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segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Concelho de Vila Boa de Quires

O Arquivo Municipal disponibiliza on-line, a partir de hoje, dois documentos pertencentes ao concelho de Vila Boa de Quires, especialmente úteis para os estudiosos da morte e para os genealogistas que estudem antepassados das freguesias de Abragão, Vila Boa de Quires e Maureles.
O primeiro livro de testamentos do concelho e provedoria de Vila Boa de Quires, existente no arquivo municipal de Penafiel, baliza entre junho de 1834 e outubro de 1836. Este documento possui o registo dos testamentos transcritos pelo escrivão António Teixeira Júnior, sendo o livro assinado pelo provedor António Pinto de Aguiar. O livro possui os testamentos de:
- José de Almeida, do lugar da Eira, freguesia de Maureles;
- Antónia Vieira, casada com José de Sousa do lugar de Pombal, freguesia de Vila Boa de Quires;
- Joaquina Moreira, mulher de Joaquim de Sousa, do lugar de Louredo, freguesia de Abragão;
- João da Silva, lugar de Auturinho, freguesia de Maureles;
- António Monteiro, do lugar de Quintã, freguesia de Abragão;
- Reverendo reitor Luís Vitorino Pereira de Sousa Vasconcelos, da freguesia de Vila Boa de Quires;
- Dona Maria Joaquina Correia de Noronha, da casa do Cabo, freguesia de Vila Boa de Quires;
- José de Sousa, da Casa Nova, freguesia de Vila Boa de Quires;
- Custódia Maria, solteira, do lugar do Outeiro, freguesia de Abragão;
- Quitéria Maria do lugar de Agrela, da freguesia de Abragão;
- Custódia Luísa da Silva do lugar de Gaia, freguesia de Vila Boa de Quires;
- José de Sousa, do lugar de Ervio, freguesia de Vila Boa de Quires;
- Maria de Barros do lugar do Rio, freguesia de Vila Boa de Quires;
- António de Magalhães do lugar de Vez de Avis, freguesia de Abragão;
- Antónia Rosa de Jesus, do lugar de Outeiro, freguesia de Maureles;
- Maria Joaquina do lugar de Louredo, freguesia de Abragão;
- José da Fonseca, lugar de Ribaçais, freguesia de Abragão;
- Josefa da freguesia de Maureles;
- José Ribeiro do lugar da Gaia, freguesia de Vila Boa de Quires.
                   
O segundo livro de testamentos do concelho de Vila Boa de Quires, registados pelo escrivão António Pinto de Aguiar entre outubro de 1836 e setembro de 1837, possui um registo de doação e nomeação de José Teixeira e sua mulher Teresa Mendes da freguesia de Maureles; e os restantes fólios são testamentos de: José da Silva do lugar de Barco, freguesia de Abragão; Maria Josefa, viúva, do lugar do Eido, freguesia e concelho de Vila Boa de Quires; José Ferreira do Espirito Santo, do lugar do Vilarinho, freguesia de Perozelo; Custódia Maria da Casa de Prezigo, lugar de Buriz, freguesia de Vila Boa de Quires; Ana Maria do lugar do Outeiro, freguesia de Maureles e de Francisco José Pinto de Faria do lugar de Vez de Avis, freguesia de Abragão.

Concelho de Tuias

Para os estudiosos do antigo concelho de Tuias informamos que o Arquivo Municipal já descreveu, no seu programa GEAD e já colocou o documento digitalizado on-line, para que todos os interessados possam consultar.
Nas primeiras décadas do século XIX, o concelho de Tuias possuía 4 escrivães do público, um das sisas, um meirinho que servia de carcereiro e tinha a sua casa dos Paços do Concelho parcialmente destruída, o Pelourinho já havia desaparecido e a cadeia estava praticamente arruinada.
Mas para que fique a saber um pouco mais sobre este concelho consulte os capítulos de correição do concelho de Tuias que disponibilizamos, através da página da câmara e do programa GEAD.
          

Concelho de Santa Cruz de Riba Tâmega

Para os interessados na história do extinto concelho de Santa Cruz de Riba Tâmega ou para os amantes de genealogia que possuam antepassados desta localidade, vimos informar que o Arquivo Municipal de Penafiel já descreveu e colocará, brevemente, on-line, no seu programa GEAD, o livro que possui deste concelho. Trata-se, assim, de um livro de lançamento de um novo imposto sobre as bestas e parelhas e criados que não se ocupassem da agricultura.
          
Na freguesia de Caíde foram aboletadas duas pessoas: o Capitão Francisco de Sousa Pinto, da Casa de Vila Verde, por uma besta de carga, e Dona Bernardina de Vilela por outra besta de carga, ambos em mil réis.
Para a freguesia de Ataíde foram aboletadas duas pessoas: António Ferreira da feira por uma mula em mil réis e Manuel Joaquim Filipe, também por uma mula.
Para a freguesia de São Mamede, 3 pessoas: António Pinto, do casal por uma mula, também em mil réis; um almocreve de Lordelo por uma mula, também em mil réis e José Pinto das Regadas por um cavalo de carga, também em mil réis.
Para a freguesia de Santa Eulália, 5 pessoas: José Machado por uma mula, António Alves por um cavalo, Manuel Pinto de Soutelo por um macho; Francisco Pinto por um macho; Manuel Crispiano por um macho, todos em mil réis cada um.
Para a freguesia de Santo Isidoro, 4 pessoas: António Folgareta por um macho, José Ribeiro da Boussa por um macho; Custódio Pinto caseiro de Maria Mendes de Agua Levada por um macho; Bernardo António da Portela, almocreve também por um macho, todos em mil réis cada um.
Para a freguesia de Carvalhosa, 1 pessoa: António Joaquim de Mesquita por um galego de carga em mil réis.
Para a freguesia de São Briscimo, José Teixeira em mil réis por um macho.
Para a freguesia de Freixo de Baixo, Dona Antónia do Fajo por uma mula em mil réis.
Para a freguesia e Couto de Mancelos, 8 pessoas: José António da Tapada por dois machos em 2 mil réis; José Carvalho dos Novais por um macho em mil réis; Francisco José de Manhufe por um macho em mil réis; Francisco Plenário por um macho em mil réis; Manuel Fatelo por um macho, também em mil réis; José Maneto também em mil réis por um macho; José Branco por um macho, mil réis; José de Abreu por um macho, mil réis.

O que tudo importou a quantia de 28 mil réis.

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Workshop (Página de Facebook)

Divulga com os teus amigos e familiares que não tenham facebook.....



No Arquivo com...(Eng.Gaspar Meneses)

No Arquivo Com...

Vieiras, da Casa e Quinta da Conca.

Na região do actual concelho de Penafiel existiram várias famílias que se destacaram das demais, que devido ao seu passado histórico, no contributo da afirmação da nacionalidade, aos cargos destacados que ocuparam ao longo dos séculos nas mais diversas instituições locais e nacionais, merecem ser recordadas pelos exemplos que deixaram de modo a impedir que o tempo as renegue para o esquecimento.



A família mais antiga existente em Penafiel é sem dúvida a dos Barbosas, da Honra de Barbosa, cuja história se perde no tempo. Julga-se existente antes do início da Fundação do Condado Portucalense. 
Além dos Barbosas e de outras destacam-se os Vieiras, da Casa e Quinta da Conca, em Entre-os-Rios, com registos de meados do século XV. Mantiveram esta propriedade até finais do século XVII, que por disposição testamentária saiu da posse da família.
Ficaram conhecidos como Vieiras da Conca. Raramente habitaram esta propriedade pois administravam o Morgadio e Capela de Nossa Senhora do Loreto, no Mosteiro de São Domingos, do Porto e pelas regras de sua instituição estavam impedidos de “morar” fora desta cidade.
Afirmam os nobiliários que esta família era proveniente de Vieira do Minho, tendo Rui Vieira, “honrado fidalgo” como antepassado mais antigo, registando a sua existência no tempo dos Reis Dom Afonso II e Dom Sancho II. Posteriormente deslocam-se para Guimarães e daqui para o Porto, onde por casamento vêm a deter a administração do referido morgadio.
Nestes Vieiras, da Conca, segundo os nobiliários encontrava-se a chefia de linhagem desta família, sendo considerada no tempo do Rei Dom Manuel I como fazendo parte das principais de Portugal, tendo as suas armas no conhecido tecto da Sala dos Brasões do Paço Real de Sintra. 
Suportado em fonte documental primária encontra-se descrita a referência a Álvaro Vieira Dinis e sua mulher Catarina Fernandes Baião, senhores da Quinta da Conca, na primeira metade do século XVI. Num processo de habilitação a Familiar do Tribunal do Santo Ofício, de 1710, de um seu descendente, é reconhecido que Álvaro Vieira Dinis “era o Chefe da Familia Vieyra donde procedem todos os Vieyras verdadeiros deste Reyno”.
Na palestra apresentada no Arquivo Municipal de Penafiel no dia 12 de Fevereiro descreveu-se a descendência deste casal e sucessão nas suas propriedades e vínculos, com todas as vicissitudes inerentes até meados do século XIX. Com referência a vários membros desta família, terminando no Padre Joaquim de Magalhães e Menezes, nascido em São Martinho de Arrifana do Sousa em 11 de Agosto de 1.823, que foi fundador e primeiro Director do Colégio de Nossa Senhora do Carmo, de Penafiel, considerado um notável estabelecimento de ensino em toda o Vale do Sousa e arredores durante quase 100 anos.

Perafita, 14 de Abril de 2.014,
Gaspar Menezes

Arquivo com...(Dra. Sónia Duarte)


Fontes Para o Estudo da Música na Cidade de Penafiel:

Iconografia, Paleografia e Organologia
Sónia Duarte
Penafiel, 30 de Novembro de 2013





As peças levantadas, inventariadas e alvo de estudo musicológico durante o Estágio Pejene, no Arquivo Municipal, e disseminadas na conferência Fontes Para o Estudo da Música na Cidade de Penafiel: Iconografia, Paleografia e Organologia permitem-me inferir a existência de uma vida musical profícua na cidade de Penafiel. Na Igreja do Recolhimento das Freiras de Nossa Senhora da Conceição há um órgão positivo e outro de tubos; na Igreja de S. Martinho de Penafiel, classificada de património nacional, um esquecido órgão de tubos; na Igreja da Ordem Terceira do Carmo um órgão de tubos, vários maços de partituras avulsas para banda de música, orquestra e coro, e um coreto; na Igreja de Nossa Senhora da Ajuda um órgão da oficina de Jérôme Thibouville-Lamy e um estuque com iconografia musical; na Igreja da Misericórdia um órgão de tubos com percussão lá dentro e vários livros de música; na Igreja do convento de Santo António dos Capuchos um órgão de tubos; na Igreja Terceira de S. Francisco um órgão de tubos; no Jardim do Calvário, outro coreto; no Arquivo Municipal um pergaminho do século XVI com notação musical (fragmento de um Gradual) que serve de capa a um livro de celeiro proveniente da Casa do Poço; na Quinta da Aveleda um órgão e compilação de excertos de ópera manuscritos; na Casa das Mouras compilações de partituras várias. Os dois órgãos esquecidos do Recolhimento mas sobreviventes à voragem do tempo foram alvo de limpeza, remoção de poeiras, desinfestação e de colocação dos tubos apeados que vieram conferir-lhes dignidade. De salientar que carecem estes dois, tal como todos os outros órgãos enumerados, de um cuidadoso e urgente restauro. Carece também continuar o levantamento de livros de música e disseminar o que já foi inventariado.

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

No Arquivo com...(Lúcia Chaves Cardoso)

No Arquivo com...




Arquivo Com...(Dr. António do Fundo)

Arquivo com...

 Administração do Concelho


No Arquivo com... (Dr.ª Susana Oliveira)

No Arquivo com...


A Gestão da Informação nas Autarquias



No Arquivo com... (Dr.ª Maria José Santos)


No Arquivo Com...


"Em torno dos castelos de Penafiel"



No Arquivo com...(Helena Bernardo)


No Arquivo com...

Helena Bernardo, licenciada em História, variante Arqueologia (1997-2002), pós-graduada em Museologia (2002-2003) possui um mestrado em Arqueologia (2009-2012) pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto - Do lugar de Arrifana de Sousa à cidade de Penafiel. Urbanismo e arquitetura (séculos XVI a XVIII) -, com orientação da Professora Doutora Teresa Soeiro. Entre 2005 e 2007, enquanto arqueóloga do Gabinete Técnico Local da Câmara Municipal de Penafiel, realiza o estudo do Centro Histórico da Cidade com vista à elaboração do respetivo Plano de Pormenor. Pertence ao grupo de investigadores do CITCEM - Centro de Investigação Transdisciplinar Cultura, Espaço e Memória e desde 2009 que exerce funções de Técnica Superior – Conservadora no Museu Municipal de Penafiel/ Câmara Municipal de Penafiel.
Na sequência de No Arquivo com…, honrou-nos com a conferência A paisagem urbana da vila de Arrifana de Sousa em meados do século XVIII, que se passa a resumir.
O estatuto de vila atribuído ao lugar de Arrifana de Sousa em 1741, com jurisdição separada da cidade do Porto, de que dependia desde 1384, permitiu à administração local orientar o processo de relançamento do imposto da décima em 1762, motivado pela denominada guerra fantástica que se traduziu na invasão da fronteira portuguesa pelo exército franco-espanhol, taxa que foi aplicada em todo o país. Para a aplicação deste imposto, cujos dividendos serviriam para financiar o exército, foi necessário proceder ao levantamento de todas as propriedades, as quais, no espaço arruado da vila, correspondem a habitações e quintais. As informações foram vertidas no Livro do Arruamento de 1762, hoje depositado no Arquivo Municipal de Penafiel. Arruamentos, edifícios, habitantes e respectivas profissões são alguns dos aspectos da paisagem urbana que podemos entrever através da análise desta fonte. Assim, o burgo de Arrifana de Sousa tinha nessa data 472 casas, 77% das quais com rés-do-chão e primeiro andar e apenas cinco possuíam dois andares, na sua maioria telhadas, embora existissem algumas com cobertura de colmo. Viviam neste espaço 47 ferreiros e 39 padres, mas também 19 sapateiros, 18 vendeiros, 14 jornaleiros, 14 alfaiates e toda a sorte de profissões, num total de 54 distintas, em que se destacam os ofícios mecânicos. Entre as classes nobilitadas encontrámos referências às famílias Soares Barbosa, Garcez, Pereira do Lago e Machado Coelho. Os moradores do burgo possuíam também propriedades na zona rural da vila (Puços, Cavalum, Chelo, Beco, Casal Garcia, Aperrela, Alamela, entre outros) cujas culturas, nomeadamente do centeio, trigo, vinho e azeite, completavam a sua economia doméstica, dados que foram vertidos no Livro do lançamento da décima de 1763.



O debate foi muito animado porque muitos dos presentes conheciam, ou queriam perceber, as memórias do centro histórico. Um contributo excelente para a história do centro histórico de Penafiel, no momento em que decorrem obras de requalificação, o que sobrevalorizou a intervenção da Dr.ª Helena Bernardo.

Sabia que...(D.ª Joana Isabel Maria da Câmara)

Sabia que...

D.ª Joana Isabel Maria da Câmara, filho de D. Manuel Maria Gonçalves Zarco da Câmara e de D.ª Maria Teresa José de Jesus de Melo e irmã da Condessa de Pangim. Nasceu a 29 de Junho de 1820 e foi baptizada no oratório do Palácio da residência de seu avô paterno, o Marquês de Sabugosa, pelo Reverendo Padre Francisco José Correia, pregador régio em 2 de Julho desse ano. Foi padrinho, o Conde de S. Paio e D.ª Joana da Câmara, tia paterna da baptizada.
A 13 de Abril de 1832, com 11 anos de idade, foi nomeada, pelo mordomo-mor do Rei, Dona do Paço. Em 1872 encontrava-se com sua irmã D.ª Francisca, recolhida no Real Mosteiro da Encarnação, em Lisboa. Nesta altura habilitaram-se as duas como únicas herdeiras à herança do 1.º Conde do Cartaxo, seu tio materno, José António de Melo. D.ª Joana faleceu em 14 de Janeiro de 1884, com 63 anos de idade.



Elaborado por Sofia Fernandes


Ver: http://geadopac.cm-penafiel.pt/ (Morgado da Aveleda)

Sabia que...(Bento de Abreu Aranha)

Sabia que…

Bento de Abreu Aranha, filho de Brás de Abreu Guimarães e de D.ª Joana do Nascimento de Araújo Aranha, natural da cidade do Porto. Irmão de Brás Abreu de Araújo Aranha, de Joana Felizarda Delfina de Abreu de Araújo Aranha e de João de Abreu Aranha e Araújo. Cursou na Universidade de Coimbra, em Direito Canónico e Civil e fez-se bacharel em 1756, tendo anteriormente obtido ordens menores.




Elaborado por Sofia Fernandes

Ver: http://geadopac.cm-penafiel.pt/ (Morgado da Aveleda)

Foto Antony - D. António Ferreira Gomes

Bispo do Porto em Fátima.
Reportagem n.º 2699
24/junho/1969
D. António Ferreira Gomes nas fotografias do arquivo fotográfico da Foto Antony, depositado no Arquivo Municipal de Penafiel.
Bispo do Porto em Fátima.
Reportagem n.º 2699
24/junho/1969
D. António Ferreira Gomes nasceu em 10 de maio de 1906, na Casa da Quebrada, freguesia de Milhundos, concelho de... Penafiel. Seus pais eram Manuel Ferreira e Albina Rosa de Jesus. Cresceu numa família numerosa de nove filhos. Frequentou os seminários diocesanos do Porto, de 1916 a 1925, seguindo depois para Roma, onde fez os cursos de Teologia e Filosofia, de 1925 a 1928, na Pontifícia Universidade Gregoriana. D. António Ferreira Gomes foi ordenado presbítero, em 22 de setembro de 1928.
Inauguração das casas do Bairro de S. Vicente de Paulo, com a presença de Dom António Ferreira Gomes.
Segundo o registo do autor: “Um bairro construído à custa do povo, sem qualquer comparticipação oficial… palavras do S. Abade às 11horas”
Reportagem n.º 867
04/junho/1958
Um mês depois, foi nomeado prefeito e professor do Seminário do Vilar. Em 1936, foi designado vice-reitor do seminário e passou a fazer parte do cabido da Sé do Porto. Mais tarde, assume a reitoria do seminário. Em 15 de Janeiro de 1948 foi nomeado Bispo titular de Rando e coadjutor de Portalegre e Castelo Branco. A 6 de julho de 1949, com a morte do bispo titular, D. António Ferreira Gomes sucede-lhe como bispo de Portalegre e Castelo Branco. Quatro anos volvidos, em 12 de outubro de 1952, regressou ao Porto como Bispo desta cidade. D. António veio a falecer na madrugada de 13 de Abril de 1989. 
O Bispo do Porto a assinar o “Livro de Honra da Foto-Antony”.
Reportagem n.º 2710
09/julho/1969
Bibliografia utilizada: ANDRADE, Pacheco de - O Bispo controverso: D. António Ferreira Gomes percurso de um homem livre. Lisboa: Multinova, 2002.

Sabia que... (Espólio Fotográfico)

Sabia que...


...O espólio fotográfico da FotoAntony encontra-se depositado no Arquivo Municipal, após assinatura do contrato de tratamento e depósito, em 17 Setembro de 2004.
Este espólio é composto por cerca de 500 mil negativos e alguns positivos.
Todo o acervo documental está acondicionado em caixas livres de ácido (adquiridas pela Câmara Municipal de Penafiel) e encontra-se nos depósitos do Arquivo Municipal, com controlo ambiental da temperatura e humidade relativa.
Antiga Casa Comercial Foto Antony
O espólio será organizado em duas grandes secções: “Reportagens de Exterior” e “Reportagens de Estúdio”.
As reportagens exteriores englobam várias vistas de Penafiel, bem como, tudo o que diz respeito à cidade e ao concelho (as festas, as feiras, visitas de pessoas ilustres, vindimas, Quinta da Aveleda, casamentos, batizados, atividades desportivas, nomeadamente do Futebol Clube de Penafiel). Todos estes negativos são datados desde a década de 50 até aos nossos dias.
Espólio fotográfico da Casa Comercial Foto Antony
No que se refere à série das reportagens de estúdio, pudemos verificar que são as menos ricas em informação, uma vez que são aquelas que não retratam o dia-a-dia, os costumes, a evolução urbanística da cidade, entre muitos outros aspetos. No entanto, têm um aspeto positivo e interessante, é possível observar o aspeto e evolução dos trajes e vestuário através dos tempos. Esta série é composta por cerca de 200 mil negativos.
Antiga Casa Comercial Foto Antony
Deste espólio fazem parte, também, algumas dezenas de negativos das figuras típicas de Penafiel, estando já algumas destas imagens publicadas no livro “Figuras típicas de Penafiel”. No entanto, existem mais, inéditas, e que estão a ser alvo de tratamento arquivístico e que pretendemos disponibilizar brevemente.
Espólio fotográfico da Casa Comercial Foto Antony
Possui, ainda, algumas dezenas de negativos de vidro. Estes negativos são raros e valiosos, alguns encontram-se partidos e outros em mau estado, necessitando de serem estabilizados urgentemente.
As coleções de fotografia constituem uma riqueza, que tem vindo gradualmente a ser descoberta e reconhecida. Cada vez mais se recorre a fotografias históricas para fundamentar teses sociais, projetos científicos, grandes obras e planos de intervenção urbanística. Os grandes meios de comunicação como a televisão e os jornais, frequentemente se socorrem de imagens históricas e de arquivo. De facto, a fotografia é um excelente meio de ensino e transmissão de ideias. Muitas escolas possuem coleções de fotografia e as experiências de historiar pela imagem regiões ou comunidades têm obtido uma adesão surpreendente por parte do público.

Sabia que...( Palácio da Batalha)

Sabia que...

O Palácio da Batalha, na freguesia de Santo Ildefonso, com o seu quintal e água de bica, foi comprado por José Anastácio da Silva da Fonseca e esposa, D. Joana de Meireles da Silva Guedes, a António de Melo Correia, de maior de idade, morador na Rua Direita de Santa Isabel, da cidade de Lisboa, em 14 de agosto de 1826, pela quantia de 24 contos de reis, pagos com o dinheiro da herança de Braz de Abreu Aranha e Araújo.


Palácio da Batalha, Santo Ildefonso, Porto.
Após a morte deste casal, ficou como proprietário seu filho Manuel Guedes da Silva da Fonseca e sua esposa, D. Maria Leonor da Câmara, Condessa de Pangim, tendo este realizado várias obras na casa.
Com a entrada das tropas liberais no Porto, o governo tomou conta do edifício e instalou lá as tropas. A família saiu para a Aveleda. Anos mais tarde, o palácio foi restituído, mas em muito mau estado, o que levou à realização de inúmeras obras por parte de Manuel Pedro Guedes, filho da Condessa de Pangim.
A 30 de dezembro de 1881, o Palácio foi vendido por Manuel Pedro Guedes ao Conselheiro Guilherme Augusto Barros, Diretor Geral dos Correios e Telegramas do Reino, com os seus dois andares, águas furtadas e quintal, por 47 contos de réis.
No Palácio da Batalha residiram vários membros da família da Aveleda. De 1826 a 1837, José Anastácio e esposa. De 1837 a 1849, D. Joana, já viúva. Em 1849 passou para a posse de Manuel Guedes da Silva da Fonseca e esposa e depois para seu filho Manuel Pedro Guedes da Silva da Fonseca.
O terreno em que assentava esta casa denominava-se, no século XVI, “Campo do Pombal” e pertencia ao Hospital das Entrevadas do Porto.
Em 1547, a Santa Casa da Misericórdia do Porto deu este terreno, em prazo, ao tabelião António Vaz, pelo foro anual de 810 réis. Aí se construíram casas que, em 1648, pertenciam a Francisco da Costa, meirinho da Relação do Porto.
Em 1745 eram propriedade de Manuel Freire de Andrade Pinto, em 1793, de Manuel Bernardo Freire de Andrade e em 1789, de António de Melo Correia.
Este palácio sofreu ao longo da época várias obras e alterações, inclusive a nível de fachada. No período em que os liberais estiveram aí instalados, serviu, também, de hospital de sangue


Elaborado por Sofia Fernandes

Sabia que...(Gonçalo Barbosa de Meireles Freire)


Sabia que....


Gonçalo Barbosa de Meireles Freire, instituidor do Morgado da Aveleda obteve em 29 de novembro de 1666 a mercê do título de desembargador da Relação do Porto. Anos mais tarde, em 22 de dezembro de 1671 foi nomeado Desembargador extravagante da Casa da Suplicação. Cinco anos depois, por carta de D. Maria (em 8 de janeiro de 1676 é nomeado no cargo de conselheiro e deputado ordinário.

Carta de mercê do lugar de Desembargador extravagante da mesma relação, concedida a Gonçalo de Meireles Freire, por El-Rei D. Pedro.

A 20 de setembro de 1686, o Dr. Gonçalo de Meireles Freire recebeu carta de padrão de El-Rei D. Pedro nomeando-o nos lugares de Juiz de Coroa e Fazenda, no de Meirinho da Junta de Assentamento e no de Procurador e Conselheiro do Conselho da Fazenda e Estado e ouvidor Geral das terras da Rainha. Um ano antes da sua morte, em 9 de abril de 1691, obteve o título de conselheiro real com todas as horas, prerrogativas, autoridades e liberdades, sendo nomeado no dia seguinte no cargo de chanceler da Corte e casa da suplicação.

Texto elaborado por Sofia Fernandes 

Cf: http://geadopac.cm-penafiel.pt/ (link para visualizar os documentos do Morgado da Aveleda)

Sabia que...(Gonçalo Barbosa de Meireles Freire)

Sabia que...

Gonçalo Barbosa de Meireles Freire era filho de Ana Moreira e de Gonçalo Barbosa Coelho. Este tinha cinco irmãos: Madalena, Catarina, bento, Marcos e Manuel. Sobrinho neto do Abade Amaro Moreira, fundador da Igreja da Santa Casa da Misericórdia de Arrifana de Sousa, foi sepultado no claustro novo de S. Vicente de Fora, em Lisboa. Este homem ocupou o lugar de chanceler-mor do Reino, Desembargador do Paço da cidade de Lisboa e foi fidalgo da Casa Real, bem como, irmão da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.
Testamento de Gonçalo Barbosa de Meireles Freire, com instituição do Morgado da Aveleda

Gonçalo de Meireles Freire instituiu, por seu testamento, o morgado da Aveleda em seu sobrinho neto. António de Meireles, filho de Maria de Meireles e na falta deste ficaria o morgado para esta senhora. Realmente, foi D. Maria de Meireles que sucedeu no Morgado e depois sua filha Mariana de Meireles Freire de Barbosa. Gonçalo redigiu o seu testamento em 5 de outubro de 1692 e viria a falecer em 14 de dezembro de 1692.

Texto elaborado por Sofia Fernandes

Cf: http://geadopac.cm-penafiel.pt/ (link para visualizar os documentos do Morgado da Aveleda)

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

ArquiJovem - Publicação

Conhece as nossas mascotes…
O Arquivo Municipal de Penafiel possui uma publicação denominada “Arquijovem” tentando com este divulgar o Arquivo, especialmente, por entre as camadas mais jovens do nosso concelho.
O objectivo desta publicação... é sensibilizar as crianças, e os adultos que lidam com elas diariamente, para a importância da preservação da informação e de como esta constitui a nossa memória, a memória dos nossos tempos, a história do nosso concelho.
Este primeiro número do Arquijovem apresenta os amigos e protectores dos documentos, recorrendo a personagens da lenda de Arrifana de Sousa, mas também alguns dos seus inimigos, que teimam em fazer-lhe mal e com quem o Arquivo se debate fielmente, para garantir o seu bom estado de conservação e para que possam estar, deste modo, acessíveis a todos.
Vamos, ao longo de algumas semanas, dar a conhecer as nossas mascotes e o papel que cada uma desempenha, no nosso Arquivo.

Fica atento…

Elaborado por Joana Ribeiro

Crónica do médico dos livros VII

Cuidados com os documentos:


Nunca se deve apoiar ou escrever sobre um documento (aberto ou fechado). Se precisar de tirar notas escreva sobre a mesa e não sobre o documento. E jamais deve escrever seja o que for num documento.




Durante a consulta de um documento, nunca apoie os braços sobre o mesmo.





Ao retirar um livro da estante, nunca o faça pela parte de cima da lombada.