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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Sabia que... efeméride Casa das Mouras

Sabia que...


A 12 de Fevereiro de 1836, nascia, na freguesia de Rio de Moinhos, naquela que hoje é conhecida por Casa das Mouras, Columbano Pinto Ribeiro de Castro, filho primogénito de Columbano Pinto Ribeiro de Castro Portugal da Silveira e Dona Efigénia Amália de Moura Torres.
                        
Para este, já não passaria a administração do Morgado de Nossa Senhora da Vela, pela morte de seu pai se ter dado muito depois da extinção dos morgadios em Portugal. 
Ficaria com a posse da casa brasonada da família, a Quinta de Leiria, em Alpendurada e Matos, aquando do seu casamento com Ana Adelaide Monteiro Coelho Guedes Nobre Mourão, da Casa do Bovieiro, em Abragão.
             
Brasão dos Pinto Ribeiro de Castro, presente no portão principal da Quinta de Leiria

Sabia que... casamento de Columbano Pinto Ribeiro de Castro Portugal da Silveira

Sabia que...

A 2 de fevereiro de 1835 dava-se o casamento entre Columbano Pinto Ribeiro de Castro Portugal da Silveira e Dona Efigénia Amália de Moura Torres, na freguesia de Rio de Moinhos, concelho de Penafiel. A partir desta data, passaria o arquivo do Morgado de Nossa Senhora da Vela, administrado por Columbano, para a casa de sua esposa, hoje conhecida como Casa das Mouras.
                        
"Livro de Notas neçesárias e emdespençaves à Caza". Pertencente ao fundo documental das Casas das Mouras, existendo por contrato de tratamento e digitalização, no Arquivo Municipal de Penafiel.

Sabia que... Condessa de Pagim

Sabia que...

Vários documentos referentes aos pais de Dona Joana Maria da Câmara e sua irmã, a Condessa de Pangim, encontram-se disponíveis no programa GEAD, no sistema Morgado da Aveleda. Graças a estes podemos saber que...
Dona Joana Isabel Maria da Câmara, filha de D. Manuel Maria Gonçalves Zarco da Câmara e de Dona Maria Teresa José de Jesus de Melo, era irmã da Condessa de Pangim. Esta senhora nasceu em 29 de junho de 1820 e foi baptizada no oratório do palácio de seu avô paterno, Luís António José Maria da Câmara, 6.º Conde da Ribeira Grande e 2.º Marquês de Sabugosa. O batizado foi realizado pelo reverendo padre Francisco José Correia, pregador régio, em 2 de julho desse ano. Dona Joana viria a falecer em 14 de janeiro de 1884, com 63 anos de idade.
                                                                                                                       
Foi nomeada pelo mordomo-mor do rei, Dona do Paço em 13 de abril de 1832 e em 1872 recolheu-se, juntamente com sua irmã D. Francisca no Real Mosteiro da Encarnação, em Lisboa.
          
                  Palácio dos Marqueses e Condes da Ribeira Grande


segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Sabia que... Maria do Carmo Palha de Faria Lacerda

Sabia que...


Maria do Carmo Palha de Faria Lacerda nasceu a 13 de janeiro de 1838? Era filha de José Pedro de Faria Mascarenhas e Melo de Lacerda, do segundo casamento de seu pai com sua sobrinha Maria da Piedade Pereira Palha de Faria.
D. Maria do Carmo casou em primeiras núpcias com Estevão José Pereira Palha de Faria Lacerda, seu tio. Após a morte deste voltou a casar, desta vez com Manuel Pedro Guedes, da Quinta da Aveleda, em 29 de julho de 1868, na igreja de Santa Engrácia, em Lisboa.
                        
                            (Maria do Carmo Palha de Faria Lacerda)

Morgado da Aveleda: Cartazes que nos fazem relembrar o passado...


                      

Este cartaz encontra-se na documentação do Morgado da Aveleda, incorporada mais recentemente, no Arquivo Municipal de Penafiel, para tratamento.

Não possui data, mas pelo tipo de cartaz pensamos que será dos princípios do século XX, relativo a uma marca de vinho.
É um cartaz muito típico da "Belle Époque", existem muitos outros sobre os mais variados temas, que, sempre que nos forem surgindo, iremos divulgar.
O estudo desta série torna-se importante para entendermos o "marketing" e o apelo ao consumo dessa altura, com imagens lindíssimas e muito sugestivas....

Sabia que... A alimentação das elites até ao século XVIII

Sabia que...

A alimentação das elites até ao século XVIII
Os médicos e dietistas da Idade Moderna em imensos tratados advertiam para a importância de boas práticas alimentares, assinalando a importância do valor nutritivo de certos alimentos. A maneira de cozinhar, condimentar e de comer certos produtos era, deveras, difundida de forma a preservar a saúde dos indivíduos. Na pirâmide nutricional, o pão, o vinho e a carne tinham um papel preponderante.
A alimentação dos mais ricos, excessivamente rica em carnes, levava a que estes sofressem de excesso de proteínas e de pouca fibra, o que conduzia à incidência de doenças como a “gota”, neste grupo social. 
No entanto, em Penafiel, segundo o médico António de Almeida, a “gota” não constituiu um problema. Como o próprio mencionou, “a gota neste paíz é pouco vulgar e dentro da cidade de Penafiel, não há nenhum doente de gota, propriamente dito”. Contudo, existiram outros tipos de doenças que assolavam indivíduos que cometiam excessos alimentares. O referido clinico dava o exemplo do padre José da Costa Grelho, de 55 anos, de “temperamento sanguíneo, alimentado grosseiramente e entregue a excessos de comidas de serrabulhos a que é convidado, sujeito a emorroidas”.
                               

Assim, a nobreza, o clero superior e a alta burguesia, eram afetados por diversos tipos de doenças relacionados com excessivo consumo de alimentos muito cozinhados, gordurosos e energéticos, mas desequilibrados em nutrientes essenciais. Destacava-se a gota, como já mencionamos, a arteriosclerose, a litíase, as doenças digestivas, a diabetes e as doenças renais. 
                                
Veja-se a correspondência de D.ª Constança da Silva Guedes para o sobrinho Manuel Guedes da Silva da Fonseca, já nos finais do século XIX, em que a referida senhora alerta para os excessos e realça a virtude dos caldos.

Documentos: Fundo do Morgado da Aveleda

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Fonte das Quatro Estações - Quinta da Aveleda

FONTE DAS QUATRO ESTAÇÕES - Quinta da Aveleda
             
Carta de João da Silva para Fernando Guedes com algumas indicações para a colocação dos retratos de D. Teresa, D. Maria, D. Luiza e D. Maria José a dispor nos medalhões da fonte das quatro estações, na Quinta da Aveleda, Penafiel.
                  
Documentos: Morgado da Aveleda
Fotografias: M.ª José Pereira

Sabia que... Estabelecimento PLANTAS D'AMARANTE

Sabia que...

O Estabelecimento PLANTAS D'AMARANTE, de Thomaz Pinto de Brito, horticultor, "...foi o único que na Exposição Pomologica do Palacio de Cristal, em 28 de Setembro do corrente anno, obteve o 1.º premio na secção A - MEDALHA DE OURO - mais alta recompensa, concedida aos expositores d'este certamen."
                 
Ano:1907
Fonte: Morgado da Aveleda, subsérie de correspondência recebida de Manuel Guedes da Silva da Fonseca, relacionada com faturas, promoções e divulgação de produtos e/ou serviços,

terça-feira, 18 de agosto de 2015

Arquivo da Casa de Cabanelas

A Câmara Municipal de Penafiel, através do seu Arquivo Municipal, assinou com a Casa de Cabanelas um contrato para tratamento e digitalização do seu espólio documental.
Este fundo, que já se encontra no Arquivo Municipal, é relativamente pequeno, tendo em conta a importância e dimensões da Casa.
É composto, essencialmente, por escrituras, recibos, correspondência (postais), fotografias (negativos), cartas régias (das quais oito são em pergaminho), testamentos, prazos, entre outros. Relativamente às datas dos mesmos, importa salientar que possui alguns documentos dos séculos XVII e XVIII, mas a maioria são dos séculos XIX e XX.
Em breve, o Arquivo iniciará o seu tratamento para posteriormente os poder disponibilizar.

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terça-feira, 14 de abril de 2015

Lançamento do Livro "Arquivos de Família: memórias habitadas

No passado sábado, dia 11 de abril, pelas 15.00 horas, na Quinta da Aveleda, foi lançado o livro “Arquivos de família: Memórias habitadas. Guia para salvaguarda e estudo de um património em risco”. Este é mais um produto do trabalho desenvolvido no IEM (Instituto de Estudos Medievais) sobre arquivos de família.
Especificamente destinado aos proprietários deste tipo de arquivo, pretende-se com ele colmatar um vazio, por todos sentido. Ao contrário do que se sucede noutros países como Espanha, França, Itália ou Inglaterra, estava ainda por produzir em Portugal um manual destinado aos possuidores de arquivos que, não tendo necessariamente formação especializada na área, pudessem servir-se dele para melhor compreender, utilizar e preservar o seu património documental. Tomando por inspiração os exemplos internacionais e atendendo às especificidades do contexto português, desenhou-se o presente “Guia” com a contribuição de arquivistas, historiadores e profissionais do restauro e preservação, com o intuito não só de abarcar um leque abrangente de matérias relativas a uma tipologia específica de arquivos mas também, e sobretudo, de procurar responder às necessidades e preocupações que ao longo dos últimos anos nos têm sido expressas pelos proprietários privados. Nascendo de um contexto de investigação e estudo, o Guia representa uma voluntária e muito desejada ligação à sociedade, baseada na convicção da importância do impacto social da ciência.

Esta edição foi coordenada pela Professora Maria de Lurdes Rosa, docente do Departamento de História da FCSH-UNL e membro do IEM e pela Dra. Rita Sampaio da Nóvoa, bolseira de Doutoramento da FCT em História/Arquivística Histórica (FCSH-UNL/Univ. Paris 1 Panthéon-Sorbonne) e membro do IEM. 

Sendo uma publicação com vários capítulos, contou, ainda, com a participação de Margarida Leme, doutoranda em Arquivística Histórica na FCSHL e membro do IEM; Inês Correia, conservadora-restauradora sénior de documentos gráficos, aguarda defesa de provas de doutoramento pelo Departamento de História de Arte da FCSH-UNL e membro do IEM; Sofia Fernandes, responsável pelo Arquivo Municipal de Penafiel, doutoranda em História Moderna, na Universidade do Minho e membro do CITCEM e Maria João da Câmara Andrade e Sousa, doutoranda em Arquivística Histórica na FCSHL e investigadora do Centro de História de Aquém e Além Mar.

Álbum de fotografias disponível na página do Facebook dos Amigos do Arquivo de Penafiel. CLIQUE AQUI

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Sabia que... (bens de José de Azevedo e Sousa)

Sabia que…
José de Azevedo e Sousa, fundador do Morgado de Paço de Sousa, além de ter arrematado no ano de 1772, em praça pública, a Quinta de Paço de Sousa, um bem que anteriormente pertencia aos Padres Jesuítas, entretanto extintos, arrematou outros bens. Vejamos em primeiro a descrição da Quinta de Paço de Sousa. Esta tinha duas casas, uma capela com a imagem de nossa Senhora da Conceição, cozinha, casa do celeiro, casa do caseiro, eira, uma casa de engenho de azeite, moinhos de água, horta, tudo pelo valor de 6 cruzados e 12 776 réis. 
No mapa dos bens arrematados podemos verificar que ele deteve propriedades em praticamente todo o concelho de Penafiel. Aqui vamos destacar somente algumas das propriedades. Em Irivo arrematou o Casal de Avintes; Valpedre - Casal da Fonte; Santiago - uma serie de prazos; Vila Cova - Casal de Passos; Marecos - Casal da Quintã; Urrô - Casal de Figueiredo; Duas Igrejas - Casal da Portela; Lagares - Casal do Outeiro; Galegos - Casal de Bairros; Cabeça Santa - vários prazos; Recezinhos - Casal da Bobieira; Milhundos - Casal de Castanheira; Oldrões - Casal de Real; Capela - Casal de Oliveira; Canelas - Casal de Sobradelo; Rans - Casal da Nogueira e Guilhufe - Casal de Piérres. 
Também no mapa do país denotamos uma série de propriedades arrematadas principalmente no Norte. Em Aveiro, bens arrematados em Esmoriz e Granja; no Porto, Casas na Boavista; em Braga, terrenos em Santo Tirso; em Viseu, terrenos de uma família fidalga, perto do Mosteiro de Arouca, e em Bragança, terrenos perto do Mosteiro de Avelar.


Texto elaborado por Cecília Gomes

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Lançamento do livro "Arquivos de família: memórias habitadas. Guia para a salvaguarda e estudo de um património em risco"

Informamos que no dia 10 de Dezembro de 2014, pelas 18h no Centro Nacional de Cultura, será lançado em versão impressa, a obra Arquivos de família: memórias habitadas. Guia para a salvaguarda e estudo de um património em risco, coordenado por Maria de Lurdes Rosa e Rita Sampaio da Nóvoa.

Encontra-se também disponível em versão digital, no site do Instituto de Estudos Medievais através do link: http://iem.fcsh.unl.pt/ebooks/instrumentos1/index.HTML


quinta-feira, 9 de outubro de 2014

No Arquivo com... (Dra. Cecília Gomes)

No Arquivo com... Cecília Gomes

José de Azevedo e Sousa foi o fundador do Morgado de Paço de Sousa, atual Casa da Companhia. Para além deste facto, foi um exemplo vivo da ascensão da burguesia, no século XVIII. No próximo dia 18 de outubro, gostaríamos de contar com a sua presença, para lhe dar a conhecer um pouco da história deste homem e da sua família.






segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Sabia que... (Quinta de Leiria)


Sabia que…

… a família paterna de Columbano Pinto Ribeiro de Castro Portugal da Silveira, Morgados de Nossa Senhora da Vela e também Fidalgos da Casa Real desde 1741, ostentavam mesmo um brasão à entrada de uma das suas propriedades? A busca pelo brasão dos Pinto Ribeiro de Castro ocupou-nos algum tempo, pois na documentação, ainda que se revelasse a existência deste brasão, descrito na Carta de Brasão de Armas que Manuel Pinto Ribeiro de Castro tirou em 1741, não o achamos nas moradas que esta família ocupou durante a sua existência.
Como se sabe, a família paterna de Columbano, era natural do Porto, tendo seu tetravô, Belchior Ribeiro, sido mercador e morador na Rua da Fonte Taurina, na mesma cidade. A partir de seu filho, Manuel Ribeiro da Silva, a Rua das Flores passa a ser a morada da família Pinto Ribeiro de Castro, até chegar em Columbano Pinto Ribeiro de Castro Portugal da Silveira. Tendo emigrado para o Brasil, Columbano regressou e em 1835 casou com D. Efigénia Amália de Moura Torres, tendo ocupado até à data da sua morte, em 1877, a Casa das Mouras, na freguesia de Rio de Moinhos, concelho de Penafiel.
Quinta de Leiria, sita na Rua de Leiria na freguesia de Alpendorada e Matos - Marco de Canaveses
Nesta casa rural, não se achou nenhum vestígio de um brasão. Procurou-se no prédio que deveriam ter ocupado na Rua das Flores, morada do seu avô Manuel Pinto Ribeiro de Castro, não se tendo sucesso. Foi-se achar então, através da leitura de emprazamentos e arrematações num dos tombos do Morgado de Nossa Senhora da Vela, que Manuel Pinto Ribeiro de Castro fez de sua residência, durante muitos anos, a Quinta de Leiria, situada na freguesia de Alpendorada e Matos, atual concelho de Marco de Canaveses. Descobriu-se ainda, que esta quinta ainda existe atualmente e que se encontra abandonada e em estado de degradação. E no portão de entrada, acha-se… o brasão dos Pinto Ribeiro e Castro!
Brasão de Armas presenta na parte superior do portão de entrada da Quinta de Leiria
Relembrando a descrição deste brasão, era, segundo a documentação, esquartelado, tendo no primeiro quartel as armas dos Guerra, “que são em campo de prata os sinco escudetes do reino com a diferença que os dous da manga hão de estar deitados com as pontas para o do meio em cada hum nove vezantes de prata…”; no segundo quartel estavam presentes as armas dos Pinto, também em campo de prata com “cinco crescentes sanquinos em sautor”; o terceiro quartel era composto pelas armas dos Ribeiro, com escudo liso em campo de ouro e três faixas verdes; e por fim o quarto quartel continha as armas dos Castro, “em campo de prata, seis aruelas azuis em duas palas”.
Carta de Arrematação da Quinta de Leiria em 1729 - PT/AMPNF/CMOU/MV/013/0061

Foi esta quinta adquirida por Manuel Pinto Ribeiro Libório, no ano de 1729, através de uma arrematação no valor de quatro mil cruzados e cento e vinte mil réis. Mas só se tornou brasonada a partir de 1741, com a entrada de seu filho, Manuel Pinto Ribeiro de Castro, na nobreza. Entre este ano e até cerca de 1783, data da morte deste último, a família comprou diversas terras envolventes à Quinta de Leiria, nomeadamente nos lugares de Santa Sabina e da Caxorela, sitos na mesma freguesia de Alpendorada. Em 1772, é feita uma avaliação a esta mesma quinta, no valor de seiscentos e noventa mil réis, com todos os seus bens de raiz, incluindo pomares, olivais, tapados e leirinhas.
Casa nobre da Quinta de Leiria
Tendo o século XVIII sido o período áureo da presença dos Pinto Ribeiro de Castro na Quinta de Leiria, em 1820 os seus bens chegam a ser arrematados por Manuel Pinto Monteiro, ação que ficou sem efeito por este se encontrar falido, movendo-lhe um auto de embargo Francisco Megre Bastier, procurador de Columbano Pinto Ribeiro de Castro Portugal da Silveira, à data menor de idade. Tendo herdado a quinta vinculada ao Morgado de Nossa Senhora da Vela, não temos porém, registo de que esta casa nobre fosse muito utilizada como morada por parte de Columbano, tendo passado a sua vida desde que casou em 1835, até à data da sua morte, a 24 de Novembro de 1877, a residir na Casa das Mouras em Rio de Moinhos, ou nas casas que detinha na cidade do Porto, na Rua das Flores e na Rua do Bomjardim.
Detalhes da entrada da casa nobre da Quinta de Leiria
Em 1867, Columbano Pinto Ribeiro de Castro Portugal da Silveira dá a Quinta de Leiria ao seu filho mais velho, também Columbano, aquando do seu casamento com D. Ana Adelaide Guedes Nobre Mourão, para que este ficasse com a administração do rendimento da quinta, ficando seus pais com o direito de cortar e vender esta. Quando Columbano morre em 1877, cabe em testamento e inventário, toda a Quinta de Leiria a este primogénito, ficando a viúva D. Efigénia Amália Torres de Castro, com o seu usufruto.

Não se sabe mais sobre esta quinta, tendo provavelmente ficado na posse do filho varonil de Columbano até à data da sua morte, em 1891, no Porto. Atualmente, encontra-se em avançado estado de degradação, delimitada por muros e cercas, não deixando porém de ostentar a beleza que a marcava.
Elaborado por Vilma Cardoso
(Fonte: PT/AMPNF/CMOU – Arquivo da Casa das Mouras. Disponível online: http://geadopac.cm-penafiel.pt/ )










quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Sabia que... (protocolo e disponibilização online)

Sabia que...
A Sociedade Agrícola e Comercial Quinta da Aveleda detém todo o espólio documental desde a fundação do morgado da Aveleda, quer a nível da gestão patrimonial e financeiro deste morgadio, quer ao longo de cerca de 4 séculos no...s quais foi aumentando e expandindo, quer ao nível de documentos pessoais dos vários membros da família, que foram tendo relevância e quer ao nível local, regional e mesmo nacional pelos cargos políticos que foram assumindo.
Em 26 de maio de 2008, a Sociedade Agrícola e Comercial Quinta da Aveleda assinou um protocolo com a Câmara Municipal de Penafiel, para tratamento e digitalização do fundo da quinta.
Este protocolo insere-se num conjunto de protocolos quer a Câmara Municipal de Penafiel, através do seu Arquivo Municipal, tem elaborado com juntas de freguesia, famílias e outras instituições, nomeadamente confrarias e irmandades visando proteger e tratar estes espólios.
Este protocolo teve como objetivo a limpeza, desinfestação, pequenas intervenções de restauro, classificação, ordenação e descrição consoante as normas ISAD (G) e ISAAR (CPF).
Finalizado este tratamento, os documentos em suporte papel ou pergaminho retornaram aos primeiros outorgantes, ficando os documentos eletrónicos, resultados da digitalização do fundo, pertença da Câmara Municipal de Penafiel. Devido às grandes dimensões deste fundo, a Câmara candidatou-se, em 2010, a um programa de apoio à recuperação, tratamento e organização de arquivos documentais, da Fundação Calouste Gulbenkian, tendo sido beneficiada com um subsídio para apoio à concretização do projeto de inventariação, tratamento e digitalização.


Elaborado por Sofia Fernandes


http://geadopac.cm-penafiel.pt/ (Ver Morgado da Aveleda)



terça-feira, 16 de setembro de 2014

Sabia que... (protocolo e disponibilização online)

Sabia que…

GeAD OPAC - Fundo da Casa das Mouras
… tendo sido assinado o protocolo de depósito e transferido para o Arquivo Municipal de Penafiel, no ano de 2004, o espólio documental da Casa das Mouras, ao nível de arquivo, só foi alvo de um estudo histórico e arquivístico em... 2013. O estudo da família que o produziu e respetiva organização arquivística, foi elaborado entre Novembro de 2012 e Abril de 2013, inserido num estágio do Mestrado em História e Património – Ramo Arquivos Históricos, da Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Deste trabalho nasceu a dissertação de mestrado da autoria da Dra. Vilma Cardoso, intitulado “O Arquivo da Casa das Mouras – estudo orgânico e sua representação através do modelo sistémico”.
Nos últimos meses, tem sido feito um esforço pelo Arquivo Municipal de Penafiel para que todo este arquivo esteja disponível online através da base GeAD OPAC, sendo finalmente possível consultá-lo através do endereço: http://geadopac.cm-penafiel.pt/#/SearchAdv

Até ao final do ano, contamos que este acervo documental comece a ser digitalizado, contribuindo para um maior acesso à informação deste arquivo por parte dos utilizadores.

Elaborado por Vilma Cardoso

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

No Arquivo com...(D. João de Noronha e Osório)

No Arquivo com...
No dia 20 de Setembro, pelas 16.30 horas, no Arquivo Municipal de Penafiel, será levado a efeito o lançamento do livro de D. João de Noronha e Osório, intitulado O Morgadio e a Capela de Nossa Senhora da Esperança nos Claustros da Sé do Porto. De seguida, será proferida uma conferência, pelo mesmo autor, denominada As família Couros Carneiro e os Garcês, de Penafiel, na administração do Morgadio e a Capela de Nossa Senhora da Esperança nos Claustros da Sé do Porto.
Apesar deste livro tratar da capela de Nossa Senhora da Esperança, sita na Sé do Porto, relaciona-se com a história de várias famílias da cidade de Penafiel e, dessa forma, com a própria história da cidade, uma vez que foram administradores desta capela os Garcês de Penafiel e os Couros Carneiro, da Quinta do Cabo, em Valpedre.


D. João de Noronha e Osório faz, assim, uma análise genealógica desde João Garcês, cavaleiro d’El Rei, passando por José Cardoso Pinto Madureira Garcês, capitão-mor de Penafiel e cavaleiro fidalgo da Casa Real, mencionando as armas que constam do brasão que ainda hoje existe, na casa dos Garcês, na Rua Direita, em Penafiel. Também interessante, a ligação por matrimónio entre Antão Garcês e Beatriz Correia, filha do nosso conhecido João Correia, escudeiro d’El Rei e rico mercador de Arrifana de Sousa, bem como, de toda a sua geração.
A história desta família Garcês, para além de estar ligada à capela de Nossa Senhora da Esperança, no Porto, está, também, ligada à história de Arrifana de Sousa e, mais tarde, Penafiel, uma vez que, para além de serem proprietários da referida casa, sita na Rua Direita, estão também ligados à capela do Senhor dos Passos, na igreja Matriz, à Quinta da Herdade, em Abragão, à Quinta da Torre, em Boelhe, à Quinta do Cabo, em Valpedre e à Quinta de Segade e Quinta de Agilde, ambas em Bustelo. Foi, igualmente, relevante o papel que esta família assumiu na Misericórdia de Arrifana de Sousa, tanto como irmãos de primeira condição, como em cargos de direção, estando muitos destes elementos sepultados na Igreja Matriz de Arrifana.
No que se refere aos Couros Carneiro, de salientar a descendência de Rui de Couros, casado em segundas núpcias com Maria Barbosa, filha de João Barbosa, senhor da Honra de Estromil e da Quinta das Quintãs, em Arrifana de Sousa, que esta herdou.
Estes Couros Carneiro estiveram, também, ligados à Quinta de Canas, em Santo Adrião de Canas, em Penafiel. A capela dos Santos Passos, na Matriz, fundada por João Correia foi depois administrada pelos Couros Carneiro, estando vários membros desta família lá sepultados, nomeadamente, Catarina de Couros Carneiro, casada com Manuel da Rocha, filho de Belchior da Rocha Rangel.
Esta família esteve, também, ligada à Quinta de Santiago de Arrifana, à Quinta do Cabo, em Valpedre, à Quinta da Quintela, em Guilhufe, à Quinta de São Miguel, em Urrô, Quinta das Quintãs, em Valpedre, quinta da Granja, em Lagares e quinta da Torre, em Boelhe. Esteve, igualmente, ligada à Santa Casa da Misericórdia de Penafiel, bem como, à confraria do Santíssimo Sacramento, tendo vários dos seus membros exercido o cargo de escrivão dos órfãos, do concelho de Penafiel.
Como pode ver, boas razões para estar connosco no próximo dia 20 de setembro

Workshop (Genealogia)

A Associação dos Amigos do Arquivo vai levar a efeito mais um Workshop, desta vez dedicado à genealogia. Este workshop pretende dotar os participantes de conhecimentos que lhes permitam iniciar a sua árvore de família.


Programa



Ficha de inscrição

No Arquivo com...(Eng.Gaspar Meneses)

No Arquivo Com...

Vieiras, da Casa e Quinta da Conca.

Na região do actual concelho de Penafiel existiram várias famílias que se destacaram das demais, que devido ao seu passado histórico, no contributo da afirmação da nacionalidade, aos cargos destacados que ocuparam ao longo dos séculos nas mais diversas instituições locais e nacionais, merecem ser recordadas pelos exemplos que deixaram de modo a impedir que o tempo as renegue para o esquecimento.



A família mais antiga existente em Penafiel é sem dúvida a dos Barbosas, da Honra de Barbosa, cuja história se perde no tempo. Julga-se existente antes do início da Fundação do Condado Portucalense. 
Além dos Barbosas e de outras destacam-se os Vieiras, da Casa e Quinta da Conca, em Entre-os-Rios, com registos de meados do século XV. Mantiveram esta propriedade até finais do século XVII, que por disposição testamentária saiu da posse da família.
Ficaram conhecidos como Vieiras da Conca. Raramente habitaram esta propriedade pois administravam o Morgadio e Capela de Nossa Senhora do Loreto, no Mosteiro de São Domingos, do Porto e pelas regras de sua instituição estavam impedidos de “morar” fora desta cidade.
Afirmam os nobiliários que esta família era proveniente de Vieira do Minho, tendo Rui Vieira, “honrado fidalgo” como antepassado mais antigo, registando a sua existência no tempo dos Reis Dom Afonso II e Dom Sancho II. Posteriormente deslocam-se para Guimarães e daqui para o Porto, onde por casamento vêm a deter a administração do referido morgadio.
Nestes Vieiras, da Conca, segundo os nobiliários encontrava-se a chefia de linhagem desta família, sendo considerada no tempo do Rei Dom Manuel I como fazendo parte das principais de Portugal, tendo as suas armas no conhecido tecto da Sala dos Brasões do Paço Real de Sintra. 
Suportado em fonte documental primária encontra-se descrita a referência a Álvaro Vieira Dinis e sua mulher Catarina Fernandes Baião, senhores da Quinta da Conca, na primeira metade do século XVI. Num processo de habilitação a Familiar do Tribunal do Santo Ofício, de 1710, de um seu descendente, é reconhecido que Álvaro Vieira Dinis “era o Chefe da Familia Vieyra donde procedem todos os Vieyras verdadeiros deste Reyno”.
Na palestra apresentada no Arquivo Municipal de Penafiel no dia 12 de Fevereiro descreveu-se a descendência deste casal e sucessão nas suas propriedades e vínculos, com todas as vicissitudes inerentes até meados do século XIX. Com referência a vários membros desta família, terminando no Padre Joaquim de Magalhães e Menezes, nascido em São Martinho de Arrifana do Sousa em 11 de Agosto de 1.823, que foi fundador e primeiro Director do Colégio de Nossa Senhora do Carmo, de Penafiel, considerado um notável estabelecimento de ensino em toda o Vale do Sousa e arredores durante quase 100 anos.

Perafita, 14 de Abril de 2.014,
Gaspar Menezes

No Arquivo com...(Dra. Vilma Cardoso)

“No Arquivo Com…”

1 março 2014

“Estratégias de ascensão social e perpetuação da memória: O arquivo da Casa das Mouras”

Por Vilma Joana Cardoso





A presente comunicação vem no seguimento do projeto que foi desenvolvido no Mestrado de História e Património, ramo Arquivos Históricos, na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, e cujo trabalho se alicerçou no estudo orgânico, organização e descrição da documentação do arquivo de família denominado Arquivo da Casa das Mouras, o qual se encontra depositado no Arquivo Municipal de Penafiel.
Inserido num concelho onde abundam casas solares, o AMPNF apresentou-se como a primeira escolha de Vilma Cardoso para um estágio inserido no mestrado, onde durante o seu período procedeu ao estudo da história desta família da Casa das Mouras e reconstrução da sua genealogia, organizando o arquivo posteriormente e, através da sua descrição, elaborou o catálogo do seu acervo, indispensável para o acesso aos futuros utilizadores e investigadores.
Situada na Avenida das Cans, em pleno centro da vila de Rio de Moinhos, concelho de Penafiel, a Casa das Mouras, cujo nome advém de uma tradição oral, teve como família original proprietária, os Moura e Castro, que, até 1835, produziram pouca informação dentro do arquivo. Nesse mesmo ano, haveria a casa de testemunhar a união de Dona Efigénia Amália de Moura Torres com Columbano Pinto Ribeiro de Castro Portugal da Silveira, natural do Porto, fidalgo real e morgado de Nossa Senhora da Vela. Com ele veio toda a documentação do morgadio que herdara, incluindo documentação dos seus antepassados paternos, de sua mãe e de seu padrasto. Até ao ano da sua morte, foi o produtor mais importante da Casa das Mouras, tendo ainda ocupado, profissionalmente, vários cargos políticos no concelho de Penafiel.
Numa casa onde não se poderia dizer à primeira vista, a importância da documentação que guardava, Vila Cardoso acabou por se deparar com duas famílias que se uniram, onde as estratégias de ascensão social e memória estiveram sempre presentes. De mercadores e proprietários a fidalgos da casa real, a família de Columbano viria a ser um reflexo da alteração destas estratégias, desempenhando cargos políticos, inserindo-se na “nobreza de toga” do século XIX, mas sem deixar de lado a importância da terra como fonte principal de riqueza e, sobretudo, da perpetuação de memória familiar que Columbano sempre privilegiou.