, possui dois livros de registos de testamentos de Vila Boa de Quires, que, como anunciamos há dias, estão disponíveis on-line.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Sabia que... vacinação em Penafiel

Sabia que...

Fez ontem 193 anos que faleceu o médico britânico Edward Jenner, inventor da vacina da varíola. Assim, não podíamos deixar de referir o papel preponderante que o médico António d’Almeida, mais tarde presidente da Câmara Municipal de Penafiel, teve na vacinação contra a varíola nos inícios do século XIX, neste concelho.
Sobre a vacinação contra a varíola, António d’Almeida, médico do partido da Santa Casa da Misericórdia de Penafiel, afirmou, em 1817, no Jornal de Coimbra, que esperava “com paciência e perseverança vencer a inércia, e omissão dos pais e conseguir tirar aqui o pasto ao contágio varioloso”.
António d’Almeida teve um papel preponderante na vacinação contra a varíola nas camadas mais jovens da população e, por diversas vezes, lamentou o facto dos pais, avós e cuidadores não providenciarem o tratamento médico aos seus menores. Só entre fevereiro e agosto de 1813 vacinou mais de 470 indivíduos em Penafiel e concelhos vizinhos. O trabalho impar que realizou levou-o a receber pela Instituição Vacínica da qual era correspondente, em 1814, a Medalha de Prata pelos trabalhos de vacinação levados a cabo.

         
Sobre este médico, veja-se FERNANDES, Paula Sofia Fernandes – O hospital da misericórdia de Penafiel (1600-1850). Braga: Universidade do Minho, 2016. Tese de Doutoramento policopiada.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Concelho de Vila Boa de Quires

O Arquivo Municipal disponibiliza on-line, a partir de hoje, dois documentos pertencentes ao concelho de Vila Boa de Quires, especialmente úteis para os estudiosos da morte e para os genealogistas que estudem antepassados das freguesias de Abragão, Vila Boa de Quires e Maureles.
O primeiro livro de testamentos do concelho e provedoria de Vila Boa de Quires, existente no arquivo municipal de Penafiel, baliza entre junho de 1834 e outubro de 1836. Este documento possui o registo dos testamentos transcritos pelo escrivão António Teixeira Júnior, sendo o livro assinado pelo provedor António Pinto de Aguiar. O livro possui os testamentos de:
- José de Almeida, do lugar da Eira, freguesia de Maureles;
- Antónia Vieira, casada com José de Sousa do lugar de Pombal, freguesia de Vila Boa de Quires;
- Joaquina Moreira, mulher de Joaquim de Sousa, do lugar de Louredo, freguesia de Abragão;
- João da Silva, lugar de Auturinho, freguesia de Maureles;
- António Monteiro, do lugar de Quintã, freguesia de Abragão;
- Reverendo reitor Luís Vitorino Pereira de Sousa Vasconcelos, da freguesia de Vila Boa de Quires;
- Dona Maria Joaquina Correia de Noronha, da casa do Cabo, freguesia de Vila Boa de Quires;
- José de Sousa, da Casa Nova, freguesia de Vila Boa de Quires;
- Custódia Maria, solteira, do lugar do Outeiro, freguesia de Abragão;
- Quitéria Maria do lugar de Agrela, da freguesia de Abragão;
- Custódia Luísa da Silva do lugar de Gaia, freguesia de Vila Boa de Quires;
- José de Sousa, do lugar de Ervio, freguesia de Vila Boa de Quires;
- Maria de Barros do lugar do Rio, freguesia de Vila Boa de Quires;
- António de Magalhães do lugar de Vez de Avis, freguesia de Abragão;
- Antónia Rosa de Jesus, do lugar de Outeiro, freguesia de Maureles;
- Maria Joaquina do lugar de Louredo, freguesia de Abragão;
- José da Fonseca, lugar de Ribaçais, freguesia de Abragão;
- Josefa da freguesia de Maureles;
- José Ribeiro do lugar da Gaia, freguesia de Vila Boa de Quires.
                   
O segundo livro de testamentos do concelho de Vila Boa de Quires, registados pelo escrivão António Pinto de Aguiar entre outubro de 1836 e setembro de 1837, possui um registo de doação e nomeação de José Teixeira e sua mulher Teresa Mendes da freguesia de Maureles; e os restantes fólios são testamentos de: José da Silva do lugar de Barco, freguesia de Abragão; Maria Josefa, viúva, do lugar do Eido, freguesia e concelho de Vila Boa de Quires; José Ferreira do Espirito Santo, do lugar do Vilarinho, freguesia de Perozelo; Custódia Maria da Casa de Prezigo, lugar de Buriz, freguesia de Vila Boa de Quires; Ana Maria do lugar do Outeiro, freguesia de Maureles e de Francisco José Pinto de Faria do lugar de Vez de Avis, freguesia de Abragão.

Concelho de Tuias

Para os estudiosos do antigo concelho de Tuias informamos que o Arquivo Municipal já descreveu, no seu programa GEAD e já colocou o documento digitalizado on-line, para que todos os interessados possam consultar.
Nas primeiras décadas do século XIX, o concelho de Tuias possuía 4 escrivães do público, um das sisas, um meirinho que servia de carcereiro e tinha a sua casa dos Paços do Concelho parcialmente destruída, o Pelourinho já havia desaparecido e a cadeia estava praticamente arruinada.
Mas para que fique a saber um pouco mais sobre este concelho consulte os capítulos de correição do concelho de Tuias que disponibilizamos, através da página da câmara e do programa GEAD.
          

Concelho de Santa Cruz de Riba Tâmega

Para os interessados na história do extinto concelho de Santa Cruz de Riba Tâmega ou para os amantes de genealogia que possuam antepassados desta localidade, vimos informar que o Arquivo Municipal de Penafiel já descreveu e colocará, brevemente, on-line, no seu programa GEAD, o livro que possui deste concelho. Trata-se, assim, de um livro de lançamento de um novo imposto sobre as bestas e parelhas e criados que não se ocupassem da agricultura.
          
Na freguesia de Caíde foram aboletadas duas pessoas: o Capitão Francisco de Sousa Pinto, da Casa de Vila Verde, por uma besta de carga, e Dona Bernardina de Vilela por outra besta de carga, ambos em mil réis.
Para a freguesia de Ataíde foram aboletadas duas pessoas: António Ferreira da feira por uma mula em mil réis e Manuel Joaquim Filipe, também por uma mula.
Para a freguesia de São Mamede, 3 pessoas: António Pinto, do casal por uma mula, também em mil réis; um almocreve de Lordelo por uma mula, também em mil réis e José Pinto das Regadas por um cavalo de carga, também em mil réis.
Para a freguesia de Santa Eulália, 5 pessoas: José Machado por uma mula, António Alves por um cavalo, Manuel Pinto de Soutelo por um macho; Francisco Pinto por um macho; Manuel Crispiano por um macho, todos em mil réis cada um.
Para a freguesia de Santo Isidoro, 4 pessoas: António Folgareta por um macho, José Ribeiro da Boussa por um macho; Custódio Pinto caseiro de Maria Mendes de Agua Levada por um macho; Bernardo António da Portela, almocreve também por um macho, todos em mil réis cada um.
Para a freguesia de Carvalhosa, 1 pessoa: António Joaquim de Mesquita por um galego de carga em mil réis.
Para a freguesia de São Briscimo, José Teixeira em mil réis por um macho.
Para a freguesia de Freixo de Baixo, Dona Antónia do Fajo por uma mula em mil réis.
Para a freguesia e Couto de Mancelos, 8 pessoas: José António da Tapada por dois machos em 2 mil réis; José Carvalho dos Novais por um macho em mil réis; Francisco José de Manhufe por um macho em mil réis; Francisco Plenário por um macho em mil réis; Manuel Fatelo por um macho, também em mil réis; José Maneto também em mil réis por um macho; José Branco por um macho, mil réis; José de Abreu por um macho, mil réis.

O que tudo importou a quantia de 28 mil réis.

Sabia que... O que comiam os pobres em Penafiel, no século XVIII e inícios do século XIX?

Sabia que...

O que comiam os pobres em Penafiel, no século XVIII e inícios do século XIX?

Segundo o médico António de Almeida, estes eram os principais consumidores de pão e bacalhau e quando estes produtos escasseavam e não se apresentavam nas melhores condições era natural que se notassem problemas de saúde e carências alimentares. Este físico teria considerado mesmo estes alimentos como possíveis causadores da febre que assolou esta localidade na última década do século XVIII.
            
Só a partir da segunda metade da centúria de oitocentos é que o bacalhau se começou a difundir entre as camadas sociais mais abastadas, sendo até aí, no geral, de má qualidade, considerado alimento dos pobres de difícil digestão e gerador de “humores melancólicos”.
Fotografia: Espólio FotoAntony

Sabia que... A alimentação das elites até ao século XVIII

Sabia que...

A alimentação das elites até ao século XVIII
Os médicos e dietistas da Idade Moderna em imensos tratados advertiam para a importância de boas práticas alimentares, assinalando a importância do valor nutritivo de certos alimentos. A maneira de cozinhar, condimentar e de comer certos produtos era, deveras, difundida de forma a preservar a saúde dos indivíduos. Na pirâmide nutricional, o pão, o vinho e a carne tinham um papel preponderante.
A alimentação dos mais ricos, excessivamente rica em carnes, levava a que estes sofressem de excesso de proteínas e de pouca fibra, o que conduzia à incidência de doenças como a “gota”, neste grupo social. 
No entanto, em Penafiel, segundo o médico António de Almeida, a “gota” não constituiu um problema. Como o próprio mencionou, “a gota neste paíz é pouco vulgar e dentro da cidade de Penafiel, não há nenhum doente de gota, propriamente dito”. Contudo, existiram outros tipos de doenças que assolavam indivíduos que cometiam excessos alimentares. O referido clinico dava o exemplo do padre José da Costa Grelho, de 55 anos, de “temperamento sanguíneo, alimentado grosseiramente e entregue a excessos de comidas de serrabulhos a que é convidado, sujeito a emorroidas”.
                               

Assim, a nobreza, o clero superior e a alta burguesia, eram afetados por diversos tipos de doenças relacionados com excessivo consumo de alimentos muito cozinhados, gordurosos e energéticos, mas desequilibrados em nutrientes essenciais. Destacava-se a gota, como já mencionamos, a arteriosclerose, a litíase, as doenças digestivas, a diabetes e as doenças renais. 
                                
Veja-se a correspondência de D.ª Constança da Silva Guedes para o sobrinho Manuel Guedes da Silva da Fonseca, já nos finais do século XIX, em que a referida senhora alerta para os excessos e realça a virtude dos caldos.

Documentos: Fundo do Morgado da Aveleda

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Fazia hoje anos... Rodrigo Xavier Pereira de Freitas Beça


Rodrigo Xavier Pereira de Freitas Beça nasceu em 14 de janeiro de 1805, na freguesia da Sé do Porto. Era filho de José de Beça Correia e de D. Ana Margarida Pereira de Freitas.

Casou em 11 de janeiro de 1826, perto de fazer 21 anos com D. Albina Rosa Moreira Lobo, filha do capitão Manuel Caetano Moreira Lobo e de D. Eufrásia Maria do Sacramento, proprietário da Casa do Castro, na freguesia de Besteiros, no concelho de Paredes.
          
                      (Largo da Igreja Matriz na Rua Direita, Penafiel) 
Após o casamento, ingressou na escola cirúrgica do Porto e terminou o seu curso em 1831. Três anos depois de se ter formado foi admitido no partido de cirurgião da Santa Casa da Misericórdia de Penafiel. Foi sócio correspondente da sociedade de ciências médicas de Lisboa, da sociedade agrícola do distrito do Porto e da associação dos arquitetos civis portugueses.
Escritor de várias obras em prosa e em verso, publicou vários textos sob o nome de padre Serapião d’Algures, nomeadamente na Gazela de Portugal. Fundou a Gazeta de Penafiel, em 1870. Fundou o teatro Penafidelense e participou como ator amador juntamente com a sua vasta prole.

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Há precisamente 64 anos...


Há precisamente 64 anos, abriu ao público o Cine-Teatro S. Martinho com a exibição deste filme. Em 1948, a população já podia ver sessões de cinema no Cine-Club de Penafiel e em 1949, no Cine-Floresta, na esplanada do mercado, por isso, também, designado Cine-esplanada.
                      

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Sabia que... As tabernas em Penafiel

Sabia que... 

Nos inícios do século XX existiam na Rua Engenheiro Matos, perto do matadouro, duas tabernas: uma dirigida por Teresa Cipriana, a "Pardal", outra por Maria d'Assunção, casada com um militar.
A rivalidade entre ambas era notícia existindo vários atritos, o que levou a que o marido de Maria Assunção, João Egydio Ramos solicita-se em setembro de 1908 a intervenção do administrador do concelho Manuel Guedes da Silva.

Uma carta que vale a pena ler...
               
Documento pertencente ao espólio do Morgado da Aveleda (em tratamento).

Sabia que... Moradia do Barão do Calvário, atual Biblioteca Municipal de Penafiel

Sabia que...


Em 1853, Manuel Pereira da Silva, barão do Calvário, manda construir uma grande moradia, à face da rua Formosa, mas que era também uma casa de quinta, da propriedade que se estendia pela encosta do Cavalum.
            
"... De traça erudita, a casa forma um U, com o pátio voltado para a rua. O corpo central, térreo para quem entra pelo pátio, correspondendo ao andar nobre, tinha para as traseiras um outro piso inferior onde estavam instaladas as dependências ligadas à quinta. o aspecto imponente do conjunto advinha-lhe sobretudo dos torreões de dois pisos rematados por balaustradas sobrepujadas de urnas que flanqueavam o portal que encerrava o pátio. Este portal incluía duas falsas janelas e uma alta porta rematada por um frontão triangular sobre o qual acentavam duas esculturas de grandes canídeos em granito. As aberturas estavam providas de gradeamentos de ferro lavrado, tendo o portão um monograma do proprietário... considerada então a melhor da cidade e por isso mesmo requisitada para nela se instalar D. Luís quando, em 1872, pernoitou em Penafiel..."
            

Esta casa foi adquirida pela Câmara Municipal nos anos trinta para aí funcionar o tribunal e várias repartições públicas. Também a Biblioteca e o Museu Municipal aí estiveram instalados.
Mais tarde este edifício sofreu profundas obras de remodelação para albergar a nova Biblioteca Municipal.
            

Texto elaborado com base no livro "Penafiel", da autoria da Professora Teresa Soeiro.
Fotografias: FotoAntony

Sabia que... Matadouro Público

Sabia que...

"As queixas da população contra a localização e insalubridade dos matadouros do Quelho da Atafona vêm já da primeira metade do século e vão-se tornando cada vez mais insistentes. A cidade crescera ao longo da Rua Formosa, para ela programava os tão desejados melhoramentos, nela instalara as melhores residências, não se tornando pois compatível com tanto progresso a existência nas traseiras desta avenida de um foco de maus cheiros e imundície que, tinha-se agora consciência, podia ser muito pernicioso para a saúde pública. Assim pressionada a Câmara manda fazer a planta e orçamento para um novo matadouro, a sediar fora da cidade."
"Teriam os penafidelenses de esperar por ele ainda quase três décadas. As casas do Quelho da Atafona, que compreendiam matadouro, talho e salgadeiras para os couros acabaram por ir à praça em Dezembro de 1882, quando a administração municipal tinha já começado a obra do novo matadouro, situado no monte de Chelo, propriedade do então presidente da Câmara Manuel Pedro Guedes, à margem da Estrada de Guimarães, no limite da cidade."
"É este mesmo presidente que na sessão de 20 de Abril de 1882 oferece à Câmara a planta do matadouro, orçado em 5.000$000, e aprovada na reunião seguinte. O projecto importado para Penafiel esteva de acordo com todas as exigências que na época se pediam a estabelecimentos deste tipo, sendo tido como modelar para povoações desta dimensão, o que levou a que a respectiva planta fosse solicitada por outros concelhos. Nem por isso escapou à critica que, nos anos noventa, vai pôr em causa a aceleração imprimida aos melhoramentos da década anterior, por excessivos para as disponibilidades locais."

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

No Arquivo com... (Dra. Vilma Cardoso)



No Arquivo com... Dr.ª Vilma Cardoso


OS ÓRFÃOS E OS EXPOSTOS DE PENAFIEL (1872-1902)

                          

Presente ao longo da História do Homem, esta exposição de crianças sempre consistiu num problema social que se tentou resolver. Bondade de estranhos, hospitais de expostos, Casa da Roda, foram vários os meios que se usaram para a proteção destas crianças expostas. Sob o véu do anonimato durante os anos de funcionamento da Casa da Roda e posteriormente através de uma admissão controlada com os... Hospícios dos Expostos, os contornos sobre a vida destas crianças foram estudados para o caso de Penafiel, através da descrição de dois documentos pertencentes à série Registo de guias passadas para o hospício dos expostos, do Fundo da Administração do Concelho de Penafiel, entre os anos de 1872 e 1902. Quem eram estas crianças? Qual a relação de masculinidade entre os abandonos? De onde vinham e quem as levava ao hospício? Quais as razões para a exposição também de crianças com pais conhecidos e já com alguma idade e sobretudo, o que eram e o que tentaram transmitir muitas vezes os sinais que as acompanhavam, foram algumas das questões levantadas ao longo da comunicação Os órfãos e expostos de Penafiel (1872-1902).




terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Os Professores no Concelho de Penafiel entre 1841 e 1881

Com base no tratamento da série denominada "Registo dos diplomas dos professores de ensino público", pertença do fundo da Administração do concelho de Penafiel, apresentamos aqui um texto intitulado "Os professores no concelho de Penafiel entre 1841 - 1881, elaborado por Cecília Gomes: http://pt.calameo.com/read/003996667e32f9a472586
Os documentos digitalizados estão já disponibilizados em geadopac.cm-penafiel.pt.

Pode consultar a lista com os registos de professores aqui: https://drive.google.com/?tab=wo&authuser=0#folders/0B_T2QdLrRizheWVZREJ0X3ZwNDg


quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Os Órfãos e Expostos de Penafiel (1872-1902)

Com base no tratamento da série denominada "Registo de guias passadas para o hospício", pertença do fundo da Administração do concelho de Penafiel, apresentamos aqui um texto intitulado "Os órfãos e expostos de Penafiel (1872-1902), elaborado por Vilma Cardoso. Segue-se ainda o índice de todos os expostos entrados no Hospício de Penafiel.

Pode consultar o artigo no seguinte link: http://pt.calameo.com/read/0039966679b8481931088
A lista com os expostos encontra-se disponível em: https://drive.google.com/file/d/0B_T2QdLrRizhMGs2eFItTThkMXM/view?usp=sharing

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Registo de Presos - 1935/1936

Disponibilizamos um pequeno artigo em PDF e também a lista referente ao Registo de Presos entre os anos de 1935 e 1936 que faz parte do fundo da Administração do Concelho de Penafiel.




Disponível o artigo em: https://drive.google.com/file/d/0B_T2QdLrRizhVU5qc3A4UmtacTg/view?usp=sharing


Encontra-se a lista do registo dos presos disponível em: https://drive.google.com/file/d/0B_T2QdLrRizhaERqOXdNTUR2MUU/view?usp=sharing


Artigo e lista elaborados por Cecília Santos