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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Sabia que... (bens de José de Azevedo e Sousa)

Sabia que…
José de Azevedo e Sousa, fundador do Morgado de Paço de Sousa, além de ter arrematado no ano de 1772, em praça pública, a Quinta de Paço de Sousa, um bem que anteriormente pertencia aos Padres Jesuítas, entretanto extintos, arrematou outros bens. Vejamos em primeiro a descrição da Quinta de Paço de Sousa. Esta tinha duas casas, uma capela com a imagem de nossa Senhora da Conceição, cozinha, casa do celeiro, casa do caseiro, eira, uma casa de engenho de azeite, moinhos de água, horta, tudo pelo valor de 6 cruzados e 12 776 réis. 
No mapa dos bens arrematados podemos verificar que ele deteve propriedades em praticamente todo o concelho de Penafiel. Aqui vamos destacar somente algumas das propriedades. Em Irivo arrematou o Casal de Avintes; Valpedre - Casal da Fonte; Santiago - uma serie de prazos; Vila Cova - Casal de Passos; Marecos - Casal da Quintã; Urrô - Casal de Figueiredo; Duas Igrejas - Casal da Portela; Lagares - Casal do Outeiro; Galegos - Casal de Bairros; Cabeça Santa - vários prazos; Recezinhos - Casal da Bobieira; Milhundos - Casal de Castanheira; Oldrões - Casal de Real; Capela - Casal de Oliveira; Canelas - Casal de Sobradelo; Rans - Casal da Nogueira e Guilhufe - Casal de Piérres. 
Também no mapa do país denotamos uma série de propriedades arrematadas principalmente no Norte. Em Aveiro, bens arrematados em Esmoriz e Granja; no Porto, Casas na Boavista; em Braga, terrenos em Santo Tirso; em Viseu, terrenos de uma família fidalga, perto do Mosteiro de Arouca, e em Bragança, terrenos perto do Mosteiro de Avelar.


Texto elaborado por Cecília Gomes

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Os Professores no Concelho de Penafiel entre 1841 e 1881

Com base no tratamento da série denominada "Registo dos diplomas dos professores de ensino público", pertença do fundo da Administração do concelho de Penafiel, apresentamos aqui um texto intitulado "Os professores no concelho de Penafiel entre 1841 - 1881, elaborado por Cecília Gomes: http://pt.calameo.com/read/003996667e32f9a472586
Os documentos digitalizados estão já disponibilizados em geadopac.cm-penafiel.pt.

Pode consultar a lista com os registos de professores aqui: https://drive.google.com/?tab=wo&authuser=0#folders/0B_T2QdLrRizheWVZREJ0X3ZwNDg


quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Os Órfãos e Expostos de Penafiel (1872-1902)

Com base no tratamento da série denominada "Registo de guias passadas para o hospício", pertença do fundo da Administração do concelho de Penafiel, apresentamos aqui um texto intitulado "Os órfãos e expostos de Penafiel (1872-1902), elaborado por Vilma Cardoso. Segue-se ainda o índice de todos os expostos entrados no Hospício de Penafiel.

Pode consultar o artigo no seguinte link: http://pt.calameo.com/read/0039966679b8481931088
A lista com os expostos encontra-se disponível em: https://drive.google.com/file/d/0B_T2QdLrRizhMGs2eFItTThkMXM/view?usp=sharing

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Registo de Presos - 1935/1936

Disponibilizamos um pequeno artigo em PDF e também a lista referente ao Registo de Presos entre os anos de 1935 e 1936 que faz parte do fundo da Administração do Concelho de Penafiel.




Disponível o artigo em: https://drive.google.com/file/d/0B_T2QdLrRizhVU5qc3A4UmtacTg/view?usp=sharing


Encontra-se a lista do registo dos presos disponível em: https://drive.google.com/file/d/0B_T2QdLrRizhaERqOXdNTUR2MUU/view?usp=sharing


Artigo e lista elaborados por Cecília Santos

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Artigo - "A dotação de órfãs na Misericórdia de Penafiel nos finais da época moderna e inícios da época contemporânea"

PUBLICAÇÕES

Disponibilizamos aos nossos utentes, o artigo "A dotação de órfãs na Misericórdia de Penafiel nos finais da época moderna e inícios da época contemporânea" de Paula Sofia Costa Fernandes. Um dos seus trabalhos sobre a Santa Casa da Misericórdia de Penafiel, que nos autorizou que publicássemos.

Disponível em: http://pt.calameo.com/read/00399666735bef5c7165f

Artigo - "Legados que atravessam mares protegendo pobres na Misericórdia de uma terra lusa: a utilização dos bens dos "brasileiros" na Misericórdia de Penafiel na Idade Moderna"

PUBLICAÇÕES

Disponibilizamos aos nossos utentes, o artigo "Legados que atravessam mares protegendo pobres na Misericórdia de uma terra lusa: a utilização dos bens dos "brasileiros" na Misericórdia de Penafiel na Idade Moderna" de Paula Sofia Costa Fernandes. Um dos seus trabalhos sobre a Santa Casa da Misericórdia de Penafiel, que nos autorizou que publicássemos.

Disponível em: http://pt.calameo.com/read/0039966674505a88d9234


sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Artigo - "Legados de missas: salvar a alma protegendo parentes capelães"

Disponibilizamos aos nossos utentes, o artigo "Legados de missas: salvar a alma protegendo parentes capelães" de Paula Sofia Costa Fernandes. Um dos seus trabalhos sobre a Santa Casa da Misericórdia de Penafiel, que nos autorizou que publicássemos.


Disponível em: http://pt.calameo.com/read/003996667fbe0787706eb



quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Sabia que... (Diogo Caetano Pereira de Magalhães)

Sabia que...
Diogo Caetano Pereira de Magalhães era filho legítimo de Manuel Lopes de São Paio e de sua mulher Jerónima Maria Pereira. Nasceu a 11 de dezembro de 1740 em Santa Cristina de Figueiró, concelho de Amarante. Foi durante muitos ...anos (28) boticário na Santa Casa da Misericórdia de Penafiel e morou na Rua de Cimo de Vila, atual Rua Alfredo Pereira, em Penafiel. Teve também botica própria na Rua que ia da calçada até à igreja Matriz.
Livro de Inventário da botica
PT/SCMP/H/A/lv01/001/02,lv01,fl.86
Este homem casou no dia 9 de maio de 1762 com Rufina Clara de Azevedo Neves, na Igreja Matriz.
Este boticário iniciou o seu trabalho na botica de Domingos Pereira que se localizava na Rua Nova.
A sua esposa era natural da Rua Direita e era filha de Domingos Neves, natural de Penafiel e de sua mulher, Clara Maria Pereira.
Livro de Inventário da botica
PT/SCMP/H/A/lv01/001/02,lv01,fl.86
Na Santa Casa assumiu também as funções de procurador dos negócios da casa, procurador das demandas e cartorário.
Um dos seus filhos também foi boticário chamava-se João Custódio Pereira de Magalhães.
Antiga casa da botica (lado esquerdo) junto à Igreja da Misericórdia
Em 1809 faleceu, já residindo, nesta altura na Rua de Santo António, atual Rua do Carmo, sendo sepultado na Igreja da Misericórdia.

Elaborado por Sofia Fernandes

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Sabia que... (MEMORIAS PAROQUIAIS de 1758)

Sabia que…
“MEMORIAS PAROQUIAIS de 1758”
Existe um documento que não me canso de ler e consultar, importante quando queremos saber e fazer um estudo sobre a nossa freguesia, mencionado em todas as monografias, e embora escrito em 1758, em muitos casos mantem-se atual.
O “Inquérito do Padre Luís Barbosa”, mais conhecido pelas “Memórias Paroquiais de 1758”, encontram-se arquivadas na Torre do Tombo, em Lisboa, “mas na verdade no caso que interessa a freguesia de S...alvador de Novelas, “Memórias paroquiais, vol. 25, nº (N) 34, p. 257 a 262” encontram-se em qualquer canto na internet.
Este inquérito mandado fazer a todas as paróquias do reino, para se saber os estragos do terramoto ocorrido anos antes em 1 de novembro de 1755, que ocorreu em todo o pais, e ao mesmo tempo, quis se saber mais sobre a “Terra, Serra e o Rio”.
No meio de tantas perguntas e respostas, fica-se com uma ideia da igreja e do rio sousa e da nossa freguesia, por isso se gostas de história e da tua freguesia consulta porque vale a pena.
Elaborado por JPintoMendes

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Sabia que... (Quinta de Leiria)


Sabia que…

… a família paterna de Columbano Pinto Ribeiro de Castro Portugal da Silveira, Morgados de Nossa Senhora da Vela e também Fidalgos da Casa Real desde 1741, ostentavam mesmo um brasão à entrada de uma das suas propriedades? A busca pelo brasão dos Pinto Ribeiro de Castro ocupou-nos algum tempo, pois na documentação, ainda que se revelasse a existência deste brasão, descrito na Carta de Brasão de Armas que Manuel Pinto Ribeiro de Castro tirou em 1741, não o achamos nas moradas que esta família ocupou durante a sua existência.
Como se sabe, a família paterna de Columbano, era natural do Porto, tendo seu tetravô, Belchior Ribeiro, sido mercador e morador na Rua da Fonte Taurina, na mesma cidade. A partir de seu filho, Manuel Ribeiro da Silva, a Rua das Flores passa a ser a morada da família Pinto Ribeiro de Castro, até chegar em Columbano Pinto Ribeiro de Castro Portugal da Silveira. Tendo emigrado para o Brasil, Columbano regressou e em 1835 casou com D. Efigénia Amália de Moura Torres, tendo ocupado até à data da sua morte, em 1877, a Casa das Mouras, na freguesia de Rio de Moinhos, concelho de Penafiel.
Quinta de Leiria, sita na Rua de Leiria na freguesia de Alpendorada e Matos - Marco de Canaveses
Nesta casa rural, não se achou nenhum vestígio de um brasão. Procurou-se no prédio que deveriam ter ocupado na Rua das Flores, morada do seu avô Manuel Pinto Ribeiro de Castro, não se tendo sucesso. Foi-se achar então, através da leitura de emprazamentos e arrematações num dos tombos do Morgado de Nossa Senhora da Vela, que Manuel Pinto Ribeiro de Castro fez de sua residência, durante muitos anos, a Quinta de Leiria, situada na freguesia de Alpendorada e Matos, atual concelho de Marco de Canaveses. Descobriu-se ainda, que esta quinta ainda existe atualmente e que se encontra abandonada e em estado de degradação. E no portão de entrada, acha-se… o brasão dos Pinto Ribeiro e Castro!
Brasão de Armas presenta na parte superior do portão de entrada da Quinta de Leiria
Relembrando a descrição deste brasão, era, segundo a documentação, esquartelado, tendo no primeiro quartel as armas dos Guerra, “que são em campo de prata os sinco escudetes do reino com a diferença que os dous da manga hão de estar deitados com as pontas para o do meio em cada hum nove vezantes de prata…”; no segundo quartel estavam presentes as armas dos Pinto, também em campo de prata com “cinco crescentes sanquinos em sautor”; o terceiro quartel era composto pelas armas dos Ribeiro, com escudo liso em campo de ouro e três faixas verdes; e por fim o quarto quartel continha as armas dos Castro, “em campo de prata, seis aruelas azuis em duas palas”.
Carta de Arrematação da Quinta de Leiria em 1729 - PT/AMPNF/CMOU/MV/013/0061

Foi esta quinta adquirida por Manuel Pinto Ribeiro Libório, no ano de 1729, através de uma arrematação no valor de quatro mil cruzados e cento e vinte mil réis. Mas só se tornou brasonada a partir de 1741, com a entrada de seu filho, Manuel Pinto Ribeiro de Castro, na nobreza. Entre este ano e até cerca de 1783, data da morte deste último, a família comprou diversas terras envolventes à Quinta de Leiria, nomeadamente nos lugares de Santa Sabina e da Caxorela, sitos na mesma freguesia de Alpendorada. Em 1772, é feita uma avaliação a esta mesma quinta, no valor de seiscentos e noventa mil réis, com todos os seus bens de raiz, incluindo pomares, olivais, tapados e leirinhas.
Casa nobre da Quinta de Leiria
Tendo o século XVIII sido o período áureo da presença dos Pinto Ribeiro de Castro na Quinta de Leiria, em 1820 os seus bens chegam a ser arrematados por Manuel Pinto Monteiro, ação que ficou sem efeito por este se encontrar falido, movendo-lhe um auto de embargo Francisco Megre Bastier, procurador de Columbano Pinto Ribeiro de Castro Portugal da Silveira, à data menor de idade. Tendo herdado a quinta vinculada ao Morgado de Nossa Senhora da Vela, não temos porém, registo de que esta casa nobre fosse muito utilizada como morada por parte de Columbano, tendo passado a sua vida desde que casou em 1835, até à data da sua morte, a 24 de Novembro de 1877, a residir na Casa das Mouras em Rio de Moinhos, ou nas casas que detinha na cidade do Porto, na Rua das Flores e na Rua do Bomjardim.
Detalhes da entrada da casa nobre da Quinta de Leiria
Em 1867, Columbano Pinto Ribeiro de Castro Portugal da Silveira dá a Quinta de Leiria ao seu filho mais velho, também Columbano, aquando do seu casamento com D. Ana Adelaide Guedes Nobre Mourão, para que este ficasse com a administração do rendimento da quinta, ficando seus pais com o direito de cortar e vender esta. Quando Columbano morre em 1877, cabe em testamento e inventário, toda a Quinta de Leiria a este primogénito, ficando a viúva D. Efigénia Amália Torres de Castro, com o seu usufruto.

Não se sabe mais sobre esta quinta, tendo provavelmente ficado na posse do filho varonil de Columbano até à data da sua morte, em 1891, no Porto. Atualmente, encontra-se em avançado estado de degradação, delimitada por muros e cercas, não deixando porém de ostentar a beleza que a marcava.
Elaborado por Vilma Cardoso
(Fonte: PT/AMPNF/CMOU – Arquivo da Casa das Mouras. Disponível online: http://geadopac.cm-penafiel.pt/ )










quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Sabia que... (Capela de Santo António o Velho)

Sabia que...

A capela de Santo António Velho, que hoje já não existe, esteve ereta no lugar onde se encontra a actual Igreja de Nossa Senhora do Carmo.
Não se sabe a época em que foi criado, sabemos contudo, que no século XVIII se encontrava um pouco danificada e que desta forma, foram feitas várias obras. Em 1747, o Padre Manuel Pinto de Sousa, da Quinta de Chelo fez contrato por escritura com os administradores da Real Casa da Misericórdia de Penafiel para lhe mandarem dizer na capela, ...nos dias Santos e Domingos, pela esmola de 120 réis, várias missas. Assim, a Santa Casa deveria pagar à fábrica da capela, anualmente, 6.400 réis para serem entregues ao Juiz do dito Santo para o gastarem, na capela.
 Auto de Inventário e entrega dos bens e trastes da Capela de Santo António Velho - PT/VOTC/CSAV/01/lv01
Sabemos que em 1782 já não se fazia a eleição de Juiz e Procurador da capela, apesar da Santa Casa continuar a querer nomear o capelão, mas também, há vários anos não existia sacerdote que, pela dita esmola fosse sujeitar-se a satisfazer na capela as missas. Desta forma, a Misericórdia viu-se com o problema de não ter a quem entregar os 6.400 réis para a fábrica, nem quem cuidasse e reparasse a dita capela.

 Eleição de novos Oficiais - PT/VOTC/CSAV/doc01
Em 29 de julho de 1798 foi nomeado António José da Fonseca, da rua da calçada, para administrador da capela e imagens de Santo António, com o objectivo de governar, administrar e zelar pelas esmolas do santo, assim como todos os arrendamentos, alfaias, capela e seu património.
Ao longo do final do século XVIII foram-se realizando, várias obras, nada fazendo prever que esta fosse demolida para se construir uma nova igreja.

Inventário do acervo documental
Em 1774, o juiz, mordomos e procurador de Santo António Velho fazem requerimento para reedificarem a sua capela, levantando-as e acrescentando-a na parede e que tal se faria recorrendo ao dinheiro da Misericórdia, sendo concedida a licença par as obras.
No ano de 1786 foram feitas várias obras, no altar colateral da parte da sacristia, nas escadas e no douramento do nicho de N.ª Sr.ª do Carmo.

Elaborado por Sofia Fernandes

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Sabia que... (António Justino Moreira da Silva)

Sabia que...

ANTÓNIO JUSTINO MOREIRA DA SILVA
Presidente da Câmara Municipal de Penafiel, por 72 dias
Uma das Atas de reunião de Câmara presididas por António Justino Moreira da Silva
... Parece ser um mandato curto da história dos Presidentes da Câmara Municipal de Penafiel, mas não é por exemplo comparado com os 24 dias de António Maria Borroso Pereira.
Figura em 13.º Lugar, isto se não contarmos com os Presidentes da Câmara no "tempo de Arrifana do Sousa" que subiria para o honroso 16.º lugar na tabela.
Presidiu do dia 2 de janeiro de 1883 e foi deposto a 15 de março do mesmo ano.
Mas afinal quem foi este digníssimo autarca cá da nossa terra?
Chamava-se António Justino Moreira da Silva, proprietário e morador na casa de Carrazedo, na freguesia de Novelas.
Foi o primeiro e único Presidente da Câmara Novelense.

Texto elaborado por Joaquim Pinto Mendes

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Sabia que... (José Anastácio da Silva da Fonseca)

Sabia que...

José Anastácio da Silva da Fonseca
... José Anastácio da Silva da Fonseca era filho de Manuel Pedro da Silva da Fonseca, senhor e morgado da casa de Alcobaça e cavaleiro da Casa Real e de sua esposa, D. Antónia Rita de Bourbon, descendente dos condes de Avintes e dos Condes dos ...Arcos. Tinha 6 irmãos: Francisco Manuel da Silva da Fonseca, Silvério da Silva da Fonseca, Pedro da Silva da Fonseca, D. Maria da Piedade de Almeida Bourbon, D. Joana Rita Xavier de Bourbon e D. Ana Rita Xavier de Bourbon.
Nasceu a 2 de março de 1765 e foi baptizado por seu avô, o reverendo Padre Silvério da Silva da Fonseca, no dia 19 março, tendo sido seu padrinho, o reverendo Dr. Gaspar José da Silva da Fonseca, prior da Igreja de Alvarinhas.


 Carta de mercê a José Anastácio da Silva da Fonseca do foro de Fidalgo - PT/SACQA/MA/C/M/BFL01
Em 27 de maio de 1795, por carta patente de D. Maria, foi nomeado Tenente da 7.ª companhia do 2.º regimento de Infantaria do Porto.
Por carta de mercê da Rainha, a 30 de setembro de 1798, José Anastácio recebeu foro de fidalgo com 1600 réis de moradia por mês e um alqueire de cevada por dia, mercê que já pertencia a seu pai. Já em fevereiro desse ano tinha sido elevado ao cargo de Tenente de Granadeiros do Regimento de Infantaria do Porto com 15 mil réis de soldo mensal. Pensamos que teria casado com D. Joana Felizarda de Meireles Guedes de Carvalho, 5.ª morgada da Aveleda, no ano de 1800.
Em 20 de dezembro de 1803, foi nomeado por alvará real, cavaleiro professo da Ordem de Cristo e armado cavaleiro na Sé Catedral do Porto, em 9 de abril de 1804 pelo tio de sua esposa, Frei Brás de Abreu Aranha e Araújo.


 Carta de mercê a José Anastácio da Silva da Fonseca do foro de Fidalgo - PT/SACQA/MA/C/M/FL02
A 16 de janeiro de 1810 foi reformado em Coronel do Regimento de Milícias de Penafiel e a 3 de dezembro de 1823, foi-lhe feita mercê do tratamento de Senhoria com todas as honras e prerrogativas de moço fidalgo com exercício na Casa Real.


Elaborado por Sofia Fernandes


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Sabia que... (Sociedade Mercantil Freitas e Neves)


Sabia que...
... A Sociedade Mercantil Freitas e Neves era uma empresa cujo comércio principal consistia em fazendas de lã e seda e, por uma fábrica, em que se manufaturavam obras de seda, ouro e prata.
No que se refere à sua localização tudo nos indica que seria no Porto.
 Carta recebida por Domingos José de Freitas Guimarães, enviada por José Carneiro - PT/SACQA/SMFN/bfl01
Esta sociedade iniciou-se a 1 de abril de 1810 e findou com a morte de José Maria das Neves, em 7 de fevereiro de 1836. O sócio sobrevivente da Freitas & Neves era Domingos José de Freitas Guimarães. Quando a empresa faliu Jerónimo Carneiro Geraldes foi nomeado administrador da massa falida.
Por sentença de tribunal, D. Joana de Meireles Guedes da casa e quinta da Aveleda foi considerada credora privilegiada.


 Livro de faturas - PT/SACQA/SMFN/lv04


Elaborado por Sofia Fernandes

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quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Sabia que... (protocolo e disponibilização online)

Sabia que...
A Sociedade Agrícola e Comercial Quinta da Aveleda detém todo o espólio documental desde a fundação do morgado da Aveleda, quer a nível da gestão patrimonial e financeiro deste morgadio, quer ao longo de cerca de 4 séculos no...s quais foi aumentando e expandindo, quer ao nível de documentos pessoais dos vários membros da família, que foram tendo relevância e quer ao nível local, regional e mesmo nacional pelos cargos políticos que foram assumindo.
Em 26 de maio de 2008, a Sociedade Agrícola e Comercial Quinta da Aveleda assinou um protocolo com a Câmara Municipal de Penafiel, para tratamento e digitalização do fundo da quinta.
Este protocolo insere-se num conjunto de protocolos quer a Câmara Municipal de Penafiel, através do seu Arquivo Municipal, tem elaborado com juntas de freguesia, famílias e outras instituições, nomeadamente confrarias e irmandades visando proteger e tratar estes espólios.
Este protocolo teve como objetivo a limpeza, desinfestação, pequenas intervenções de restauro, classificação, ordenação e descrição consoante as normas ISAD (G) e ISAAR (CPF).
Finalizado este tratamento, os documentos em suporte papel ou pergaminho retornaram aos primeiros outorgantes, ficando os documentos eletrónicos, resultados da digitalização do fundo, pertença da Câmara Municipal de Penafiel. Devido às grandes dimensões deste fundo, a Câmara candidatou-se, em 2010, a um programa de apoio à recuperação, tratamento e organização de arquivos documentais, da Fundação Calouste Gulbenkian, tendo sido beneficiada com um subsídio para apoio à concretização do projeto de inventariação, tratamento e digitalização.


Elaborado por Sofia Fernandes


http://geadopac.cm-penafiel.pt/ (Ver Morgado da Aveleda)



terça-feira, 16 de setembro de 2014

Sabia que... (protocolo e disponibilização online)

Sabia que…

GeAD OPAC - Fundo da Casa das Mouras
… tendo sido assinado o protocolo de depósito e transferido para o Arquivo Municipal de Penafiel, no ano de 2004, o espólio documental da Casa das Mouras, ao nível de arquivo, só foi alvo de um estudo histórico e arquivístico em... 2013. O estudo da família que o produziu e respetiva organização arquivística, foi elaborado entre Novembro de 2012 e Abril de 2013, inserido num estágio do Mestrado em História e Património – Ramo Arquivos Históricos, da Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Deste trabalho nasceu a dissertação de mestrado da autoria da Dra. Vilma Cardoso, intitulado “O Arquivo da Casa das Mouras – estudo orgânico e sua representação através do modelo sistémico”.
Nos últimos meses, tem sido feito um esforço pelo Arquivo Municipal de Penafiel para que todo este arquivo esteja disponível online através da base GeAD OPAC, sendo finalmente possível consultá-lo através do endereço: http://geadopac.cm-penafiel.pt/#/SearchAdv

Até ao final do ano, contamos que este acervo documental comece a ser digitalizado, contribuindo para um maior acesso à informação deste arquivo por parte dos utilizadores.

Elaborado por Vilma Cardoso

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Sabia que... (arquivo)

Sabia que…
O Arquivo da Casa de Mesão Frio deveria ser um grande arquivo, uma vez que a casa tem-se mantido sempre, na posse da mesma família desde a sua criação há já vários séculos, tendo sido enriquecida por várias propriedades vindas a...través de dotes e casamentos, mas na realidade o que chegou até nós é uma ínfima parte, fragmentada, recente e sem grande ligação ou coordenação entre si.
Casa de Mesão Frio - Valpedre
Elaborado por Joana Ribeiro

Ver: http://geadopac.cm-penafiel.pt/ (Casa de Mesão Frio)

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Sabia que... (tratamento e protocolo de depósito sobre a documentação)

Sabia que…Até o ano de 2004, o acervo documental da Casa das Mouras permaneceu sempre dentro deste imóvel localizado na freguesia de Rio de Moinhos. A partir de 2001, este acervo constituído por arquivo e biblioteca começa a ser tratado e... estudado pelo Arquivo Municipal de Penafiel. Encontrava-se depositado numa sala do lado direito da entrada principal da casa, com cerca de cinquenta metros lineares e usada pela família como depósito de documentação, ainda que esta não tivesse sido construída para tal nem apresentasse as condições ideais de conservação dos documentos. Com tecto, chão, portas e portadas das janelas em madeira antiga e paredes em estuque, a sala apresentava-se um pouco deteriorada, sendo raro a abertura das duas janelas existentes e proporcionando assim um ambiente fechado onde não se verificava a circulação do ar.
Sala onde até 2004 esteve depositada a documentação (foto atual depois do restauro da Casa das Mouras)
Ainda durante esta altura, realizaram-se testes de temperatura e humidade relativa, obtendo-se os valores médios de 20ºC de temperatura e 82% de humidade relativa. Não existia nenhum equipamento de defesa preventivo, contra sinistros. Em termos de acomodação, o arquivo e biblioteca encontravam-se distribuídos por 28 estantes em madeira, abertas. Alguns documentos estavam próximos ao chão, não levando em atenção o espaço mínimo obrigatório de 16 cm para a protecção dos livros. Nesta altura, estava o arquivo e biblioteca da Casa das Mouras destinado a ser tratado e estudado dentro da casa, no entanto por razões de restauração do edifício, a família proprietária da Casa das Mouras concordou em depositar toda a documentação no Arquivo Municipal de Penafiel. A minuta do protocolo foi aprovada em reunião de Câmara, no dia 5 de Julho de 2004, assinando-se o protocolo no dia 27 de Setembro de 2004, nas instalações do AMPNF.
Depois da entrada da documentação no Arquivo Municipal de Penafiel, esta foi sujeita a uma desinfestação por anóxia, que consiste num controlo da percentagem de oxigénio e da humidade relativa numa “bolha” de alumínio revestida a polietileno. Diminui-se assim, gradualmente, a percentagem de oxigénio pela introdução de um gás inerte de propriedades não tóxicas - o azoto – que afeta todas as fases do ciclo biológico das espécies a controlar, e mantém a documentação inalterada. O processo teve o seu início a 9 de Fevereiro de 2005 e terminou a 20 de Março de 2005, verificando-se depois da abertura da câmara, a inexistência de xilófagos vivos.
Brevemente, continuaremos com mais informações sobre todo este processo de tratamento da documentação do Arquivo da Casa das Mouras…

Texto elaborado por Vilma Cardoso

(Fonte: Cardoso, Vilma Joana Correia Paiva de Freitas – “O Arquivo da Casa das Mouras: estudo orgânico e sua representação através do modelo sistémico”. Dissertação de Mestrado em História e Património – Ramo Arquivos Históricos, apresentada na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, 2013)

Sabia que... (Partituras)

Sabia que…

Contam parte da História da Música de Penafiel vários maços de partituras que se encontram na Igreja da Ordem Terceira do Carmo? Nesses maços (cota PT/VOTC/B/C/004), datados do século XIX e XX, encontramos, por exemplo, a trans...crição de um dueto da ópera “Macbeth” de Giuseppe Verdi; um arranjo da ópera homónima mas para banda filarmónica; música litúrgica, nomeadamente, uma “Missa de Nossa Senhora do Carmo”, datada de 1880, uma “Ladainha de Nossa Senhora”, uma “Novena de Nossa Senhora do Carmo” num arranjo feito por J. M. Cardozo ou, ainda, “Da Novena para Nossa Senhora do Carmo”, reformada, como consta, “no dia 7 de Julho de 1853 por António Baptista da Suécia”. Saliento, como curiosidade, que os instrumentos de percussão aparecem referidos nalguns desses arranjos com a designação de “pancadaria”.
Referência, no inventário de 1819 à existência de "Hum órgão pintado"
Estas partituras estão intimamente ligadas à prática musical que se fazia em tempos recuados no coro-alto da dita igreja, espaço onde ainda hoje se encontra um órgão de ignoto mestre e oficina, restaurado em 1819 – como nos revela uma inscrição no seu interior - e que carece hoje de um aturado restauro. De sublinhar também a intensa relação que as partituras terão tido com o coreto localizado no recinto intramuros que no século XIX recebia agrupamentos musicais incluindo bandas filarmónicas com uma constituição um pouco diferente daquela a que estamos habituados a ver e a ouvir hoje.
Pormenor de arranjo de Macbeth para saxofone
Por fim, estes testemunhos vivos que são as partituras e o órgão contam ainda com algumas notas de despesa oitocentistas e novecentistas onde se podem ler inúmeras referências a festas; aos gastos com músicos que abrilhantavam as festas; a cantores destacados para o ofício da missa; ao “transporte do harmónio do Porto para Penafiel” a 21 de Julho de 1963 por 25 escudos; à “reparação do órgão” a 31 de Julho de 1983 por 4.000; ao “ aluguer de harmónio” por 140; a vários gastos registados num caderno de despesa da Igreja, datado de 1819, com gastos referentes a “cornetas”, “tambores”, “música militar”, “padre cantochão”.
Rosto de partitura para violino "Da Novena de Nossa Senhora do Carmo"
As partituras carecem ser transcritas para notação moderna para que possam vir a ser tocadas e ouvidas porque são notas que denunciam uma intensa história da música por revelar na cidade de Penafiel.

Elaborado por Sónia Duarte







Crónica do médico dos livros VII

Cuidados com os documentos:


Nunca se deve apoiar ou escrever sobre um documento (aberto ou fechado). Se precisar de tirar notas escreva sobre a mesa e não sobre o documento. E jamais deve escrever seja o que for num documento.




Durante a consulta de um documento, nunca apoie os braços sobre o mesmo.





Ao retirar um livro da estante, nunca o faça pela parte de cima da lombada.