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quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Crónica do médico dos livros VII

Cuidados com os documentos:


Nunca se deve apoiar ou escrever sobre um documento (aberto ou fechado). Se precisar de tirar notas escreva sobre a mesa e não sobre o documento. E jamais deve escrever seja o que for num documento.




Durante a consulta de um documento, nunca apoie os braços sobre o mesmo.





Ao retirar um livro da estante, nunca o faça pela parte de cima da lombada.


Crónica do médico dos livros VI

Fotografia em vidro

O vidro foi usado em fotografia para a produção de negativos e de diapositivos de lanterna, em voga no século XIX e primeiros anos do século XX. Embora seja um material estável e que se manteve durante muitos anos em bom estado, o vidro apresenta algumas formas de deterioração que são a causa de problemas graves em conservação de fotografia.

Legenda Imagem_14 – Negativo em vidro, do espólio da FotoAntony.

Crónica do medico dos livros V

Papel, cartolina ou cartão?

Considera-se cartolina um papel espesso, com uma gramagem superior a 180 ou 200g. É cartão, quando excede os 350g.

Os papéis podem ser muito finos, ou quase cartolinas; as suas diferenças são claramente apreciáveis pela sua transparência e finura. Pelo contrário, as diferenças de gramagem nas cartolinas não são tão facilmente apreciáveis. O espectro de gramagens não é tão amplo, uma vez que se situam entre o papel e o cartão. Com o cartão, tal como com o papel, encontraremos todo o tipo de gramagem; leves, ou nos limites espessos e pesados: não existe limite de gramagem.

Cartolinas artesanais secando de forma natural.

A cartolina é mais resistente que o papel devido à sua maior densidade. É muito adequada para o uso artístico e para manipulados que precisem de uma certa rigidez.

Mostruários antigos de cartão.

Crónica do médico dos livros IV

Características e propriedades do papel

 Normalmente, cada papel, seja artesanal ou industrial, tem:

Um nome: “arches”, “basis”, ingres”, etc.
Uma composição: 100% algodão, 50% kraft + 50% eucalipto, etc.
Um uso: desenho, aguarela, decorativo, etc.
Uma gramagem: (90g, 120g, 240g, 360g, etc.) de acordo com a qual será papel, cartolina ou cartão, e que lhe dará também uma espessura;
Um tamanho definido em centímetros ou por números estandardizados (DIN A4, Couronne, Coquille, etc.)
Uma cor: cru, vermelho melancia, tabaco, escarlate, violeta, etc.
Um acabamento de superfície: vitela, ripado, gravado, acetinado, brilhante, irregular, texturado, etc.
Barbas: largas, fibrosas, irregulares, muito rústicas, etc.
Marca de água;
Propriedades especiais: direcção da fibra, colas especiais, porosidade, cargas, materiais acrescentado, etc.
Uma apresentação: folhas soltas, pacotes de 10 unidades, blocos, resmas, a peso, etc.

Outras características: opacidade, dureza, resistência, flexibilidade, impermeabilidade, etc.

Diferentes acabamentos de superfície do papel artesanal

 Alguns dos formatos mais usados ao longo da história e que continuam a ser usados, devido à sua versatilidade na arte e na tipografia.

Mostruário de papéis coloridos.

Crónica dos médicos II

Antecedentes do papel.

Desde a sua origem, o homem sentiu a necessidade de expressar graficamente a sua vida e os seus anseios. Primeiro nas paredes das cavernas, mais tarde nas placas de mármore ou bronze, depois em placas de argila, de tartaruga, osso, madeira ou cera. Contudo, e à medida que as civilizações iam evoluindo, tornava-se necessário um material mais leve, de fácil armazenamento e transporte. Assim, nasceram de forma independente e em três pontos do planeta, três suportes fibrosos de características muito semelhantes: no Mediterrâneo: o papiro, na América: o papel pré-colombiano, e no extremo Oriente: o papel, tal como o conhecemos hoje em dia.


Tábua romana de Badalona. Bronze. Museu de Badalona (Espanha)

Placas de cera, com o stylus.

Placa de argila mesopotâmica do palácio real de Ebla

Crónica dos Médicos dos Livros I

Os documentos são testemunhos escritos de memórias, pedaços de vidas, fontes fundamentais para a elaboração da história. Todos temos a função de os conservar, preservar e, quando necessário, restaurar.

Conservação é um conjunto de medidas de intervenção sistemática e directa nos documentos com o objectivo de impedir a sua degradação, sem alterar as características físicas dos suportes.

Higienização dos documentos, com pincel japonês.



Preservação é um conjunto de medidas de gestão tendentes a neutralizar potenciais fatores de degradação dos documentos.
Pergaminho acondicionado em pasta, feita em cartão livre de ácido e poliéster.



Desinfestação por anóxia.
Restauro é um conjunto de técnicas utilizadas para a recuperação dos suportes e/ou eliminação dos danos causados na documentação pelo tempo, uso ou outros factores. Implica uma intervenção direta e tratamento do documento.