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sexta-feira, 12 de setembro de 2014

No Arquivo com...(Eng.Gaspar Meneses)

No Arquivo Com...

Vieiras, da Casa e Quinta da Conca.

Na região do actual concelho de Penafiel existiram várias famílias que se destacaram das demais, que devido ao seu passado histórico, no contributo da afirmação da nacionalidade, aos cargos destacados que ocuparam ao longo dos séculos nas mais diversas instituições locais e nacionais, merecem ser recordadas pelos exemplos que deixaram de modo a impedir que o tempo as renegue para o esquecimento.



A família mais antiga existente em Penafiel é sem dúvida a dos Barbosas, da Honra de Barbosa, cuja história se perde no tempo. Julga-se existente antes do início da Fundação do Condado Portucalense. 
Além dos Barbosas e de outras destacam-se os Vieiras, da Casa e Quinta da Conca, em Entre-os-Rios, com registos de meados do século XV. Mantiveram esta propriedade até finais do século XVII, que por disposição testamentária saiu da posse da família.
Ficaram conhecidos como Vieiras da Conca. Raramente habitaram esta propriedade pois administravam o Morgadio e Capela de Nossa Senhora do Loreto, no Mosteiro de São Domingos, do Porto e pelas regras de sua instituição estavam impedidos de “morar” fora desta cidade.
Afirmam os nobiliários que esta família era proveniente de Vieira do Minho, tendo Rui Vieira, “honrado fidalgo” como antepassado mais antigo, registando a sua existência no tempo dos Reis Dom Afonso II e Dom Sancho II. Posteriormente deslocam-se para Guimarães e daqui para o Porto, onde por casamento vêm a deter a administração do referido morgadio.
Nestes Vieiras, da Conca, segundo os nobiliários encontrava-se a chefia de linhagem desta família, sendo considerada no tempo do Rei Dom Manuel I como fazendo parte das principais de Portugal, tendo as suas armas no conhecido tecto da Sala dos Brasões do Paço Real de Sintra. 
Suportado em fonte documental primária encontra-se descrita a referência a Álvaro Vieira Dinis e sua mulher Catarina Fernandes Baião, senhores da Quinta da Conca, na primeira metade do século XVI. Num processo de habilitação a Familiar do Tribunal do Santo Ofício, de 1710, de um seu descendente, é reconhecido que Álvaro Vieira Dinis “era o Chefe da Familia Vieyra donde procedem todos os Vieyras verdadeiros deste Reyno”.
Na palestra apresentada no Arquivo Municipal de Penafiel no dia 12 de Fevereiro descreveu-se a descendência deste casal e sucessão nas suas propriedades e vínculos, com todas as vicissitudes inerentes até meados do século XIX. Com referência a vários membros desta família, terminando no Padre Joaquim de Magalhães e Menezes, nascido em São Martinho de Arrifana do Sousa em 11 de Agosto de 1.823, que foi fundador e primeiro Director do Colégio de Nossa Senhora do Carmo, de Penafiel, considerado um notável estabelecimento de ensino em toda o Vale do Sousa e arredores durante quase 100 anos.

Perafita, 14 de Abril de 2.014,
Gaspar Menezes

Evento: Noite Branca - 2014

Noite Branca

Teve lugar no dia 5 de Julho de 2014, na cidade de Penafiel, o evento Noite Branca do qual a Associação de Amigos do Arquivo de Penafiel, não quis ficar ausente. Através de uma barraquinha com comes e bebes, os Amigos do Arquivo conseguiram arrecadar fundos para as nossas atividades. Um obrigado a todos que colaboraram na realização deste evento e a todos que visitaram a nossa barraquinha da Noite Branca!


















No Arquivo com...(Dra. Vilma Cardoso)

“No Arquivo Com…”

1 março 2014

“Estratégias de ascensão social e perpetuação da memória: O arquivo da Casa das Mouras”

Por Vilma Joana Cardoso





A presente comunicação vem no seguimento do projeto que foi desenvolvido no Mestrado de História e Património, ramo Arquivos Históricos, na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, e cujo trabalho se alicerçou no estudo orgânico, organização e descrição da documentação do arquivo de família denominado Arquivo da Casa das Mouras, o qual se encontra depositado no Arquivo Municipal de Penafiel.
Inserido num concelho onde abundam casas solares, o AMPNF apresentou-se como a primeira escolha de Vilma Cardoso para um estágio inserido no mestrado, onde durante o seu período procedeu ao estudo da história desta família da Casa das Mouras e reconstrução da sua genealogia, organizando o arquivo posteriormente e, através da sua descrição, elaborou o catálogo do seu acervo, indispensável para o acesso aos futuros utilizadores e investigadores.
Situada na Avenida das Cans, em pleno centro da vila de Rio de Moinhos, concelho de Penafiel, a Casa das Mouras, cujo nome advém de uma tradição oral, teve como família original proprietária, os Moura e Castro, que, até 1835, produziram pouca informação dentro do arquivo. Nesse mesmo ano, haveria a casa de testemunhar a união de Dona Efigénia Amália de Moura Torres com Columbano Pinto Ribeiro de Castro Portugal da Silveira, natural do Porto, fidalgo real e morgado de Nossa Senhora da Vela. Com ele veio toda a documentação do morgadio que herdara, incluindo documentação dos seus antepassados paternos, de sua mãe e de seu padrasto. Até ao ano da sua morte, foi o produtor mais importante da Casa das Mouras, tendo ainda ocupado, profissionalmente, vários cargos políticos no concelho de Penafiel.
Numa casa onde não se poderia dizer à primeira vista, a importância da documentação que guardava, Vila Cardoso acabou por se deparar com duas famílias que se uniram, onde as estratégias de ascensão social e memória estiveram sempre presentes. De mercadores e proprietários a fidalgos da casa real, a família de Columbano viria a ser um reflexo da alteração destas estratégias, desempenhando cargos políticos, inserindo-se na “nobreza de toga” do século XIX, mas sem deixar de lado a importância da terra como fonte principal de riqueza e, sobretudo, da perpetuação de memória familiar que Columbano sempre privilegiou.

Arquivo com...(Dra. Sónia Duarte)


Fontes Para o Estudo da Música na Cidade de Penafiel:

Iconografia, Paleografia e Organologia
Sónia Duarte
Penafiel, 30 de Novembro de 2013





As peças levantadas, inventariadas e alvo de estudo musicológico durante o Estágio Pejene, no Arquivo Municipal, e disseminadas na conferência Fontes Para o Estudo da Música na Cidade de Penafiel: Iconografia, Paleografia e Organologia permitem-me inferir a existência de uma vida musical profícua na cidade de Penafiel. Na Igreja do Recolhimento das Freiras de Nossa Senhora da Conceição há um órgão positivo e outro de tubos; na Igreja de S. Martinho de Penafiel, classificada de património nacional, um esquecido órgão de tubos; na Igreja da Ordem Terceira do Carmo um órgão de tubos, vários maços de partituras avulsas para banda de música, orquestra e coro, e um coreto; na Igreja de Nossa Senhora da Ajuda um órgão da oficina de Jérôme Thibouville-Lamy e um estuque com iconografia musical; na Igreja da Misericórdia um órgão de tubos com percussão lá dentro e vários livros de música; na Igreja do convento de Santo António dos Capuchos um órgão de tubos; na Igreja Terceira de S. Francisco um órgão de tubos; no Jardim do Calvário, outro coreto; no Arquivo Municipal um pergaminho do século XVI com notação musical (fragmento de um Gradual) que serve de capa a um livro de celeiro proveniente da Casa do Poço; na Quinta da Aveleda um órgão e compilação de excertos de ópera manuscritos; na Casa das Mouras compilações de partituras várias. Os dois órgãos esquecidos do Recolhimento mas sobreviventes à voragem do tempo foram alvo de limpeza, remoção de poeiras, desinfestação e de colocação dos tubos apeados que vieram conferir-lhes dignidade. De salientar que carecem estes dois, tal como todos os outros órgãos enumerados, de um cuidadoso e urgente restauro. Carece também continuar o levantamento de livros de música e disseminar o que já foi inventariado.

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

No Arquivo com...(Lúcia Chaves Cardoso)

No Arquivo com...




Iniciativas: Concurso de Fotografia III

Concurso de Fotografia
Casas Antigas do concelho de Penafiel

Está a decorrer entre os dias 8 e 30 de Setembro de 2014, o terceiro concurso de fotografia organizado pelos Amigos do Arquivo de Penafiel, cujo tema incide sobre "Casas Antigas do concelho de Penafiel". Para votar na fotografia da sua preferência, basta dar um Gosto na respetiva fotografia na nossa página do facebook: Casas Antigas do concelho de Penafiel

Concurso "Casas Antigas do concelho de Penafiel"

Iniciativas: Concurso de Fotografia II

Concurso de Fotografia
Pelo concelho de Penafiel em busca de capelas e ermidas

Teve lugar entre os dias 1 e 6 de Julho de 2014, o segundo concurso de fotografia organizado pelos Amigos do Arquivo, com o tema: Pelo concelho de Penafiel em busca de capelas e ermidas.

Concurso "Pelo concelho de Penafiel em busca de capelas e ermidas"




A foto vencedora que recolheu o maior número de gostos no Facebook dos Amigos do Arquivo, é da autoria de Cecília Santos. Pode ainda ver as restantes fotos a concurso na página do nosso facebook: Pelo concelho de Penafiel em busca de capelas e ermidas
Capela da Nossa Senhora da Cividade-Eja

No Arquivo com... (Dr.ª Susana Oliveira)

No Arquivo com...


A Gestão da Informação nas Autarquias



Iniciativas: Concurso de Fotografia I

Concurso de Fotografia
Música na Imagem: representações musicais no concelho de Penafiel

Teve lugar entre os dias 1 e 9 de Maio de 2014, o primeiro concurso de fotografia organizado pelos Amigos do Arquivo, com o tema: Música na Imagem, representações musicais no concelho de Penafiel.

Concurso de Fotografia Música na Imagem

A foto vencedora que recolheu o maior número de gostos no Facebook dos Amigos do Arquivo, é da autoria de Luciana Cunha. Pode ainda ver as restantes fotos a concurso na página do nosso facebook: Música na Imagem - concurso de fotografia



No Arquivo com...(Helena Bernardo)


No Arquivo com...

Helena Bernardo, licenciada em História, variante Arqueologia (1997-2002), pós-graduada em Museologia (2002-2003) possui um mestrado em Arqueologia (2009-2012) pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto - Do lugar de Arrifana de Sousa à cidade de Penafiel. Urbanismo e arquitetura (séculos XVI a XVIII) -, com orientação da Professora Doutora Teresa Soeiro. Entre 2005 e 2007, enquanto arqueóloga do Gabinete Técnico Local da Câmara Municipal de Penafiel, realiza o estudo do Centro Histórico da Cidade com vista à elaboração do respetivo Plano de Pormenor. Pertence ao grupo de investigadores do CITCEM - Centro de Investigação Transdisciplinar Cultura, Espaço e Memória e desde 2009 que exerce funções de Técnica Superior – Conservadora no Museu Municipal de Penafiel/ Câmara Municipal de Penafiel.
Na sequência de No Arquivo com…, honrou-nos com a conferência A paisagem urbana da vila de Arrifana de Sousa em meados do século XVIII, que se passa a resumir.
O estatuto de vila atribuído ao lugar de Arrifana de Sousa em 1741, com jurisdição separada da cidade do Porto, de que dependia desde 1384, permitiu à administração local orientar o processo de relançamento do imposto da décima em 1762, motivado pela denominada guerra fantástica que se traduziu na invasão da fronteira portuguesa pelo exército franco-espanhol, taxa que foi aplicada em todo o país. Para a aplicação deste imposto, cujos dividendos serviriam para financiar o exército, foi necessário proceder ao levantamento de todas as propriedades, as quais, no espaço arruado da vila, correspondem a habitações e quintais. As informações foram vertidas no Livro do Arruamento de 1762, hoje depositado no Arquivo Municipal de Penafiel. Arruamentos, edifícios, habitantes e respectivas profissões são alguns dos aspectos da paisagem urbana que podemos entrever através da análise desta fonte. Assim, o burgo de Arrifana de Sousa tinha nessa data 472 casas, 77% das quais com rés-do-chão e primeiro andar e apenas cinco possuíam dois andares, na sua maioria telhadas, embora existissem algumas com cobertura de colmo. Viviam neste espaço 47 ferreiros e 39 padres, mas também 19 sapateiros, 18 vendeiros, 14 jornaleiros, 14 alfaiates e toda a sorte de profissões, num total de 54 distintas, em que se destacam os ofícios mecânicos. Entre as classes nobilitadas encontrámos referências às famílias Soares Barbosa, Garcez, Pereira do Lago e Machado Coelho. Os moradores do burgo possuíam também propriedades na zona rural da vila (Puços, Cavalum, Chelo, Beco, Casal Garcia, Aperrela, Alamela, entre outros) cujas culturas, nomeadamente do centeio, trigo, vinho e azeite, completavam a sua economia doméstica, dados que foram vertidos no Livro do lançamento da décima de 1763.



O debate foi muito animado porque muitos dos presentes conheciam, ou queriam perceber, as memórias do centro histórico. Um contributo excelente para a história do centro histórico de Penafiel, no momento em que decorrem obras de requalificação, o que sobrevalorizou a intervenção da Dr.ª Helena Bernardo.

Sabia que...(Bento de Abreu Aranha)

Sabia que…

Bento de Abreu Aranha, filho de Brás de Abreu Guimarães e de D.ª Joana do Nascimento de Araújo Aranha, natural da cidade do Porto. Irmão de Brás Abreu de Araújo Aranha, de Joana Felizarda Delfina de Abreu de Araújo Aranha e de João de Abreu Aranha e Araújo. Cursou na Universidade de Coimbra, em Direito Canónico e Civil e fez-se bacharel em 1756, tendo anteriormente obtido ordens menores.




Elaborado por Sofia Fernandes

Ver: http://geadopac.cm-penafiel.pt/ (Morgado da Aveleda)

Sabia que...(Brás de Abreu Guimarães)

Sabia que..
Brás de Abreu Guimarães, pai de D. Joana Felizarda Delfina de Abreu Aranha foi casado com D. Joana do Nascimento de Araújo Aranha.
Brás de Abreu Guimarães, foi escudeiro do número da cidade do Porto. Em 16 de Junho de 1764, obteve alvará para ser armado cavaleiro professo da Ordem de Cristo. Foi deputado da Junta da Companhia Geral do Alto Douro, bem como procurador de El-Rei para o administrar e arrecadar as rendas da cidade do Porto, em 1768. Este homem foi ainda administrador da Casa de Abrantes e Fontes que possuía D. João e que deixou por herança à Sereníssima Casa do Infante. Esta administração continuou nas mãos de seu filho, Brás de Abreu Aranha e Araújo. Foi também comerciante, tendo emprestado muito dinheiro a juros.

Alvará da Ordem de Cristo dado a Brás de Abreu Guimarães.



Elaborado por Sofia Fernandes

Ver: http://geadopac.cm-penafiel.pt/ (Morgado da Aveleda
)

Sabia que...(Finanças da Cidade)

Sabia que...

As reformas levadas a cabo pelo regime liberal a partir de Évora Monte (1834) tiveram consequências ao nível das finanças locais e, concomitantemente, ressonância numa escala micro, o palco local - Penafiel. Contudo, não se pode divorciar esta questão do próprio alargamento da base geográfica de tributação. Efectivamente, o Liberalismo impôs uma máquina administrativa mais pesada aos municípios e as alterações introduzidas no mapa concelhio afectaram os recursos da Câmara de Penafiel pelas receitas mas igualmente pelas despesas, num equilíbrio bem difícil de conseguir.
Os quantitativos, tanto do lado das receitas como das despesas, sofreram aumentos consideráveis a partir de 1836 e os montantes arrecadados e despendidos pelo órgão de gestão concelhio permitiram fazer face a um conjunto de novos encargos, surgidos na sequência de uma maior diversificação de atribuições às câmaras municipais pela política liberal.


 Edifício da Câmara Municipal, na Praça Municipal (antigo Largo das Chãs. (Foto s/d).

Se com o Liberalismo o poder municipal adquire novas responsabilidades e novas obrigações, também com o Liberalismo as câmaras municipais vêem muitas das suas decisões serem fiscalizadas pelo conselho municipal (1840), originando uma perda de independência no plano político-económico, perda essa aceite pacificamente pelo facto dos impostos resolverem a questão de sustentabilidade local.
A Câmara de Penafiel, nos anos 1835-1851, apresentou, efectivamente, níveis de crescimento das receitas, embora as contas de receitas e despesas tenham sofrido oscilações, caracterizando-se o movimento contabilístico pela apresentação de saldos relativamente equilibrados, que, no entanto, encobriam uma dívida acentuada que não pode ser menosprezada face à dimensão financeira local. É curiosa a forma “engenhosa” como se resolveram os orçamentos, com o socorro a dívidas activas e passivas, um jogo que aponta para estratégias de sobrevivência in extremis. 


Foto antiga do edifício da Câmara Municipal, e vista da Avenida Sacadura Cabral. (s/d)


"As finanças do concelho de Penafiel no período de afirmação do Estado Liberal (1835-1851)"

Elaborado por : António Pinto do Fundo*

* Este texto escrito sem obedecer aos critérios do acordo ortográfico decorre da dissertação de mestrado esteve na base da comunicação apresentada no 29.º Encontro da APHES. Veja-se FUNDO, António José Pinto do - Elites e Finanças: O concelho de Penafiel na reforma liberal (1834-1851). Penafiel: Museu Municipal de Penafiel, Estudos e Documentos, n.º 3, 2010.



Sabia que...(Luís Seixas)

Sabia que…

Henrique Seixas teve dois filhos: Simão de Seixas e Luís de Seixas.
Luís de Seixas viveu na 1.ª metade do séc. XVI. Era sobrinho do Bispo de Coimbra e daí natural. Descendia da linhagem masculina e direita dos Seixas que eram fidalgos de coto de armas. Luís de Seixas era filho legítimo de Henrique de Seixas, irmão do Bispo de Coimbra, e de Lucrécia de Sampaio e neto paterno de Fernão de Seixas. Obteve carta de armas em 1539.

Elaborado por Sofia Fernandes

Ver: http://geadopac.cm-penafiel.pt/ (Morgado da Aveleda)



Sabia que (D. Manuel Maria Gonçalves Zarco da Câmara)

Sabia que… 

D. Manuel Maria Gonçalves Zarco da Câmara nasceu a 10 de maio de 1789. Casou a 7 de fevereiro de 1813 com a D.ª Maria Teresa José de Jesus de Mello e faleceu em 16 de novembro de 1825 com apenas 36 anos de idade. Foi governador da Índia entre 1822 e 1825.
Escreveu um diário onde relatou a sua partida na nau Vasco da Gama, rumo ao Brasil, no ano de 1820 para se encontrar com o seu irmão, o Conde da Ribeira Grande. Este diário escrito pelo seu próprio punho, relata a sua vida, desde a sua partida para o Brasil, a sua nomeação como governador e capitão geral do Estado da Índia, a sua viagem para Goa e os problemas com que se deparou ao chegar ao destino.



Este diário, para além de ser um documento fabuloso que nos descreve a vivência da época, as dúvidas e anseios deste homem é também uma importante fonte histórica.
Este documento pertence ao arquivo do Morgado da Aveleda e já se encontra online.

Elaborado por Sofia Fernandes

Ver: http://geadopac.cm-penafiel.pt/ (Morgado da Aveleda)

Penafiel: evolução urbana

Penafiel: evolução urbana 

Queremos mostrar, com estas imagens, que os Arquivos possuem fontes importantes para a história da arquitetura e do urbanismo, desde fotos antigas, mapas ou plantas da cidade, bem como outros documentos.
Pretendemos, então, demonstrar o que foi e o que é hoje a cidade de Penafiel e mostrar através das fotografias, a evolução urbana da cidade. As cidades vão-se alterando, pois têm de se adaptar quer ao crescimento demográfico quer à evolução das necessidades da população e do aumento dos serviços prestados à comunidade.
Vamos tentar elaborar, brevemente, um álbum com fotos da evolução urbana da cidade vizinha, Paredes.

Trabalho elaborado por Maria José Pereira e Nélia Pereira

Foto 1 - Av. Egas Moniz e Av. Sacadura Cabral. Foto do espólio Casa Comercial Foto Antony, depositada no Arquivo Municipal de Penafiel. Foto sem data.

Foto 2 – Av. Egas Moniz e Av. Sacadura Cabral. Foto de Maria José Pereira. Data: Julho de 2014.
 — em Penafiel.




Foto 1 - Praça do Município; do lado esquerdo o antigo “Barracão” do Cine Club de Penafiel (1913), depois Cine S. Martinho (1951). Foto do espólio Casa Comercial Foto Antony, depositada no Arquivo Municipal de Penafiel. Foto sem data.

Foto 2 - Av. Sacadura Cabral. Do lado esquerdo, o antigo Cine Teatro S. Martinho. Foto do espólio Casa Comercial Foto Antony, depositada no Arquivo Municipal de Penafiel. Foto sem data.

Foto 3 - Av. Sacadura Cabral, do lado esquerdo, onde ficava o antigo Cine Teatro S. Martinho, atualmente fica um edifício comercial. Foto de Maria José Pereira. Data: Julho de 2014.



Foto 1 - Av. Zeferino de Oliveira, Parque e Igreja da N.ª Sr.ª da Piedade e dos Santos Passos. Foto do espólio Casa Comercial Foto Antony, depositada no Arquivo Municipal de Penafiel. Foto sem data.

Foto 2 - Av. Zeferino de Oliveira, Parque e Igreja da N.ª Sr.ª da Piedade e dos Santos Passos e atual Praça da Escritaria. Foto de Maria José Pereira. Data: Julho de 2014.
 — em Penafiel.




Foto 1 - Vista do cruzamento da Rua “O Penafidelense” com a Av. Pedro Guedes. Foto do fundo da Câmara Municipal de Penafiel, depositado no Arquivo Municipal. Data: 1994.

Foto 2 - Vista do cruzamento da Rua “O Penafidelense” com a Av. Pedro Guedes. Foto de Maria José Pereira. Data: Julho de 2014.





Foto 1 - Jardim do Santuário e panorâmica da cidade. Foto do espólio Casa Comercial Foto Antony, depositada no Arquivo Municipal de Penafiel. Data: 1967. 

Foto 2 - Jardim do Santuário e panorâmica da cidade. Foto de Maria José Pereira. Data: Julho de 2014.



Foto 1 - Largo da Igreja da Misericórdia, hoje Largo Padre Américo. Foto do espólio Casa Comercial Foto Antony, depositada no Arquivo Municipal de Penafiel. Data: 1952.

Foto 2 - Largo Padre Américo. Foto de Maria José Pereira. Data: Julho de 2014.




Foto 1 - Foto sobre o lago e Bar do Lago, existentes no Jardim do Calvário. Foto do fundo da Câmara Municipal de Penafiel, depositado no Arquivo Municipal. Data: 1994.

Foto 2 - Foto sobre o lago e Bar do Lago, existentes no Jardim do Calvário na atualidade. Foto de Maria José Pereira. Data: Julho de 2014.



Foto 1 - Largo da Misericórdia, hoje Largo Padre Américo. Foto do fundo da Câmara Municipal de Penafiel, depositado no Arquivo Municipal. Data: 1994.

Foto 2 - Largo Padre Américo. Foto de Maria José Pereira. Data: Julho de 2014.



Foto 1 - Vista da Av. Sacadura Cabral sobre a Praça do Município e Igreja da Misericórdia. Foto do fundo da Câmara Municipal de Penafiel, depositado no Arquivo Municipal. Data: 2000.

Foto 2 - Vista da Av. Sacadura Cabral sobre a Praça do Município e Igreja da Misericórdia na atualidade. Foto de Maria José Pereira. Data: Julho de 2014.




Foto 1 - Estrada que segue para Bustelo e para Vila Real. No centro, as antigas instalações da “Eléctrica”. Foto do espólio Casa Comercial Foto Antony, depositada no Arquivo Municipal de Penafiel. Foto sem data.

Foto 2 - Vista sobre as atuais Rua “O Penafidelense” e Av. Soares de Moura. Ao centro onde se situavam as antigas instalações da “Eléctrica”, atualmente encontra-se o edifício dos Bombeiros Voluntários de Penafiel. Foto de Maria José Pereira. Data: Julho de 2014.




Foto 1 - Vista parcial da Rua Direita. Foto do fundo da Câmara Municipal de Penafiel, depositado no Arquivo Municipal. Data: 2000.

Foto 2 - Vista parcial da Rua Direita na atualidade. Foto de Maria José Pereira. Data: Julho de 2014.




Foto 1 - Av. Soares de Moura. Do lado direito, o edifício que pertenceu ao Colégio da N.ª Sr.ª do Carmo, hoje Edifício do Arquivo Municipal. No cimo, o Santuário de Nª Sª da Piedade e Santos Passos, ainda em construção. Foto do espólio Casa Comercial Foto Antony, depositada no Arquivo Municipal de Penafiel. Data: 1895

Foto 2 - Av. Soares de Moura. Do lado esquerdo, o edifício que pertenceu ao Colégio da Nª Sª do Carmo, hoje Edifício do Arquivo Municipal e antigos terrenos pertencentes ao Colégio do Carmo. Foto do fundo da Câmara Municipal de Penafiel, depositado no Arquivo Municipal. Data: 2001

Foto 3 - Av. Soares de Moura. Antigos terrenos pertencentes ao Colégio do Carmo, onde hoje se encontra edificado o edifício do Museu Municipal de Penafiel. Ao fundo, atual edifício do Arquivo Municipal de Penafiel. Foto de Maria José Pereira. Data: Julho de 2014.
 — em Penafiel.


 Foto 1 - Vista panorâmica da cidade de Penafiel. Foto do espólio Casa Comercial Foto Antony, depositada no Arquivo Municipal de Penafiel. Data: 1960.

Foto 2 - Vista panorâmica da cidade de Penafiel. Foto do fundo da Câmara Municipal de Penafiel, depositado no Arquivo Municipal. Data: 1992.

Foto 3 - Vista panorâmica da cidade de Penafiel. Foto de Maria José Pereira. Data: Julho de 2014.
 — em Penafiel


Sabia que... (Espólio Fotográfico)

Sabia que...


...O espólio fotográfico da FotoAntony encontra-se depositado no Arquivo Municipal, após assinatura do contrato de tratamento e depósito, em 17 Setembro de 2004.
Este espólio é composto por cerca de 500 mil negativos e alguns positivos.
Todo o acervo documental está acondicionado em caixas livres de ácido (adquiridas pela Câmara Municipal de Penafiel) e encontra-se nos depósitos do Arquivo Municipal, com controlo ambiental da temperatura e humidade relativa.
Antiga Casa Comercial Foto Antony
O espólio será organizado em duas grandes secções: “Reportagens de Exterior” e “Reportagens de Estúdio”.
As reportagens exteriores englobam várias vistas de Penafiel, bem como, tudo o que diz respeito à cidade e ao concelho (as festas, as feiras, visitas de pessoas ilustres, vindimas, Quinta da Aveleda, casamentos, batizados, atividades desportivas, nomeadamente do Futebol Clube de Penafiel). Todos estes negativos são datados desde a década de 50 até aos nossos dias.
Espólio fotográfico da Casa Comercial Foto Antony
No que se refere à série das reportagens de estúdio, pudemos verificar que são as menos ricas em informação, uma vez que são aquelas que não retratam o dia-a-dia, os costumes, a evolução urbanística da cidade, entre muitos outros aspetos. No entanto, têm um aspeto positivo e interessante, é possível observar o aspeto e evolução dos trajes e vestuário através dos tempos. Esta série é composta por cerca de 200 mil negativos.
Antiga Casa Comercial Foto Antony
Deste espólio fazem parte, também, algumas dezenas de negativos das figuras típicas de Penafiel, estando já algumas destas imagens publicadas no livro “Figuras típicas de Penafiel”. No entanto, existem mais, inéditas, e que estão a ser alvo de tratamento arquivístico e que pretendemos disponibilizar brevemente.
Espólio fotográfico da Casa Comercial Foto Antony
Possui, ainda, algumas dezenas de negativos de vidro. Estes negativos são raros e valiosos, alguns encontram-se partidos e outros em mau estado, necessitando de serem estabilizados urgentemente.
As coleções de fotografia constituem uma riqueza, que tem vindo gradualmente a ser descoberta e reconhecida. Cada vez mais se recorre a fotografias históricas para fundamentar teses sociais, projetos científicos, grandes obras e planos de intervenção urbanística. Os grandes meios de comunicação como a televisão e os jornais, frequentemente se socorrem de imagens históricas e de arquivo. De facto, a fotografia é um excelente meio de ensino e transmissão de ideias. Muitas escolas possuem coleções de fotografia e as experiências de historiar pela imagem regiões ou comunidades têm obtido uma adesão surpreendente por parte do público.

Sabia que...( Palácio da Batalha)

Sabia que...

O Palácio da Batalha, na freguesia de Santo Ildefonso, com o seu quintal e água de bica, foi comprado por José Anastácio da Silva da Fonseca e esposa, D. Joana de Meireles da Silva Guedes, a António de Melo Correia, de maior de idade, morador na Rua Direita de Santa Isabel, da cidade de Lisboa, em 14 de agosto de 1826, pela quantia de 24 contos de reis, pagos com o dinheiro da herança de Braz de Abreu Aranha e Araújo.


Palácio da Batalha, Santo Ildefonso, Porto.
Após a morte deste casal, ficou como proprietário seu filho Manuel Guedes da Silva da Fonseca e sua esposa, D. Maria Leonor da Câmara, Condessa de Pangim, tendo este realizado várias obras na casa.
Com a entrada das tropas liberais no Porto, o governo tomou conta do edifício e instalou lá as tropas. A família saiu para a Aveleda. Anos mais tarde, o palácio foi restituído, mas em muito mau estado, o que levou à realização de inúmeras obras por parte de Manuel Pedro Guedes, filho da Condessa de Pangim.
A 30 de dezembro de 1881, o Palácio foi vendido por Manuel Pedro Guedes ao Conselheiro Guilherme Augusto Barros, Diretor Geral dos Correios e Telegramas do Reino, com os seus dois andares, águas furtadas e quintal, por 47 contos de réis.
No Palácio da Batalha residiram vários membros da família da Aveleda. De 1826 a 1837, José Anastácio e esposa. De 1837 a 1849, D. Joana, já viúva. Em 1849 passou para a posse de Manuel Guedes da Silva da Fonseca e esposa e depois para seu filho Manuel Pedro Guedes da Silva da Fonseca.
O terreno em que assentava esta casa denominava-se, no século XVI, “Campo do Pombal” e pertencia ao Hospital das Entrevadas do Porto.
Em 1547, a Santa Casa da Misericórdia do Porto deu este terreno, em prazo, ao tabelião António Vaz, pelo foro anual de 810 réis. Aí se construíram casas que, em 1648, pertenciam a Francisco da Costa, meirinho da Relação do Porto.
Em 1745 eram propriedade de Manuel Freire de Andrade Pinto, em 1793, de Manuel Bernardo Freire de Andrade e em 1789, de António de Melo Correia.
Este palácio sofreu ao longo da época várias obras e alterações, inclusive a nível de fachada. No período em que os liberais estiveram aí instalados, serviu, também, de hospital de sangue


Elaborado por Sofia Fernandes