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terça-feira, 9 de setembro de 2014

Sabia que... (Pauta Musical)


Sabia que...


...no Arquivo de Penafiel se guarda um fólio, em pergaminho, com notação musical do século XVI com parte do Ofertório?
Pertenceu a um Gradual, ou seja, a uma compilação de cânticos da Missa.






SCMP/ Livro do celeiro - (capa interior)

Sabia que... (Declaração de Vínculo)

Sabia que…

...no século XVIII, a Casa da Companhia de Paço de Sousa, teve na sua história um importante homem com um passado como tanoeiro? Falámos de José de Azevedo e Sousa fundador do Morgado de Paço de Sousa, e um exemplo real da ascensão que a burguesia portuguesa teve no século XVIII. Este começou a sua vida como tanoeiro, negócio que era já de seu pai, Cristóvão de Azevedo, mas soube investir e fazer parcerias comerciais certas ao logo da sua vida. Assim, no ano de 1772, compra em praça pública, a Quinta de Paço de Sousa, um
bem que anteriormente pertencia aos Padres Jesuítas, entretanto extintos.



Em 1778 fez, com a sua segunda esposa Mariana de Jesus Rocha (a sua segunda Mariana de Jesus), um Vinculo de Morgado de Paço de Sousa para a sua filha Dona Sebastiana de Azevedo e Sousa. Foi com o casamento desta filha que conseguiu nobilitar a família, casando-a com o fidalgo da casa real, Pedro Leite Pereira de Mello. Nobilitar a família era dos últimos passos da ascenção desta burguesia e José de Azevedo e Sousa conseguiu, assim, tornar-se acionista das Companhias do Alto Douro e também da de Pernambuco e Paraíba e conseguiu o hábito de mestre na Ordem de Cristo. 

No entanto nem tudo foi assim tão fácil... esta ascensão ficou por dramas e conflitos familiares, que daremos a conhecer mais à frente, pois esta é só uma minúscula informação que o nosso Arquivo Municipal tem sobre a vida em ascensão deste homem, por isso continuem desse lado que outras informações serão postadas

Sabia que... (comércio e ofícios)

Sabia que.....

Penafiel, cidade desde 1770, sempre foi uma cidade de comércio e ofícios, mas ao contrário de outras cidades do nosso País em que as ruas ainda mantêm o nome dos ofícios em tempo aí existentes (Rua dos Caldeireiros, Rua do Ouro, …), em Penafiel isso não aconteceu.
A partir do Livro de Recenseamento a que mandou proceder o decreto de 8 de Outubro de 1836 para a eleição de deputados nas freguesias de Penafiel e S. Santiago, do ano de 1838, podemos ter uma noção da quantidade de ofícios existentes e das ruas em que se situavam. De todas as ruas referenciadas no recenseamento, Cimo de Vila, actual Rua Alfredo Pereira, detinha o maior número de profissões ligadas a vários ofícios.




A esta movimentada rua seguia-se a Rua Direita acima da Igreja, com 12 profissões ligadas a vários ofícios. Aí encontra-se, mais uma vez, os sapateiros (3), os tamanqueiros (2), os alfaiates (2), os latueiros (2). Nesta zona podemos encontrar, também, um vendeiro, um violeiro e um estalageiro.
Na mesma Rua Direita mas abaixo da Igreja temos 9 profissionais nestes ramos, com os sapateiros a liderar (3), seguidos dos tamanqueiros (2) e os candieireiros (2), e ainda um armador e um espingardeiro.
Mais abaixo, na rua chamada Calçada do Carmo, agora atual Rua do Carmo, temos também 9 ofícios, dominando aqui os candieireiros (3) e os alfaiates (2), acompanhados por um doceiro, um ferreiro, um sapateiro e um barbeiro.




A Rua do Chafariz, também bastante movimentada, continha 8 mestres, 2 candieireiros, 2 tamanqueiros, 2 alfaiates, um ferreiro
e um boticário. No Largo das Chans, temos um barbeiro, 1 estalageiro, 1 sapateiro, 1 relojoeiro, 1 ourives, 1 botiqueiro e 1 alfaiate.
Na Piedade de Baixo (zona do Bom Retiro), Rua Nova (Joaquim Cotta), Ajuda, Piedade de Cima, Aveleda, Arrabalde, também se encontram vários profissionais destas áreas.
Em toda a cidade havia 28 alfaiates, seguidos de 22 tamanqueiros e 21 sapateiros.
Em 1838 eram estas as profissões dominantes e não nos podemos esquecer que estamos a falar de recenseados e portanto com rendimentos acima de 100 mil reis, o que significa, implicitamente, um grande volume de vendas. Assim, deveriam vender para fora do concelho. Temos ainda 10 barbeiros, 6 vendeiros, 5 ferreiros, 4 boticários, 3 estalageiros e 3 marchantes.
De referir a existência de um violeiro, o Sr. António José do Rosário, na Rua Direita, acima da Igreja. Havia, também 1 tintoreiro, 1 ourives, 1 relojoeiro e 1 tacheiro.




Num primeiro momento de afirmação do Estado Liberal, em que os critérios censitários eram Lei e que coarctavam um dos princípios básicos do liberalismo (igualdade de todos perante a lei), verifica-se que em Penafiel existia um grupo considerável de homens dos ofícios habilitados para o exercício do poder municipal. Mas, provavelmente, a comunidade de ofícios era substancialmente maior, contanto com outros homens e mulheres de ofícios que alimentavam uma economia micro que fazia com que Penafiel, para além de centro de passagem era um centro de dinamização económica de uma vasta região. 


Para mais informação poderá consultar: Tombo de Memórias, Jan. a Dez. 2008, n.º 12, p. 25-26 (publicação do Arquivo Municipal de Penafiel) e "Livro de registo das listas dos cidadãos deste concelho de Penafiel que podem votar nas eleições para deputados e senadores", 1838 (cota: AMPNF - 1622).