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quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Sabia que...(Casa do Choupelo)

Sabia que…

José de Azevedo e Sousa, fundador do Morgado de Paço de Sousa atual Casa da Companhia, erigiu em Vila Nova de Gaia, o chamado, atualmente, Solar do Choupelo.
Na documentação à guarda do Arquivo Municipal de Penafiel, existe um tombo dedicado exclusivamente a esta propriedade, chamada na altura somente como Casa do Choupelo.


Solar do Choupelo - Foto gentilmente cedida pelo Sr. António Conde

Foi no ano de 1760 que começou a sua construção e em anos anteriores temos as compras que José de Azevedo e Sousa fez destas propriedades. Foi lá que ele viveu, até à data de sua morte a 3 de dezembro de 1788.
Depois da sua morte, foi elaborado um inventário dos seus bens, e no Arquivo Municipal, podemos verificar a riqueza de bens que existiam naquela casa, como pratas, quadros (alguns estão actualmente na Casa da Companhia), móveis, roupa branca e um inventário da Capela e seus santos, onde estará possivelmente estará José de Azevedo e Sousa sepultado.

Elaborado por Cecília Gomes 

Sabia que...(Joana Felizarda)

Sabia que…

D.ª Joana Felizarda Delfina de Abreu Aranha e Araújo era filha de Brás de Abreu Guimarães e de D.ª Joana do Nascimento de Araújo Aranha. Pela análise dos documentos existentes no fundo arquivístico do Morgado da Aveleda, tudo indica que descendem de uma burguesia endinheirada que começou a investir seus cabedais em terra, tentando depois, nobilitar-se. D.ª Joana tinha mais três irmãos: Bento de Abreu Aranha, João de Abreu Aranha e Araújo e Brás de Abreu Aranha e Araújo.
Joana viveu na casa de seus pais, na Rua Chã, no Porto, e depois na Quinta da Lavandeira, junto ao Poço das Patas, também no Porto.



Sentença de dispensa matrimonial de Manuel de Meireles Guedes de Carvalho e Joana Felizarda por serem parentes em 3.º grau de consanguinidade


Sabemos que em 1765, Joana já se encontrava casada com Manuel de Meireles Guedes de Carvalho, 4.º morgado da Quinta da Aveleda e fidalgo da Casa Real.
Para o casamento trouxe um dote avultado e rico, essencialmente composto por enxoval, móveis e peças de ourivesaria. As casas da rua do Poço das Patas vieram para a Aveleda, por seu dote e foi lá que o casal residiu.
Esta senhora devia ter falecido de complicações derivadas do parto de sua única filha, pois esta nasceu a 16 de janeiro de 1774 e o inventário feito pelo seu falecimento é de 21 de março de 1774.
D.ª Joana Felizarda não fez testamento e foi sepultada na Igreja de Nossa Senhora do Carmo, no Porto

Elaborado por Sofia Fernandes

http://geadopac.cm-penafiel.pt/ (Morgado da Aveleda)

Sabia que...(D.ª Joana Isabel Maria da Câmara)

Sabia que...

D.ª Joana Isabel Maria da Câmara, filho de D. Manuel Maria Gonçalves Zarco da Câmara e de D.ª Maria Teresa José de Jesus de Melo e irmã da Condessa de Pangim. Nasceu a 29 de Junho de 1820 e foi baptizada no oratório do Palácio da residência de seu avô paterno, o Marquês de Sabugosa, pelo Reverendo Padre Francisco José Correia, pregador régio em 2 de Julho desse ano. Foi padrinho, o Conde de S. Paio e D.ª Joana da Câmara, tia paterna da baptizada.
A 13 de Abril de 1832, com 11 anos de idade, foi nomeada, pelo mordomo-mor do Rei, Dona do Paço. Em 1872 encontrava-se com sua irmã D.ª Francisca, recolhida no Real Mosteiro da Encarnação, em Lisboa. Nesta altura habilitaram-se as duas como únicas herdeiras à herança do 1.º Conde do Cartaxo, seu tio materno, José António de Melo. D.ª Joana faleceu em 14 de Janeiro de 1884, com 63 anos de idade.



Elaborado por Sofia Fernandes


Ver: http://geadopac.cm-penafiel.pt/ (Morgado da Aveleda)

Sabia que...(Bento de Abreu Aranha)

Sabia que…

Bento de Abreu Aranha, filho de Brás de Abreu Guimarães e de D.ª Joana do Nascimento de Araújo Aranha, natural da cidade do Porto. Irmão de Brás Abreu de Araújo Aranha, de Joana Felizarda Delfina de Abreu de Araújo Aranha e de João de Abreu Aranha e Araújo. Cursou na Universidade de Coimbra, em Direito Canónico e Civil e fez-se bacharel em 1756, tendo anteriormente obtido ordens menores.




Elaborado por Sofia Fernandes

Ver: http://geadopac.cm-penafiel.pt/ (Morgado da Aveleda)

Sabia que...(Brás de Abreu Guimarães)

Sabia que..
Brás de Abreu Guimarães, pai de D. Joana Felizarda Delfina de Abreu Aranha foi casado com D. Joana do Nascimento de Araújo Aranha.
Brás de Abreu Guimarães, foi escudeiro do número da cidade do Porto. Em 16 de Junho de 1764, obteve alvará para ser armado cavaleiro professo da Ordem de Cristo. Foi deputado da Junta da Companhia Geral do Alto Douro, bem como procurador de El-Rei para o administrar e arrecadar as rendas da cidade do Porto, em 1768. Este homem foi ainda administrador da Casa de Abrantes e Fontes que possuía D. João e que deixou por herança à Sereníssima Casa do Infante. Esta administração continuou nas mãos de seu filho, Brás de Abreu Aranha e Araújo. Foi também comerciante, tendo emprestado muito dinheiro a juros.

Alvará da Ordem de Cristo dado a Brás de Abreu Guimarães.



Elaborado por Sofia Fernandes

Ver: http://geadopac.cm-penafiel.pt/ (Morgado da Aveleda
)

Sabia que...(Luís Seixas)

Sabia que…

Henrique Seixas teve dois filhos: Simão de Seixas e Luís de Seixas.
Luís de Seixas viveu na 1.ª metade do séc. XVI. Era sobrinho do Bispo de Coimbra e daí natural. Descendia da linhagem masculina e direita dos Seixas que eram fidalgos de coto de armas. Luís de Seixas era filho legítimo de Henrique de Seixas, irmão do Bispo de Coimbra, e de Lucrécia de Sampaio e neto paterno de Fernão de Seixas. Obteve carta de armas em 1539.

Elaborado por Sofia Fernandes

Ver: http://geadopac.cm-penafiel.pt/ (Morgado da Aveleda)



Sabia que...(Condessa de Pangim)

Sabia que…

D.ª Maria Leonor Teresa da Câmara teve mais cinco irmãos, Luís José da Câmara e José da Câmara que faleceram ainda meninos e Teresa Maria da Câmara, Joana da Câmara e Francisca Maria da Câmara, não tendo nenhuma das três deixado herdeiros.
Quando atingiu os 14 anos, o Rei concedeu-lhe autorização para casar com Manuel Guedes e em 25 de Setembro de 1830 foi elaborado o instrumento de dote e arras feito entre Manuel Guedes da Silva da Fonseca, com 28 anos de idade, senhor da Quinta da Aveleda, e D.ª Leonor.


Dote de D.ª Maria Leonor Teresa da Câmara


Após o seu casamento, esta senhora foi viver para o Porto residindo no Palácio da Batalha e fazendo, frequentemente, banhos em Leça da Palmeira.
Deste casamento nasceram 3 filhas e 1 filho, Joana, Constança, Maria Teresa e Manuel Pedro Guedes.

Elaborado por Sofia Fernandes

Ver: http://geadopac.cm-penafiel.pt/ (Morgado da Aveleda)

Sabia que...(Condessa de Pangim)

Sabia que…

Maria Leonor Teresa da Câmara, ainda criança de tenra idade, foi com suas irmãs e mãe para a Índia, onde seu pai tinha o cargo de governador. Após o falecimento de D. Manuel Gonçalves Zarco da Câmara regressou com a sua mãe e irmãs a Portugal, onde solicitaram ajuda ao Rei, devido às circunstâncias penosas em que ficaram, apesar de descendentes da alta nobreza palaciana e depois de todos os feitos de D. Manuel Zarco da Câmara ao serviço da coroa.



Desta forma, em 2 de Outubro de 1830, D.ª Leonor, com apenas 15 anos é elevada, por carta de comenda de El-Rei D. Miguel, ao título de Condessa da Vila de Pangim, em virtude dos serviços prestados por seu pai ao Reino. Em 13 de Janeiro de 1831, D. Miguel faz mercê à Condessa de 102.864 réis de assentamento.

Elaborado por Sofia Fernandes

Ver: http://geadopac.cm-penafiel.pt/ (Morgado da Aveleda)

Sabia que (D. Manuel Maria Gonçalves Zarco da Câmara)

Sabia que… 

D. Manuel Maria Gonçalves Zarco da Câmara nasceu a 10 de maio de 1789. Casou a 7 de fevereiro de 1813 com a D.ª Maria Teresa José de Jesus de Mello e faleceu em 16 de novembro de 1825 com apenas 36 anos de idade. Foi governador da Índia entre 1822 e 1825.
Escreveu um diário onde relatou a sua partida na nau Vasco da Gama, rumo ao Brasil, no ano de 1820 para se encontrar com o seu irmão, o Conde da Ribeira Grande. Este diário escrito pelo seu próprio punho, relata a sua vida, desde a sua partida para o Brasil, a sua nomeação como governador e capitão geral do Estado da Índia, a sua viagem para Goa e os problemas com que se deparou ao chegar ao destino.



Este diário, para além de ser um documento fabuloso que nos descreve a vivência da época, as dúvidas e anseios deste homem é também uma importante fonte histórica.
Este documento pertence ao arquivo do Morgado da Aveleda e já se encontra online.

Elaborado por Sofia Fernandes

Ver: http://geadopac.cm-penafiel.pt/ (Morgado da Aveleda)

Sabia que...(Henrique Seixas)

Sabia que…

Henrique Seixas, natural de Coimbra, era filho de Fernão de Seixas e D.ª Inês. Henrique de Seixas foi trisavô de António Carlos de Seixas Castelo Branco, que por sua vez foi avô do 1.º Barão de Beduído. Em 26 de Setembro de 1527 recebe brasão dos Seixas, como representante dessa linhagem.



Elaborado por Sofia Fernandes

Ver: Ver: http://geadopac.cm-penafiel.pt/ (Morgado da Aveleda)

Sabia que...( Palácio da Batalha)

Sabia que...

O Palácio da Batalha, na freguesia de Santo Ildefonso, com o seu quintal e água de bica, foi comprado por José Anastácio da Silva da Fonseca e esposa, D. Joana de Meireles da Silva Guedes, a António de Melo Correia, de maior de idade, morador na Rua Direita de Santa Isabel, da cidade de Lisboa, em 14 de agosto de 1826, pela quantia de 24 contos de reis, pagos com o dinheiro da herança de Braz de Abreu Aranha e Araújo.


Palácio da Batalha, Santo Ildefonso, Porto.
Após a morte deste casal, ficou como proprietário seu filho Manuel Guedes da Silva da Fonseca e sua esposa, D. Maria Leonor da Câmara, Condessa de Pangim, tendo este realizado várias obras na casa.
Com a entrada das tropas liberais no Porto, o governo tomou conta do edifício e instalou lá as tropas. A família saiu para a Aveleda. Anos mais tarde, o palácio foi restituído, mas em muito mau estado, o que levou à realização de inúmeras obras por parte de Manuel Pedro Guedes, filho da Condessa de Pangim.
A 30 de dezembro de 1881, o Palácio foi vendido por Manuel Pedro Guedes ao Conselheiro Guilherme Augusto Barros, Diretor Geral dos Correios e Telegramas do Reino, com os seus dois andares, águas furtadas e quintal, por 47 contos de réis.
No Palácio da Batalha residiram vários membros da família da Aveleda. De 1826 a 1837, José Anastácio e esposa. De 1837 a 1849, D. Joana, já viúva. Em 1849 passou para a posse de Manuel Guedes da Silva da Fonseca e esposa e depois para seu filho Manuel Pedro Guedes da Silva da Fonseca.
O terreno em que assentava esta casa denominava-se, no século XVI, “Campo do Pombal” e pertencia ao Hospital das Entrevadas do Porto.
Em 1547, a Santa Casa da Misericórdia do Porto deu este terreno, em prazo, ao tabelião António Vaz, pelo foro anual de 810 réis. Aí se construíram casas que, em 1648, pertenciam a Francisco da Costa, meirinho da Relação do Porto.
Em 1745 eram propriedade de Manuel Freire de Andrade Pinto, em 1793, de Manuel Bernardo Freire de Andrade e em 1789, de António de Melo Correia.
Este palácio sofreu ao longo da época várias obras e alterações, inclusive a nível de fachada. No período em que os liberais estiveram aí instalados, serviu, também, de hospital de sangue


Elaborado por Sofia Fernandes

Sabia que...(Gonçalo Barbosa de Meireles Freire)


Sabia que....


Gonçalo Barbosa de Meireles Freire, instituidor do Morgado da Aveleda obteve em 29 de novembro de 1666 a mercê do título de desembargador da Relação do Porto. Anos mais tarde, em 22 de dezembro de 1671 foi nomeado Desembargador extravagante da Casa da Suplicação. Cinco anos depois, por carta de D. Maria (em 8 de janeiro de 1676 é nomeado no cargo de conselheiro e deputado ordinário.

Carta de mercê do lugar de Desembargador extravagante da mesma relação, concedida a Gonçalo de Meireles Freire, por El-Rei D. Pedro.

A 20 de setembro de 1686, o Dr. Gonçalo de Meireles Freire recebeu carta de padrão de El-Rei D. Pedro nomeando-o nos lugares de Juiz de Coroa e Fazenda, no de Meirinho da Junta de Assentamento e no de Procurador e Conselheiro do Conselho da Fazenda e Estado e ouvidor Geral das terras da Rainha. Um ano antes da sua morte, em 9 de abril de 1691, obteve o título de conselheiro real com todas as horas, prerrogativas, autoridades e liberdades, sendo nomeado no dia seguinte no cargo de chanceler da Corte e casa da suplicação.

Texto elaborado por Sofia Fernandes 

Cf: http://geadopac.cm-penafiel.pt/ (link para visualizar os documentos do Morgado da Aveleda)

Sabia que... (arquivo)

Sabia que…
O Arquivo da Casa de Mesão Frio deveria ser um grande arquivo, uma vez que a casa tem-se mantido sempre, na posse da mesma família desde a sua criação há já vários séculos, tendo sido enriquecida por várias propriedades vindas a...través de dotes e casamentos, mas na realidade o que chegou até nós é uma ínfima parte, fragmentada, recente e sem grande ligação ou coordenação entre si.
Casa de Mesão Frio - Valpedre
Elaborado por Joana Ribeiro

Ver: http://geadopac.cm-penafiel.pt/ (Casa de Mesão Frio)

Sabia que...(Gonçalo Barbosa de Meireles Freire)

Sabia que...

Gonçalo Barbosa de Meireles Freire era filho de Ana Moreira e de Gonçalo Barbosa Coelho. Este tinha cinco irmãos: Madalena, Catarina, bento, Marcos e Manuel. Sobrinho neto do Abade Amaro Moreira, fundador da Igreja da Santa Casa da Misericórdia de Arrifana de Sousa, foi sepultado no claustro novo de S. Vicente de Fora, em Lisboa. Este homem ocupou o lugar de chanceler-mor do Reino, Desembargador do Paço da cidade de Lisboa e foi fidalgo da Casa Real, bem como, irmão da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.
Testamento de Gonçalo Barbosa de Meireles Freire, com instituição do Morgado da Aveleda

Gonçalo de Meireles Freire instituiu, por seu testamento, o morgado da Aveleda em seu sobrinho neto. António de Meireles, filho de Maria de Meireles e na falta deste ficaria o morgado para esta senhora. Realmente, foi D. Maria de Meireles que sucedeu no Morgado e depois sua filha Mariana de Meireles Freire de Barbosa. Gonçalo redigiu o seu testamento em 5 de outubro de 1692 e viria a falecer em 14 de dezembro de 1692.

Texto elaborado por Sofia Fernandes

Cf: http://geadopac.cm-penafiel.pt/ (link para visualizar os documentos do Morgado da Aveleda)

Sabia que...(Ascenção José de Azevedo e Sousa)

Sabia que…

José de Azevedo e Sousa, fundador do Morgado de Paço de Sousa, era um grande tanoeiro, seguindo os passos de seu pai, o que nos dá a entender que seria um negócio já respeitável. Quando o conhecemos como comerciante, ele não era um qualquer, os seus negócios passavam pelo comércio e produção de Vinho do Porto, que durante séculos e até aos dias de hoje gera riqueza. Além de produtor também pertencia à Companhia da Agricultura das Vinhas do Alto Douro, onde era acionista habilitado ao exercício de cargos na Junta de Administração, de provedor, vice-provedor, ou deputado. Sabemos que as suas adegas se localizavam em Canelas, e que possuía 114 pipas pelo menos no ano de 1777 (*). 


Alguns artigos levam-nos a pensar que esteve envolvido na Revolta dos Tanoeiros (antes da fundação da Companhia), dado ainda a ser confirmado, sendo identificado como um dos mais ricos tanoeiros do Porto, dando a volta aos Ingleses, prejudicando o negócio deles nas partidas de vinhos(**) .
Era também acionista da Companhia Geral de Pernambuco e Paraíba, o que demonstra que alargou os seus negócios para lá do Atlântico. Era dono de Armazéns de Vinho de Porto, em Gaia e fora estes negócios, ao adquirir a Quinta de Paço de Sousa, começou a receber uma série de rendas sobre direitos dominicais, lutuosas, laudémios, etc. Outro sinal de riqueza da parte de José de Azevedo e Sousa era este pertencer à Ordem de Cristo, hábito que consegui através de uma carta padrão.



Há no entanto muito mais a dizer sobre este senhor, por isso fiquem atentos às nossas publicações…

Texto elaborado por Cecília Gomes

(*) PEREIRA, Gaspar Martins – A Companhia das Vinhas do Alto Douro em 1784, segundo um relatório de Luís Sousa Coutinho, Douro – Estudos e Documentos. Vol.9, 200, págs. 155-174.

(**) CARDOSO, António Barros- A normalização de vinhos do Douro (da crise comercial de 1754 à instituição da Companhia dos Vinhos. In Revista da Faculdade de Letras, Porto III Série, Vol. I, 2002, págs. 63-95.

(Imagem gentilmente cedida pela Dr.ª Filomena Alpendurada, actual proprietária da Casa e Quinta da Companhia)

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Sabia que... (tratamento e protocolo de depósito sobre a documentação)

Sabia que…Até o ano de 2004, o acervo documental da Casa das Mouras permaneceu sempre dentro deste imóvel localizado na freguesia de Rio de Moinhos. A partir de 2001, este acervo constituído por arquivo e biblioteca começa a ser tratado e... estudado pelo Arquivo Municipal de Penafiel. Encontrava-se depositado numa sala do lado direito da entrada principal da casa, com cerca de cinquenta metros lineares e usada pela família como depósito de documentação, ainda que esta não tivesse sido construída para tal nem apresentasse as condições ideais de conservação dos documentos. Com tecto, chão, portas e portadas das janelas em madeira antiga e paredes em estuque, a sala apresentava-se um pouco deteriorada, sendo raro a abertura das duas janelas existentes e proporcionando assim um ambiente fechado onde não se verificava a circulação do ar.
Sala onde até 2004 esteve depositada a documentação (foto atual depois do restauro da Casa das Mouras)
Ainda durante esta altura, realizaram-se testes de temperatura e humidade relativa, obtendo-se os valores médios de 20ºC de temperatura e 82% de humidade relativa. Não existia nenhum equipamento de defesa preventivo, contra sinistros. Em termos de acomodação, o arquivo e biblioteca encontravam-se distribuídos por 28 estantes em madeira, abertas. Alguns documentos estavam próximos ao chão, não levando em atenção o espaço mínimo obrigatório de 16 cm para a protecção dos livros. Nesta altura, estava o arquivo e biblioteca da Casa das Mouras destinado a ser tratado e estudado dentro da casa, no entanto por razões de restauração do edifício, a família proprietária da Casa das Mouras concordou em depositar toda a documentação no Arquivo Municipal de Penafiel. A minuta do protocolo foi aprovada em reunião de Câmara, no dia 5 de Julho de 2004, assinando-se o protocolo no dia 27 de Setembro de 2004, nas instalações do AMPNF.
Depois da entrada da documentação no Arquivo Municipal de Penafiel, esta foi sujeita a uma desinfestação por anóxia, que consiste num controlo da percentagem de oxigénio e da humidade relativa numa “bolha” de alumínio revestida a polietileno. Diminui-se assim, gradualmente, a percentagem de oxigénio pela introdução de um gás inerte de propriedades não tóxicas - o azoto – que afeta todas as fases do ciclo biológico das espécies a controlar, e mantém a documentação inalterada. O processo teve o seu início a 9 de Fevereiro de 2005 e terminou a 20 de Março de 2005, verificando-se depois da abertura da câmara, a inexistência de xilófagos vivos.
Brevemente, continuaremos com mais informações sobre todo este processo de tratamento da documentação do Arquivo da Casa das Mouras…

Texto elaborado por Vilma Cardoso

(Fonte: Cardoso, Vilma Joana Correia Paiva de Freitas – “O Arquivo da Casa das Mouras: estudo orgânico e sua representação através do modelo sistémico”. Dissertação de Mestrado em História e Património – Ramo Arquivos Históricos, apresentada na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, 2013)

Sabia que... (protocolo de depósito da documentação)

Sabia que...
A Câmara Municipal de Penafiel estabeleceu com a Casa de Mesão Frio, em Valpedre, em julho de 2005, um protocolo de depósito do arquivo da família, para evitar que com as divisões de herança, o arquivo se perdesse. Assim, este... encontra-se guardado no Arquivo Municipal de Penafiel e, apesar de continuar a ser da família, pode deste modo, ser devidamente preservado e tornar possível o estudo da informação, ficando os herdeiros com cópia em suporte digital.
Casa de Mesão Frio - Valpedre
Elaborado por Joana Ribeiro

Pode consultar a documentação online através do programa do Arquivo Municipal.

http://geadopac.cm-penafiel.pt/

Sabia que... (Abade Amaro Moreira)

O Abade Amaro Moreira
Amaro Moreira era filho de Gaspar Moreira Gonçalves e de D. Brites Duarte, da Casa de Sousa, na freguesia de Gandra, atual concelho de Paredes. Presume-se que tenha nascido antes de Novembro de 1570. Seu pai faleceu e...m 2 de fevereiro de 1588 e sua mãe a 2 de outubro de 1590.
Este homem formou-se em cânones pela Universidade de Coimbra, segundo António Sousa, antes de 1591, serviu no desembargo do Paço. Foi ouvidor em Cantanhede, tutor de D. Pedro de Meneses, filho de D. António Menezes. Ordenou-se e foi apresentado na Igreja de Mondim. Vagando depois a igreja de S. Vicente de Ermêlo, no Marão, nela foi apresentado pelo Conde de Cantanhede, seu tutelado e, aí, esteve como pároco, durante vinte e sete anos.
António de Sousa refere que o abade Amaro Moreira foi provedor da Santa Casa da Misericórdia de Penafiel em 1627, citando uma ata de eleição do mesmo, de 2 de julho de 1627, “Livro das eleições e outras coisas”, fl. 24 e 24v.”
Igreja da Misericórdia de Penafiel
Imagem da "FotoAntony"
Convém referir, que não conhecemos atas nem livros de eleições para este período. No ano de 1999, quando o Arquivo da Santa Casa foi transferido para o Arquivo Municipal, estes documentos já não existiam na Santa Casa e, portanto, não foram incorporados. Estranhamente em 16 anos, perderam-se muitos documentos, partindo do facto de António Sousa ter consultado estes documentos em 1982, data da publicação do seu artigo e 1999 data da incorporação do fundo no Arquivo Municipal de Penafiel.
Antes do abade Amaro Moreira ter sido provedor da Misericórdia de Penafiel, em 1 de outubro de 1619, estabeleceu com o provedor e irmãos da mesma um contrato de doação e obrigação. Nesse contrato, a Santa Casa dava a capela do hospital ao abade e este comprometia-se a reconstrui-la, para depois servir de seu panteão, bem como de seus familiares, donos da Quinta de Louredo, concelho de Aguiar de Sousa. Nesta capela seria rezada de uma missa quotidiana, com execução das sextas-feiras, cuja missa seria em “nome de Jesus e as dos sabbados de nossa Senhora”, deixando Amaro Moreira, para o efeito, 20 mil reis de renda anuais.
Igreja da Misericórdia de Penafiel "vista lateral"
Este contrato não foi, contudo, cumprido. Um segundo contrato, tal como o já referido, trasladado no 1º. Tomo do Tombo da Misericórdia da Vila de Arrifana de Sousa, de 30 de agosto de 1750, refere-nos a construção da igreja nas Chãs, em 1625, já estando nessa altura a capela-mor construída nesse local.
Não sendo possível determinar ao certo o que se passou entre 1619 e 1625, torna-se, contudo, exato que Amaro Moreira não chegou a iniciar a reconstrução da igreja do hospital, tendo optado pela construção de uma igreja nova no Largo das Chãs. A igreja do hospital foi, mais tarde dotada por António Vaz Ferreira e sua mulher Ana de Meireles.
Igreja da Misericórdia de Penafiel "foto antiga"
Infelizmente, os originais destes documentos não chegaram até nós, só existindo os traslados dos mesmos nos referidos tombos.
Segundo o dito contrato de 1625, após ter feito a capela-mor da nova igreja da Misericórdia, o abade Amaro Moreira vê-se na obrigação de continuar com a construção do corpo da mesma. Tal investimento no corpo da igreja deveu-se, ao facto, da Santa Casa não ter capacidade económica para uma construção de tal envergadura. Este benemérito vai assumir a seu cargo a construção total da igreja, frontispício e retábulo nos altares.
Amaro Moreira viria a falecer em 1642. Este homem foi sepultado na igreja que ergueu tal como previu e ordenou em seu testamento na sepultura que mandou executar na capela-mor.
Igreja da Misericórdia de Penafiel
Imagem da "FotoAntony"
Este abade teve um papel crucial na vida desta irmandade na 1ª. metade do século XVII e mesmo após a sua morte, pelo menos até meados do século XIX. Os legados para dotar órfãs e vestir pobres, quer em Ermelo, quer em Gandra, quer em Arrifana, ajudaram várias gerações até à centúria de oitocentos fazendo perdurar a memória deste homem. O legado deixado a duas viúvas virtuosas para que rezassem perpetuamente por sua alma, também perdurou até finais do século XIX.

Bibliografia:
Cf. Árvore genealógica dos Moreiras, já disponível on-line em http://geadopac.cm-penafiel.pt/#/SearchAdv (utilizar Microsoft Internet Explore); SOUSA, António Gomes de “Amaro Moreira”, In separata de – O Concelho de Paredes, Boletim Municipal, nº. 5-6. Paredes, 1982-83; FERNANDES, Paula Sofia – Fundação e consolidação da Misericórdia. In, FERNANDES, Paula Sofia; GARCIA, Isabel Margarida Teixeira Dias Bessa; RODRIGUES, José Carlos; TEDIM, José Manuel – Misericórdia de Penafiel: 500 anos. Um baluarte histórico-cultural. Penafiel: Santa Casa da Misericórdia, 2009. p. 15-62.

Sabia que... (Columbano Pinto Ribeiro de Castro Portugal da Silveira)

Sabia que…
A figura mais proeminente da Casa das Mouras não nasceu lá e nem sequer era natural da Vila de Rio de Moinhos, no concelho de Penafiel? Falámos de Columbano Pinto Ribeiro de Castro Portugal da Silveira, que se ligou a esta casa através de laços matrimoniais. Nascido a 26 de novembro de 1804 na freguesia de Santo Ildefonso, cidade do Porto, Columbano era filho do Desembargador Columbano Pinto Ribeiro de Castro (conhecido por ter elaborado o Mapa da Província de Trás-os-Montes), e D. Genoveva Rita Portugal da Silveira. Orfão de pai desde o nascimento (Columbano Pinto Ribeiro de Castro morrera meses antes), e na qualidade de herdeiro universal e único filho, Columbano herdou todos os bens paternos, incluindo o título de Fidalgo Real, alcançado por seu avô Manuel Pinto Ribeiro de Castro em 1741, e a administração do Morgado de Nossa Senhora da Vela, instituído em 1673 por seu tetravô Belchior Ribeiro. Com propriedades e bens que se estendiam por todo o distrito do Porto, indo até ao concelho de Barcelos a norte e ao concelho de Santa Maria da Feira a sul, permitiu este vínculo que os bens comprados por seus antepassados não se perdessem até chegar a Columbano. 
Assinatura de Columbano Pinto Ribeiro de Castro Portugal da Silveira
De sua infância pouco se sabe, tendo partido por volta de 1808-1809 para o Brasil, aquando das invasões francesas, juntamente com sua mãe D. Genoveva, e seu padrasto, o Tenente-Coronel Isidoro de Almada e Castro, com quem esta havia casado em 1806. Sabe-se que teve uma meia-irmã, D. Matilde Leonor de Almada e Castro, cuja única informação que se tem a dá como Açafata da Rainha D. Carlota Joaquina. Ainda no Brasil, Columbano formou-se em Humanidades, tendo ainda sido Tenente de Artilharia do Exército Brasileiro. Regressando a Portugal já nos finais dos anos vinte do século XIX, acaba por se casar a 2 de fevereiro de 1835 com D. Efigénia Amália de Moura Torres, uma jovem filha de proprietários endinheirados, Rodrigo Bravo Cardoso Torres e D. Maria Máxima de Moura Torres, natural da freguesia de Rio de Moinhos.
Caminho Escuro - Comédia teatral escrita por Columbano Pinto Ribeiro de Castro Portugal da Silveira
A partir de daqui, Columbano passa a residir na casa dos antepassados maternos de sua esposa, que ficaria conhecida mais tarde como Casa das Mouras. Com ele trouxe toda a documentação que possuía, incluindo os tombos de propriedades do Morgado de Nossa Senhora da Vela e também variada documentação dos seus antepassados paternos, juntando à pouca documentação produzida pelos familiares de D. Efigénia, mas constituindo assim, grande parte do arquivo que hoje temos conhecimento. Do casamento, nasceram nove filhos, cinco rapazes e quatro raparigas entre 1836 e 1849, tendo o nome mais sonante desta prol em D. Maria Henriqueta Torres de Castro, que já depois de casada tornar-se-ia Condessa de Bovieiro.
Documentos produzidos por Columbano Pinto Ribeiro de Castro Portugal da Silveira
Durante a sua vida, Columbano não se destacou só como proprietário e morgado, tendo ocupado vários cargos políticos ao nível concelhio. Foi vereador e vogal da Câmara Municipal de Penafiel nas décadas de 1840 e 1850 e entre 1868 e 1873 ocupou o cargo de Administrador do Concelho de Penafiel. Foi ainda Presidente da Junta de Freguesia da Paróquia de Rio de Moinhos, no ano de 1874. À carreira política, Columbano juntou também o gosto pela literatura e o estudo da genealogia. Preocupou-se não só em deixar apontamentos genealógicos sobre sua família, como em reunir a documentação antiga, existindo exemplares da História Genealógica da Casa Real Portuguesa na parte de biblioteca da Casa das Mouras. Nunca tendo publicado uma obra literária, legou-nos no entanto, dois livros de peças teatrais da sua autoria, encontrando-se ainda alguns poemas escritos nos versos de vários documentos pessoais. É ainda o maior produtor de informação da Casa das Mouras, possuindo mais de sete dezenas de documentos dentro deste fundo.
Capela onde jaz Columbano Pinto Ribeiro de Castro Portugal da Silveira, anexa à Igreja Paroquial de Rio de Moinhos
Columbano Pinto Ribeiro de Castro Portugal da Silveira morreria a 24 de novembro de 1877, numa das suas residências na cidade do Porto, sendo sepultado na capela que mandara erigir numa das laterais da igreja paroquial de Rio de Moinhos e, onde ainda hoje está e se pode ver as iniciais de Columbano.


Elaborado por Vilma Cardoso

(Fonte: Arquivo da Casa das Mouras, PT/AMPNF/CMOU. Arquivo Municipal de Penafiel)

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