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quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Merchandising - Cadernos

Caderno A6: 6€ - Tema - Música e Orgãos Antigos da Cidade de Penafiel
Caderno "A minha família", A5, liso: 8€
Caderno A6: 6€ - Tema - documentos à guarda do Arquivo Municipal

 

Sabia que... (Carta de Brasão de Armas)

Sabia que…


Como todos os fidalgos reais que recebiam Carta de Brasão de Armas, Columbano Pinto Ribeiro de Castro Portugal da Silveira também teve um? No entanto, nunca mandou erigir um na Casa das Mouras na freguesia de Rio de Moinhos, que ocupou depois de casar com D. Efigénia Amália Moura Torres de Castro, em 1835. Não se sabe se alguma vez, seus antepassados, nomeadamente seu avô e seu pai, tiveram um brasão exposto na casa que ocupavam na Rua das Flores no Porto, no entanto, aquando da entrada na nobreza de Manuel Pinto Ribeiro de Castro, seu avô paterno, no ano de 1741, veio explícito de como seria o seu brasão.


Certidão pedida por Manuel Pinto Ribeiro de Castro sobre a sua Carta de Brasão de Armas
Numa cópia existente no Arquivo da Casa das Mouras, datada de 1777, Manuel Pinto Ribeiro de Castro pediu para que lhe passassem por certidão vários pontos da Carta de Brasão de Armas, incluindo a alegação de descendência nobre. Provava este, que sua 6ª avó paterna, Inês dos Guimarães casada com Marcos Ribeiro Homem, descendia diretamente por linha masculina, de D. Fernando da Guerra, Arcebispo de Braga e assim sendo do rei D. Pedro I e D. Inês de Castro.


Certidão pedida por Manuel Pinto Ribeiro de Castro sobre a sua Carta de Brasão de Armas
Seria o seu brasão esquartelado contendo no primeiro quartel as Armas dos Guerras “que são em campo de prata os sinco escudetes do reino com a diferença que os dous da manga hão de estar deitados com as pontas para o do meio em cada hum nove vezantes de prata em três palas com hua orla de cordão vermelho com nos de ouro e hade estar em crus com espaço que estiver em crus hade passar por sima dos vezantes dos escudos mas hade passar por baixo do do meio”. No segundo quartel estariam as Armas dos Pintos também em campo de prata com “cinco crescentes sanquinos em sautor”, no terceiro quartel as Armas dos Ribeiros com escudo liso em campo de ouro e três faixas verdes, vindo este sobrenome de seu 6º avô Marcos Ribeiro Homem, filho de Tristão Ribeiro. Por fim, no último quartel estariam as Armas dos Castros “em campo de prata, seis aruelas azuis em duas palas, elmo de prata aberto guarnecido de ouro, paquife de metaes e cores das armas timbre e dos Pintos e é hum leopardo de prata armado de purpura com diferença hua brica vermelha com hum trifoldo de ouro.”


Casa das Mouras, Rio de Moinhos
Elaborado por Vilma Cardoso


Fonte: AMPNF – Arquivo da Casa das Mouras - [Certidão pedida por Manuel Pinto Ribeiro de Castro dos primeiro, segundo, terceiro e quarto parágrafos da sua Carta de Brasão de Armas], PT/AMPNF/CMOU/MPRC/cd.12


Pode consultar a documentação online através do programa do Arquivo Municipal.

http://geadopac.cm-penafiel.pt/

Sabia que... (Genealogia)

Sabia que...


Na Casa das Mouras, a família de Columbano Pinto Ribeiro de Castro Portugal da Silveira, tinha já o hábito e a preocupação de registar os eventos familiares para memória futura das posteriores gerações? Desde a sua mudança para esta Casa em 1835, quando se casou com D. Efigénia Amália de Moura Torres, Columbano dedicou-se a reunir o maior número de informações sobre a própria família. Desde a conservação dos testamentos de todos os seus familiares paternos, passando pelo historial do Morgado de Nossa Senhora da Vela instituído por seu tetravô, Columbano continuou essa tarefa, apontando os eventos familiares que tinham lugar na sua casa.


Certidão de Carta de Brasão de Armas (PT/AMPNF/CMOU/MPRC/cd.12)

  De 1835 até aos primeiros anos da década de 1870, Columbano apontou dados sobre seu casamento e sobre o nascimento dos nove filhos que teve com D. Efigénia. Nos cinco rapazes que nasceram, deu-nos ainda as informações relativas ao percurso profissional que tomaram, desde a frequência na Universidade de Coimbra com datas de entrada e saída, a acontecimentos específicos como o ferimento de bala que seu filho Augusto sofreu ainda jovem ou o agraciar com a Comenda da Conceição do seu filho primogénito, Columbano. Os casamentos e os nascimentos de netos foram também contemplados neste documento que Columbano Portugal da Silveira nomeou de "Livro de notas neçesarias e emdespençaves à Caza". Já as informações que o próprio nos deu acerca da sua ascendência paterna, foram com certeza retiradas da cópia da "Carta de Brasão de Armas" que possuía, instituindo o título de Fidalgo Real no ano de 1741 a seu avô Manuel Pinto Ribeiro de Castro, um proprietário endinheirado, com carreira de Leis e morador na Rua das Flores.

Colleção dos Titulos (PT/AMPNF/CMOU/CPRCPS/lv.2)

  Além destes, contam-se ainda um livro intitulado "Colleção dos Titulos", onde se destaca toda a história relativa ao Morgado de Nossa Senhora da Vela, desde a instituição em 1673 por Belchior Ribeiro, passando pelos sucessivos administradores, pela 2ª instituição e consagração deste a Nossa Senhora da Vela por Manuel Pinto Ribeiro de Castro, até acabar no 5º e último administrador, Columbano Portugal da Silveira, que o herdou como único herdeiro de seu pai, o Desembargador Columbano Pinto Ribeiro de Castro. Curioso o facto de, neste livro e no "Livro de notas neçesarias e emdespençaves à Caza", possuir-se na primeira página de ambos, um verso sem autor assinado mas que se crê ser da autoria de Columbano: “Assim, apesar do tempo, da verdade para a glória, do passado para o futuro, se faz presente a memória”.

Livro de notas neçesarias e emdespençaves à Caza (PT/AMPNF/CMOU/CPRCPS/lv.8)

Estes versos juntamente com a documentação encontrada: os apontamentos pessoais relativos aos eventos familiares, aos antepassados, a preservação de documentos antigos como testamentos no Arquivo, e ainda a existência de obras de genealogia como a "Historia Genealogica da Casa Real Portugueza", na parte de Biblioteca, comprova a importância que as famílias e sobretudo a família de Columbano Pinto Ribeiro de Castro Portugal da Silveira, deu à memória, na tentativa de perpetuar as histórias e toda a linhagem à qual pertencia, aos seus descendentes. Infelizmente quase toda a família se extinguiu, passando depois a Casa das Mouras para não familiares, mas não se perdeu, vindo à luz do dia graças ao nosso estudo.


Texto elaborado por Vilma Cardoso

(Fonte: Arquivo da Casa das Mouras, PT/AMPNF/CMOU. Arquivo Municipal de Penafiel)

Sabia que...(D. Manuel Maria Gonçalves Zarco da Câmara)

Sabia que...


D. Manuel Maria Gonçalves Zarco da Câmara e sua esposa tiveram seis filhos, 4 filhas e dois rapazes.

Sua filha Maria Leonor Teresa da Câmara, 1.ª condessa de Pangim, nasceu em 1 de novembro de 1815 e foi baptizada 3 dias depois, no oratório da casa da residência de seu avô, o Marquês de Sabugoza, josé António de Mello da Silva César de Menezes, situada na Rua Direita do Calvário, n.º31, em Alcântara. O seu padrinho foi o Marquês de Penalva, Fernando Teles da Silva.





Ainda criança de tenra idade, foi com sua mãe e irmãs para a India onde seu pai tinha o cargo de Governador.



Brevemente daremos mais informações sobre a vida da Condessa de Pangim…



Elaborado por Sofia Fernandes



Ver: http://geadopac.cm-penafiel.pt/ (Morgado da Aveleda)

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Sabia que ...(Capela de São Gonçalo da Quinta da Aveleda)

Sabia que...

Esta capela, de invocação de São Gonçalo, foi instituída por Miguel Moreira da Silva e sua mulher, D. Maria de Meireles Freire, moradores na Casa e Quinta da Aveleda, em 3 de dezembro de 1692.


Os seus instituidores hipotecaram-lhe para sua fábrica e decência, certas medidas que à Casa se pagavam, impostas em uma terras reguengas, sitas na honra de Baltar e, na falta delas, a sua Quinta da Aveleda, por escritura de património que celebraram na nota do tabelião Manuel Teixeira, do concelho de Penafiel.


A capela de São Gonçalo era da administração e direção dos administradores da mesma casa e quinta, sem que o pároco de Penafiel se pudesse intrometer em coisa alguma, nem entrar sem licença e autoridade dos seus administradores.


Texto elaborado por Sofia Fernandes

Sabia que... (História do Arquivo da Casa das Mouras)

Sabia que…

Na vila de Rio de Moinhos, concelho de Penafiel, encontrou-se numa casa rural de grandes dimensões e sem aparente ligação à nobreza, um arquivo de volume considerável e que se revelou bastante importante para a história tanto da família que a habitou como para a história local e nacional? Trata-se do Arquivo da Casa das Mouras (PT/AMPNF/CMOU), o qual encontra-se depositado no Arquivo Municipal de Penafiel.


Aspeto geral da Casa das Mouras




Pertencente a uma família de proprietários rurais desde os finais do século XVIII, os Moura e Castro, a casa da qual não podemos apontar uma data exata de construção e que se crê ter sido alvo de acrescentos ao longo dos anos, veria em 1835, a constituição de um arquivo importante através do casamento de uma das mulheres desta família, D. Efigénia Amália de Moura Torres com um fidalgo real e morgado natural do Porto, Columbano Pinto Ribeiro de Castro Portugal da Silveira. Seria este, herdeiro único da herança de seu pai e da administração do Morgado de Nossa Senhora da Vela, que mais contribuiria para o aumentar deste arquivo e a sua conservação, trazendo toda a documentação do morgadio que administrava, assim como a documentação dos seus antepassados paternos, agregando-a aos documentos que a família de sua esposa, D. Efigénia, produzira até ali.


Sala onde se encontrava a documentação
Columbano seria ainda, o maior produtor de informação pelos anos que se seguiriam, legando-nos quase sete dezenas de documentos da sua autoria, até ao ano do seu falecimento em 1877. Este acervo, constituído por 335 documentos de arquivo e englobando ainda uma parte de biblioteca com 465 livros, ficou na posse da família de Columbano e D. Efigénia até aos anos 20 do século XX, onde, por esta altura morriam as últimas filhas da sua numerosa prole. A Casa das Mouras, cujo nome adveio de uma tradição oral que a apelidava das “Mouras” por causa da presença das mulheres da família Moura, passaria depois para as mãos de não familiares, mas conservar-se-ia até 2004, este acervo rico e surpreendente, numa das salas da casa, cujas condições não eram as ideais, mas que permitiram que sobrevivesse até ser depositado no AMPNF nesse mesmo ano.



Brevemente, mais histórias da Casa das Mouras e dos seus habitantes serão contadas. Não percam!

Sabia que...(Descendência José de Azevedo e Sousa)

Sabia que…

...pela documentação já descrita, sabemos que José de Azevedo e Sousa, fundador do Morgado de Paço de Sousa, casou-se duas vezes, mas que a relação com os seus filhos foi no mínimo instável e tudo devido a dinheiro?
Do primeiro casamento com Mariana de Jesus, teve somente dois filhos, José de Azevedo de quem nada sabemos, supondo que morreu ainda em criança e, Francisco Maria de Azevedo, que exerceu o cargo de Tesoureiro-mor da Sé do Porto. No testamento, José de Azevedo e Sousa deixa bem claro o dinheiro que este filho lhe devia, assim como se pôde comprovar nos inventários realizados posteriormente.
O segundo casamento foi com Mariana de Jesus Rocha e tiveram 5 filhos: Dona Sebastiana Máxima de Azevedo e Sousa, Dona Maria Clementina de Azevedo e Sousa, Dona Ana Benedita de Azevedo e Sousa, Dona Isabel de Azevedo e Sousa e José Joaquim de Azevedo e Sousa. 


A relação de José de Azevedo com os seus filhos não foi semelhante por todos, denotou-se uma clara preferência por Dona Sebastiana, deixando-a com um bom casamento e bens. Esta casou-se com Pedro Leite Pereira de Mello, um fidalgo da corte e com este casamento garantiu o Morgado de Paço de Sousa, pois através do Vinculo que José de Azevedo e Sousa fez, garantiu que depois dele e sua esposa Maria de Jesus, seria a sua filha, com o esposo Fidalgo, a ocupar-lhe o lugar, ficando os outros filhos, que não tinham um casamento nobre, de fora.
Quanto às outras filhas, José de Azevedo já não conseguiu arranjar-lhes esposos Fidalgos, por isso casaram com burgueses tal como era o pai. Dona Maria Clementina casou-se, contra a vontade do pai, com Cristóvão Guerner, que era deputado e autor do livro “Discurso analítico sobre o estabelecimento da Companhia Geral da Agricultura e das Vinhas do Alto Douro”, levando a que o pai a deserda-se. Já Dona Ana Benedita casou-se duas vezes, primeiro com José Teixeira Gavião Pessoa e fez segundo matrimónio com António Teixeira Vasconcelos de Queirós. Esta só poderia ter acesso à herança de seu pai se regulasse as dívidas que tinha do primeiro casamento.
Da sua filha Dona Isabel poucas informações obtêm-se, já que esta faleceu jovem e ainda solteira. Já José Joaquim Azevedo era considerado “demente” pela família e assim referido na documentação. O próprio pai pediu que este fosse interdito no tribunal, pela sua “demência”, para não cuidar dos negócios.
Vai ser no entanto na morte de José de Azevedo que se vai tentar resolver este problema familiar, pela mão de Mariana de Jesus Rocha. Esta aquando da morte de José de Azevedo, e apesar de se encontrar separada dele, quis à hora de sua morte tomar conta dele, sendo impedida pela sua filha, Dona Sebastiana e seu genro Pedro Leite, pois, segundo eles, esta não se encontrava em condições, por estar cega e surda, uma situação que deverá ter sido momentânea, tendo em conta as ações de Dona Mariana. Nesta altura, a família deveria estar completamente dividida e com o intuito de pôr fim a estas quezílias, Dona Mariana de Jesus, abdicou do seu papel enquanto cabeça de casal, assim como da sua terça parte na herança, desde que, a sua filha Dona Maria Clementina fosse inserida nas partilhas, e o seu filho José Joaquim de Azevedo fosse judicialmente representado, devido à sua condição. E foi esta a vontade que foi feita e não a de José de Azevedo e Sousa.

Sabia que... (Declaração de Vínculo)

Sabia que…

...no século XVIII, a Casa da Companhia de Paço de Sousa, teve na sua história um importante homem com um passado como tanoeiro? Falámos de José de Azevedo e Sousa fundador do Morgado de Paço de Sousa, e um exemplo real da ascensão que a burguesia portuguesa teve no século XVIII. Este começou a sua vida como tanoeiro, negócio que era já de seu pai, Cristóvão de Azevedo, mas soube investir e fazer parcerias comerciais certas ao logo da sua vida. Assim, no ano de 1772, compra em praça pública, a Quinta de Paço de Sousa, um
bem que anteriormente pertencia aos Padres Jesuítas, entretanto extintos.



Em 1778 fez, com a sua segunda esposa Mariana de Jesus Rocha (a sua segunda Mariana de Jesus), um Vinculo de Morgado de Paço de Sousa para a sua filha Dona Sebastiana de Azevedo e Sousa. Foi com o casamento desta filha que conseguiu nobilitar a família, casando-a com o fidalgo da casa real, Pedro Leite Pereira de Mello. Nobilitar a família era dos últimos passos da ascenção desta burguesia e José de Azevedo e Sousa conseguiu, assim, tornar-se acionista das Companhias do Alto Douro e também da de Pernambuco e Paraíba e conseguiu o hábito de mestre na Ordem de Cristo. 

No entanto nem tudo foi assim tão fácil... esta ascensão ficou por dramas e conflitos familiares, que daremos a conhecer mais à frente, pois esta é só uma minúscula informação que o nosso Arquivo Municipal tem sobre a vida em ascensão deste homem, por isso continuem desse lado que outras informações serão postadas